NCM Buscador
CBO 2002 Família 7151 R$ 2.510 na admissão -139 postos em 12 meses 15 atividades

CBO 7151-05 — Operador de bate-estacas

O código 7151-05 identifica a ocupação operador de bate-estacas na CBO 2002, dentro da família 7151 — Trabalhadores na operação de máquinas de terraplenagem e fundações. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um operador de bate-estacas

Planejam o trabalho, realizam manutenção básica de máquinas pesadas e as operam. Removem solo e material orgânico “bota-fora”, drenam solos e executam construção de aterros. Realizam acabamento em pavimentos e cravam estacas.

Descrição oficial da família 7151 — Trabalhadores na operação de máquinas de terraplenagem e fundações, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam nas indústrias de construção. São assalariados com carteira assinada que trabalham em equipes especializadas nas diversas etapas da construção: sinalização, obra de arte e terraplenagem, pavimentação, capa e topografia, topografia de solos, entre outras. O trabalho é presencial.Todos são submetidos a supervisão permanente, exceto o operador de bate-estaca que tem supervisão ocasional. O trabalho é realizado no período diurno, a céu aberto e em veículos, exceto para o operador de bate-estaca. Este trabalha em condições especiais: suas atividades são subterrâneas, confinadas, expostas a materiais tóxicos e a ruído intenso.

Recursos de trabalho

Caminhão comboio (manutenção); Caminhão munck e guincho; Grade para trator de pneu; Máquina de solda; Máquina escavadeira; Máquina pá-carregadeira; Máquina retroescavadeira; Metro; Motoniveladora; Vibra-acabadora.

Quanto ganha um operador de bate-estacas

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.72510% ganham atéR$ 2.510medianaR$ 3.90010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.119

Entrada × quem já está

R$ 2.510 ao ser admitido · R$ 3.119 para quem tem vínculo ativo +24,3%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de bate-estacas foi de R$ 2.510 — metade das 700 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.725 e os 10% de maior, acima de R$ 3.900.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.119, ou seja, 24,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 32 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.510
Por ano (12 salários)R$ 30.120
Por semanaR$ 578
Por hora (43.9h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.51795,9%
  • Mulheres — R$ 1.6744,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.12299,1%
  • Mulheres — R$ 2.7380,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.729
  • Nordeste2.068
  • Sudeste2.950
  • Sul2.388
  • Centro-Oeste2.150

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (7 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 173 -53 R$ 2.950
SC 127 +12 R$ 2.400
MS 73 -4 R$ 1.725
PR 58 -2 R$ 2.225
MT 46 +7 R$ 1.980
AM 33 +4 R$ 1.679
MG 32 -23 R$ 2.700

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

705

Desligamentos

844

Saldo

-139

Rotatividade

52%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+12) saldo negativo · pior: abr/26 (-43)

Em 12 meses houve 705 admissões e 844 desligamentos de operador de bate-estacas, o que significa que o mercado formal fechou 139 postos de trabalho no período, com rotatividade de 52% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 22,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 59,5% por dispensa sem justa causa, além de 13,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador22,9%
  • Dispensa sem justa causa59,5%
  • Fim de contrato13,2%

Sobre 844 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente2,8%
  • Pessoa com deficiência0,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro17%
  • 1 a 4 empregados8,7%
  • 5 a 9 empregados10,1%
  • 10 a 19 empregados11,1%
  • 20 a 49 empregados23%
  • 50 a 99 empregados8,4%
  • 100 a 249 empregados11,8%
  • 250 a 499 empregados2,3%
  • 500 a 999 empregados0,4%
  • 1.000 ou mais empregados7,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de bate-estacas

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Obras de fundações 4391600 · 33% das admissões 233 44h R$ 2.079 R$ 2.577 R$ 3.030 3% 4
Construção de edifícios 4120400 · 12,2% das admissões 86 44h R$ 1.654 R$ 1.950 R$ 2.675 3% 3
Perfurações e sondagens 4312600 · 5,4% das admissões 38 44h R$ 2.665 3% 4
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 4,8% das admissões 34 44h R$ 1.670 3% 1
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 4,1% das admissões 29 44h R$ 3.062 3% 4
Fabricação de estruturas pré moldadas de concreto armado, em série e sob encomenda 2330301 · 4,1% das admissões 29 44h R$ 2.350 3%
Serviços de engenharia 7112000 · 3% das admissões 21 44h R$ 3.000 3% 1
Manutenção e reparação de outras máquinas e equipamentos para usos industriais não especificados anteriormente 3314799 · 2,8% das admissões 20 44h R$ 2.038 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de bate-estacas

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.623 vínculos

Idade mediana

44 anos

Tempo de casa

32 meses

No setor público

6,6%

Em empresa do Simples

32,3%

Sexo

  • Homem99,1%
  • Mulher0,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,1%
  • Contrato intermitente2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,4%

Sobre os 1.623 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca47,6%
  • Parda43,3%
  • Preta8,4%
  • Amarela0,6%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto1,5%
  • Até o 5º ano incompleto8,3%
  • 5º ano completo6,8%
  • 6º ao 9º ano11,5%
  • Fundamental completo15,1%
  • Médio incompleto9,1%
  • Médio completo47,3%
  • Superior incompleto0,2%
  • Superior completo0,2%
  • Mestrado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto2,1%
  • Até 5º ano incompleto4,5%
  • 5º ano completo4,1%
  • 6º a 9º ano10,4%
  • Fundamental completo9,5%
  • Médio incompleto13,3%
  • Médio completo55%
  • Superior incompleto0,4%
  • Superior completo0,6%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados9,9%
  • 5 a 9 empregados9,1%
  • 10 a 19 empregados16,5%
  • 20 a 49 empregados26,6%
  • 50 a 99 empregados15,8%
  • 100 a 249 empregados9,3%
  • 250 a 499 empregados2,6%
  • 500 a 999 empregados2%
  • 1.000 ou mais empregados8,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de operador de bate-estacas

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

35,3

CAT no período

47

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

39 anos

Foram 47 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de bate-estacas nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 35,3 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 97,9% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 2,1% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico97,9%
  • Trajeto2,1%

Parte do corpo atingida

  • Dedo31,9%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)12,8%
  • Pé (exceto artelhos)8,5%
  • Dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal)6,4%
  • Membros inferiores, NIC4,3%

Natureza da lesão

  • Fratura40,4%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)17%
  • Lesão imediata6,4%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)6,4%
  • Amputação ou enucleação6,4%

Agente causador

  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas10,6%
  • Perfuratriz- ferrame8,5%
  • Máquina de terraplenagem e construção de estrada8,5%
  • Superfície e estrutura, NIC6,4%
  • Metal - inclui liga6,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 5 10,6% 24.580
S92.4 — Fratura do hálux 3 6,4% 15.618
M79.6 — Dor em membro 2 4,3% 517
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 2 4,3% 5.476
R52.0 — Dor aguda 1 2,1% 174
T07.7 — Traumatismos múltiplos não especificados 1 2,1% 1.358

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Obras de fundações) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 35,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se escolaridade entre a quarta e a sétima série do ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas. O pleno exercício das atividades ocorre com um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7151.

Qual especialização paga mais na família 7151

Todas as ocupações de trabalhadores na operação de máquinas de terraplenagem e fundações, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7151-30 Operador de motoniveladora R$ 4.064 R$ 4.076 15.720
7151-40 Operador de pavimentadora (asfalto, concreto e materiais similares) R$ 2.618 R$ 3.678 8.084
7151-20 Operador de máquina de abrir valas R$ 2.667 R$ 3.553 3.567
7151-25 Operador de máquinas de construção civil e mineração R$ 3.015 R$ 3.542 88.014
7151-15 Operador de escavadeira R$ 3.120 R$ 3.483 52.335
7151-35 Operador de pá carregadeira R$ 2.754 R$ 3.470 30.843
7151-10 Operador de compactadora de solos R$ 2.804 R$ 3.330 8.507
7151-05 Operador de bate-estacas (esta página) R$ 2.510 R$ 3.119 1.623
7151-45 Operador de trator de lâmina R$ 2.601 R$ 2.917 7.920

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7151-05.

H Cravar estacas (8)
  • Montar equipamentos de cravação
  • Interpretar plantas de construções
  • Deslocar equipamentos de cravação (bate-estacas, estaca h, estaca l, haste raiz, estaca straus,
  • Descarregar materiais de fundação, sondagem e perfuração
  • Selecionar materiais de fundação, sondagem e perfuração (estacas, marteletes, brocas de perfuração)
  • Aprumar estaca
  • Soldar estacas
  • Registrar o processo de cravação de estacas
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • Demonstrar senso de organização
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar responsabilidade
  • Zelar pelos equipamentos e máquinas
  • Demonstrar iniciativa
  • Trabalhar sobre pressão
  • Tratar situações de emergência e acidentes

Sinônimos oficiais (1)

Condutor de bate-estaca

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7151-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de bate-estacas?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.510 por mês, considerando as 700 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.725 (10% menores) a R$ 3.900 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.119 (RAIS 2024), 24.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de bate-estacas?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 705 admissões contra 844 desligamentos, saldo de -139 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de bate-estacas?

A atividade econômica que mais contratou foi Obras de fundações (CNAE 4391600), com 33% das admissões e mediana de R$ 2.577. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de bate-estacas?

7151-05 (família 7151 — Trabalhadores na operação de máquinas de terraplenagem e fundações). A CBO reconhece também os títulos: Condutor de bate-estaca — todos usam o mesmo código 7151-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de bate-estacas?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7151: Para o exercício dessas ocupações requer-se escolaridade entre a quarta e a sétima série do ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas. O pleno exercício das atividades ocorre com um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de bate-estacas?

A taxa é de 35,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (31,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7151-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7151-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7151-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4391600), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7151:

  • Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop)
  • Construmill Construção e Terraplenagem Ltda.
  • Construsam Construtora e Incorporadora Ltda.
  • Sete Serviços Técnicos de Engenharia Ltda.
  • Warre Engenharia e Saneamento Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Bota-fora: nos serviços de terraplenagem, material que sobra das escavações e é empilha-
  • 132 do fora do canteiro das obras (Houaiss).
Voltar ao topo