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CBO 2002 Família 7641 R$ 1.868 na admissão -1.102 postos em 12 meses 38 atividades

CBO 7641-15 — Preparador de calçados

O código 7641-15 identifica a ocupação preparador de calçados na CBO 2002, dentro da família 7641 — Trabalhadores da preparação da confecção de calçados. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um preparador de calçados

Organizam o corte de peças para a confecção de calçados, cortam as peças. Preparam peças da parte superior do calçado. Confeccionam solas para calçados e preparam palmilhas e saltos para a confecção de calçados. Realizam inspeções nos componentes dos calçados. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos, de qualidade, segurança, meio ambiente e saúde.

Descrição oficial da família 7641 — Trabalhadores da preparação da confecção de calçados, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham como assalariados, com registro em carteira, e se organizam de forma individual, em equipe por setor de trabalho e em equipe por esteira, sob supervisão permanente. São absorvidos pelo mercado de trabalho nas indústrias de fabricação de artefatos de couro e artigos de viagem e calçados. Atuam em locais fechados no período diurno, e em rodízio de turnos, nas grandes empresas. Em algumas situações podem estar sujeitos a estresse, a posições desconfortáveis durante longos períodos e expostos a ruídos e materiais tóxicos.

Recursos de trabalho

Balancim hidráulico; Balancim ponte; Cepo; Coleiro; Lixadeira; Máquina de chanfrar; Máquina de costura (preparação); Navalhas; Pincel; Prensa hidráulica e pneumática.

Quanto ganha um preparador de calçados

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60410% ganham até R$ 1.868mediana R$ 2.42010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.028

Entrada × quem já está

R$ 1.868 ao ser admitido · R$ 2.028 para quem tem vínculo ativo +8,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de preparador de calçados foi de R$ 1.868 — metade das 14.365 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.604 e os 10% de maior, acima de R$ 2.420.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.028, ou seja, 8,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 22 meses.

Considerando a jornada média de 43.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.868
Por ano (12 salários)R$ 22.416
Por semanaR$ 430
Por hora (43.4h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.821 37,1%
  • Mulheres — R$ 1.881 62,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.985 33,6%
  • Mulheres — R$ 2.043 66,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 1.636
  • Sudeste 2.060
  • Sul 1.956
  • Centro-Oeste 1.728

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
RS 4.825 -514 — R$ 1.950 —
SP 2.869 -188 — R$ 2.108 —
CE 2.748 -23 — R$ 1.632 —
MG 2.702 -407 — R$ 2.002 —
SE 590 +350 — R$ 1.650 —
SC 375 -117 — R$ 1.984 —
MS 295 -32 — R$ 1.734 —
BA 244 -118 — R$ 1.633 —
PB 65 +6 — R$ 1.660 —
GO 41 +2 — R$ 1.648 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

14.810

Desligamentos

15.912

Saldo

-1.102

Rotatividade

60,9%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+859) saldo negativo · pior: dez/25 (-1.436)

Em 12 meses houve 14.810 admissões e 15.912 desligamentos de preparador de calçados, o que significa que o mercado formal fechou 1.102 postos de trabalho no período, com rotatividade de 60,9% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 38,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 42,6% por dispensa sem justa causa, além de 16,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 38,8%
  • Dispensa sem justa causa 42,6%
  • Fim de contrato 16,6%
  • Aposentadoria 0,1%

Sobre 15.912 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,1%
  • Contrato intermitente 0,1%
  • Pessoa com deficiência 0,6%
  • Jovem aprendiz 1,5%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 7,9%
  • 1 a 4 empregados 4,3%
  • 5 a 9 empregados 5%
  • 10 a 19 empregados 9,4%
  • 20 a 49 empregados 17,4%
  • 50 a 99 empregados 10,7%
  • 100 a 249 empregados 14%
  • 250 a 499 empregados 10,2%
  • 500 a 999 empregados 5%
  • 1.000 ou mais empregados 16%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata preparador de calçados

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de calçados de couro 1531901 · 38,8% das admissões 5.747 44h R$ 1.633 R$ 1.694 R$ 2.074 2% 3
Acabamento de calçados de couro sob contrato 1531902 · 14,7% das admissões 2.181 44h R$ 1.846 R$ 1.975 R$ 2.188 3% 3
Fabricação de calçados de material sintético 1533500 · 13,8% das admissões 2.038 44h R$ 1.700 R$ 1.867 R$ 2.104 2% 3
Fabricação de partes para calçados, de qualquer material 1540800 · 11,9% das admissões 1.758 44h R$ 1.682 R$ 1.780 R$ 2.031 3% 3
Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente 1539400 · 6,9% das admissões 1.028 44h R$ 1.714 R$ 1.966 R$ 2.260 3% 3
Fabricação de tênis de qualquer material 1532700 · 4,3% das admissões 634 44h R$ 1.743 R$ 1.997 R$ 2.227 2% 3
Comércio varejista de calçados 4782201 · 2,2% das admissões 329 44h R$ 1.864 R$ 2.116 R$ 2.540 2% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 1,5% das admissões 224 44h R$ 1.815 R$ 1.869 R$ 2.081 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como preparador de calçados

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 26.126 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

22 meses

Em empresa do Simples

31,2%

Sexo

  • Mulher 66,9%
  • Homem 33,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência2%

Sobre os 26.126 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 53,8%
  • Parda 39,1%
  • Preta 6,4%
  • Amarela 0,4%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,4%
  • Até o 5º ano incompleto 3,5%
  • 5º ano completo 4,8%
  • 6º ao 9º ano 13%
  • Fundamental completo 11,1%
  • Médio incompleto 14,3%
  • Médio completo 51,3%
  • Superior incompleto 1%
  • Superior completo 0,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 2,8%
  • 5º ano completo 3,5%
  • 6º a 9º ano 10%
  • Fundamental completo 9,1%
  • Médio incompleto 17,1%
  • Médio completo 54,9%
  • Superior incompleto 1,3%
  • Superior completo 0,9%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 3,2%
  • 5 a 9 empregados 4,5%
  • 10 a 19 empregados 7,8%
  • 20 a 49 empregados 18,3%
  • 50 a 99 empregados 11,8%
  • 100 a 249 empregados 15,3%
  • 250 a 499 empregados 9,4%
  • 500 a 999 empregados 8,7%
  • 1.000 ou mais empregados 21%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de preparador de calçados

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

12

CAT no período

255

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

34 anos

Foram 255 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo preparador de calçados nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 12 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 58% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 41,6% de trajeto (no deslocamento) e 0,4% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 41,6%
  • Típico 58%
  • Doença 0,4%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 33,3%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 12,2%
  • Partes múltiplas 5,9%
  • Membros superiores, NIC 5,5%
  • Pé (exceto artelhos) 5,5%

Natureza da lesão

  • Fratura 21,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 18%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 13,7%
  • Lesão imediata 12,5%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 9,8%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 16,1%
  • Prensa - máquina 12,5%
  • Máquina, NIC 9,8%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 9,4%
  • Máquina de costurar e de pespontar 5,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 29 11,4% 3.531
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 12 4,7% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 10 3,9% 24.580
S42.0 — Fratura da clavícula 7 2,7% 11.388
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 6 2,4% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 5 2% 1.225

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de calçados de couro) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 12 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se formação mínima do ensino fundamental (de quarta à sétima série). Geralmente o aprendizado da profissão ocorre no pró-prio emprego. Os profissionais, em média, atingem o pleno desempenho profissional após um a dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7641.

Qual especialização paga mais na família 7641

Todas as ocupações de trabalhadores da preparação da confecção de calçados, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7641-10 Cortador de solas e palmilhas, a máquina R$ 2.364 R$ 2.561 746
7641-20 Preparador de solas e palmilhas R$ 2.062 R$ 2.299 5.371
7641-05 Cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas) R$ 1.621 R$ 2.155 11.750
7641-15 Preparador de calçados (esta página) R$ 1.868 R$ 2.028 26.126

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7641-15.

A Organizar corte de peças para confecção de calçados (11)
  • •Comparar a matéria-prima com as especificações da ordem de produção
  • •Identificar tipos de materiais (couro e ou sintético)
  • •Analisar dados da ordem de produção
  • •Ajustar máquinas de corte (balancim)
  • •Verificar a uniformidade dos cepos
  • •Selecionar navalhas para corte de peças
  • •Afiar navalhas
  • •Analisar plano de corte
  • •Enfestar materiais sintéticos
  • •Lubrificar máquinas
  • •Limpar máquinas
C Preparar peças da parte superior do calçado (13)
  • •Chanfrar peças (gáspea, lateral, calcanheira, traseiro, travessas)
  • •Frequenciar peças (material sintético)
  • •Rachar peças (reforço, gravata, calcanheira)
  • •Carimbar peças (número, marca, e data de fabricação)
  • •Recortar peças frequenciadas (material sintético)
  • •Identificar referências de linhas de bordado
  • •Bordar peças (gáspea, lateral, cano traseiro, pala)
  • •Aplicar cola nas peças
  • •Aplicar couraça na gáspea
  • •Entretelar peças
  • •Colocar contrafortes na parte traseira do calçado
  • •Colar espuma e etiqueta na calcanheira
  • •Serigrafar peças
G Realizar inspeções nos componentes dos calçados (5)
  • •Inspecionar visualmente a matéria-prima
  • •Inspecionar espessura da matéria-prima
  • •Verificar falhas e defeitos de cortes nas peças
  • •Medir a espessura das peças rachadas
  • •Revisar altura e colagem do solado e dos saltos
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • •Agir com criatividade
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Atuar com responsabilidade
  • •Demonstrar confiabilidade
  • •Demonstrar comunicabilidade
  • •Atuar com dinamismo
  • •Buscar auto-desenvolvimento
  • •Demonstrar auto-organização
  • •Trabalhar em equipe

Sinônimos oficiais (5)

Chanfrador de calçadosColador de calçadosDebruador de calçadosMontador de calçados (parte superior)Virador de calçados

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7641-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um preparador de calçados?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.868 por mês, considerando as 14.365 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.604 (10% menores) a R$ 2.420 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.028 (RAIS 2024), 8.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando preparador de calçados?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 14.810 admissões contra 15.912 desligamentos, saldo de -1.102 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata preparador de calçados?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de calçados de couro (CNAE 1531901), com 38,8% das admissões e mediana de R$ 1.694. A ficha de preparador de calçados no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de preparador de calçados?

7641-15 (família 7641 — Trabalhadores da preparação da confecção de calçados). A CBO reconhece também os títulos: Chanfrador de calçados, Colador de calçados, Debruador de calçados, Montador de calçados (parte superior), Virador de calçados — todos usam o mesmo código 7641-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser preparador de calçados?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7641: Para o exercício dessas ocupações requer-se formação mínima do ensino fundamental (de quarta à sétima série). Geralmente o aprendizado da profissão ocorre no pró-prio emprego. Os profissionais, em média, atingem o pleno desempenho profissional após um a dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de preparador de calçados?

A taxa é de 12 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (33,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7641-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7641-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7641-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1531901), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7641:

  • •Calçados Pé de Ferro Nordeste Ltda.
  • •Ceville Calçados Ltda.
  • •Cooperativa Industrial Aracati Calçados Ltda.
  • •Dakota Nordeste S.A.
  • •Francisco Lourenço Leite ME.
  • •Grendene Sobral S.A.
  • •Recamonde Artefatos de Couro Ltda.
  • •Rita de Oliveira Lopes ME.
  • •Vulcabrás do Nordeste S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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