CBO 3542-10 — Supervisor de compras
O código 3542-10 identifica a ocupação supervisor de compras na CBO 2002, dentro da família 3542 — Compradores. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um supervisor de compras
Recebem requisições de compras, executam processo de cotação e concretizam a compra de serviços, produtos, matérias-primas e equipamentos para o comércio atacadista e varejista, para indústrias, empresas, órgãos públicos e privados. Acompanham o fluxo de entregas, desenvolvem fornecedores de materiais e serviços; supervisionam equipe e processos de compra. Preparam relatórios e fazem o papel de interlocutor entre requisitantes e fornecedores.
Descrição oficial da família 3542 — Compradores, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham na agroindústria, no comércio atacadista e varejista, nas indústrias e no setor de serviços. São assalariados, com carteira assinada, trabalham de forma individual, sob supervisão, em ambientes fechados, no período diurno. É comum passarem muito tempo sentados, em posições desconfortáveis, ao telefone e sujeitos a pressões que podem causar estresse.
Recursos de trabalho
Calculadora; Cartão de visita; Catálogos; Copiadora; Fax; Internet e correio eletrônico (e-mail); Microcomputador, impressora e scanner; Publicações; Suprimento de escritório e de informática; Telefone fixo e celular.
Quanto ganha um supervisor de compras
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.858
Entrada × quem já está
R$ 4.015 ao ser admitido · R$ 5.858 para quem tem vínculo ativo +45,9%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor de compras foi de R$ 4.015 — metade das 2.246 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.061 e os 10% de maior, acima de R$ 12.000.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.858, ou seja, 45,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 44 meses.
Considerando a jornada média de 43.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 21,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 4.015 |
| Por ano (12 salários) | R$ 48.180 |
| Por semana | R$ 924 |
| Por hora (43.4h/sem) | R$ 21,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 736 | -390 | — | R$ 5.725 | — |
| MG | 235 | -97 | — | R$ 4.250 | — |
| PR | 204 | -70 | — | R$ 3.800 | — |
| RJ | 172 | -35 | — | R$ 3.650 | — |
| BA | 125 | -12 | — | R$ 3.650 | — |
| SC | 118 | -72 | — | R$ 4.250 | — |
| RS | 116 | -46 | — | R$ 4.028 | — |
| MT | 76 | -39 | — | R$ 2.980 | — |
| GO | 74 | -29 | — | R$ 3.525 | — |
| PE | 69 | -21 | — | R$ 3.600 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
2.286
Desligamentos
3.298
Saldo
-1.012
Rotatividade
25,5%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 2.286 admissões e 3.298 desligamentos de supervisor de compras, o que significa que o mercado formal fechou 1.012 postos de trabalho no período, com rotatividade de 25,5% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 31,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 59,5% por dispensa sem justa causa, além de 3,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 3.298 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata supervisor de compras
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como supervisor de compras
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 12.917 vínculos
Idade mediana
39 anos
Tempo de casa
44 meses
No setor público
2,4%
Em empresa do Simples
17,9%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,2h/sem
- Pessoas com deficiência1,1%
- Jornada parcial0,1%
- Contrato intermitente0,1%
- Em entidade sem fins lucrativos4,8%
Sobre os 12.917 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de supervisor de compras
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
5,6
CAT no período
61
Idade média no acidente
38 anos
Foram 61 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo supervisor de compras nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 5,6 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 29,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 55,7% de trajeto (no deslocamento) e 14,8% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 6 | 9,8% | 5.476 |
| Z73.0 — Esgotamento | 5 | 8,2% | 1.184 |
| S80.0 — Contusão do joelho | 4 | 6,6% | 1.225 |
| S52.5 — Fratura da extremidade distal do rádio | 4 | 6,6% | 16.067 |
| S62.6 — Fratura de outros dedos | 3 | 4,9% | 24.580 |
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 2 | 3,3% | 3.531 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços combinados de escritório e apoio administrativo) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 5,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício dessas ocupações requer ensino médio até ensino superior incompleto, dependendo da natureza dos produtos comprados. O pleno desempenho das atividades ocorre após três a quatro anos (comprador) e mais cinco anos (supervisor de venda) de experiência na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 3542.
Qual especialização paga mais na família 3542
Todas as ocupações de compradores, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3542-10 | Supervisor de compras (esta página) | R$ 4.015 | R$ 5.858 | 12.917 |
| 3542-05 | Comprador | R$ 3.838 | R$ 4.665 | 95.245 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3542-10.
A Receber requisições de compras de materiais ou serviços (9)
- •Verificar especificações dos materiais ou serviços
- •Identificar famílias (ramos) de materiais ou serviços
- •Verificar quantidades de materiais ou serviços solicitados
- •Verificar a existência de verbas
- •Verificar estoques
- •Identificar itens de maior consumo
- •Sugerir ao solicitante opções de materiais ou serviços
- •Obter informações sobre local de entrega
- •Verificar o prazo de entrega dos materiais ou serviços
B Executar processo de cotação (10)
- •Organizar processos de concorrência
- •Selecionar fornecedores
- •Solicitar cotações
- •Determinar data para apresentação de cotações
- •Abrir concorrências
- •Montar planilhas de cotações
- •Analisar cotações
- •Escolher as melhores condições comerciais
- •Negociar com fornecedores preços, prazos e condições de pagamentos
- •Definir o fornecedor
C Concretizar a compra de materiais ou serviços (5)
- •Estipular termos do contrato de compras
- •Firmar contrato de compra de materiais ou serviços
- •Emitir pedido de compra
- •Enviar pedido de compra ou contrato para aprovação
- •Confirmar pedido de compra
D Acompanhar fluxo de entregas (follow up) (3)
- •Providenciar a reposição de materiais ou serviços em garantia
- •Negociar reparação dos prejuízos decorrentes de materiais rejeitados
- •Acompanhar a nova entrega de materiais
E Desenvolver fornecedores de materiais e serviços (10)
- •Consultar fontes de informações sobre fornecedores
- •Visitar feiras e exposições
- •Pesquisar referências dos fornecedores
- •Requisitar amostras ou catálogos de materiais ou serviços
- •Entrevistar fornecedores
- •Agendar visita técnica ao fornecedor
- •Participar da homologação de fornecedores, materiais e serviços
- •Encaminhar materiais ou serviços para testes
- •Propor o desenvolvimento de materiais novos ou alternativos
- •Avaliar o desempenho de fornecedores
F Supervisionar equipe e processos de compra (12)
- •Colaborar no planejamento orçamentário
- •Instruir sobre procedimentos para a área de compras
- •Agrupar requisições por ramo ou segmento de materiais ou serviços
- •Aprovar pedidos de compras
- •Zelar pelo cumprimento de normas internas
- •Racionalizar o fluxo de procedimentos
- •Controlar os processos de aquisição de materiais ou serviços
- •Participar na seleção de funcionários
- •Realizar reuniões para avaliação dos trabalhos e motivação de funcionários
- •Avaliar desempenho de funcionários
- •Indicar funcionários para promoção
- •Propor cursos ou treinamentos para funcionários
Y Comunicar-se (9)
- •Preparar relatórios de acompanhamento dos processos de compra
- •Preparar relatórios de visitas a fornecedores
- •Preparar relatórios de não conformidade de materiais
- •Preparar relatórios de variação de preços
- •Preparar relatórios de desempenho de funcionários
- •Interpretar textos
- •Comunicar aos setores sobre compras efetuadas
- •Avisar usuários e fornecedores sobre materiais rejeitados
- •Redigir comunicados e correspondências
Z Demonstrar competências pessoais (12)
- •Trabalhar com ética
- •Agir com equilíbrio emocional
- •Demonstrar pró-atividade
- •Demonstrar iniciativa
- •Atualizar-se com o mercado e com mudanças tecnológicas
- •Demonstrar desenvoltura para comunicar-se
- •Manter-se versátil e dinâmico
- •Demonstrar senso de observação (ser observador)
- •Demonstrar objetividade
- •Demonstrar habilidade em cálculos financeiros
- •Cumprir normas de segurança, saúde e meio ambiente
- •Lidar com pressões internas e externas
Perguntas frequentes
Quanto ganha um supervisor de compras?
A mediana do salário de admissão é R$ 4.015 por mês, considerando as 2.246 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.061 (10% menores) a R$ 12.000 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.858 (RAIS 2024), 45.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando supervisor de compras?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.286 admissões contra 3.298 desligamentos, saldo de -1.012 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata supervisor de compras?
A atividade econômica que mais contratou foi Serviços combinados de escritório e apoio administrativo (CNAE 8211300), com 7,7% das admissões e mediana de R$ 4.214. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de supervisor de compras?
3542-10 (família 3542 — Compradores). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser supervisor de compras?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3542: O exercício dessas ocupações requer ensino médio até ensino superior incompleto, dependendo da natureza dos produtos comprados. O pleno desempenho das atividades ocorre após três a quatro anos (comprador) e mais cinco anos (supervisor de venda) de experiência na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de supervisor de compras?
A taxa é de 5,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (14,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3542-10?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3542-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3542-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8211300), o RAT é 2%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3542:
- •Akzo Nobel Ltda.
- •Alcatel Cabos Brasil S.A.
- •Bridgestone Firestone do Brasil Indústria e Comércio Ltda.
- •Companhia de Engenharia de Tráfego (Cet-SP)
- •Escriba Indústria e Comércio de Móveis Ltda.
- •Foseco Industrial e Comercial Ltda.
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe-usp)
- •Imprensa Oficial do Estado de São Paulo S.A.
- •Instituto Presbiteriano Mackenzie
- •Kwikasair Cargas Expressas S.A.
- •Scac Fundações e Estruturas Ltda.
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Departamento Regional de São Paulo (Senai-SP)
- •Skf do Brasil Ltda.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP