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CBO 2002 Família 5114 R$ 2.139 na admissão +82 postos em 12 meses 101 atividades

CBO 5114-05 — Guia de turismo

O código 5114-05 identifica a ocupação guia de turismo na CBO 2002, dentro da família 5114 — Guias de turismo. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um guia de turismo

Executam roteiro turístico, transmitem informações, atendem passageiros, organizam as atividades do dia, realizam tarefas burocráticas e desenvolvem itinerários e roteiros de visitas.

Descrição oficial da família 5114 — Guias de turismo, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham predominantemente em empresas de turismo e órgãos governamentais de fomento ao turismo, nas esferas municipal, estadual e federal. Atuam de forma individual, sob supervisão ocasional, em diversos tipos de ambientes - fechado, em veículos e a céu aberto, e, geralmente, durante o dia. No desempenho das atividades estão sujeitos à situações estressantes.

Recursos de trabalho

Computadores e periféricos; Copiadora; Fax; Formulários específicos; Intranet; Kit de primeiros socorros; Máquina de escrever; Publicações técnicas; Sistema de arquivo; Telefone.

Quanto ganha um guia de turismo

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60010% ganham atéR$ 2.139medianaR$ 3.42010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.371

Entrada × quem já está

R$ 2.139 ao ser admitido · R$ 2.371 para quem tem vínculo ativo +10,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de guia de turismo foi de R$ 2.139 — metade das 402 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.600 e os 10% de maior, acima de R$ 3.420.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.371, ou seja, 10,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 27 meses.

Considerando a jornada média de 40.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.139
Por ano (12 salários)R$ 25.668
Por semanaR$ 492
Por hora (40.4h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.08864,2%
  • Mulheres — R$ 2.29235,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.33862,6%
  • Mulheres — R$ 2.41937,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.665
  • Sudeste2.058
  • Sul2.607
  • Centro-Oeste2.238

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (6 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
RS 111 +38 R$ 2.370
MT 53 +7 R$ 2.275
MG 49 +9 R$ 1.757
BA 48 +6 R$ 1.657
SP 45 -2 R$ 2.111
MS 31 +11 R$ 2.275

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

481

Desligamentos

399

Saldo

+82

Rotatividade

35,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: abr/26 (+55) saldo negativo · pior: set/25 (-7)

Em 12 meses houve 481 admissões e 399 desligamentos de guia de turismo, o que significa que o mercado formal abriu 82 postos de trabalho no período, com rotatividade de 35,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 36,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 53,1% por dispensa sem justa causa, além de 7,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador36,6%
  • Dispensa sem justa causa53,1%
  • Fim de contrato7,8%

Sobre 399 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente5,6%
  • Jovem aprendiz6,7%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro12,1%
  • 1 a 4 empregados12,5%
  • 5 a 9 empregados9,8%
  • 10 a 19 empregados9,6%
  • 20 a 49 empregados16,6%
  • 50 a 99 empregados6,4%
  • 100 a 249 empregados15%
  • 250 a 499 empregados15,6%
  • 500 a 999 empregados0,6%
  • 1.000 ou mais empregados1,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata guia de turismo

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Agências de viagens 7911200 · 16,4% das admissões 79 43.9h R$ 1.725 R$ 2.044 R$ 2.738 1% 1
Hotéis 5510801 · 16,4% das admissões 79 44.1h R$ 2.060 R$ 2.589 R$ 3.288 2% 2
Fabricação de vinho 1112700 · 10,8% das admissões 52 44h R$ 2.727 3% 3
Operadores turísticos 7912100 · 6,2% das admissões 30 43.2h R$ 2.100 1% 1
Parques de diversão e parques temáticos 9321200 · 5,6% das admissões 27 44h R$ 2.182 2% 2
Serviços de assistência social sem alojamento 8800600 · 5,6% das admissões 27 2% 1
Transporte aquaviário para passeios turísticos 5099801 · 3,7% das admissões 18 44h R$ 1.660 1% 3
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 3,3% das admissões 16 42.8h R$ 2.878 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como guia de turismo

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.127 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

27 meses

No setor público

15,3%

Em empresa do Simples

40,8%

Sexo

  • Mulher37,1%
  • Homem62,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,1h/sem
  • Pessoas com deficiência0,7%
  • Jornada parcial0,9%
  • Contrato intermitente7,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos9,8%

Sobre os 1.127 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca47,6%
  • Parda42,3%
  • Preta8,3%
  • Indígena1,3%
  • Amarela0,5%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,9%
  • 5º ano completo1,2%
  • 6º ao 9º ano2,2%
  • Fundamental completo4,2%
  • Médio incompleto6,7%
  • Médio completo61,7%
  • Superior incompleto6,4%
  • Superior completo16,4%
  • Mestrado0,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Até 5º ano incompleto2,5%
  • 5º ano completo0,6%
  • 6º a 9º ano3,7%
  • Fundamental completo3,3%
  • Médio incompleto10,2%
  • Médio completo59%
  • Superior incompleto4,8%
  • Superior completo13,1%
  • Pós-graduação0,8%
  • Mestrado1,5%
  • Doutorado0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados14,4%
  • 5 a 9 empregados8,5%
  • 10 a 19 empregados10,6%
  • 20 a 49 empregados17,4%
  • 50 a 99 empregados12,1%
  • 100 a 249 empregados13,7%
  • 250 a 499 empregados5,4%
  • 500 a 999 empregados3,6%
  • 1.000 ou mais empregados14,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer escolaridade mínima de ensino médio e domínio de línguas estrangeiras. O pleno desempenho das atividades ocorre após cinco anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5114.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5114-05.

A Executar roteiro turístico (13)
  • Recepcionar passageiro
  • Reunir grupo de passageiro (pax)
  • Cuidar da unidade do grupo pela lista de presença dos pax
  • Providenciar embarque e desembarque dos pax
  • Verificar apetrechos e indumentária dos passageiros para atividades do dia
  • Atender horários da programação do roteiro
  • Apresentar pontos visitados, percurso e local
  • Verificar restrições físicas dos pax para atividade do dia
  • Adequar programação estabelecida a imprevistos
  • Adaptar ritmo do roteiro à capacidade física do grupo
  • Organizar atividades de entretenimento ao longo da excursão
  • Supervisionar refeições inclusas ou não no roteiro
  • Apresentar atividades opcionais ao roteiro original
B Transmitir informações (13)
  • Informar programação geral aos pax
  • Explicar ao pax normas de conduta a serem observadas ao longo da excursão
  • Explicar normas e regulamentos dos locais visitados no roteiro
  • Informar pax sobre o câmbio de moeda no país
  • Salientar diferenças culturais existentes no local visitado
  • Orientar pax sobre apetrechos e indumentária para atividades do dia
  • Orientar pax sobre os procedimentos de segurança
  • Elucidar pax sobre os níveis de dificuldade das atividades de aventura
  • Informar sobre atrativos culturais e naturais
  • Informar sobre infraestrutura e facilidades do local visitado
  • Orientar sobre locais de compras
  • Traduzir textos e conversações
  • Divulgar outros roteiros turísticos aos pax
C Atender passageiros (pax) (11)
  • Intermediar relações entre pax e operadoras de turismo, hotéis e transportadora
  • Localizar turistas retardatários ou perdidos
  • Prestar primeiros socorros
  • Providenciar assistência médica
  • Auxiliar pax em trâmites legais nos casos de extravios de bagagens
  • Localizar objetos extraviados
  • Acompanhar turista junto às autoridades para resolver problemas
  • Verificar bagagens dos pax
  • Apoiar (check-in) em hotéis e aeroportos, e (check-out) em hotéis, do pax
  • Acionar seguro viagem
  • Cuidar de documentos e valores da criança desacompanhada
D Organizar atividades do dia (12)
  • Despertar grupo
  • Checar equipamentos de transporte
  • Coordenar equipe de trabalho
  • Controlar programação do dia
  • Contactar guia regional e profissional especializado
  • Contratar guia regional
  • Examinar itinerário com o motorista
  • Organizar paradas técnicas
  • Providenciar serviços de bordo
  • Fazer serviços de bordo
  • Verificar documentação dos pax
  • Supervisionar atividades de eventos incluídas no roteiro
E Realizar tarefas burocráticas (10)
  • Recolher os vouchers
  • Analisar roteiro turístico a ser executado
  • Identificar as crianças desacompanhadas da excursão
  • Solicitar documentos de responsabilidades e seguro saúde do pax
  • Solicitar termo de responsabilidade para as atividades de aventura
  • Administrar ingressos, documentos e valores da excursão
  • Fazer confirmação e alterações de vôos
  • Fazer reservas de atividades opcionais
  • Aplicar questionário de avaliação da excursão
  • Elaborar relatório diário e final e prestação de contas da excursão para agência de viagens
F Desenvolver itinerários e roteiros de visitas (7)
  • Pesquisar locais e itinerários
  • Levantar aspectos históricos, culturais e naturais dos itinerários
  • Avaliar potencial turístico
  • Identificar infra-estrutura necessária para execução do novo roteiro
  • Verificar grau de dificuldade do local e do passeio
  • Consolidar informações do novo roteiro turístico
  • Apresentar os novos roteiros às operadoras
Y Comunicar-se (13)
  • Apresentar-se ao grupo
  • Comunicar-se via correio eletrônico, telefone e rádio
  • Elaborar as atividades do dia por escrito
  • Utilizar recursos audiovisuais
  • Utilizar internet
  • Utilizar meios de comunicação alternativos
  • Utilizar mensageiros
  • Dialogar com o pax
  • Expressar-se em outros idiomas
  • Dominar a linguagem falada
  • Ministrar palestras
  • Dar boas vindas aos pax
  • Utilizar bandeiras, crachás e placas para identificar o grupo
Z Demonstrar competências pessoais (22)
  • Demonstrar responsabilidade
  • Contornar situações adversas
  • Zelar pela segurança do pax
  • Demonstrar capacidade de atenção difusa (estar atento)
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar capacidade de liderança
  • Demonstrar flexibilidade
  • Manter-se atualizado e informado
  • Manifestar imparcialidade
  • Promover integração do grupo
  • Manifestar criatividade
  • Ouvir pax
  • Dar provas de pontualidade
  • Transmitir segurança
  • Evidenciar ética profissional
  • Demonstrar cuidado com a aparência
  • Demonstrar gentileza
  • Manifestar capacidade de convivência com diferentes pessoas
  • Demonstrar paciência
  • Demonstrar capacidade de tolerância
  • Tomar decisões rápidas
  • Demonstrar tranqüilidade

Sinônimos oficiais (4)

Guia de turismo especializado em atrativo turísticoGuia de turismo especializado em excursão internacionalGuia de turismo especializado em excursão nacionalGuia de turismo especializado em turismo regional

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5114-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um guia de turismo?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.139 por mês, considerando as 402 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.600 (10% menores) a R$ 3.420 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.371 (RAIS 2024), 10.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando guia de turismo?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 481 admissões contra 399 desligamentos, saldo de +82 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata guia de turismo?

A atividade econômica que mais contratou foi Agências de viagens (CNAE 7911200), com 16,4% das admissões e mediana de R$ 2.044. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de guia de turismo?

5114-05 (família 5114 — Guias de turismo). A CBO reconhece também os títulos: Guia de turismo especializado em atrativo turístico, Guia de turismo especializado em excursão internacional, Guia de turismo especializado em excursão nacional, Guia de turismo especializado em turismo regional — todos usam o mesmo código 5114-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser guia de turismo?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5114: O exercício dessas ocupações requer escolaridade mínima de ensino médio e domínio de línguas estrangeiras. O pleno desempenho das atividades ocorre após cinco anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5114-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5114-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5114-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7911200), o RAT é 1%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (5 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5114:

  • Hexagon Viagens e Turismo
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - Centro de Turismo (Senac-rj)
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO voucher: vale ou crédito fornecido para pagamento de mercadorias ou serviços.
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