CBO 7244-40 — Serralheiro
O código 7244-40 identifica a ocupação serralheiro na CBO 2002, dentro da família 7244 — Trabalhadores de caldeiraria e serralheria. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um serralheiro
Confeccionam, reparam e instalam peças e elementos diversos em chapas de metal como aço, ferro galvanizado, cobre, estanho, latão, alumínio e zinco; fabricam ou reparam caldeiras, tanques, reservatórios e outros recipientes de chapas de aço; recortam, modelam e trabalham barras perfiladas de materiais ferrosos e não-ferrosos para fabricar esquadrias, portas, grades, vitrais e peças similares.
Descrição oficial da família 7244 — Trabalhadores de caldeiraria e serralheria, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Os trabalhadores desta família podem desempenhar suas atividades em indústrias como, por exemplo, metalmecânicas, de fabricação de veículos e outros equipamentos de transporte, construção civil e seu vínculo de trabalho predominante é como empregado com 199 carteira. Podem, também, prestar serviços de confecção e reparação como autônomos ou por conta própria. O seu trabalho costuma se desenvolver de forma individual, normalmente em turnos diurnos, submetido a supervisão permanente. No exercício das suas atividades esses profissionais tendem a ficar em posições desconfortáveis por longos períodos, podendo trabalhar em grandes alturas ou em ambientes confinados. No exercício de algumas de suas atividades, podem estar sujeitos aos efeitos de materiais tóxicos, radiação, ruído e altas temperaturas.
Recursos de trabalho
Esquadro, régua, compasso; Furadeira (elétrica e pneumática); Lixadeira; Maçarico; Máquina de solda; Martelete pneumático; Nível; Tesoura; Trena; Viradeira.
Quanto ganha um serralheiro
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.562
Entrada × quem já está
R$ 2.259 ao ser admitido · R$ 2.562 para quem tem vínculo ativo +13,4%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de serralheiro foi de R$ 2.259 — metade das 36.697 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.653 e os 10% de maior, acima de R$ 3.407.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.562, ou seja, 13,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 24 meses.
Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.259 |
| Por ano (12 salários) | R$ 27.108 |
| Por semana | R$ 520 |
| Por hora (43.9h/sem) | R$ 12,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 13.179 | -295 | — | R$ 2.503 | — |
| MG | 4.183 | +43 | — | R$ 2.025 | — |
| PR | 2.625 | -32 | — | R$ 2.353 | — |
| RS | 2.415 | -87 | — | R$ 2.145 | — |
| SC | 2.389 | -52 | — | R$ 2.514 | — |
| RJ | 2.079 | +8 | — | R$ 2.284 | — |
| GO | 1.891 | -28 | — | R$ 2.015 | — |
| BA | 1.255 | +52 | — | R$ 2.011 | — |
| PE | 1.131 | +106 | — | R$ 1.975 | — |
| MT | 802 | -30 | — | R$ 2.241 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
37.003
Desligamentos
37.153
Saldo
-150
Rotatividade
53,3%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 37.003 admissões e 37.153 desligamentos de serralheiro, o que significa que o mercado formal fechou 150 postos de trabalho no período, com rotatividade de 53,3% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 30,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 51,5% por dispensa sem justa causa, além de 13,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 37.153 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata serralheiro
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Fabricação de esquadrias de metal 2512800 · 17,5% das admissões | 6.474 | 44h | R$ 1.879 | R$ 2.158 | R$ 2.583 | 3% | 3 |
| Fabricação de artigos de serralheria, exceto esquadrias 2542000 · 11,7% das admissões | 4.345 | 44h | R$ 1.806 | R$ 2.104 | R$ 2.503 | 3% | 3 |
| Construção de edifícios 4120400 · 6,3% das admissões | 2.340 | 44h | R$ 2.127 | R$ 2.461 | R$ 2.803 | 3% | 3 |
| Comércio varejista de ferragens e ferramentas 4744001 · 4% das admissões | 1.479 | 44.1h | R$ 1.884 | R$ 2.161 | R$ 2.609 | 3% | 2 |
| Fabricação de estruturas metálicas 2511000 · 3,6% das admissões | 1.325 | 44h | R$ 1.834 | R$ 2.157 | R$ 2.655 | 3% | 4 |
| Montagem de estruturas metálicas 4292801 · 3,2% das admissões | 1.197 | 44.1h | R$ 1.790 | R$ 2.221 | R$ 2.665 | 3% | 4 |
| Comércio varejista de vidros 4743100 · 3% das admissões | 1.106 | 44h | R$ 1.860 | R$ 2.187 | R$ 2.882 | 3% | 2 |
| Instalação de portas, janelas, tetos, divisórias e armários embutidos de qualquer material 4330402 · 2,5% das admissões | 923 | 44h | R$ 1.876 | R$ 2.157 | R$ 2.761 | 3% | 3 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como serralheiro
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 69.754 vínculos
Idade mediana
38 anos
Tempo de casa
24 meses
No setor público
0,5%
Em empresa do Simples
65,2%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,8h/sem
- Pessoas com deficiência0,5%
- Jornada parcial0,1%
- Contrato intermitente1,5%
- Em entidade sem fins lucrativos1%
Sobre os 69.754 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de serralheiro
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
37,4
CAT no período
2.093
Óbitos comunicados
16
Idade média no acidente
37 anos
Foram 2.093 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo serralheiro nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 37,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 85,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 13,9% de trajeto (no deslocamento) e 0,8% doenças ocupacionais.
No período foram comunicados 16 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 134 | 6,4% | 3.531 |
| S62.6 — Fratura de outros dedos | 97 | 4,6% | 24.580 |
| S61 — Ferimento do punho e da mão | 85 | 4,1% | 3.531 |
| S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha | 41 | 2% | 1.634 |
| S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha | 39 | 1,9% | 3.531 |
| S62 — Fratura ao nível do punho e da mão | 37 | 1,8% | 24.580 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de esquadrias de metal) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 37,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral
Informalidade no setor
24,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
16,3%
Rendimento formal × informal
R$ 3.887 × R$ 2.141
No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
As ocupações requerem nível de instrução mínimo equivalente ao ensino fundamental (ou 1º grau completo) e sua aprendizagem poderá se dar por intermédio de cursos de qualificação profissional de curta duração até duzentas horas; é desejável que os titulares das ocupações apresentem experiência anterior por um período de três a quatro anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 7244.
Qual especialização paga mais na família 7244
Todas as ocupações de trabalhadores de caldeiraria e serralheria, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 7244-10 | Caldeireiro (chapas de ferro e aço) | R$ 3.554 | R$ 4.257 | 52.971 |
| 7244-25 | Chapeador naval | R$ 3.158 | R$ 4.160 | 230 |
| 7244-05 | Caldeireiro (chapas de cobre) | R$ 3.531 | R$ 3.976 | 4.914 |
| 7244-30 | Chapeador de aeronaves | R$ 2.341 | R$ 3.654 | 2.002 |
| 7244-20 | Chapeador de carrocerias metálicas (fabricação) | R$ 2.172 | R$ 3.405 | 2.134 |
| 7244-35 | Funileiro industrial | R$ 2.707 | R$ 3.110 | 9.062 |
| 7244-40 | Serralheiro (esta página) | R$ 2.259 | R$ 2.562 | 69.754 |
| 7244-15 | Chapeador | R$ 2.052 | R$ 2.368 | 6.366 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7244-40.
A Planejar trabalho (6)
- •Interpretar projeto
- •Determinar material para execução do projeto
- •Definir fornecedores
- •Selecionar máquinas e ferramentas
- •Definir equipamentos de proteção individual
- •Calcular custos
B Garantir segurança no local de trabalho (5)
- •Obedecer as normas de segurança do trabalho
- •Utilizar equipamentos de proteção individual
- •Utilizar equipamentos de proteção coletiva
- •Sinalizar área de risco
- •Zelar pela limpeza e organização
C Organizar local de trabalho (6)
- •Interpretar ordem de serviço
- •Providenciar liberação do local de trabalho
- •Preparar local de trabalho
- •Determinar local para depósito de materiais e ferramentas
- •Organizar ferramentas e máquinas
- •Conservar ferramentas e máquinas
D Preparar peças (7)
- •Traçar peças de acordo com medidas do projeto
- •Fabricar gabaritos
- •Cortar peças
- •Desempenar peças
- •Chanfrar peças
- •Esmerilhar peças
- •Conformar peças
E Montar peças (5)
- •Esquadrejar peça
- •Nivelar peça
- •Fixar peça (por rebite, parafuso, ponto de solda, etc.)
- •Vedar peça
- •Montar tubulações
F Verificar etapas dos processos de fabricação e reparo (6)
- •Examinar marcações da peça
- •Verificar as dimensões do corte
- •Examinar ângulos do chanfro
- •Verificar as condições da chapa
- •Verificar especificações do projeto
- •Avaliar condições finais da peça
G Reparar obra (5)
- •Participar da avaliação da obra
- •Calcular custo-benefício do reparo
- •Planejar o reparo
- •Substituir peças
- •Recuperar peça
Z Demonstrar competências pessoais (7)
- •Demonstrar criatividade
- •Demonstrar habilidade manual
- •Desenvolver concentração
- •Trabalhar em áreas de risco
- •Demonstrar espírito de equipe
- •Desenvolver percepção visual
- •Desenvolver resistência física
Sinônimos oficiais (15)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7244-40 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um serralheiro?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.259 por mês, considerando as 36.697 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.653 (10% menores) a R$ 3.407 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.562 (RAIS 2024), 13.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando serralheiro?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 37.003 admissões contra 37.153 desligamentos, saldo de -150 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata serralheiro?
A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de esquadrias de metal (CNAE 2512800), com 17,5% das admissões e mediana de R$ 2.158. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de serralheiro?
7244-40 (família 7244 — Trabalhadores de caldeiraria e serralheria). A CBO reconhece também os títulos: Ajudante de serralheiro, Arqueador, Arqueador de molas, Arqueador e temperador de molas, Operador de mesa de corte (serralharia), Serralheiro de alumínio, Serralheiro de ferro, Serralheiro de manutenção, entre outros — todos usam o mesmo código 7244-40. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser serralheiro?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7244: As ocupações requerem nível de instrução mínimo equivalente ao ensino fundamental (ou 1º grau completo) e sua aprendizagem poderá se dar por intermédio de cursos de qualificação profissional de curta duração até duzentas horas; é desejável que os titulares das ocupações apresentem experiência anterior por um período de três a quatro anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de serralheiro?
A taxa é de 37,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (26,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 7244-40?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 7244-40 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7244-40 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2512800), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7244:
- •Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro
- •Ciferal S.A.
- •Comando da Aeronáutica
- •Eisa Estaleiro Ilha S.A.
- •Empresa Naval Equipamentos Ltda - Enave
- •Forjas Brasileiras S.A.
- •Nuclebrás Equipamentos Pesados S.a. - nuclep
- •Offshore Reparos Navais Ltda.
- •Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Niterói
- •Sinmetal e Metalúrgica Moldenox Ltda.
- •White Martins S.A.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai