CBO 7601-05 — Contramestre de acabamento (indústria têxtil)
O código 7601-05 identifica a ocupação contramestre de acabamento (indústria têxtil) na CBO 2002, dentro da família 7601 — Supervisores da indústria têxtil. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um contramestre de acabamento (indústria têxtil)
Administram a produção têxtil, distribuindo, coordenando e orientando os trabalhadores no beneficiamento e preparação do algodão e de fibras de fiação e tecelagem de fios artificiais, de lã, de fabricação de tecidos elásticos e artigos de malhas. Coordenam ações para garantir a qualidade do processo produtivo, assegurar a manutenção dos equipamentos, e a higiene e a segurança no trabalho. Administram materiais e participam da administração de custos. Adotam estratégias que possibilitam otimizar os processos de trabalho tais como busca de informações, utilização de ferramentas de gestão, introdução de melhorias no método de trabalho, entre outras.
Descrição oficial da família 7601 — Supervisores da indústria têxtil, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Atuam na fabricação de produtos têxteis e químicos e na confecção de artigos de vestuário e acessórios. São empregados com carteira assinada, trabalham em equipe, com supervisão ocasional, em ambiente fechado e no horário diurno. Eventualmente, permanecem expostos a materiais tóxicos e ruído intenso.
Recursos de trabalho
Abridores e batedores; Balanças; Caldeiras; Centrais de climatização e compressores de ar; Chaves de boca e estrela; Computadores; Higrômetros e termômetros; Sanforizadeira e calandras de pressão; Teares e urdideiras; Urdideiras e conicaleira.
Quanto ganha um contramestre de acabamento (indústria têxtil)
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.307
Entrada × quem já está
R$ 2.201 ao ser admitido · R$ 4.307 para quem tem vínculo ativo +95,7%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de contramestre de acabamento (indústria têxtil) foi de R$ 2.201 — metade das 509 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.657 e os 10% de maior, acima de R$ 5.000.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.307, ou seja, 95,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 71 meses.
Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.201 |
| Por ano (12 salários) | R$ 26.412 |
| Por semana | R$ 507 |
| Por hora (43.7h/sem) | R$ 12,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (4 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SC | 155 | -55 | — | R$ 2.300 | — |
| MG | 124 | -12 | — | R$ 1.663 | — |
| SP | 107 | -121 | — | R$ 3.117 | — |
| PR | 42 | -24 | — | R$ 3.025 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
516
Desligamentos
759
Saldo
-243
Rotatividade
26,3%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 516 admissões e 759 desligamentos de contramestre de acabamento (indústria têxtil), o que significa que o mercado formal fechou 243 postos de trabalho no período, com rotatividade de 26,3% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 33,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 54% por dispensa sem justa causa, além de 7,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 759 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata contramestre de acabamento (indústria têxtil)
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como contramestre de acabamento (indústria têxtil)
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.889 vínculos
Idade mediana
41 anos
Tempo de casa
71 meses
No setor público
6,4%
Em empresa do Simples
25,5%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,5h/sem
- Pessoas com deficiência1,7%
Sobre os 2.889 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de contramestre de acabamento (indústria têxtil)
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
19,4
CAT no período
46
Idade média no acidente
41 anos
Foram 46 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo contramestre de acabamento (indústria têxtil) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 19,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 73,9% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 26,1% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S61 — Ferimento do punho e da mão | 4 | 8,7% | 3.531 |
| S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha | 2 | 4,3% | 3.531 |
| S82 — Fratura da perna, incluindo tornozelo | 2 | 4,3% | 25.350 |
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 2 | 4,3% | 5.476 |
| R52.0 — Dor aguda | 2 | 4,3% | 174 |
| S97.8 — Lesão por esmagamento de outras partes do tornozelo e do pé | 1 | 2,2% | 82 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 19,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral
Informalidade no setor
24,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
16,3%
Rendimento formal × informal
R$ 3.887 × R$ 2.141
No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio incompleto, exceto para o mestre (indústria têxtil e de confecções) que deve ter concluído esse nível de ensino. Requer-se curso básico de qualificação profissional com carga horária diferenciada: mais de quatrocentas horas/aula, para o mestre, e de duzentas a quatrocentas horas/ aula, para os contramestres de acabamento, fiação, tecelagem ou malharia. O pleno desempenho das atividades do mestre ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. Para os contramestres, entre um e dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 7601.
Qual especialização paga mais na família 7601
Todas as ocupações de supervisores da indústria têxtil, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 7601-20 | Contramestre de tecelagem (indústria têxtil) | R$ 3.325 | R$ 4.968 | 2.339 |
| 7601-10 | Contramestre de fiação (indústria têxtil) | R$ 3.400 | R$ 4.796 | 1.008 |
| 7601-15 | Contramestre de malharia (indústria têxtil) | R$ 3.488 | R$ 4.363 | 549 |
| 7601-05 | Contramestre de acabamento (indústria têxtil) (esta página) | R$ 2.201 | R$ 4.307 | 2.889 |
| 7601-25 | Mestre (indústria têxtil e de confecções) | R$ 1.635 | R$ 2.226 | 6.247 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7601-05.
A Administrar a produção (7)
- •Assegurar a capacidade de produção por produto
- •Organizar o fluxo de produção
- •Dimensionar pessoal
- •Interpretar dados relacionados com a produção
- •Analisar dados relacionados com a produção
- •Definir pontos e itens de contole no processo produtivo
- •Participar no desenvolvimento de produtos
B Garantir a qualidade do processo produtivo (8)
- •Definir padrões
- •Definir receitas e misturas
- •Participar da elaboração de procedimentos
- •Participar de auditoria do processo
- •Avaliar a satisfação do cliente interno
- •Avaliar resultados de pesquisa de satisfação de clientes externos
- •Tomar decisões quanto a produtos não-conformes
- •Implementar ações corretivas e preventivas
C Administrar os recursos humanos do processo produtivo (8)
- •Definir perfil
- •Solicitar pessoal
- •Selecionar pessoal
- •Levantar necessidades de treinamento
- •Desenvolver treinamento operacional
- •Acompanhar treinamentos
- •Administrar conflitos
- •Disponibilizar pessoal
D Assegurar a manutenção dos equipamentos (3)
- •Planejar a manutenção
- •Participar da definição de itens de controle de manutenção
- •Supervisionar a manutenção
E Administrar materiais (2)
- •Prever necessidades de materiais
- •Disponiblizar materiais
F Zelar pela segurança (7)
- •Assegurar o cumprimento das normas de segurança
- •Manter as condições do ambiente de trabalho
- •Identificar condições inseguras
- •Eliminar as condições inseguras
- •Aplicar técnicas de conscientização
- •Supervisionar a organização do ambiente
- •Particpar dos eventos de segurança
G Participar da administração dos custos (5)
- •Elaborar orçamentos
- •Controlar orçamento
- •Participar da elaboração de custos
- •Avaliar custo do produto
- •Reduzir custos
H Otimizar processos (8)
- •Buscar informações
- •Utilizar ferramentas de gestão
- •Praticar gestão participativa
- •Melhorar método de trabalho
- •Participar da organização do leiaute
- •Testar equipamentos, acessórios e insumos
- •Emitir pareceres técnicos
- •Sugerir aquisição de equipamentos, acessórios e insumos
Z Demonstrar competências pessoais (15)
- •Exercer liderança
- •Gerar motivação
- •Trabalhar em equipe
- •Desenvolver criatividade
- •Passar uma imagem positiva
- •Saber ouvir
- •Coordenar reuniões
- •Comunicar-se de forma clara e objetiva
- •Manter-se atualizado
- •Manifestar comprometimento com os objetivos da empresa
- •Controlar emoções
- •Elaborar relatórios
- •Demonstrar empatia
- •Tomar decisões
- •Delegar tarefas
Sinônimos oficiais (3)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7601-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um contramestre de acabamento (indústria têxtil)?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.201 por mês, considerando as 509 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.657 (10% menores) a R$ 5.000 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.307 (RAIS 2024), 95.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando contramestre de acabamento (indústria têxtil)?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 516 admissões contra 759 desligamentos, saldo de -243 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata contramestre de acabamento (indústria têxtil)?
A atividade econômica que mais contratou foi Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida (CNAE 1412601), com 35,3% das admissões e mediana de R$ 1.690. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de contramestre de acabamento (indústria têxtil)?
7601-05 (família 7601 — Supervisores da indústria têxtil). A CBO reconhece também os títulos: Encarregado de acabamento de estampa, Encarregado de acabamento (indústria têxtil), Encarregado de mecerização — todos usam o mesmo código 7601-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser contramestre de acabamento (indústria têxtil)?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7601: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio incompleto, exceto para o mestre (indústria têxtil e de confecções) que deve ter concluído esse nível de ensino. Requer-se curso básico de qualificação profissional com carga horária diferenciada: mais de quatrocentas horas/aula, para o mestre, e de duzentas a quatrocentas horas/ aula, para os contramestres de acabamento, fiação, tecelagem ou malharia. O pleno desempenho das atividades do mestre ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. Para os contramestres, entre um e dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de contramestre de acabamento (indústria têxtil)?
A taxa é de 19,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (21,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61 — ferimento do punho e da mão. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 7601-05?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 7601-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7601-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1412601), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7601:
- •Artex S.A.
- •Buddemeyer S.A.
- •Buettner S.A. Indústria e Comércio
- •Companhia Fabril Lepper S.A.
- •Companhia Industrial Schlösser S.A.
- •Conselho Regional de Fisioterapia
- •Döhler S.A.
- •Douat Companhia Têxtil S.A.
- •Marisol Indústria do Vestuário S.A.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai