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CBO 2002 Família 7244 R$ 2.259 na admissão -150 postos em 12 meses 47 atividades

CBO 7244-40 — Serralheiro

O código 7244-40 identifica a ocupação serralheiro na CBO 2002, dentro da família 7244 — Trabalhadores de caldeiraria e serralheria. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um serralheiro

Confeccionam, reparam e instalam peças e elementos diversos em chapas de metal como aço, ferro galvanizado, cobre, estanho, latão, alumínio e zinco; fabricam ou reparam caldeiras, tanques, reservatórios e outros recipientes de chapas de aço; recortam, modelam e trabalham barras perfiladas de materiais ferrosos e não-ferrosos para fabricar esquadrias, portas, grades, vitrais e peças similares.

Descrição oficial da família 7244 — Trabalhadores de caldeiraria e serralheria, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os trabalhadores desta família podem desempenhar suas atividades em indústrias como, por exemplo, metalmecânicas, de fabricação de veículos e outros equipamentos de transporte, construção civil e seu vínculo de trabalho predominante é como empregado com 199 carteira. Podem, também, prestar serviços de confecção e reparação como autônomos ou por conta própria. O seu trabalho costuma se desenvolver de forma individual, normalmente em turnos diurnos, submetido a supervisão permanente. No exercício das suas atividades esses profissionais tendem a ficar em posições desconfortáveis por longos períodos, podendo trabalhar em grandes alturas ou em ambientes confinados. No exercício de algumas de suas atividades, podem estar sujeitos aos efeitos de materiais tóxicos, radiação, ruído e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Esquadro, régua, compasso; Furadeira (elétrica e pneumática); Lixadeira; Maçarico; Máquina de solda; Martelete pneumático; Nível; Tesoura; Trena; Viradeira.

Quanto ganha um serralheiro

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.65310% ganham atéR$ 2.259medianaR$ 3.40710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.562

Entrada × quem já está

R$ 2.259 ao ser admitido · R$ 2.562 para quem tem vínculo ativo +13,4%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de serralheiro foi de R$ 2.259 — metade das 36.697 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.653 e os 10% de maior, acima de R$ 3.407.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.562, ou seja, 13,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 24 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.259
Por ano (12 salários)R$ 27.108
Por semanaR$ 520
Por hora (43.9h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.26198,2%
  • Mulheres — R$ 2.2081,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.56498,4%
  • Mulheres — R$ 2.4291,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.006
  • Nordeste1.846
  • Sudeste2.367
  • Sul2.316
  • Centro-Oeste2.079

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 13.179 -295 R$ 2.503
MG 4.183 +43 R$ 2.025
PR 2.625 -32 R$ 2.353
RS 2.415 -87 R$ 2.145
SC 2.389 -52 R$ 2.514
RJ 2.079 +8 R$ 2.284
GO 1.891 -28 R$ 2.015
BA 1.255 +52 R$ 2.011
PE 1.131 +106 R$ 1.975
MT 802 -30 R$ 2.241

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

37.003

Desligamentos

37.153

Saldo

-150

Rotatividade

53,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+372) saldo negativo · pior: dez/25 (-1.385)

Em 12 meses houve 37.003 admissões e 37.153 desligamentos de serralheiro, o que significa que o mercado formal fechou 150 postos de trabalho no período, com rotatividade de 53,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 30,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 51,5% por dispensa sem justa causa, além de 13,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador30,9%
  • Dispensa sem justa causa51,5%
  • Fim de contrato13,4%

Sobre 37.153 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente2,6%
  • Pessoa com deficiência0,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro17,3%
  • 1 a 4 empregados19,8%
  • 5 a 9 empregados16,1%
  • 10 a 19 empregados16,4%
  • 20 a 49 empregados13,8%
  • 50 a 99 empregados5,2%
  • 100 a 249 empregados4,2%
  • 250 a 499 empregados2,3%
  • 500 a 999 empregados2,7%
  • 1.000 ou mais empregados2,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata serralheiro

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de esquadrias de metal 2512800 · 17,5% das admissões 6.474 44h R$ 1.879 R$ 2.158 R$ 2.583 3% 3
Fabricação de artigos de serralheria, exceto esquadrias 2542000 · 11,7% das admissões 4.345 44h R$ 1.806 R$ 2.104 R$ 2.503 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 6,3% das admissões 2.340 44h R$ 2.127 R$ 2.461 R$ 2.803 3% 3
Comércio varejista de ferragens e ferramentas 4744001 · 4% das admissões 1.479 44.1h R$ 1.884 R$ 2.161 R$ 2.609 3% 2
Fabricação de estruturas metálicas 2511000 · 3,6% das admissões 1.325 44h R$ 1.834 R$ 2.157 R$ 2.655 3% 4
Montagem de estruturas metálicas 4292801 · 3,2% das admissões 1.197 44.1h R$ 1.790 R$ 2.221 R$ 2.665 3% 4
Comércio varejista de vidros 4743100 · 3% das admissões 1.106 44h R$ 1.860 R$ 2.187 R$ 2.882 3% 2
Instalação de portas, janelas, tetos, divisórias e armários embutidos de qualquer material 4330402 · 2,5% das admissões 923 44h R$ 1.876 R$ 2.157 R$ 2.761 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como serralheiro

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 69.754 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

24 meses

No setor público

0,5%

Em empresa do Simples

65,2%

Sexo

  • Homem98,5%
  • Mulher1,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,8h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente1,5%
  • Em entidade sem fins lucrativos1%

Sobre os 69.754 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca47,8%
  • Parda42,5%
  • Preta8,8%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,4%
  • Até o 5º ano incompleto2,2%
  • 5º ano completo2%
  • 6º ao 9º ano5,8%
  • Fundamental completo11,1%
  • Médio incompleto9,5%
  • Médio completo67,4%
  • Superior incompleto0,8%
  • Superior completo0,8%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Até 5º ano incompleto1,3%
  • 5º ano completo1,1%
  • 6º a 9º ano3,8%
  • Fundamental completo7,7%
  • Médio incompleto9%
  • Médio completo74,9%
  • Superior incompleto1,1%
  • Superior completo0,7%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados24,2%
  • 5 a 9 empregados19,1%
  • 10 a 19 empregados18,4%
  • 20 a 49 empregados15,9%
  • 50 a 99 empregados6,7%
  • 100 a 249 empregados5,2%
  • 250 a 499 empregados3,2%
  • 500 a 999 empregados3,2%
  • 1.000 ou mais empregados4,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de serralheiro

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

37,4

CAT no período

2.093

Óbitos comunicados

16

Idade média no acidente

37 anos

Foram 2.093 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo serralheiro nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 37,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 85,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 13,9% de trajeto (no deslocamento) e 0,8% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 16 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico85,3%
  • Trajeto13,9%
  • Doença0,8%

Parte do corpo atingida

  • Dedo26,5%
  • Mão (exceto punho ou dedos)11,5%
  • Pé (exceto artelhos)9,1%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)5,9%
  • Braço (entre o punho e o ombro)3,9%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)24,8%
  • Fratura22,1%
  • Lesão imediata14,4%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)9,4%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)7,1%

Agente causador

  • Metal - inclui liga17,8%
  • Motocicleta, motoneta4,6%
  • Politriz, lixadora, esmeril - máquina4,3%
  • Vidraria, fibra de vidro, lâmina, etc., exceto frasco, garrafa3,6%
  • Escada móvel ou fixada, NIC3,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 134 6,4% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 97 4,6% 24.580
S61 — Ferimento do punho e da mão 85 4,1% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 41 2% 1.634
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 39 1,9% 3.531
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 37 1,8% 24.580

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de esquadrias de metal) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 37,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

As ocupações requerem nível de instrução mínimo equivalente ao ensino fundamental (ou 1º grau completo) e sua aprendizagem poderá se dar por intermédio de cursos de qualificação profissional de curta duração até duzentas horas; é desejável que os titulares das ocupações apresentem experiência anterior por um período de três a quatro anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7244.

Qual especialização paga mais na família 7244

Todas as ocupações de trabalhadores de caldeiraria e serralheria, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7244-10 Caldeireiro (chapas de ferro e aço) R$ 3.554 R$ 4.257 52.971
7244-25 Chapeador naval R$ 3.158 R$ 4.160 230
7244-05 Caldeireiro (chapas de cobre) R$ 3.531 R$ 3.976 4.914
7244-30 Chapeador de aeronaves R$ 2.341 R$ 3.654 2.002
7244-20 Chapeador de carrocerias metálicas (fabricação) R$ 2.172 R$ 3.405 2.134
7244-35 Funileiro industrial R$ 2.707 R$ 3.110 9.062
7244-40 Serralheiro (esta página) R$ 2.259 R$ 2.562 69.754
7244-15 Chapeador R$ 2.052 R$ 2.368 6.366

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7244-40.

A Planejar trabalho (6)
  • Interpretar projeto
  • Determinar material para execução do projeto
  • Definir fornecedores
  • Selecionar máquinas e ferramentas
  • Definir equipamentos de proteção individual
  • Calcular custos
B Garantir segurança no local de trabalho (5)
  • Obedecer as normas de segurança do trabalho
  • Utilizar equipamentos de proteção individual
  • Utilizar equipamentos de proteção coletiva
  • Sinalizar área de risco
  • Zelar pela limpeza e organização
C Organizar local de trabalho (6)
  • Interpretar ordem de serviço
  • Providenciar liberação do local de trabalho
  • Preparar local de trabalho
  • Determinar local para depósito de materiais e ferramentas
  • Organizar ferramentas e máquinas
  • Conservar ferramentas e máquinas
D Preparar peças (7)
  • Traçar peças de acordo com medidas do projeto
  • Fabricar gabaritos
  • Cortar peças
  • Desempenar peças
  • Chanfrar peças
  • Esmerilhar peças
  • Conformar peças
E Montar peças (5)
  • Esquadrejar peça
  • Nivelar peça
  • Fixar peça (por rebite, parafuso, ponto de solda, etc.)
  • Vedar peça
  • Montar tubulações
F Verificar etapas dos processos de fabricação e reparo (6)
  • Examinar marcações da peça
  • Verificar as dimensões do corte
  • Examinar ângulos do chanfro
  • Verificar as condições da chapa
  • Verificar especificações do projeto
  • Avaliar condições finais da peça
G Reparar obra (5)
  • Participar da avaliação da obra
  • Calcular custo-benefício do reparo
  • Planejar o reparo
  • Substituir peças
  • Recuperar peça
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar habilidade manual
  • Desenvolver concentração
  • Trabalhar em áreas de risco
  • Demonstrar espírito de equipe
  • Desenvolver percepção visual
  • Desenvolver resistência física

Sinônimos oficiais (15)

Ajudante de serralheiroArqueadorArqueador de molasArqueador e temperador de molasOperador de mesa de corte (serralharia)Serralheiro de alumínioSerralheiro de ferroSerralheiro de manutençãoSerralheiro de metalSerralheiro de produçãoSerralheiro de protótipoSerralheiro industrialSerralheiro modelistaSerralheiro montadorSerralheiro preparador

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7244-40 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um serralheiro?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.259 por mês, considerando as 36.697 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.653 (10% menores) a R$ 3.407 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.562 (RAIS 2024), 13.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando serralheiro?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 37.003 admissões contra 37.153 desligamentos, saldo de -150 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata serralheiro?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de esquadrias de metal (CNAE 2512800), com 17,5% das admissões e mediana de R$ 2.158. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de serralheiro?

7244-40 (família 7244 — Trabalhadores de caldeiraria e serralheria). A CBO reconhece também os títulos: Ajudante de serralheiro, Arqueador, Arqueador de molas, Arqueador e temperador de molas, Operador de mesa de corte (serralharia), Serralheiro de alumínio, Serralheiro de ferro, Serralheiro de manutenção, entre outros — todos usam o mesmo código 7244-40. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser serralheiro?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7244: As ocupações requerem nível de instrução mínimo equivalente ao ensino fundamental (ou 1º grau completo) e sua aprendizagem poderá se dar por intermédio de cursos de qualificação profissional de curta duração até duzentas horas; é desejável que os titulares das ocupações apresentem experiência anterior por um período de três a quatro anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de serralheiro?

A taxa é de 37,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (26,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7244-40?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7244-40 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7244-40 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2512800), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7244:

  • Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro
  • Ciferal S.A.
  • Comando da Aeronáutica
  • Eisa Estaleiro Ilha S.A.
  • Empresa Naval Equipamentos Ltda - Enave
  • Forjas Brasileiras S.A.
  • Nuclebrás Equipamentos Pesados S.a. - nuclep
  • Offshore Reparos Navais Ltda.
  • Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Niterói
  • Sinmetal e Metalúrgica Moldenox Ltda.
  • White Martins S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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