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CBO 2002 Família 4213 R$ 1.920 na admissão -2.085 postos em 12 meses 74 atividades

CBO 4213-10 — Cobrador interno

O código 4213-10 identifica a ocupação cobrador interno na CBO 2002, dentro da família 4213 — Cobradores e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um cobrador interno

Efetuam cobrança de valores devidos a empresas e ou instituições, contatando devedores e negociando formas de pagamento; analisam títulos e documentos de cobrança; definem estratégias e elaboram itinerários de cobrança; contatam avalistas e ou fiadores. Notificam débitos; registram informações de negociações com o devedor; elaboram relatórios de prestação de contas e de encerramento de cobrança. Atualizam cadastro e identificam cobranças indevidas.

Descrição oficial da família 4213 — Cobradores e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os cobradores atuam em instituições financeiras, bancos e empresas que exerçam atividades de intermediação financeira. O local de trabalho pode ser fechado ou aberto, dependendo da atividade. Trabalham em horários diurnos e podem atuar como autônomos ou assalariados, com carteira assinada. Atuam de forma individual, sob supervisão ocasional ou permanente, dependendo da experiência. Muitas vezes são expostos a ruídos, pressões ou lesões por esforço repetitivo.

Recursos de trabalho

Calculadora; Computador; Fax; Guia de ruas; Guias de cep; Listas telefônicas; Mapas; Meio de transporte; Talão de recibos; Telefone.

Quanto ganha um cobrador interno

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61610% ganham atéR$ 1.920medianaR$ 2.82410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.776

Entrada × quem já está

R$ 1.920 ao ser admitido · R$ 1.776 para quem tem vínculo ativo -7,5%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de cobrador interno foi de R$ 1.920 — metade das 14.614 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.616 e os 10% de maior, acima de R$ 2.824.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.776, ou seja, 7,5% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 15 meses.

Considerando a jornada média de 37.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.920
Por ano (12 salários)R$ 23.040
Por semanaR$ 442
Por hora (37.3h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.91724,8%
  • Mulheres — R$ 1.92175,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.74524,4%
  • Mulheres — R$ 1.78475,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.696
  • Nordeste1.684
  • Sudeste1.992
  • Sul1.978
  • Centro-Oeste1.860

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 24.965 -667 R$ 2.073
PR 8.381 -139 R$ 1.979
SC 3.003 +3 R$ 1.976
MG 2.556 -15 R$ 1.800
GO 1.735 +234 R$ 1.831
CE 1.724 -1.056 R$ 1.694
RS 1.225 -138 R$ 1.983
RJ 942 -145 R$ 1.839
DF 710 -255 R$ 1.803
PE 504 +59 R$ 1.679

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

48.291

Desligamentos

50.376

Saldo

-2.085

Rotatividade

72,9%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+443) saldo negativo · pior: dez/25 (-1.072)

Em 12 meses houve 48.291 admissões e 50.376 desligamentos de cobrador interno, o que significa que o mercado formal fechou 2.085 postos de trabalho no período, com rotatividade de 72,9% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 52,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 28,6% por dispensa sem justa causa, além de 12,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador52,2%
  • Dispensa sem justa causa28,6%
  • Fim de contrato12,8%

Sobre 50.376 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro5,4%
  • 1 a 4 empregados3,1%
  • 5 a 9 empregados4,1%
  • 10 a 19 empregados6%
  • 20 a 49 empregados10,8%
  • 50 a 99 empregados9,7%
  • 100 a 249 empregados11,9%
  • 250 a 499 empregados9,8%
  • 500 a 999 empregados23%
  • 1.000 ou mais empregados16,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata cobrador interno

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de cobranças e informações cadastrais 8291100 · 34,3% das admissões 16.545 43.5h R$ 1.718 R$ 1.867 R$ 1.991 2% 2
Atividades de teleatendimento 8220200 · 31,6% das admissões 15.243 43h R$ 1.714 R$ 1.818 R$ 1.988 3% 2
Serviços advocatícios 6911701 · 7,3% das admissões 3.504 43.3h R$ 1.886 R$ 1.998 R$ 2.164 1% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,5% das admissões 1.187 43.8h R$ 1.777 R$ 2.028 R$ 2.507 2% 1
Atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto imobiliários 7490104 · 2,3% das admissões 1.088 43.5h R$ 1.759 R$ 2.006 R$ 2.190 2% 1
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 2% das admissões 979 44h R$ 1.650 R$ 1.796 R$ 2.112 2% 2
Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 1,4% das admissões 689 43.8h R$ 1.752 R$ 1.906 R$ 2.183 2% 1
Serviços de comunicação multimídia - scm 6110803 · 0,7% das admissões 353 44h R$ 1.617 R$ 1.688 R$ 1.888 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como cobrador interno

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 69.143 vínculos

Idade mediana

28 anos

Tempo de casa

15 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

18,4%

Sexo

  • Mulher75,4%
  • Homem24,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada38,4h/sem
  • Pessoas com deficiência1%
  • Jornada parcial0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,4%

Sobre os 69.143 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca45,3%
  • Parda44,1%
  • Preta9,5%
  • Amarela1%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • 5º ano completo0,1%
  • 6º ao 9º ano0,2%
  • Fundamental completo0,8%
  • Médio incompleto5,6%
  • Médio completo72,8%
  • Superior incompleto8,3%
  • Superior completo12,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,2%
  • 5º ano completo0,1%
  • 6º a 9º ano0,1%
  • Fundamental completo1,7%
  • Médio incompleto7,9%
  • Médio completo73,1%
  • Superior incompleto8,4%
  • Superior completo7,8%
  • Pós-graduação0,6%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados2,4%
  • 5 a 9 empregados3,6%
  • 10 a 19 empregados6,3%
  • 20 a 49 empregados12,6%
  • 50 a 99 empregados9,7%
  • 100 a 249 empregados12,4%
  • 250 a 499 empregados11,8%
  • 500 a 999 empregados16,1%
  • 1.000 ou mais empregados25,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de cobrador interno

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

7,6

CAT no período

423

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

30 anos

Foram 423 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo cobrador interno nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 7,6 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 25,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 71,2% de trajeto (no deslocamento) e 3,3% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto71,2%
  • Típico25,5%
  • Doença3,3%

Parte do corpo atingida

  • Partes múltiplas15,4%
  • Pé (exceto artelhos)11,6%
  • Articulação do tornozelo10,2%
  • Joelho7,8%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)7,3%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata23,9%
  • Distensão, torção17,3%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)14,7%
  • Fratura13,9%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)9,9%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta15,3%
  • Veículo, NIC12,8%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas12,8%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas11,1%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas10,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 34 8% 5.476
T14 — Traumatismo de região não especificada do corpo 17 4% 796
M79.6 — Dor em membro 11 2,6% 517
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 10 2,4% 313
R52.0 — Dor aguda 9 2,1% 174
S80.0 — Contusão do joelho 9 2,1% 1.225

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de cobranças e informações cadastrais) tem RAT 2% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 7,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

A escolaridade de acesso a essas ocupações é de nível médio. O curso técnico em área administrativa é desejável. Atualmente, o trabalho de cobrança, na maioria das empresas, é terceirizado. Em algumas delas, é “quarteirizado” por uma empresa de cobrança que já é uma terceira. Vale destacar que as tarefas desempenhadas pelos cobradores externos, atualmente, são realizadas por telefone. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 4213.

Qual especialização paga mais na família 4213

Todas as ocupações de cobradores e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
4213-05 Cobrador externo R$ 1.710 R$ 2.110 15.507
4213-15 Localizador (cobrador) R$ 1.738 R$ 2.027 730
4213-10 Cobrador interno (esta página) R$ 1.920 R$ 1.776 69.143

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 4213-10.

A Cobrar valores devidos (10)
  • Apresentar para o devedor títulos devidos
  • Negociar formas de pagamento com o devedor
  • Fechar negociações com devedor
  • Realizar acordos com entradas simbólicas
  • Suspender cobrança até o prazo acordado
  • Acompanhar cumprimento do acordo formalizado
  • Emitir recibos
  • Recuperar mercadorias não pagas
  • Receber outros bens em troca das dívidas
  • Encaminhar títulos ao cartório
B Preparar cobrança (9)
  • Analisar títulos e documentos de cobrança
  • Analisar razões da inadimplência
  • Levantar informações sobre o devedor
  • Verificar prioridade do débito para o devedor
  • Verificar fatos geradores da dívida
  • Consultar legislação (código civil, comercial e do consumidor)
  • Analisar faixa de atraso, valor e região
  • Analisar histórico creditício do devedor
  • Definir estratégias de cobrança
C Comunicar-se com devedor (10)
  • Operar sistema de telefonia
  • Operar meios eletrônicos
  • Identificar-se ao devedor
  • Adaptar linguagem conforme o devedor e o produto
  • Adaptar meios de cobrança à pessoa física ou jurídica
  • Identificar o responsável pelo pagamento da dívida
  • Manter privacidade da dívida com terceiros
  • Conscientizar devedor sobre a responsabilidade da dívida
  • Verificar situação financeira do devedor
  • Contatar fiador ou avalista
D Informar ao devedor (8)
  • Notificar débito através de carta
  • Informar devedor sobre o débito
  • Informar sobre campanhas de desconto
  • Informar ao devedor as vantagens da recuperação do crédito
  • Informar devedor sobre as conseqüências da inadimplência
  • Informar sobre sanções do não cumprimento do acordo
  • Notificar ao devedor sua inclusão nos órgãos de proteção ao crédito
  • Informar locais de pagamento
E Registrar histórico da ação de cobrança (5)
  • Registrar ações realizadas no contato com devedor
  • Definir data de promessa de pagamento
  • Registrar informações da negociação
  • Elaborar relatório de encerramento da cobrança
  • Encaminhar processo ao departamento jurídico
F Atualizar cadastro (6)
  • Coletar informações cadastrais por meios eletrônicos e de telecomunicações
  • Consultar guias de cep (código de endereçamento postal)
  • Consultar pessoas dadas como referência ou como fiador
  • Levantar informações junto à vizinhança e local de trabalho
  • Confrontar cadastro com coleta de informações
  • Pesquisar informações omissas no cadastro
G Identificar cobranças indevidas (7)
  • Solicitar comprovante de pagamento ou cancelamento
  • Localizar pagamento efetuado
  • Verificar veracidade do comprovante do pagamento
  • Confirmar improcedência da cobrança
  • Anexar documentos
  • Solicitar reabilitação do devedor junto aos órgãos de proteção de crédito
  • Levantar hipóteses de fraude
Z Demonstrar competências pessoais (19)
  • Demonstrar postura profissional
  • Lidar com conflitos
  • Demonstrar capacidade de persuasão
  • Demonstrar habilidade para cálculos financeiros
  • Demonstrar segurança
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Demonstrar dinamismo
  • Demonstrar disciplina
  • Transmitir confiança
  • Demonstrar desinibição
  • Demonstrar objetividade
  • Demonstrar polidez
  • Demonstrar habilidade numérica
  • Demonstrar capacidade de observação
  • Demonstrar ambição
  • Demonstrar disposição para viagem
  • Demonstrar capacidade de intuição
  • Demonstrar perseverança
  • Demonstrar paciência

Sinônimos oficiais (9)

Analista de cobrançaAssistente de cobrançaAuxiliar de cobrançaMonitor de cobrançaOperador de cobrançaOperador de telecobrançaRecuperador de ativosRecuperador de créditoRecuperador interno

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 4213-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um cobrador interno?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.920 por mês, considerando as 14.614 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.616 (10% menores) a R$ 2.824 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.776 (RAIS 2024), 7.5% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando cobrador interno?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 48.291 admissões contra 50.376 desligamentos, saldo de -2.085 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata cobrador interno?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de cobranças e informações cadastrais (CNAE 8291100), com 34,3% das admissões e mediana de R$ 1.867. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de cobrador interno?

4213-10 (família 4213 — Cobradores e afins). A CBO reconhece também os títulos: Analista de cobrança, Assistente de cobrança, Auxiliar de cobrança, Monitor de cobrança, Operador de cobrança, Operador de telecobrança, Recuperador de ativos, Recuperador de crédito, entre outros — todos usam o mesmo código 4213-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser cobrador interno?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 4213: A escolaridade de acesso a essas ocupações é de nível médio. O curso técnico em área administrativa é desejável. Atualmente, o trabalho de cobrança, na maioria das empresas, é terceirizado. Em algumas delas, é “quarteirizado” por uma empresa de cobrança que já é uma terceira. Vale destacar que as tarefas desempenhadas pelos cobradores externos, atualmente, são realizadas por telefone. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de cobrador interno?

A taxa é de 7,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é partes múltiplas (15,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 4213-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 4213-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 4213-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8291100), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 4213:

  • Banco Panamericano S.A.
  • C C Coop
  • Consulcred Consultoria e Cobrança Ltda.
  • Creditare Assessoria e Consultoria
  • Empenho - Empresa de Cobrança S/C Ltda.
  • Escritório Unidos
  • Expoente Cobrança e Assessoria Ltda.
  • Fininvest S.A.
  • Legião da Boa Vontade (Lbv)
  • Mabel Artigos de Caça e Pesca Ltda.
  • Montreal Assessoria
  • Operator - Serviços de Cobrança Ltda.
  • Rodoviário Afonso Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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