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CBO 2002 Família 7603 R$ 2.938 na admissão -337 postos em 12 meses 53 atividades

CBO 7603-05 — Encarregado de corte na confecção do vestuário

O código 7603-05 identifica a ocupação encarregado de corte na confecção do vestuário na CBO 2002, dentro da família 7603 — Supervisores na confecção do vestuário. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um encarregado de corte na confecção do vestuário

Supervisionam equipes de trabalho; organizam dados de produção de corte e costura, definindo metas, organizando cronogramas, dimensionando a capacidade de produção. Controlam recursos para produção. Administram metas e resultados da produção, analisando relatórios, custos e registros. Controlam a qualidade dos produtos, determinando padrões de produção, avaliando satisfação de clientes, inspecionando a qualidade dos produtos.

Descrição oficial da família 7603 — Supervisores na confecção do vestuário, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Esses trabalhadores são absorvidos pelas indústrias de confecção de artigos do vestuário e acessórios, exceto calçados. São empregados formais com registro em carteira e supervisionam diretamente uma equipe de costura e corte que se organiza em produção em linha ou em equipe multifuncional nas células de produção; trabalham, geralmente, sob supervisão de profissionais mais experientes, ou profissionais de nível superior da área de confecção de roupas e acessórios do vestuário. Atuam em locais fechados por rodízio de turnos. Eventualmente são expostos a ruídos.

Recursos de trabalho

Máquina de aplicar ilhoses; Máquina de bordar; Máquina de enfesto; Máquina de overloque; Máquina de ponto corrente; Máquina de posicionar entretelas; Máquina de pregar botão; Terminal de encaixe (cad).

Quanto ganha um encarregado de corte na confecção do vestuário

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.77710% ganham atéR$ 2.938medianaR$ 4.76110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.350

Entrada × quem já está

R$ 2.938 ao ser admitido · R$ 3.350 para quem tem vínculo ativo +14%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de encarregado de corte na confecção do vestuário foi de R$ 2.938 — metade das 523 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.777 e os 10% de maior, acima de R$ 4.761.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.350, ou seja, 14% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 48 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 15,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.938
Por ano (12 salários)R$ 35.256
Por semanaR$ 676
Por hora (43.8h/sem)R$ 15,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.02165%
  • Mulheres — R$ 2.52135%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.56359,8%
  • Mulheres — R$ 3.03140,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste2.333
  • Sudeste3.085
  • Sul3.033
  • Centro-Oeste2.633

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (5 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 166 -83 R$ 3.179
SC 80 -71 R$ 3.450
MG 61 -47 R$ 3.000
PR 52 -40 R$ 2.700
CE 43 -3 R$ 2.538

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

533

Desligamentos

870

Saldo

-337

Rotatividade

28,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/25 (-9) saldo negativo · pior: abr/26 (-44)

Em 12 meses houve 533 admissões e 870 desligamentos de encarregado de corte na confecção do vestuário, o que significa que o mercado formal fechou 337 postos de trabalho no período, com rotatividade de 28,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 22,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 71,3% por dispensa sem justa causa, além de 3,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador22,1%
  • Dispensa sem justa causa71,3%
  • Fim de contrato3,3%

Sobre 870 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,4% das admissões são de jornada parcial e 0,4% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro14,4%
  • 1 a 4 empregados10,1%
  • 5 a 9 empregados12,8%
  • 10 a 19 empregados18,4%
  • 20 a 49 empregados22%
  • 50 a 99 empregados9,4%
  • 100 a 249 empregados9,4%
  • 250 a 499 empregados1,7%
  • 500 a 999 empregados1,3%
  • 1.000 ou mais empregados0,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata encarregado de corte na confecção do vestuário

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 38,6% das admissões 206 44.1h R$ 2.379 R$ 3.068 R$ 4.033 3% 2
Facção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas 1412603 · 8,8% das admissões 47 44h R$ 1.738 R$ 2.525 R$ 3.058 3% 2
Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 4781400 · 6,9% das admissões 37 44.2h R$ 2.800 2% 1
Fabricação de equipamentos e acessórios para segurança pessoal e profissional 3292202 · 3,9% das admissões 21 44h R$ 3.133 3%
Confecção de roupas íntimas 1411801 · 3,8% das admissões 20 44.1h R$ 2.721 3% 2
Confecção de roupas profissionais, exceto sob medida 1413401 · 3,8% das admissões 20 43.6h R$ 2.800 2% 2
Confecção, sob medida, de peças do vestuário, exceto roupas íntimas 1412602 · 3,4% das admissões 18 44h R$ 2.300 2% 2
Fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico 1351100 · 1,9% das admissões 10 44.7h R$ 3.500 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como encarregado de corte na confecção do vestuário

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.016 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

48 meses

No setor público

0,2%

Em empresa do Simples

55,6%

Sexo

  • Mulher41,2%
  • Homem58,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,7%
  • Jornada parcial0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,4%

Sobre os 3.016 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca62,5%
  • Parda31,5%
  • Preta5,4%
  • Amarela0,5%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,1%
  • Até o 5º ano incompleto1%
  • 5º ano completo1,2%
  • 6º ao 9º ano3,3%
  • Fundamental completo8,7%
  • Médio incompleto7,9%
  • Médio completo69,5%
  • Superior incompleto2,8%
  • Superior completo5,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto0,4%
  • 5º ano completo0,4%
  • 6º a 9º ano2,3%
  • Fundamental completo5,1%
  • Médio incompleto7,7%
  • Médio completo73,4%
  • Superior incompleto4,3%
  • Superior completo6,2%
  • Pós-graduação0,2%
  • Mestrado0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados7,9%
  • 5 a 9 empregados11,1%
  • 10 a 19 empregados18,5%
  • 20 a 49 empregados25,4%
  • 50 a 99 empregados15,3%
  • 100 a 249 empregados10,1%
  • 250 a 499 empregados5,1%
  • 500 a 999 empregados3,4%
  • 1.000 ou mais empregados3,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Há dois acessos mais comuns na ocupação: são trabalhadores experientes que ascendem à posição de liderança de uma equipe de trabalhadores de chão-de-fábrica e que se qualificaram ao longo dos anos pela experiência. Ou, são egressos de qualificação técnica de nível médio na área de confecção habilitados a planejar, coordenar, orientar e supervisionar as diversas etapas do processo produtivo, empregando técnicas de planejamento e controle. O desempenho pleno das atividades, após formação profissional, é de um a dois anos de atuação na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7603.

Qual especialização paga mais na família 7603

Todas as ocupações de supervisores na confecção do vestuário, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7603-05 Encarregado de corte na confecção do vestuário (esta página) R$ 2.938 R$ 3.350 3.016
7603-10 Encarregado de costura na confecção do vestuário R$ 2.604 R$ 3.014 10.996

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7603-05.

A Supervisionar equipes de trabalho de corte e costura (11)
  • Identificar necessidades de treinamento da equipe de trabalho
  • Selecionar pessoal
  • Treinar equipe de trabalho
  • Avaliar desempenho profissional da equipe de trabalho
  • Distribuir atividades de trabalho
  • Orientar equipe de trabalho
  • Controlar horas trabalhadas
  • Programar folgas e férias da equipe de trabalho
  • Propor medidas disciplinares
  • Controlar cumprimento das normas de segurança do trabalho
  • Monitorar cumprimento das normas administrativas da empresa
B Organizar dados de produção de corte e costura (10)
  • Definir metas de produção
  • Organizar cronograma de produção
  • Dimensionar capacidade de produção
  • Organizar leiaute em função do programa de produção
  • Definir métodos e processos de produção
  • Definir itens do controle de processo
  • Conferir ficha técnica
  • Requisitar materiais de consumo
  • Elaborar manuais de procedimentos operacionais
  • Emitir pareceres técnicos
C Controlar recursos para a produção (7)
  • Controlar disponibilidade de máquinas, equipamentos e instrumentos
  • Controlar estoques
  • Registrar dados de produção
  • Registrar horas improdutivas
  • Programar manutenção de máquinas e equipamentos
  • Controlar resíduos e desperdícios recuperáveis
  • Realizar balanço anual
D Administrar metas e resultados da produção (7)
  • Analisar relatórios e registros de produção
  • Controlar volume de produção
  • Monitorar pedidos e ordens de produção
  • Analisar viabilidade de produção de um novo produto
  • Analisar custos da produção
  • Monitorar pontos críticos da produção
  • Analisar causas de não conformidade
E Controlar a qualidade do produto (9)
  • Determinar padrões de produção de corte e costura
  • Inspecionar a qualidade de produtos
  • Monitorar padrões de qualidade do processo
  • Implementar ações preventivas e corretivas
  • Participar de auditorias dos processos produtivos
  • Avaliar satisfação dos clientes internos
  • Identificar falhas de produção
  • Analisar índices de reclamações dos clientes externos
  • Avaliar índices de produtos não conformes
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • Trabalhar em equipe
  • Liderar
  • Manter-se atualizado
  • Demonstrar boa fluência verbal
  • Demonstrar rapidez de raciocínio
  • Demonstrar auto-organização
  • Demonstrar autocontrole
  • Demonstrar dinamismo
  • Aceitar desafios

Sinônimos oficiais (2)

Coordenador de corte na confecção do vestuárioSupervisor de corte na confecção do vestuário

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7603-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um encarregado de corte na confecção do vestuário?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.938 por mês, considerando as 523 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.777 (10% menores) a R$ 4.761 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.350 (RAIS 2024), 14% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando encarregado de corte na confecção do vestuário?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 533 admissões contra 870 desligamentos, saldo de -337 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata encarregado de corte na confecção do vestuário?

A atividade econômica que mais contratou foi Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida (CNAE 1412601), com 38,6% das admissões e mediana de R$ 3.068. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de encarregado de corte na confecção do vestuário?

7603-05 (família 7603 — Supervisores na confecção do vestuário). A CBO reconhece também os títulos: Coordenador de corte na confecção do vestuário, Supervisor de corte na confecção do vestuário — todos usam o mesmo código 7603-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser encarregado de corte na confecção do vestuário?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7603: Há dois acessos mais comuns na ocupação: são trabalhadores experientes que ascendem à posição de liderança de uma equipe de trabalhadores de chão-de-fábrica e que se qualificaram ao longo dos anos pela experiência. Ou, são egressos de qualificação técnica de nível médio na área de confecção habilitados a planejar, coordenar, orientar e supervisionar as diversas etapas do processo produtivo, empregando técnicas de planejamento e controle. O desempenho pleno das atividades, após formação profissional, é de um a dois anos de atuação na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7603-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7603-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7603-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1412601), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7603:

  • Altenburg Indústria Textil Ltda.
  • Centro de Educação e Tecnologia Carlos Cid Renaux, Senai (Brusque-sc)
  • Colcci Indústria e Comércio do Vestuário Ltda.
  • Companhia Hering S.A.
  • Companhia Têxtil Karsten S.A.
  • Confecções Rovian Ltda.
  • Cremer S.A.
  • Dudalina S.A.
  • Intimamente Indústria e Comércio de Confeccões Ltda.
  • Maju Indústria Têxtil Ltda.
  • Selvys Malharia e Confecções Ltda.
  • Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Vestuário
  • Talinda Confecções Ltda.
  • Teka S.A. Tecelagem Kuehnrich
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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