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CBO 2002 Família 7170 R$ 1.794 na admissão +104.041 postos em 12 meses 40 atividades

CBO 7170-20 — Servente de obras

O código 7170-20 identifica a ocupação servente de obras na CBO 2002, dentro da família 7170 — Ajudantes de obras civis. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um servente de obras

Demolem edificações de concreto, de alvenaria e outras estruturas; preparam canteiros de obras, limpando a área e compactando solos. Efetuam manutenção de primeiro nível, limpando máquinas e ferramentas, verificando condições dos equipamentos e reparando eventuais defeitos mecânicos nos mesmos. Realizam escavações e preparam massa de concreto e outros materiais.

Descrição oficial da família 7170 — Ajudantes de obras civis, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na indústria de construção como assalariados com carteira assinada. O trabalho é realizado em equipe terceirizada ou própria, com supervisão ocasional. O trabalho é a céu aberto, no período diurno. Permanecem em posições desconfortáveis durante longos períodos, trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse, e ficam expostos à poeira e à radiação solar.

Recursos de trabalho

Betoneira de concreto; Carrinho de mão, girica e paleteira; Cimento, areia, cal, brita, gesso e água; Compactador de solo; Cortadora de pisos e azulejos; Enxada, enxadão, pá, rastelo e picareta; Equipamento de Proteção Individual (EPI); Marreta, martelo, serrote e chaves de fixação; Martelete (rompedor de concreto); Vibrador elétrico de concreto.

Quanto ganha um servente de obras

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60410% ganham até R$ 1.794mediana R$ 2.30710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.902

Entrada × quem já está

R$ 1.794 ao ser admitido · R$ 1.902 para quem tem vínculo ativo +6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de servente de obras foi de R$ 1.794 — metade das 845.441 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.604 e os 10% de maior, acima de R$ 2.307.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.902, ou seja, 6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 9 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.794
Por ano (12 salários)R$ 21.528
Por semanaR$ 413
Por hora (43.9h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.797 97,8%
  • Mulheres — R$ 1.730 2,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.898 95,8%
  • Mulheres — R$ 1.967 4,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.662
  • Nordeste 1.668
  • Sudeste 2.125
  • Sul 2.043
  • Centro-Oeste 1.699

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 204.803 +18.216 — R$ 2.177 —
MG 92.547 +6.980 — R$ 1.705 —
BA 63.824 +9.515 — R$ 1.654 —
RJ 52.302 +9.254 — R$ 2.119 —
PR 46.903 +5.021 — R$ 2.061 —
PE 43.377 +10.730 — R$ 1.759 —
SC 39.955 +3.788 — R$ 2.126 —
CE 34.764 +6.020 — R$ 1.653 —
GO 34.070 +3.599 — R$ 1.664 —
RS 28.992 +2.374 — R$ 1.868 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

851.270

Desligamentos

747.229

Saldo

+104.041

Rotatividade

106%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+22.250) saldo negativo · pior: dez/25 (-29.874)

Em 12 meses houve 851.270 admissões e 747.229 desligamentos de servente de obras, o que significa que o mercado formal abriu 104.041 postos de trabalho no período, com rotatividade de 106% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 23,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 54,2% por dispensa sem justa causa, além de 17,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 23,8%
  • Dispensa sem justa causa 54,2%
  • Fim de contrato 17,4%

Sobre 747.229 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 1,3%
  • Pessoa com deficiência 0,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 30,5%
  • 1 a 4 empregados 5,8%
  • 5 a 9 empregados 6,1%
  • 10 a 19 empregados 9%
  • 20 a 49 empregados 14,3%
  • 50 a 99 empregados 9,7%
  • 100 a 249 empregados 10,2%
  • 250 a 499 empregados 5,7%
  • 500 a 999 empregados 3,6%
  • 1.000 ou mais empregados 5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata servente de obras

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de edifícios 4120400 · 37,5% das admissões 318.986 44h R$ 1.650 R$ 1.766 R$ 2.116 3% 3
Incorporação de empreendimentos imobiliários 4110700 · 6,5% das admissões 55.286 44h R$ 1.646 R$ 1.732 R$ 2.108 3% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 5,9% das admissões 49.947 44h R$ 1.663 R$ 1.817 R$ 2.146 3% 1
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 5,6% das admissões 47.298 44h R$ 1.654 R$ 1.757 R$ 2.105 3% 4
Obras de alvenaria 4399103 · 5,5% das admissões 46.500 44h R$ 1.734 R$ 2.049 R$ 2.178 3% 3
Construção de redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e construções correlatas, exceto obras de irrigação 4222701 · 2,9% das admissões 24.640 44h R$ 1.675 R$ 1.819 R$ 2.178 3% —
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 2,8% das admissões 24.001 44h R$ 1.661 R$ 1.782 R$ 2.168 3% 3
Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 4221902 · 1,9% das admissões 16.006 44h R$ 1.644 R$ 1.703 R$ 1.817 3% 4

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como servente de obras

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 704.924 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

9 meses

No setor público

5,5%

Em empresa do Simples

23%

Sexo

  • Homem 95,8%
  • Mulher 4,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,6%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente2,4%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,1%

Sobre os 704.924 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 60,2%
  • Branca 27,5%
  • Preta 11,3%
  • Amarela 0,8%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 1,3%
  • Até o 5º ano incompleto 7,7%
  • 5º ano completo 4,3%
  • 6º ao 9º ano 10,7%
  • Fundamental completo 15,2%
  • Médio incompleto 9,3%
  • Médio completo 50,7%
  • Superior incompleto 0,3%
  • Superior completo 0,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,8%
  • Até 5º ano incompleto 6,1%
  • 5º ano completo 3%
  • 6º a 9º ano 9,6%
  • Fundamental completo 14,3%
  • Médio incompleto 9,8%
  • Médio completo 55,8%
  • Superior incompleto 0,3%
  • Superior completo 0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 8,8%
  • 5 a 9 empregados 9,3%
  • 10 a 19 empregados 12,7%
  • 20 a 49 empregados 18,9%
  • 50 a 99 empregados 13,5%
  • 100 a 249 empregados 13,9%
  • 250 a 499 empregados 7,2%
  • 500 a 999 empregados 5,9%
  • 1.000 ou mais empregados 9,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de servente de obras

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

28,7

CAT no período

16.096

Óbitos comunicados

97

Idade média no acidente

35 anos

Foram 16.096 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo servente de obras nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 28,7 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 86,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 12,9% de trajeto (no deslocamento) e 0,8% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 97 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 12,9%
  • Típico 86,3%
  • Doença 0,8%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 21%
  • Pé (exceto artelhos) 15,3%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 7,8%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 5,1%
  • Joelho 4,4%

Natureza da lesão

  • Fratura 18,5%
  • Lesão imediata 18,2%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 17,3%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 10,9%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 9,9%

Agente causador

  • Metal - inclui liga 13,4%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 5,9%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 4,2%
  • Agente do acidente, NIC 4,1%
  • Motocicleta, motoneta 3,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 685 4,3% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 506 3,1% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 433 2,7% 5.476
S61 — Ferimento do punho e da mão 402 2,5% 3.531
M79.6 — Dor em membro 312 1,9% 517
S91.3 — Ferimento de outras partes do pé 279 1,7% 764

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de edifícios) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 28,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se escolaridade que varia entre a quarta e a sétima séries do ensino fundamental e curso de formação profissional básica com até duzentas horas/aula. O exercício pleno das atividades ocorre após menos de um ano de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7170.

Qual especialização paga mais na família 7170

Todas as ocupações de ajudantes de obras civis, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7170-25 Vibradorista R$ 2.708 R$ 3.294 642
7170-10 Operador de martelete R$ 2.670 R$ 2.933 5.556
7170-05 Demolidor de edificações R$ 2.177 R$ 2.536 1.580
7170-15 Poceiro (edificações) R$ 2.414 R$ 2.006 1.483
7170-20 Servente de obras (esta página) R$ 1.794 R$ 1.902 704.924

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7170-20.

A Demolir edificações (12)
  • •Identificar tipos de construções para demolição e materiais reutilizáveis
  • •Retirar peças sanitárias
  • •Remover instalações hidráulicas
  • •Retirar instalações elétricas
  • •Remover esquadrias metálicas
  • •Remover pisos, revestimentos cerâmicos e azulejos
  • •Remover coberturas de edificações (laje, telhado e madeiramento)
  • •Romper pisos com ferramentas elétricas e manuais
  • •Romper estruturas de concreto
  • •Quebrar estruturas de alvenaria
  • •Desmontar alvenarias
  • •Cortar materiais de construção
B Preparar canteiros de obras (7)
  • •Limpar a área de construção
  • •Retirar escombros reaproveitáveis
  • •Avaliar serviço
  • •Estabelecer seqüência de atividade
  • •Definir etapas de serviço
  • •Estimar tempo de duração do serviço
  • •Compactar solos
C Realizar manutenção de primeiro nível (5)
  • •Conferir níveis de óleo e graxa
  • •Limpar máquinas e ferramentas
  • •Verificar condições dos equipamentos
  • •Lubrificar componentes das máquinas
  • •Reparar defeitos mecânicos dos equipamentos
D Realizar escavações (4)
  • •Escavar valas
  • •Abrir poços e fossas
  • •Escavar sisternas
  • •Abrir valas para a concretagem de fundações
E Preparar massas (6)
  • •Identificar materiais componentes das massas
  • •Avaliar condições físicas dos materiais (cor, dureza, umidade)
  • •Medir materiais
  • •Adicionar materiais
  • •Homogeneizar massas
  • •Misturar concreto
Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • •Demonstrar autocontrole
  • •Demonstrar autocrítica
  • •Demonstrar sociabilidade
  • •Demonstrar senso de organização
  • •Trabalhar sob pressão
  • •Demonstrar iniciativa

Sinônimos oficiais (6)

Ajudante de obrasAjudante de saneamentoAuxiliar de pedreiroMeia-colherServente (construção civil)Servente de pedreiro

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7170-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um servente de obras?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.794 por mês, considerando as 845.441 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.604 (10% menores) a R$ 2.307 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.902 (RAIS 2024), 6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando servente de obras?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 851.270 admissões contra 747.229 desligamentos, saldo de +104.041 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata servente de obras?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de edifícios (CNAE 4120400), com 37,5% das admissões e mediana de R$ 1.766. A ficha de servente de obras no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de servente de obras?

7170-20 (família 7170 — Ajudantes de obras civis). A CBO reconhece também os títulos: Ajudante de obras, Ajudante de saneamento, Auxiliar de pedreiro, Meia-colher, Servente (construção civil), Servente de pedreiro — todos usam o mesmo código 7170-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser servente de obras?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7170: Para o exercício dessas ocupações requer-se escolaridade que varia entre a quarta e a sétima séries do ensino fundamental e curso de formação profissional básica com até duzentas horas/aula. O exercício pleno das atividades ocorre após menos de um ano de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de servente de obras?

A taxa é de 28,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (21% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7170-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7170-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7170-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4120400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7170:

  • •ABC Demolições e Sucatas Ltda.
  • •Construtora Moreira Ortense Ltda.
  • •Cooperativa Prestadora de Serviços Multidisciplinares no Estado de Goiás (Mundcoop)
  • •Eletroenge Engenharia e Construções Ltda.
  • •Later Engenharia Ltda.
  • •Poligonal Construtora e Incorporadora Ltda.
  • •Prumus Construtora e Empreendimentos Ltda.
  • •Secretaria Municipal de Obras de Goiânia - Companhia de Obras e Habitação do Município de Goiânia (Dermu-Compav)
  • •Sousa Andrade Construtora e Incorporadora Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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