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CBO 2002 Família 7641 R$ 1.619 na admissão +1.068 postos em 12 meses 28 atividades

CBO 7641-05 — Cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas)

O código 7641-05 identifica a ocupação cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas) na CBO 2002, dentro da família 7641 — Trabalhadores da preparação da confecção de calçados. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas)

Organizam o corte de peças para a confecção de calçados, cortam as peças. Preparam peças da parte superior do calçado. Confeccionam solas para calçados e preparam palmilhas e saltos para a confecção de calçados. Realizam inspeções nos componentes dos calçados. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos, de qualidade, segurança, meio ambiente e saúde.

Descrição oficial da família 7641 — Trabalhadores da preparação da confecção de calçados, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham como assalariados, com registro em carteira, e se organizam de forma individual, em equipe por setor de trabalho e em equipe por esteira, sob supervisão permanente. São absorvidos pelo mercado de trabalho nas indústrias de fabricação de artefatos de couro e artigos de viagem e calçados. Atuam em locais fechados no período diurno, e em rodízio de turnos, nas grandes empresas. Em algumas situações podem estar sujeitos a estresse, a posições desconfortáveis durante longos períodos e expostos a ruídos e materiais tóxicos.

Recursos de trabalho

Balancim hidráulico; Balancim ponte; Cepo; Coleiro; Lixadeira; Máquina de chanfrar; Máquina de costura (preparação); Navalhas; Pincel; Prensa hidráulica e pneumática.

Quanto ganha um cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.51410% ganham atéR$ 1.619medianaR$ 2.81610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.155

Entrada × quem já está

R$ 1.619 ao ser admitido · R$ 2.155 para quem tem vínculo ativo +33,1%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas) foi de R$ 1.619 — metade das 6.629 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.514 e os 10% de maior, acima de R$ 2.816.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.155, ou seja, 33,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 31 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 8,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.619
Por ano (12 salários)R$ 19.428
Por semanaR$ 373
Por hora (43.9h/sem)R$ 8,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.62263,2%
  • Mulheres — R$ 1.61336,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.26370,2%
  • Mulheres — R$ 1.84229,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.616
  • Sudeste1.659
  • Sul2.085

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (7 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MG 3.122 +767 R$ 1.635
PB 1.606 +919 R$ 1.616
RS 835 -217 R$ 2.064
SP 787 -113 R$ 2.739
BA 132 -102 R$ 1.628
SC 111 -46 R$ 2.510
CE 83 -90 R$ 1.588

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

6.718

Desligamentos

5.650

Saldo

+1.068

Rotatividade

48,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+292) saldo negativo · pior: dez/25 (-386)

Em 12 meses houve 6.718 admissões e 5.650 desligamentos de cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas), o que significa que o mercado formal abriu 1.068 postos de trabalho no período, com rotatividade de 48,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 39,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 47,3% por dispensa sem justa causa, além de 9,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador39,1%
  • Dispensa sem justa causa47,3%
  • Fim de contrato9,1%
  • Aposentadoria0,2%

Sobre 5.650 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro4,4%
  • 1 a 4 empregados2,6%
  • 5 a 9 empregados3,2%
  • 10 a 19 empregados5,2%
  • 20 a 49 empregados7,9%
  • 50 a 99 empregados4,7%
  • 100 a 249 empregados11,2%
  • 250 a 499 empregados10,8%
  • 500 a 999 empregados5,5%
  • 1.000 ou mais empregados44,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente 1539400 · 49,6% das admissões 3.333 44h R$ 1.570 R$ 1.626 R$ 1.672 3% 3
Fabricação de calçados de couro 1531901 · 22% das admissões 1.475 44h R$ 1.619 R$ 1.757 R$ 2.633 2% 3
Fabricação de partes para calçados, de qualquer material 1540800 · 10,2% das admissões 686 44h R$ 1.568 R$ 1.634 R$ 1.697 3% 3
Fabricação de calçados de material sintético 1533500 · 5,3% das admissões 358 44h R$ 1.948 R$ 2.390 R$ 2.820 2% 3
Acabamento de calçados de couro sob contrato 1531902 · 5% das admissões 333 44h R$ 1.658 R$ 1.871 R$ 2.198 3% 3
Fabricação de tênis de qualquer material 1532700 · 2,4% das admissões 159 44h R$ 2.090 R$ 2.740 R$ 3.003 2% 3
Comércio varejista de calçados 4782201 · 1% das admissões 65 44h R$ 1.992 R$ 2.783 R$ 3.097 2% 1
Comércio atacadista de calçados 4643501 · 0,9% das admissões 59 44h R$ 1.746 R$ 1.792 R$ 2.061 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 11.750 vínculos

Idade mediana

36 anos

Tempo de casa

31 meses

Em empresa do Simples

16%

Sexo

  • Homem70,3%
  • Mulher29,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,9h/sem
  • Pessoas com deficiência4,1%

Sobre os 11.750 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda46,1%
  • Branca43,4%
  • Preta9,6%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto2,1%
  • 5º ano completo3,8%
  • 6º ao 9º ano9,1%
  • Fundamental completo11,6%
  • Médio incompleto11,4%
  • Médio completo60%
  • Superior incompleto1,1%
  • Superior completo0,8%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto1,3%
  • 5º ano completo2,8%
  • 6º a 9º ano5,8%
  • Fundamental completo10%
  • Médio incompleto8,6%
  • Médio completo68,5%
  • Superior incompleto1,5%
  • Superior completo1,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados2,7%
  • 5 a 9 empregados3,4%
  • 10 a 19 empregados5,1%
  • 20 a 49 empregados9,4%
  • 50 a 99 empregados6,1%
  • 100 a 249 empregados12,8%
  • 250 a 499 empregados13,4%
  • 500 a 999 empregados9,4%
  • 1.000 ou mais empregados37,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

15,3

CAT no período

143

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

33 anos

Foram 143 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 15,3 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 40,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 53,1% de trajeto (no deslocamento) e 6,3% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto53,1%
  • Típico40,6%
  • Doença6,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo18,2%
  • Membros superiores, NIC11,2%
  • Mão (exceto punho ou dedos)10,5%
  • Joelho6,3%
  • Ombro5,6%

Natureza da lesão

  • Fratura21,7%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)20,3%
  • Lesão imediata18,2%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)17,5%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)4,2%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas23,1%
  • Motocicleta, motoneta18,9%
  • Máquina, NIC9,8%
  • Veículo, NIC6,3%
  • Tesoura, guilhotina, máquina de cortar - máquina4,2%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
T14.9 — Traumatismo não especificado 14 9,8% 796
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 9 6,3% 3.531
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 4 2,8% 1.358
S80.0 — Contusão do joelho 4 2,8% 1.225
R45 — Sintomas e sinais relativos ao estado emocional 4 2,8% 5
S42.0 — Fratura da clavícula 4 2,8% 11.388

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 15,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se formação mínima do ensino fundamental (de quarta à sétima série). Geralmente o aprendizado da profissão ocorre no pró-prio emprego. Os profissionais, em média, atingem o pleno desempenho profissional após um a dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7641.

Qual especialização paga mais na família 7641

Todas as ocupações de trabalhadores da preparação da confecção de calçados, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7641-10 Cortador de solas e palmilhas, a máquina R$ 2.300 R$ 2.561 746
7641-20 Preparador de solas e palmilhas R$ 2.061 R$ 2.299 5.371
7641-05 Cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas) (esta página) R$ 1.619 R$ 2.155 11.750
7641-15 Preparador de calçados R$ 1.849 R$ 2.028 26.126

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7641-05.

A Organizar corte de peças para confecção de calçados (11)
  • Comparar a matéria-prima com as especificações da ordem de produção
  • Identificar tipos de materiais (couro e ou sintético)
  • Analisar dados da ordem de produção
  • Ajustar máquinas de corte (balancim)
  • Verificar a uniformidade dos cepos
  • Selecionar navalhas para corte de peças
  • Afiar navalhas
  • Analisar plano de corte
  • Enfestar materiais sintéticos
  • Lubrificar máquinas
  • Limpar máquinas
B Cortar peças para a confecção de calçados (4)
  • Posicionar navalhas na matéria-prima
  • Remover peças cortadas nas navalhas
  • Conferir quantidade de peças cortadas
  • Separar peças cortadas em caixas conforme ordem de produção
G Realizar inspeções nos componentes dos calçados (4)
  • Inspecionar visualmente a matéria-prima
  • Inspecionar espessura da matéria-prima
  • Verificar falhas e defeitos de cortes nas peças
  • Medir a espessura das peças rachadas
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • Agir com criatividade
  • Demonstrar iniciativa
  • Atuar com responsabilidade
  • Demonstrar confiabilidade
  • Demonstrar comunicabilidade
  • Atuar com dinamismo
  • Buscar auto-desenvolvimento
  • Demonstrar auto-organização
  • Trabalhar em equipe

Sinônimos oficiais (6)

Cortador de calçadosCortador de capas de saltos para calçadosCortador de couro na fabricação de calçadosOperador de balancim na confecção de calçadosOperador de balancim no corte de couroOperador de prensa na indústria de calçados

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7641-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas)?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.619 por mês, considerando as 6.629 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.514 (10% menores) a R$ 2.816 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.155 (RAIS 2024), 33.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 6.718 admissões contra 5.650 desligamentos, saldo de +1.068 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente (CNAE 1539400), com 49,6% das admissões e mediana de R$ 1.626. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas)?

7641-05 (família 7641 — Trabalhadores da preparação da confecção de calçados). A CBO reconhece também os títulos: Cortador de calçados, Cortador de capas de saltos para calçados, Cortador de couro na fabricação de calçados, Operador de balancim na confecção de calçados, Operador de balancim no corte de couro, Operador de prensa na indústria de calçados — todos usam o mesmo código 7641-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7641: Para o exercício dessas ocupações requer-se formação mínima do ensino fundamental (de quarta à sétima série). Geralmente o aprendizado da profissão ocorre no pró-prio emprego. Os profissionais, em média, atingem o pleno desempenho profissional após um a dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de cortador de calçados, a máquina (exceto solas e palmilhas)?

A taxa é de 15,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (18,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é T14.9 — traumatismo não especificado. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7641-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7641-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7641-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1539400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7641:

  • Calçados Pé de Ferro Nordeste Ltda.
  • Ceville Calçados Ltda.
  • Cooperativa Industrial Aracati Calçados Ltda.
  • Dakota Nordeste S.A.
  • Francisco Lourenço Leite ME.
  • Grendene Sobral S.A.
  • Recamonde Artefatos de Couro Ltda.
  • Rita de Oliveira Lopes ME.
  • Vulcabrás do Nordeste S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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