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CBO 2002 Família 3516 R$ 3.809 na admissão +2.585 postos em 12 meses 90 atividades

CBO 3516-05 — Técnico em segurança do trabalho

O código 3516-05 identifica a ocupação técnico em segurança do trabalho na CBO 2002, dentro da família 3516 — Técnicos em segurança do trabalho. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um técnico em segurança do trabalho

Elaboram, participam da elaboração e implementam política de saúde e segurança no trabalho (sst); realizam auditoria, acompanhamento e avaliação na área; identificam variáveis de controle de doenças, acidentes, qualidade de vida e meio ambiente. Desenvolvem ações educativas na área de saúde e segurança no trabalho; participam de perícias e fiscalizações e integram processos de negociação. Participam da adoção de tecnologias e processos de trabalho; gerenciam documentação de sst; investigam, analisam acidentes e recomendam medidas de prevenção e controle.

Descrição oficial da família 3516 — Técnicos em segurança do trabalho, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Exercem suas funções em empresas dos mais diversos ramos de atividades. São contratados na condição de trabalhadores assalariados, com carteira assinada. Em geral, atuam de forma individual, sob supervisão permanente, em ambientes fechados, no período diurno, exercendo o trabalho de forma presencial. Algumas de suas atividades podem ser desenvolvidas sob pressão, levando-os à situação de estresse. Os profissionais podem, ainda, estar expostos à ação de materiais tóxicos, radiação, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Analisador de vibração; Contador geiger; Detetores de gases; Dosímetro; Kit de avaliação de poeiras; Luxímetro; Medidor de conforto térmico; Medidor de nível de pressão sonora; Monitores ativos; Termômetro de bulbo.

Quanto ganha um técnico em segurança do trabalho

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.39110% ganham atéR$ 3.809medianaR$ 5.34810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.453

Entrada × quem já está

R$ 3.809 ao ser admitido · R$ 4.453 para quem tem vínculo ativo +16,9%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em segurança do trabalho foi de R$ 3.809 — metade das 76.154 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.391 e os 10% de maior, acima de R$ 5.348.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.453, ou seja, 16,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 17 meses.

Considerando a jornada média de 43.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 20,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.809
Por ano (12 salários)R$ 45.708
Por semanaR$ 877
Por hora (43.4h/sem)R$ 20,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.00159,9%
  • Mulheres — R$ 3.57440,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.78561,9%
  • Mulheres — R$ 3.95938,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte3.585
  • Nordeste3.077
  • Sudeste4.097
  • Sul3.630
  • Centro-Oeste3.641

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 20.927 +993 R$ 4.595
MG 13.196 -164 R$ 3.683
RJ 6.632 +501 R$ 3.622
PR 4.520 -21 R$ 3.682
BA 3.781 +214 R$ 3.290
RS 3.270 +50 R$ 3.536
PA 3.050 +59 R$ 3.830
SC 2.954 -13 R$ 3.767
ES 2.943 -48 R$ 3.792
GO 2.825 +45 R$ 3.575

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

78.258

Desligamentos

75.673

Saldo

+2.585

Rotatividade

58,9%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+770) saldo negativo · pior: dez/25 (-1.530)

Em 12 meses houve 78.258 admissões e 75.673 desligamentos de técnico em segurança do trabalho, o que significa que o mercado formal abriu 2.585 postos de trabalho no período, com rotatividade de 58,9% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 32,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 53,6% por dispensa sem justa causa, além de 11,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador32,5%
  • Dispensa sem justa causa53,6%
  • Fim de contrato11,4%

Sobre 75.673 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente3,1%
  • Pessoa com deficiência0,7%
  • Jovem aprendiz0,6%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro11,8%
  • 1 a 4 empregados4,3%
  • 5 a 9 empregados4%
  • 10 a 19 empregados5,8%
  • 20 a 49 empregados11%
  • 50 a 99 empregados10,9%
  • 100 a 249 empregados17%
  • 250 a 499 empregados13,1%
  • 500 a 999 empregados9,3%
  • 1.000 ou mais empregados12,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico em segurança do trabalho

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de edifícios 4120400 · 8,9% das admissões 6.978 44h R$ 3.013 R$ 3.602 R$ 4.543 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 6,1% das admissões 4.762 43.8h R$ 3.085 R$ 3.943 R$ 4.754 3% 1
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 2,9% das admissões 2.256 44.1h R$ 2.987 R$ 3.606 R$ 4.512 3% 3
Obras de montagem industrial 4292802 · 2,9% das admissões 2.240 44h R$ 3.667 R$ 4.408 R$ 5.044 3% 4
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 2,9% das admissões 2.233 44.1h R$ 3.550 R$ 4.204 R$ 5.018 3% 4
Treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial 8599604 · 2,5% das admissões 1.983 43.9h R$ 2.418 R$ 3.544 R$ 4.284 1% 2
Serviços de perícia técnica relacionados à segurança do trabalho 7119704 · 2,2% das admissões 1.753 43.8h R$ 2.307 R$ 2.988 R$ 4.011 1% 1
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 2,2% das admissões 1.724 43.9h R$ 3.149 R$ 3.898 R$ 4.633 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico em segurança do trabalho

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 128.446 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

17 meses

No setor público

2,3%

Em empresa do Simples

11,1%

Sexo

  • Homem62%
  • Mulher38%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43h/sem
  • Pessoas com deficiência2,1%
  • Jornada parcial0,3%
  • Contrato intermitente2,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos5,1%

Sobre os 128.446 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda46,5%
  • Branca44%
  • Preta8,5%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,1%
  • 6º ao 9º ano0,2%
  • Fundamental completo1%
  • Médio incompleto0,8%
  • Médio completo67,3%
  • Superior incompleto6,4%
  • Superior completo23,8%
  • Mestrado0,2%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Até 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,1%
  • 6º a 9º ano0,1%
  • Fundamental completo0,8%
  • Médio incompleto0,9%
  • Médio completo70,9%
  • Superior incompleto5,6%
  • Superior completo18,9%
  • Pós-graduação2,3%
  • Mestrado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados2,6%
  • 5 a 9 empregados3,2%
  • 10 a 19 empregados5%
  • 20 a 49 empregados9,6%
  • 50 a 99 empregados10,8%
  • 100 a 249 empregados19,3%
  • 250 a 499 empregados16,1%
  • 500 a 999 empregados13%
  • 1.000 ou mais empregados20,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de técnico em segurança do trabalho

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

12,8

CAT no período

1.287

Óbitos comunicados

3

Idade média no acidente

37 anos

Foram 1.287 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico em segurança do trabalho nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 12,8 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 35% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 59,4% de trajeto (no deslocamento) e 5,6% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

No período foram comunicados 3 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto59,4%
  • Típico35%
  • Doença5,6%

Parte do corpo atingida

  • Partes múltiplas10,6%
  • Joelho9,4%
  • Pé (exceto artelhos)8%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)5,6%
  • Articulação do tornozelo5,4%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata15,2%
  • Fratura14,6%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)14,1%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)11,7%
  • Distensão, torção9,6%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta20%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas13,4%
  • Veículo rodoviário motorizado11,4%
  • Veículo, NIC9,9%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas6,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 72 5,6% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 40 3,1% 1.225
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 36 2,8% 1.358
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 32 2,5% 313
M25.5 — Dor articular 21 1,6% 1.605
T14.9 — Traumatismo não especificado 19 1,5% 796

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de edifícios) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 12,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessa ocupação requer formação de nível médio e curso técnico de segurança no trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3516.

Qual especialização paga mais na família 3516

Todas as ocupações de técnicos em segurança do trabalho, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3516-05 Técnico em segurança do trabalho (esta página) R$ 3.809 R$ 4.453 128.446
3516-10 Técnico em higiene ocupacional R$ 3.002 R$ 3.950 218

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3516-05.

A Participar da elaboração da política de saúde e segurança do trabalho da instituição (9)
  • Planejar a política de saúde e segurança do trabalho
  • Identificar a política administrativa da instituição
  • Diagnosticar condições gerais da área de sst
  • Analisar tecnicamente as condições ambientais de trabalho
  • Comparar a situação atual com a legislação
  • Avaliar os referenciais legais da política a ser implantada
  • Mostrar impacto econômico de implantação da política
  • Mostrar impacto na segurança do trabalhador na implantação da política
  • Negociar a aplicabilidade da política
B Implantar a política de sst (10)
  • Divulgar a política na instituição ou empresa
  • Administrar dificuldades de implantação
  • Coordenar equipes multidisciplinares
  • Gerenciar a aplicação da política de sst
  • Estabelecer programas, projetos e procedimentos de melhoria
  • Elaborar programas preventivos e/ou corretivos
  • Implementar programas preventivos e/ou corretivos
  • Implantar procedimentos técnicos e administrativos
  • Promover ação conjunta com a área de saúde
  • Desenvolver sistema de gestão de sst
C Realizar diagnóstico da situação de sst da instituição (10)
  • Avaliar o ambiente de trabalho
  • Utilizar metodologia científica para avaliação
  • Realizar inspeção
  • Estudar a relação entre as ocupações dos espaços físicos com o desenvolvimento sustentável
  • Avaliar procedimentos de atendimentos emergenciais
  • Participar do sistema de gestão ambiental
  • Avaliar as atividades da organização versus os programas oficiais de sst e outros
  • Avaliar o desempenho do sistema
  • Supervisionar procedimentos técnicos
  • Realizar análise preliminar de risco (apr)
D Identificar variáveis de controle de doenças, acidentes, qualidade de vida e meio ambiente (8)
  • Interpretar indicadores de eficiência e eficácia dos programas implantados
  • Validar indicadores de eficiência e eficácia
  • Adequar a política de sst às disposições legais
  • Identificar indicadores para replanejamento do sistema
  • Adotar metodologia de pesquisas quantitativas e qualitativas
  • Verificar o nível de atendimento e perspectivas de avanço
  • Verificar implementação de ações preventivas e corretivas
  • Estabelecer mecanismos de intervenção
E Desenvolver ações educativas na área de sst (12)
  • Identificar as necessidades educativas em sst
  • Promover ações educativas em sst
  • Elaborar cronograma de ações educativas de segurança e saúde do trabalho
  • Elaborar recursos e materiais didáticos de ações educativas de segurança e saúde
  • Formar multiplicadores
  • Implementar intercâmbio entre equipes técnicas
  • Difundir informações
  • Utilizar métodos e técnicas de comunicação
  • Avaliar ações educativas de segurança e saúde
  • Participar dos programas de humanização do ambiente de trabalho
  • Orientar órgãos públicos e comunidade para o atendimento de emergências ambientais
  • Participar de ações emergenciais
F Integrar processos de negociação (4)
  • Orientar as partes em sst
  • Promover reuniões com as contratadas
  • Assessorar nas negociações
  • Participar de perícias e fiscalizações
G Participar da adoção de tecnologias e processos de trabalho (5)
  • Analisar a aplicação de tecnologia
  • Avaliar impacto da adoção
  • Inspecionar implantação
  • Estabelecer formas de controle dos riscos associados
  • Emitir parecer sobre equipamentos, máquinas e processos
H Investigar acidentes de trabalho (7)
  • Selecionar metodologia para investigação de acidentes
  • Analisar causas de acidentes
  • Determinar causas de acidentes
  • Identificar perdas decorrentes do acidente
  • Elaborar relatório de acidente de trabalho
  • Propor recomendações técnicas
  • Verificar eficácia das recomendações
Y Comunicar-se (11)
  • Elaborar manual do sistema de gestão de sst
  • Elaborar normas de procedimentos técnicos e administrativos
  • Gerar relatórios de resultados
  • Documentar procedimentos e normas de sistemas de segurança
  • Controlar atualização de documentos, normas e legislação
  • Revisar documentação de sst
  • Atualizar registros
  • Organizar banco de dados
  • Alimentar rede de informações
  • Emitir parecer técnico
  • Registrar procedimentos técnicos
Z Demonstrar competências pessoais (14)
  • Demonstrar capacidade de observação técnica
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar capacidade de discernimento
  • Administrar conflitos
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Tomar decisões
  • Demonstrar visão sistêmica
  • Demonstrar capacidade de comunicação
  • Delegar atribuições
  • Demonstrar atitude pró-ativa
  • Demonstrar capacidade de atentar a detalhes
  • Demonstrar capacidade de nexo causal
  • Trabalhar sob pressão
  • Demonstrar capacidade de observação difusa

Sinônimos oficiais (3)

Supervisor de segurança do trabalhoTécnico em meio ambiente, segurança e saúdeTécnico em segurança industrial

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3516-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico em segurança do trabalho?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.809 por mês, considerando as 76.154 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.391 (10% menores) a R$ 5.348 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.453 (RAIS 2024), 16.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico em segurança do trabalho?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 78.258 admissões contra 75.673 desligamentos, saldo de +2.585 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico em segurança do trabalho?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de edifícios (CNAE 4120400), com 8,9% das admissões e mediana de R$ 3.602. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico em segurança do trabalho?

3516-05 (família 3516 — Técnicos em segurança do trabalho). A CBO reconhece também os títulos: Supervisor de segurança do trabalho, Técnico em meio ambiente, segurança e saúde, Técnico em segurança industrial — todos usam o mesmo código 3516-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico em segurança do trabalho?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3516: O exercício dessa ocupação requer formação de nível médio e curso técnico de segurança no trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico em segurança do trabalho?

A taxa é de 12,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é partes múltiplas (10,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3516-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3516-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3516-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4120400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (30 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3516:

  • Agco do Brasil Comércio e Indústria Ltda.
  • Andreas Stihl Moto-serras Ltda.
  • Arfrio S.A. Armazéns Gerais Frigoríficos
  • Bortoncello Imcorporações Ltda.
  • Cervejarias Kaiser Brasil Ltda.
  • Cia de Cigarros Souza Cruz S.A.
  • Companhia Riograndense de Mineração (Crm)
  • Copesul - Companhia Petroquímica do Sul
  • Empresa Pública de Transporte e Circulação S.A. (Eptc)
  • Federação Nacional dos Técnicos de Segurança no Trabalho (Fenatest)
  • Freios Controil Ltda.
  • Fundacentro - Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho
  • Gerdau S.A.
  • Hospital São Lucas da Puc-rs
  • Icotron Indústria de Componentes Eletrônicos Ltda.
  • Indústria de Artefatos de Borracha Bins Ltda.
  • Medicina e Segurança no Trabalho S/C Ltda.
  • Ministério do Trabalho e Emprego
  • Ralston Purina do Brasil
  • Sindicato dos Eletricitários do Estado de São Paulo
  • Sindicato dos Empregados no Comércio de São Paulo
  • Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado de São Paulo (Sintesp)
  • Sindicato dos Técnicos de Segurança no Trabalho do Estado do Rio de Janeiro (Sintserj)
  • Springer Carrier S.A.
  • Sta Segurança Treinamento e Assessoria S/C Ltda.
  • Universidade de São Paulo - Fea
  • Volkwagen do Brasil Ltda.
  • White Martins Gine
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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