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CBO 2002 Família 3516 R$ 3.002 na admissão +7 postos em 12 meses 89 atividades

CBO 3516-10 — Técnico em higiene ocupacional

O código 3516-10 identifica a ocupação técnico em higiene ocupacional na CBO 2002, dentro da família 3516 — Técnicos em segurança do trabalho. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um técnico em higiene ocupacional

Elaboram, participam da elaboração e implementam política de saúde e segurança no trabalho (sst); realizam auditoria, acompanhamento e avaliação na área; identificam variáveis de controle de doenças, acidentes, qualidade de vida e meio ambiente. Desenvolvem ações educativas na área de saúde e segurança no trabalho; participam de perícias e fiscalizações e integram processos de negociação. Participam da adoção de tecnologias e processos de trabalho; gerenciam documentação de sst; investigam, analisam acidentes e recomendam medidas de prevenção e controle.

Descrição oficial da família 3516 — Técnicos em segurança do trabalho, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Exercem suas funções em empresas dos mais diversos ramos de atividades. São contratados na condição de trabalhadores assalariados, com carteira assinada. Em geral, atuam de forma individual, sob supervisão permanente, em ambientes fechados, no período diurno, exercendo o trabalho de forma presencial. Algumas de suas atividades podem ser desenvolvidas sob pressão, levando-os à situação de estresse. Os profissionais podem, ainda, estar expostos à ação de materiais tóxicos, radiação, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Analisador de vibração; Contador geiger; Detetores de gases; Dosímetro; Kit de avaliação de poeiras; Luxímetro; Medidor de conforto térmico; Medidor de nível de pressão sonora; Monitores ativos; Termômetro de bulbo.

Quanto ganha um técnico em higiene ocupacional

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.01010% ganham atéR$ 3.002medianaR$ 5.93810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.950

Entrada × quem já está

R$ 3.002 ao ser admitido · R$ 3.950 para quem tem vínculo ativo +31,6%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em higiene ocupacional foi de R$ 3.002 — metade das 115 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.010 e os 10% de maior, acima de R$ 5.938.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.950, ou seja, 31,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 22 meses.

Considerando a jornada média de 42.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.002
Por ano (12 salários)R$ 36.024
Por semanaR$ 691
Por hora (42.9h/sem)R$ 16,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.00852,2%
  • Mulheres — R$ 2.82147,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.46345,6%
  • Mulheres — R$ 3.63854,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste3.075

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

123

Desligamentos

116

Saldo

+7

Rotatividade

53,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+7) saldo negativo · pior: jun/26 (-8)

Em 12 meses houve 123 admissões e 116 desligamentos de técnico em higiene ocupacional, o que significa que o mercado formal abriu 7 postos de trabalho no período, com rotatividade de 53,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 34,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 46,6% por dispensa sem justa causa, além de 17,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador34,5%
  • Dispensa sem justa causa46,6%
  • Fim de contrato17,2%

Sobre 116 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente1,6%
  • Pessoa com deficiência0,8%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro16,3%
  • 1 a 4 empregados6,5%
  • 5 a 9 empregados7,3%
  • 10 a 19 empregados19,5%
  • 20 a 49 empregados14,6%
  • 50 a 99 empregados16,3%
  • 100 a 249 empregados8,1%
  • 250 a 499 empregados4,1%
  • 500 a 999 empregados2,4%
  • 1.000 ou mais empregados4,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico em higiene ocupacional

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial 8599604 · 11,4% das admissões 14 44h R$ 3.000 1% 2
Serviços de perícia técnica relacionados à segurança do trabalho 7119704 · 9,8% das admissões 12 44.1h R$ 2.950 1% 1
Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 9,8% das admissões 12 43.7h R$ 2.600 2% 1
Lavanderias 9601701 · 5,7% das admissões 7 3% 2
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 3,3% das admissões 4 2% 2
Atividades de monitoramento de sistemas de segurança eletrônico 8020001 · 3,3% das admissões 4 3
Outras atividades de serviços pessoais não especificadas anteriormente 9609299 · 2,4% das admissões 3 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico em higiene ocupacional

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 218 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

22 meses

No setor público

5%

Em empresa do Simples

26,6%

Sexo

  • Homem46,8%
  • Mulher53,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,2h/sem
  • Pessoas com deficiência1,8%
  • Contrato intermitente3,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,3%

Sobre os 218 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca51,9%
  • Parda37,5%
  • Preta8,8%
  • Amarela1,4%
  • Indígena0,5%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Médio incompleto0,9%
  • Médio completo57,3%
  • Superior incompleto8,3%
  • Superior completo32,1%
  • Mestrado1,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 6º a 9º ano0,8%
  • Fundamental completo0,8%
  • Médio incompleto0,8%
  • Médio completo73,2%
  • Superior incompleto4,1%
  • Superior completo15,4%
  • Pós-graduação4,9%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados10,1%
  • 5 a 9 empregados5%
  • 10 a 19 empregados5%
  • 20 a 49 empregados13,8%
  • 50 a 99 empregados8,7%
  • 100 a 249 empregados11,5%
  • 250 a 499 empregados11,9%
  • 500 a 999 empregados16,1%
  • 1.000 ou mais empregados17,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessa ocupação requer formação de nível médio e curso técnico de segurança no trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3516.

Qual especialização paga mais na família 3516

Todas as ocupações de técnicos em segurança do trabalho, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3516-05 Técnico em segurança do trabalho R$ 3.809 R$ 4.453 128.446
3516-10 Técnico em higiene ocupacional (esta página) R$ 3.002 R$ 3.950 218

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3516-10.

A Participar da elaboração da política de saúde e segurança do trabalho da instituição (9)
  • Planejar a política de saúde e segurança do trabalho
  • Identificar a política administrativa da instituição
  • Diagnosticar condições gerais da área de sst
  • Analisar tecnicamente as condições ambientais de trabalho
  • Comparar a situação atual com a legislação
  • Avaliar os referenciais legais da política a ser implantada
  • Mostrar impacto econômico de implantação da política
  • Mostrar impacto na saúde do trabalhador na implantação da política
  • Participar da definição dos indicadores da política
B Implantar a política de sst (9)
  • Divulgar a política na instituição ou empresa
  • Administrar dificuldades de implantação
  • Coordenar equipes multidisciplinares
  • Estabelecer programas, projetos e procedimentos de melhoria
  • Elaborar programas preventivos e/ou corretivos
  • Elaborar procedimentos de melhoria
  • Implementar programas preventivos e/ou corretivos
  • Implantar procedimentos técnicos e administrativos
  • Promover ação conjunta com a área de saúde
C Realizar diagnóstico da situação de sst da instituição (19)
  • Avaliar o ambiente de trabalho
  • Utilizar metodologia científica para avaliação
  • Realizar inspeção
  • Avaliar procedimentos de atendimentos emergenciais
  • Participar do sistema de gestão ambiental
  • Avaliar as atividades da organização versus os programas oficiais de sst e outros
  • Avaliar o desempenho do sistema
  • Supervisionar procedimentos técnicos
  • Analisar projetos, processos, instalação de máquinas e equipamentos
  • Reconhecer agentes de risco ocupacional
  • Caracterizar agentes de risco ocupacional
  • Realizar análise preliminar de risco ocupacional (aprho)
  • Avaliar qualitativamente os agentes de risco ocupacional
  • Identificar grupos homogêneos de exposição
  • Priorizar riscos, ghes, atividade e ambiente de trabalho a serem avaliados
  • Medir agentes de risco ocupacional (avaliação quantitativa)
  • Validar coleta da amostra
  • Efetuar o tratamento estatístico das medições
  • Interpretar o resultado do tratamento estatístico
D Identificar variáveis de controle de doenças, acidentes, qualidade de vida e meio ambiente (9)
  • Interpretar indicadores de eficiência e eficácia dos programas implantados
  • Validar indicadores de eficiência e eficácia
  • Adequar a política de sst às disposições legais
  • Identificar indicadores para replanejamento do sistema
  • Adotar metodologia de pesquisas quantitativas e qualitativas
  • Verificar o nível de atendimento e perspectivas de avanço
  • Verificar implementação de ações preventivas e corretivas
  • Estabelecer mecanismos de intervenção
  • Recomendar medidas de controle cabíveis em função do diagnóstico
E Desenvolver ações educativas na área de sst (11)
  • Identificar as necessidades educativas em sst
  • Promover ações educativas em sst
  • Elaborar cronograma de ações educativas de segurança e saúde do trabalho
  • Elaborar recursos e materiais didáticos de ações educativas de segurança e saúde
  • Formar multiplicadores
  • Implementar intercâmbio entre equipes técnicas
  • Difundir informações
  • Utilizar métodos e técnicas de comunicação
  • Avaliar ações educativas de segurança e saúde
  • Participar dos programas de humanização do ambiente de trabalho
  • Participar de ações emergenciais
F Integrar processos de negociação (4)
  • Orientar as partes em sst
  • Promover reuniões com as contratadas
  • Assessorar nas negociações
  • Participar de perícias e fiscalizações
G Participar da adoção de tecnologias e processos de trabalho (5)
  • Analisar a aplicação de tecnologia
  • Avaliar impacto da adoção
  • Inspecionar implantação
  • Estabelecer formas de controle dos riscos associados
  • Emitir parecer sobre equipamentos, máquinas e processos
Y Comunicar-se (9)
  • Gerar relatórios de resultados
  • Documentar procedimentos e normas de sistemas de segurança
  • Controlar atualização de documentos, normas e legislação
  • Revisar documentação de sst
  • Atualizar registros
  • Organizar banco de dados
  • Alimentar rede de informações
  • Emitir parecer técnico
  • Registrar procedimentos técnicos
Z Demonstrar competências pessoais (14)
  • Demonstrar capacidade de observação técnica
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar capacidade de discernimento
  • Administrar conflitos
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Tomar decisões
  • Demonstrar visão sistêmica
  • Demonstrar capacidade de comunicação
  • Delegar atribuições
  • Demonstrar atitude pró-ativa
  • Demonstrar capacidade de atentar a detalhes
  • Demonstrar capacidade de nexo causal
  • Trabalhar sob pressão
  • Demonstrar capacidade de observação difusa

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico em higiene ocupacional?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.002 por mês, considerando as 115 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.010 (10% menores) a R$ 5.938 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.950 (RAIS 2024), 31.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico em higiene ocupacional?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 123 admissões contra 116 desligamentos, saldo de +7 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico em higiene ocupacional?

A atividade econômica que mais contratou foi Treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial (CNAE 8599604), com 11,4% das admissões e mediana de R$ 3.000. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico em higiene ocupacional?

3516-10 (família 3516 — Técnicos em segurança do trabalho). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico em higiene ocupacional?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3516: O exercício dessa ocupação requer formação de nível médio e curso técnico de segurança no trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3516-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3516-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3516-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8599604), o RAT é 1%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (30 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3516:

  • Agco do Brasil Comércio e Indústria Ltda.
  • Andreas Stihl Moto-serras Ltda.
  • Arfrio S.A. Armazéns Gerais Frigoríficos
  • Bortoncello Imcorporações Ltda.
  • Cervejarias Kaiser Brasil Ltda.
  • Cia de Cigarros Souza Cruz S.A.
  • Companhia Riograndense de Mineração (Crm)
  • Copesul - Companhia Petroquímica do Sul
  • Empresa Pública de Transporte e Circulação S.A. (Eptc)
  • Federação Nacional dos Técnicos de Segurança no Trabalho (Fenatest)
  • Freios Controil Ltda.
  • Fundacentro - Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho
  • Gerdau S.A.
  • Hospital São Lucas da Puc-rs
  • Icotron Indústria de Componentes Eletrônicos Ltda.
  • Indústria de Artefatos de Borracha Bins Ltda.
  • Medicina e Segurança no Trabalho S/C Ltda.
  • Ministério do Trabalho e Emprego
  • Ralston Purina do Brasil
  • Sindicato dos Eletricitários do Estado de São Paulo
  • Sindicato dos Empregados no Comércio de São Paulo
  • Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado de São Paulo (Sintesp)
  • Sindicato dos Técnicos de Segurança no Trabalho do Estado do Rio de Janeiro (Sintserj)
  • Springer Carrier S.A.
  • Sta Segurança Treinamento e Assessoria S/C Ltda.
  • Universidade de São Paulo - Fea
  • Volkwagen do Brasil Ltda.
  • White Martins Gine
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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