CBO 7641-15 — Preparador de calçados
O código 7641-15 identifica a ocupação preparador de calçados na CBO 2002, dentro da família 7641 — Trabalhadores da preparação da confecção de calçados. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um preparador de calçados
Organizam o corte de peças para a confecção de calçados, cortam as peças. Preparam peças da parte superior do calçado. Confeccionam solas para calçados e preparam palmilhas e saltos para a confecção de calçados. Realizam inspeções nos componentes dos calçados. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos, de qualidade, segurança, meio ambiente e saúde.
Descrição oficial da família 7641 — Trabalhadores da preparação da confecção de calçados, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham como assalariados, com registro em carteira, e se organizam de forma individual, em equipe por setor de trabalho e em equipe por esteira, sob supervisão permanente. São absorvidos pelo mercado de trabalho nas indústrias de fabricação de artefatos de couro e artigos de viagem e calçados. Atuam em locais fechados no período diurno, e em rodízio de turnos, nas grandes empresas. Em algumas situações podem estar sujeitos a estresse, a posições desconfortáveis durante longos períodos e expostos a ruídos e materiais tóxicos.
Recursos de trabalho
Balancim hidráulico; Balancim ponte; Cepo; Coleiro; Lixadeira; Máquina de chanfrar; Máquina de costura (preparação); Navalhas; Pincel; Prensa hidráulica e pneumática.
Quanto ganha um preparador de calçados
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.028
Entrada × quem já está
R$ 1.849 ao ser admitido · R$ 2.028 para quem tem vínculo ativo +9,7%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de preparador de calçados foi de R$ 1.849 — metade das 14.667 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.600 e os 10% de maior, acima de R$ 2.408.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.028, ou seja, 9,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 22 meses.
Considerando a jornada média de 43.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 1.849 |
| Por ano (12 salários) | R$ 22.188 |
| Por semana | R$ 426 |
| Por hora (43.4h/sem) | R$ 10,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| RS | 4.772 | -640 | — | R$ 1.941 | — |
| SP | 2.897 | -122 | — | R$ 2.085 | — |
| CE | 2.862 | +164 | — | R$ 1.620 | — |
| MG | 2.784 | -275 | — | R$ 1.987 | — |
| SE | 593 | +383 | — | R$ 1.650 | — |
| SC | 371 | -135 | — | R$ 1.976 | — |
| MS | 347 | +5 | — | R$ 1.735 | — |
| BA | 308 | -46 | — | R$ 1.595 | — |
| PB | 81 | +21 | — | R$ 1.693 | — |
| GO | 48 | +11 | — | R$ 1.645 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
15.118
Desligamentos
15.808
Saldo
-690
Rotatividade
60,5%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 15.118 admissões e 15.808 desligamentos de preparador de calçados, o que significa que o mercado formal fechou 690 postos de trabalho no período, com rotatividade de 60,5% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 39,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 41,8% por dispensa sem justa causa, além de 17% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 15.808 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata preparador de calçados
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Fabricação de calçados de couro 1531901 · 39,7% das admissões | 6.007 | 44h | R$ 1.622 | R$ 1.688 | R$ 2.049 | 2% | 3 |
| Acabamento de calçados de couro sob contrato 1531902 · 14,4% das admissões | 2.176 | 44h | R$ 1.836 | R$ 1.964 | R$ 2.176 | 3% | 3 |
| Fabricação de calçados de material sintético 1533500 · 13,9% das admissões | 2.098 | 44h | R$ 1.698 | R$ 1.854 | R$ 2.082 | 2% | 3 |
| Fabricação de partes para calçados, de qualquer material 1540800 · 10,9% das admissões | 1.654 | 44h | R$ 1.686 | R$ 1.789 | R$ 2.030 | 3% | 3 |
| Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente 1539400 · 7,2% das admissões | 1.093 | 44h | R$ 1.687 | R$ 1.894 | R$ 2.235 | 3% | 3 |
| Fabricação de tênis de qualquer material 1532700 · 4,5% das admissões | 677 | 44h | R$ 1.724 | R$ 1.988 | R$ 2.209 | 2% | 3 |
| Comércio varejista de calçados 4782201 · 2,1% das admissões | 319 | 44h | R$ 1.855 | R$ 2.077 | R$ 2.515 | 2% | 1 |
| Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 1,3% das admissões | 196 | 44.1h | R$ 1.810 | R$ 1.871 | R$ 2.114 | 2% | 1 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como preparador de calçados
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 26.126 vínculos
Idade mediana
35 anos
Tempo de casa
22 meses
Em empresa do Simples
31,2%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,7h/sem
- Pessoas com deficiência2%
Sobre os 26.126 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de preparador de calçados
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
12
CAT no período
255
Óbitos comunicados
1
Idade média no acidente
34 anos
Foram 255 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo preparador de calçados nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 12 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 58% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 41,6% de trajeto (no deslocamento) e 0,4% doenças ocupacionais.
No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 29 | 11,4% | 3.531 |
| S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha | 12 | 4,7% | 3.531 |
| S62.6 — Fratura de outros dedos | 10 | 3,9% | 24.580 |
| S42.0 — Fratura da clavícula | 7 | 2,7% | 11.388 |
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 6 | 2,4% | 5.476 |
| S80.0 — Contusão do joelho | 5 | 2% | 1.225 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de calçados de couro) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 12 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral
Informalidade no setor
24,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
16,3%
Rendimento formal × informal
R$ 3.887 × R$ 2.141
No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
Para o exercício dessas ocupações requer-se formação mínima do ensino fundamental (de quarta à sétima série). Geralmente o aprendizado da profissão ocorre no pró-prio emprego. Os profissionais, em média, atingem o pleno desempenho profissional após um a dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 7641.
Qual especialização paga mais na família 7641
Todas as ocupações de trabalhadores da preparação da confecção de calçados, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 7641-10 | Cortador de solas e palmilhas, a máquina | R$ 2.300 | R$ 2.561 | 746 |
| 7641-20 | Preparador de solas e palmilhas | R$ 2.061 | R$ 2.299 | 5.371 |
| 7641-05 | Cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas) | R$ 1.619 | R$ 2.155 | 11.750 |
| 7641-15 | Preparador de calçados (esta página) | R$ 1.849 | R$ 2.028 | 26.126 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7641-15.
A Organizar corte de peças para confecção de calçados (11)
- •Comparar a matéria-prima com as especificações da ordem de produção
- •Identificar tipos de materiais (couro e ou sintético)
- •Analisar dados da ordem de produção
- •Ajustar máquinas de corte (balancim)
- •Verificar a uniformidade dos cepos
- •Selecionar navalhas para corte de peças
- •Afiar navalhas
- •Analisar plano de corte
- •Enfestar materiais sintéticos
- •Lubrificar máquinas
- •Limpar máquinas
C Preparar peças da parte superior do calçado (13)
- •Chanfrar peças (gáspea, lateral, calcanheira, traseiro, travessas)
- •Frequenciar peças (material sintético)
- •Rachar peças (reforço, gravata, calcanheira)
- •Carimbar peças (número, marca, e data de fabricação)
- •Recortar peças frequenciadas (material sintético)
- •Identificar referências de linhas de bordado
- •Bordar peças (gáspea, lateral, cano traseiro, pala)
- •Aplicar cola nas peças
- •Aplicar couraça na gáspea
- •Entretelar peças
- •Colocar contrafortes na parte traseira do calçado
- •Colar espuma e etiqueta na calcanheira
- •Serigrafar peças
G Realizar inspeções nos componentes dos calçados (5)
- •Inspecionar visualmente a matéria-prima
- •Inspecionar espessura da matéria-prima
- •Verificar falhas e defeitos de cortes nas peças
- •Medir a espessura das peças rachadas
- •Revisar altura e colagem do solado e dos saltos
Z Demonstrar competências pessoais (9)
- •Agir com criatividade
- •Demonstrar iniciativa
- •Atuar com responsabilidade
- •Demonstrar confiabilidade
- •Demonstrar comunicabilidade
- •Atuar com dinamismo
- •Buscar auto-desenvolvimento
- •Demonstrar auto-organização
- •Trabalhar em equipe
Sinônimos oficiais (5)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7641-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um preparador de calçados?
A mediana do salário de admissão é R$ 1.849 por mês, considerando as 14.667 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.600 (10% menores) a R$ 2.408 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.028 (RAIS 2024), 9.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando preparador de calçados?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 15.118 admissões contra 15.808 desligamentos, saldo de -690 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata preparador de calçados?
A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de calçados de couro (CNAE 1531901), com 39,7% das admissões e mediana de R$ 1.688. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de preparador de calçados?
7641-15 (família 7641 — Trabalhadores da preparação da confecção de calçados). A CBO reconhece também os títulos: Chanfrador de calçados, Colador de calçados, Debruador de calçados, Montador de calçados (parte superior), Virador de calçados — todos usam o mesmo código 7641-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser preparador de calçados?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7641: Para o exercício dessas ocupações requer-se formação mínima do ensino fundamental (de quarta à sétima série). Geralmente o aprendizado da profissão ocorre no pró-prio emprego. Os profissionais, em média, atingem o pleno desempenho profissional após um a dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de preparador de calçados?
A taxa é de 12 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (33,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 7641-15?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 7641-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7641-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1531901), o RAT é 2%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7641:
- •Calçados Pé de Ferro Nordeste Ltda.
- •Ceville Calçados Ltda.
- •Cooperativa Industrial Aracati Calçados Ltda.
- •Dakota Nordeste S.A.
- •Francisco Lourenço Leite ME.
- •Grendene Sobral S.A.
- •Recamonde Artefatos de Couro Ltda.
- •Rita de Oliveira Lopes ME.
- •Vulcabrás do Nordeste S.A.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai