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CBO 2002 Família 7151 R$ 4.073 na admissão +101 postos em 12 meses 49 atividades

CBO 7151-30 — Operador de motoniveladora

O código 7151-30 identifica a ocupação operador de motoniveladora na CBO 2002, dentro da família 7151 — Trabalhadores na operação de máquinas de terraplenagem e fundações. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um operador de motoniveladora

Planejam o trabalho, realizam manutenção básica de máquinas pesadas e as operam. Removem solo e material orgânico “bota-fora”, drenam solos e executam construção de aterros. Realizam acabamento em pavimentos e cravam estacas.

Descrição oficial da família 7151 — Trabalhadores na operação de máquinas de terraplenagem e fundações, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam nas indústrias de construção. São assalariados com carteira assinada que trabalham em equipes especializadas nas diversas etapas da construção: sinalização, obra de arte e terraplenagem, pavimentação, capa e topografia, topografia de solos, entre outras. O trabalho é presencial.Todos são submetidos a supervisão permanente, exceto o operador de bate-estaca que tem supervisão ocasional. O trabalho é realizado no período diurno, a céu aberto e em veículos, exceto para o operador de bate-estaca. Este trabalha em condições especiais: suas atividades são subterrâneas, confinadas, expostas a materiais tóxicos e a ruído intenso.

Recursos de trabalho

Caminhão comboio (manutenção); Caminhão munck e guincho; Grade para trator de pneu; Máquina de solda; Máquina escavadeira; Máquina pá-carregadeira; Máquina retroescavadeira; Metro; Motoniveladora; Vibra-acabadora.

Quanto ganha um operador de motoniveladora

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.52010% ganham até R$ 4.073mediana R$ 5.55510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.076

Entrada × quem já está

R$ 4.073 ao ser admitido · R$ 4.076 para quem tem vínculo ativo +0,1%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de motoniveladora foi de R$ 4.073 — metade das 7.385 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.520 e os 10% de maior, acima de R$ 5.555.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.076, ou seja, 0,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 28 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 22,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.073
Por ano (12 salários)R$ 48.876
Por semanaR$ 937
Por hora (43.7h/sem)R$ 22,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.080 99,2%
  • Mulheres — R$ 3.708 0,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.082 99,2%
  • Mulheres — R$ 3.613 0,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 3.616
  • Nordeste 4.260
  • Sudeste 4.044
  • Sul 3.514
  • Centro-Oeste 4.754

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MG 1.337 +17 — R$ 4.032 —
SP 706 -31 — R$ 4.125 —
BA 617 +118 — R$ 4.228 —
GO 566 -23 — R$ 5.035 —
PR 535 +73 — R$ 4.242 —
MT 525 -88 — R$ 4.535 —
PA 389 -17 — R$ 3.526 —
CE 387 +70 — R$ 4.157 —
RJ 269 +76 — R$ 4.060 —
PE 233 +31 — R$ 4.081 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

7.546

Desligamentos

7.445

Saldo

+101

Rotatividade

47,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+327) saldo negativo · pior: dez/25 (-518)

Em 12 meses houve 7.546 admissões e 7.445 desligamentos de operador de motoniveladora, o que significa que o mercado formal abriu 101 postos de trabalho no período, com rotatividade de 47,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 20,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 68,6% por dispensa sem justa causa, além de 7,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 20,9%
  • Dispensa sem justa causa 68,6%
  • Fim de contrato 7,3%

Sobre 7.445 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 24,2%
  • 1 a 4 empregados 7%
  • 5 a 9 empregados 5,8%
  • 10 a 19 empregados 7,7%
  • 20 a 49 empregados 11,5%
  • 50 a 99 empregados 7,7%
  • 100 a 249 empregados 12%
  • 250 a 499 empregados 7,3%
  • 500 a 999 empregados 6,3%
  • 1.000 ou mais empregados 10,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de motoniveladora

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 26,9% das admissões 2.027 44h R$ 4.240 R$ 5.003 R$ 5.517 3% 4
Obras de terraplenagem 4313400 · 11,6% das admissões 873 44h R$ 3.019 R$ 3.817 R$ 4.819 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 7,8% das admissões 588 44h R$ 3.561 R$ 4.395 R$ 5.044 3% 3
Instalação de máquinas e equipamentos industriais 3321000 · 6,1% das admissões 462 42.1h R$ 3.906 R$ 3.990 R$ 4.551 3% 3
Aluguel de máquinas e equipamentos para construção sem operador, exceto andaimes 7732201 · 3,6% das admissões 275 43.9h R$ 3.048 R$ 3.910 R$ 4.566 3% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 3,2% das admissões 244 44h R$ 3.715 R$ 4.503 R$ 5.263 3% 1
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 2,6% das admissões 197 44h R$ 4.078 R$ 4.869 R$ 5.570 3% 3
Serviços de preparação do terreno não especificados anteriormente 4319300 · 2,2% das admissões 163 44h R$ 3.647 R$ 4.007 R$ 4.054 2% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de motoniveladora

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 15.720 vínculos

Idade mediana

45 anos

Tempo de casa

28 meses

No setor público

31,6%

Em empresa do Simples

13,1%

Sexo

  • Homem 99,2%
  • Mulher 0,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,5%

Sobre os 15.720 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 47,2%
  • Parda 45,8%
  • Preta 5,9%
  • Amarela 1%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,6%
  • Até o 5º ano incompleto 7%
  • 5º ano completo 6,1%
  • 6º ao 9º ano 11,4%
  • Fundamental completo 16,8%
  • Médio incompleto 7,3%
  • Médio completo 48,9%
  • Superior incompleto 0,6%
  • Superior completo 1,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 5,1%
  • 5º ano completo 3%
  • 6º a 9º ano 9,7%
  • Fundamental completo 13,7%
  • Médio incompleto 8,1%
  • Médio completo 59,2%
  • Superior incompleto 0,4%
  • Superior completo 0,6%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 6%
  • 5 a 9 empregados 6,5%
  • 10 a 19 empregados 8,1%
  • 20 a 49 empregados 11,3%
  • 50 a 99 empregados 7%
  • 100 a 249 empregados 15,9%
  • 250 a 499 empregados 15%
  • 500 a 999 empregados 13,7%
  • 1.000 ou mais empregados 16,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de motoniveladora

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

9,1

CAT no período

109

Idade média no acidente

45 anos

Foram 109 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de motoniveladora nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 9,1 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 67,9% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 32,1% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto 32,1%
  • Típico 67,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 14,7%
  • Partes múltiplas 11,9%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 9,2%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 6,4%
  • Pé (exceto artelhos) 6,4%

Natureza da lesão

  • Fratura 31,2%
  • Lesão imediata 19,3%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 13,8%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 12,8%
  • Distensão, torção 7,3%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 15,6%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 10,1%
  • Veículo rodoviário motorizado 8,3%
  • Veículo, NIC 8,3%
  • Máquina, NIC 4,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
V89 — Acidente com um veículo a motor ou não-motorizado, tipo(s) de veículo(s) não especificado(s) 5 4,6% 34
T14.9 — Traumatismo não especificado 4 3,7% 796
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 4 3,7% 24.580
S82.1 — Fratura da extremidade proximal da tíbia 3 2,8% 25.350
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 2,8% 5.476
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 2 1,8% 1.358

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de rodovias e ferrovias) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 9,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se escolaridade entre a quarta e a sétima série do ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas. O pleno exercício das atividades ocorre com um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7151.

Qual especialização paga mais na família 7151

Todas as ocupações de trabalhadores na operação de máquinas de terraplenagem e fundações, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7151-30 Operador de motoniveladora (esta página) R$ 4.073 R$ 4.076 15.720
7151-40 Operador de pavimentadora (asfalto, concreto e materiais similares) R$ 2.638 R$ 3.678 8.084
7151-20 Operador de máquina de abrir valas R$ 2.665 R$ 3.553 3.567
7151-25 Operador de máquinas de construção civil e mineração R$ 3.021 R$ 3.542 88.014
7151-15 Operador de escavadeira R$ 3.159 R$ 3.483 52.335
7151-35 Operador de pá carregadeira R$ 2.776 R$ 3.470 30.843
7151-10 Operador de compactadora de solos R$ 2.823 R$ 3.330 8.507
7151-05 Operador de bate-estacas R$ 2.513 R$ 3.119 1.623
7151-45 Operador de trator de lâmina R$ 2.617 R$ 2.917 7.920

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7151-30.

A Realizar manutenção básica de máquinas pesadas (12)
  • •Conferir níveis de óleos, combustíveis e de água
  • •Completar nível de água da máquina
  • •Verificar as condições do material rodante
  • •Drenar água dos reservatórios (ar e combustível)
  • •Verificar o funcionamento do sistema hidráulico
  • •Verificar o funcionamento elétrico
  • •Verificar a condição dos acessórios
  • •Limpar máquina
  • •Relatar problemas detectados
  • •Substituir acessórios
  • •Identificar pontos de lubrificação
  • •Completar o volume de graxa nas articulações
B Planejar o trabalho (10)
  • •Analisar serviço
  • •Estabelecer seqüência de atividades
  • •Definir etapas de serviço
  • •Estimar tempo de duração do serviço
  • •Selecionar máquinas
  • •Definir acessórios
  • •Selecionar ferramentas manuais
  • •Selecionar instrumentos de medição
  • •Selecionar equipamentos de proteção individual (epi)
  • •Selecionar sinalização de segurança
C Operar máquinas pesadas (10)
  • •Acionar máquina
  • •Interpretar informações do painel da máquina
  • •Mudar marcha conforme o serviço
  • •Controlar a aceleração da máquina (rpm)
  • •Estacionar máquina em local plano
  • •Apoiar equipamentos hidráulicos e mecânicos no solo
  • •Resfriar máquina
  • •Desligar máquina
  • •Anotar informações sobre a utilização da máquina (horímetro e odômetro)
  • •Relatar ocorrências de serviço
D Remover solo e material orgânico "bota fora" (3)
  • •Verificar marcação da topografia
  • •Analisar inclinação do terreno
  • •Verificar tipo de solo
E Drenar solos (2)
  • •Abrir valas para drenagem
  • •Abrir valas para montagem de colchão drenante
F Executar construção de aterros (3)
  • •Espalhar o material (solo)
  • •Homogeneizar o solo com máquinas e equipamentos
  • •Remover material em aterro
G Acabar pavimentos (2)
  • •Homogeneizar solos para execução de camadas de pavimentação
  • •Raspar superfície da base
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Demonstrar senso de organização
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Zelar pelos equipamentos e máquinas
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Trabalhar sobre pressão
  • •Tratar situações de emergência e acidentes

Sinônimos oficiais (10)

Condutor de motoniveladoraCondutor de niveladoraOperador de equipamento de motoniveladoraOperador de niveladora e de scraperOperador de patrol (niveladora)Operador de trator de esteiraOperador patroleiroPatroleiroPatroleiro de pavimentaçãoPatroleiro de terraplanagem

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7151-30 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de motoniveladora?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.073 por mês, considerando as 7.385 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.520 (10% menores) a R$ 5.555 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.076 (RAIS 2024), 0.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de motoniveladora?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 7.546 admissões contra 7.445 desligamentos, saldo de +101 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de motoniveladora?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de rodovias e ferrovias (CNAE 4211101), com 26,9% das admissões e mediana de R$ 5.003. A ficha de operador de motoniveladora no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de motoniveladora?

7151-30 (família 7151 — Trabalhadores na operação de máquinas de terraplenagem e fundações). A CBO reconhece também os títulos: Condutor de motoniveladora, Condutor de niveladora, Operador de equipamento de motoniveladora, Operador de niveladora e de scraper, Operador de patrol (niveladora), Operador de trator de esteira, Operador patroleiro, Patroleiro, entre outros — todos usam o mesmo código 7151-30. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de motoniveladora?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7151: Para o exercício dessas ocupações requer-se escolaridade entre a quarta e a sétima série do ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas. O pleno exercício das atividades ocorre com um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de motoniveladora?

A taxa é de 9,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (14,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é V89 — acidente com um veículo a motor ou não-motorizado, tipo(s) de veículo(s) não especificado(s). Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7151-30?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7151-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7151-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4211101), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7151:

  • •Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop)
  • •Construmill Construção e Terraplenagem Ltda.
  • •Construsam Construtora e Incorporadora Ltda.
  • •Sete Serviços Técnicos de Engenharia Ltda.
  • •Warre Engenharia e Saneamento Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •Bota-fora: nos serviços de terraplenagem, material que sobra das escavações e é empilha-
  • •132 do fora do canteiro das obras (Houaiss).
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