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CBO 2002 Família 7244 R$ 3.545 na admissão -74 postos em 12 meses 45 atividades

CBO 7244-05 — Caldeireiro (chapas de cobre)

O código 7244-05 identifica a ocupação caldeireiro (chapas de cobre) na CBO 2002, dentro da família 7244 — Trabalhadores de caldeiraria e serralheria. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um caldeireiro (chapas de cobre)

Confeccionam, reparam e instalam peças e elementos diversos em chapas de metal como aço, ferro galvanizado, cobre, estanho, latão, alumínio e zinco; fabricam ou reparam caldeiras, tanques, reservatórios e outros recipientes de chapas de aço; recortam, modelam e trabalham barras perfiladas de materiais ferrosos e não-ferrosos para fabricar esquadrias, portas, grades, vitrais e peças similares.

Descrição oficial da família 7244 — Trabalhadores de caldeiraria e serralheria, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os trabalhadores desta família podem desempenhar suas atividades em indústrias como, por exemplo, metalmecânicas, de fabricação de veículos e outros equipamentos de transporte, construção civil e seu vínculo de trabalho predominante é como empregado com 199 carteira. Podem, também, prestar serviços de confecção e reparação como autônomos ou por conta própria. O seu trabalho costuma se desenvolver de forma individual, normalmente em turnos diurnos, submetido a supervisão permanente. No exercício das suas atividades esses profissionais tendem a ficar em posições desconfortáveis por longos períodos, podendo trabalhar em grandes alturas ou em ambientes confinados. No exercício de algumas de suas atividades, podem estar sujeitos aos efeitos de materiais tóxicos, radiação, ruído e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Esquadro, régua, compasso; Furadeira (elétrica e pneumática); Lixadeira; Maçarico; Máquina de solda; Martelete pneumático; Nível; Tesoura; Trena; Viradeira.

Quanto ganha um caldeireiro (chapas de cobre)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.81910% ganham até R$ 3.545mediana R$ 5.39110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.976

Entrada × quem já está

R$ 3.545 ao ser admitido · R$ 3.976 para quem tem vínculo ativo +12,2%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de caldeireiro (chapas de cobre) foi de R$ 3.545 — metade das 4.203 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.819 e os 10% de maior, acima de R$ 5.391.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.976, ou seja, 12,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 22 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 19,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.545
Por ano (12 salários)R$ 42.540
Por semanaR$ 816
Por hora (43.6h/sem)R$ 19,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.548 99,6%
  • Mulheres — R$ 3.358 0,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.979 99,6%
  • Mulheres — R$ 3.538 0,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 3.463
  • Nordeste 3.544
  • Sudeste 3.490
  • Sul 3.741
  • Centro-Oeste 4.394

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 2.154 -35 — R$ 3.444 —
ES 496 +123 — R$ 3.748 —
BA 347 -24 — R$ 4.420 —
MG 290 -9 — R$ 3.381 —
PR 158 -16 — R$ 3.776 —
PA 153 -40 — R$ 3.298 —
RJ 135 -126 — R$ 2.909 —
GO 120 -6 — R$ 4.650 —
MS 100 +13 — R$ 3.696 —
AL 47 +7 — R$ 3.321 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

4.271

Desligamentos

4.345

Saldo

-74

Rotatividade

88,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: abr/26 (+207) saldo negativo · pior: dez/25 (-395)

Em 12 meses houve 4.271 admissões e 4.345 desligamentos de caldeireiro (chapas de cobre), o que significa que o mercado formal fechou 74 postos de trabalho no período, com rotatividade de 88,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 10,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 63,6% por dispensa sem justa causa, além de 24,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 10,2%
  • Dispensa sem justa causa 63,6%
  • Fim de contrato 24,1%

Sobre 4.345 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,9%
  • Contrato intermitente 3,5%
  • Pessoa com deficiência 0,3%
  • Jovem aprendiz 0,7%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 5,6%
  • 1 a 4 empregados 4,4%
  • 5 a 9 empregados 7,2%
  • 10 a 19 empregados 6,4%
  • 20 a 49 empregados 21,5%
  • 50 a 99 empregados 9,8%
  • 100 a 249 empregados 15,4%
  • 250 a 499 empregados 11,2%
  • 500 a 999 empregados 4,4%
  • 1.000 ou mais empregados 14,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata caldeireiro (chapas de cobre)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Administração de obras 4399101 · 20,4% das admissões 871 44h R$ 2.937 R$ 3.246 R$ 3.379 3% 3
Obras de montagem industrial 4292802 · 17,7% das admissões 754 44h R$ 3.494 R$ 3.763 R$ 4.247 3% 4
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 5,5% das admissões 236 44h R$ 3.150 R$ 3.424 R$ 3.473 3% 3
Instalação de máquinas e equipamentos industriais 3321000 · 4,5% das admissões 193 44h R$ 3.368 R$ 4.038 R$ 4.641 3% 3
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 4,1% das admissões 177 44h R$ 3.334 R$ 3.393 R$ 3.654 3% 4
Manutenção e reparação de máquinas e aparelhos para a indústria de celulose, papel e papelão e artefatos 3314721 · 3,6% das admissões 155 43.9h R$ 3.758 R$ 3.967 R$ 4.190 3% 3
Manutenção e reparação de tanques, reservatórios metálicos e caldeiras, exceto para veículos 3311200 · 3,6% das admissões 154 44.1h R$ 3.593 R$ 4.450 R$ 5.029 3% 3
Fabricação de obras de caldeiraria pesada 2513600 · 3,6% das admissões 152 44h R$ 3.686 R$ 4.062 R$ 5.071 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como caldeireiro (chapas de cobre)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.914 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

22 meses

No setor público

1,3%

Em empresa do Simples

19,2%

Sexo

  • Homem 99,6%
  • Mulher 0,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,8h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Contrato intermitente5,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 4.914 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 68,5%
  • Branca 24%
  • Preta 6,6%
  • Amarela 0,6%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 0,9%
  • 5º ano completo 0,9%
  • 6º ao 9º ano 3,2%
  • Fundamental completo 9,4%
  • Médio incompleto 4,9%
  • Médio completo 79%
  • Superior incompleto 0,6%
  • Superior completo 1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 0,5%
  • 5º ano completo 0,6%
  • 6º a 9º ano 2,2%
  • Fundamental completo 8,6%
  • Médio incompleto 3,6%
  • Médio completo 83,5%
  • Superior incompleto 0,3%
  • Superior completo 0,6%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 3%
  • 5 a 9 empregados 3,2%
  • 10 a 19 empregados 6,8%
  • 20 a 49 empregados 11,1%
  • 50 a 99 empregados 10%
  • 100 a 249 empregados 11,2%
  • 250 a 499 empregados 7,6%
  • 500 a 999 empregados 4%
  • 1.000 ou mais empregados 43,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de caldeireiro (chapas de cobre)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

28,2

CAT no período

115

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

40 anos

Foram 115 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo caldeireiro (chapas de cobre) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 28,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 93% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 5,2% de trajeto (no deslocamento) e 1,7% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 93%
  • Trajeto 5,2%
  • Doença 1,7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 33,9%
  • Pé (exceto artelhos) 9,6%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão) 8,7%
  • Antebraço (entre o punho e o cotovelo) 5,2%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 5,2%

Natureza da lesão

  • Fratura 22,6%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 20%
  • Lesão imediata 14,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 7,8%
  • Distensão, torção 6,1%

Agente causador

  • Metal - inclui liga 22,6%
  • Martelo, malho, marreta - ferramenta manual sem força motriz 7%
  • Agente do acidente, NIC 5,2%
  • Madeira (toro, madeira serrada, pranchão, poste, barrote, ripa e produto de madeira) 4,3%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 3,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 7 6,1% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 5 4,3% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 4 3,5% 1.634
S62.5 — Fratura do polegar 4 3,5% 24.580
S61 — Ferimento do punho e da mão 3 2,6% 3.531
S92.5 — Fratura de outro artelho 2 1,7% 15.618

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Administração de obras) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 28,2 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

As ocupações requerem nível de instrução mínimo equivalente ao ensino fundamental (ou 1º grau completo) e sua aprendizagem poderá se dar por intermédio de cursos de qualificação profissional de curta duração até duzentas horas; é desejável que os titulares das ocupações apresentem experiência anterior por um período de três a quatro anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7244.

Qual especialização paga mais na família 7244

Todas as ocupações de trabalhadores de caldeiraria e serralheria, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7244-10 Caldeireiro (chapas de ferro e aço) R$ 3.593 R$ 4.257 52.971
7244-25 Chapeador naval R$ 3.156 R$ 4.160 230
7244-05 Caldeireiro (chapas de cobre) (esta página) R$ 3.545 R$ 3.976 4.914
7244-30 Chapeador de aeronaves R$ 2.341 R$ 3.654 2.002
7244-20 Chapeador de carrocerias metálicas (fabricação) R$ 2.203 R$ 3.405 2.134
7244-35 Funileiro industrial R$ 2.733 R$ 3.110 9.062
7244-40 Serralheiro R$ 2.279 R$ 2.562 69.754
7244-15 Chapeador R$ 2.060 R$ 2.368 6.366

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7244-05.

A Planejar trabalho (4)
  • •Interpretar projeto
  • •Determinar material para execução do projeto
  • •Selecionar máquinas e ferramentas
  • •Definir equipamentos de proteção individual
B Garantir segurança no local de trabalho (5)
  • •Obedecer as normas de segurança do trabalho
  • •Utilizar equipamentos de proteção individual
  • •Utilizar equipamentos de proteção coletiva
  • •Sinalizar área de risco
  • •Zelar pela limpeza e organização
C Organizar local de trabalho (6)
  • •Interpretar ordem de serviço
  • •Providenciar liberação do local de trabalho
  • •Preparar local de trabalho
  • •Determinar local para depósito de materiais e ferramentas
  • •Organizar ferramentas e máquinas
  • •Conservar ferramentas e máquinas
D Preparar peças (7)
  • •Traçar peças de acordo com medidas do projeto
  • •Fabricar gabaritos
  • •Cortar peças
  • •Desempenar peças
  • •Chanfrar peças
  • •Esmerilhar peças
  • •Conformar peças
E Montar peças (6)
  • •Esquadrejar peça
  • •Nivelar peça
  • •Fixar peça (por rebite, parafuso, ponto de solda, etc.)
  • •Soldar peça com brasagem
  • •Vedar peça
  • •Montar tubulações
F Verificar etapas dos processos de fabricação e reparo (6)
  • •Examinar marcações da peça
  • •Verificar as dimensões do corte
  • •Examinar ângulos do chanfro
  • •Verificar as condições da chapa
  • •Verificar especificações do projeto
  • •Avaliar condições finais da peça
G Reparar obra (4)
  • •Participar da avaliação da obra
  • •Planejar o reparo
  • •Substituir peças
  • •Recuperar peça
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar habilidade manual
  • •Desenvolver concentração
  • •Trabalhar em áreas de risco
  • •Demonstrar espírito de equipe
  • •Desenvolver percepção visual
  • •Desenvolver resistência física

Perguntas frequentes

Quanto ganha um caldeireiro (chapas de cobre)?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.545 por mês, considerando as 4.203 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.819 (10% menores) a R$ 5.391 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.976 (RAIS 2024), 12.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando caldeireiro (chapas de cobre)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 4.271 admissões contra 4.345 desligamentos, saldo de -74 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata caldeireiro (chapas de cobre)?

A atividade econômica que mais contratou foi Administração de obras (CNAE 4399101), com 20,4% das admissões e mediana de R$ 3.246. A ficha de caldeireiro (chapas de cobre) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de caldeireiro (chapas de cobre)?

7244-05 (família 7244 — Trabalhadores de caldeiraria e serralheria). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser caldeireiro (chapas de cobre)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7244: As ocupações requerem nível de instrução mínimo equivalente ao ensino fundamental (ou 1º grau completo) e sua aprendizagem poderá se dar por intermédio de cursos de qualificação profissional de curta duração até duzentas horas; é desejável que os titulares das ocupações apresentem experiência anterior por um período de três a quatro anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de caldeireiro (chapas de cobre)?

A taxa é de 28,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (33,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7244-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7244-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7244-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4399101), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7244:

  • •Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro
  • •Ciferal S.A.
  • •Comando da Aeronáutica
  • •Eisa Estaleiro Ilha S.A.
  • •Empresa Naval Equipamentos Ltda - Enave
  • •Forjas Brasileiras S.A.
  • •Nuclebrás Equipamentos Pesados S.a. - nuclep
  • •Offshore Reparos Navais Ltda.
  • •Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Niterói
  • •Sinmetal e Metalúrgica Moldenox Ltda.
  • •White Martins S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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