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CBO 2002 Família 3424 R$ 2.204 na admissão +30 postos em 12 meses 69 atividades

CBO 3424-10 — Operador de centro de controle (ferrovia e metrô)

O código 3424-10 identifica a ocupação operador de centro de controle (ferrovia e metrô) na CBO 2002, dentro da família 3424 — Técnicos em transportes metroferroviários. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um operador de centro de controle (ferrovia e metrô)

Coordenam a circulação de trens e veículos metroferroviários de manutenção; controlam e programam horários de circulação de trens. Administram estação e controlam atividades de pátios e terminais; operam equipamentos e sistemas elétricos. Prestam serviços de apoio ao usuário e supervisionam equipe de trabalho. Preenchem relatórios, planilhas, documentos de despacho, diário operacional e boletins de ocorrência.

Descrição oficial da família 3424 — Técnicos em transportes metroferroviários, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em ferrovias e metrôs, como empregados assalariados, com carteira assinada. Atuam em equipe na execução de trabalhos integrados e na elaboração de estratégias, com supervisão permanente. Trabalham em ambientes fechados e em rodízio de turnos. Podem estar sujeitos a situações estressantes e expostos a material inflamável.

Recursos de trabalho

Circuito fechado de televisão; Linhas telefônicas (fixa e móvel); Microcomputador; Rádio de comunicação (fixo e portátil); Relógio; Sistema de audição público (pa); Sistema de controle (console e painel); Sistema de controle local (pcl); Sistema de desenergização de emergência; Terminal de computador ligado em rede.

Quanto ganha um operador de centro de controle (ferrovia e metrô)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.69810% ganham atéR$ 2.204medianaR$ 5.75210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.063

Entrada × quem já está

R$ 2.204 ao ser admitido · R$ 4.063 para quem tem vínculo ativo +84,3%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de centro de controle (ferrovia e metrô) foi de R$ 2.204 — metade das 810 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.698 e os 10% de maior, acima de R$ 5.752.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.063, ou seja, 84,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 62 meses.

Considerando a jornada média de 41.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.204
Por ano (12 salários)R$ 26.448
Por semanaR$ 507
Por hora (41.6h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.21570,6%
  • Mulheres — R$ 2.18629,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.61373,6%
  • Mulheres — R$ 3.26726,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.933
  • Sudeste2.324
  • Sul2.091
  • Centro-Oeste2.179

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (6 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 600 -9 R$ 2.532
MG 144 +46 R$ 2.147
PR 104 -21 R$ 2.104
GO 53 +6 R$ 2.107
CE 43 +22 R$ 1.750
MA 33 -24 R$ 3.330

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

1.149

Desligamentos

1.119

Saldo

+30

Rotatividade

33,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+50) saldo negativo · pior: jul/26 (-24)

Em 12 meses houve 1.149 admissões e 1.119 desligamentos de operador de centro de controle (ferrovia e metrô), o que significa que o mercado formal abriu 30 postos de trabalho no período, com rotatividade de 33,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 24,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 41,9% por dispensa sem justa causa, além de 26,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador24,9%
  • Dispensa sem justa causa41,9%
  • Fim de contrato26,5%
  • Aposentadoria0,2%

Sobre 1.119 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,5%
  • Pessoa com deficiência1,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro16,7%
  • 1 a 4 empregados1,1%
  • 5 a 9 empregados1,5%
  • 10 a 19 empregados3%
  • 20 a 49 empregados4,2%
  • 50 a 99 empregados7,1%
  • 100 a 249 empregados12%
  • 250 a 499 empregados8,6%
  • 500 a 999 empregados16,6%
  • 1.000 ou mais empregados29,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de centro de controle (ferrovia e metrô)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 17,9% das admissões 206 44h R$ 1.779 R$ 2.040 R$ 2.225 3% 1
Concessionárias de rodovias, pontes, túneis e serviços relacionados 5221400 · 17% das admissões 195 43.9h R$ 2.105 R$ 2.187 R$ 3.063 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 8,9% das admissões 102 43.9h R$ 1.875 R$ 2.118 R$ 2.187 3% 1
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal 4921301 · 5,4% das admissões 62 45.4h R$ 2.122 R$ 2.228 R$ 2.535 3% 3
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 5% das admissões 58 44.3h R$ 2.030 R$ 2.062 R$ 2.094 3% 3
Transporte ferroviário de carga 4911600 · 4,6% das admissões 53 42.6h R$ 2.956 3% 3
Transporte ferroviário de passageiros municipal e em região metropolitana 4912402 · 4,6% das admissões 53 44h R$ 5.728 R$ 5.758 R$ 5.788 3% 3
Terminais rodoviários e ferroviários 5222200 · 3% das admissões 35 44h R$ 3.200 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de centro de controle (ferrovia e metrô)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.331 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

62 meses

No setor público

1%

Em empresa do Simples

1,7%

Sexo

  • Mulher26%
  • Homem74%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40,3h/sem
  • Pessoas com deficiência3%
  • Jornada parcial1,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,2%

Sobre os 3.331 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca52,9%
  • Parda38,3%
  • Preta7,4%
  • Amarela1,1%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,4%
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º ao 9º ano0,9%
  • Fundamental completo2,4%
  • Médio incompleto1,8%
  • Médio completo65,3%
  • Superior incompleto6,6%
  • Superior completo22%
  • Mestrado0,3%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,6%
  • Até 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,3%
  • 6º a 9º ano0,4%
  • Fundamental completo2,5%
  • Médio incompleto3,2%
  • Médio completo71,5%
  • Superior incompleto6%
  • Superior completo12,9%
  • Pós-graduação2%
  • Mestrado0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,4%
  • 5 a 9 empregados0,7%
  • 10 a 19 empregados0,8%
  • 20 a 49 empregados2,5%
  • 50 a 99 empregados2,6%
  • 100 a 249 empregados10%
  • 250 a 499 empregados12,7%
  • 500 a 999 empregados19,3%
  • 1.000 ou mais empregados51%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de operador de centro de controle (ferrovia e metrô)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

14

CAT no período

40

Idade média no acidente

39 anos

Foram 40 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de centro de controle (ferrovia e metrô) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 14 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 40% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 60% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto60%
  • Típico40%

Parte do corpo atingida

  • Joelho17,5%
  • Partes múltiplas12,5%
  • Membros inferiores, NIC10%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)10%
  • Articulação do tornozelo7,5%

Natureza da lesão

  • Distensão, torção17,5%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)15%
  • Lesão imediata12,5%
  • Fratura10%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)10%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta22,5%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas20%
  • Veículo, NIC12,5%
  • Veículo rodoviário motorizado7,5%
  • Agente do acidente inexistente5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S80.0 — Contusão do joelho 5 12,5% 1.225
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 10% 5.476
M25.5 — Dor articular 2 5% 1.605
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 2 5% 1.358
T14.0 — Traumatismo superficial de região não especificada do corpo 1 2,5% 796
S42.0 — Fratura da clavícula 1 2,5% 11.388

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 14 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer curso técnico de nível médio; há tendência de aumento dos requisitos de qualificação, em função da modernização dos sistemas de controle operacional. Parte do aprendizado ocorre no próprio local de trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3424.

Qual especialização paga mais na família 3424

Todas as ocupações de técnicos em transportes metroferroviários, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3424-05 Agente de estação (ferrovia e metrô) R$ 1.916 R$ 4.894 7.168
3424-10 Operador de centro de controle (ferrovia e metrô) (esta página) R$ 2.204 R$ 4.063 3.331

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3424-10.

A Coordenar circulação de trens e veículos metroferroviários de manutenção (13)
  • Operar sistemas de controle de movimento e circulação de trens
  • Analisar informações recebidas das estações e dos trens
  • Consultar sistema de dados operacionais
  • Autorizar circulação de trens
  • Controlar circulação de trens e veículos metroferroviários de manutenção nas linhas e pátios
  • Disponibilizar áreas e equipamentos fixos operacionais para atividade de manutenção
  • Isolar áreas e equipamentos fixos operacionais para manutenção
  • Posicionar aparelhos de mudança de vias para circulação (manual ou telecomando)
  • Substituir trens com falhas e avarias
  • Executar estratégias para solução de problemas operacionais
  • Remover trens avariados
  • Orientar maquinistas e operadores de trens sobre anormalidades na via e trem
  • Acionar corpo de bombeiros, polícia militar, ambulância e órgãos ambientais em caso de acidentes
B Programar circulação de trens (7)
  • Programar horários de trens
  • Definir prioridades para circulação de trens
  • Planejar formação de trens
  • Alocar locomotivas e vagões de acordo com demanda
  • Planejar cruzamentos e ultrapassagens de trens
  • Distribuir programação de trens para supervisor e agentes
  • Definir estratégias para solução de problemas operacionais
C Administrar estação (2)
  • Consultar livro de ocorrências
  • Supervisionar segurança da estação
D Controlar atividades de pátio e terminais (7)
  • Controlar disponibilidade de trens da frota
  • Despachar trens do pátio, conforme programação horária
  • Executar cruzamentos e ultrapassagens de trens
  • Solicitar manutenção de equipamentos fixos e trens
  • Autorizar serviços de manutenção, limpeza e treinamentos nos trens
  • Providenciar retorno de equipamentos fixos e trens para sua condição operacional
  • Manobrar trens e veículos metroferroviários de manutenção
E Operar equipamentos e sistemas elétricos (6)
  • Operar sistemas de controle (elétrico, de tráfego e passageiros)
  • Operar subestações elétricas
  • Testar equipamentos elétricos
  • Distribuir alimentação elétrica
  • Inspecionar equipamentos elétricos
  • Contatar fornecedora de energia em situações de anormalidades
F Prestar serviço de apoio aos usuários e clientes (5)
  • Informar ao cliente sobre anormalidades do sistema metroferroviário
  • Informar ao cliente sobre carga em trânsito
  • Prestar primeiros socorros
  • Recepcionar visitantes
  • Responder dúvidas e reclamações de clientes
G Supervisionar equipe de trabalho (11)
  • Supervisionar serviços de atendimento ao público (bilheteria, catraca e informação)
  • Distribuir tarefas
  • Orientar empregados
  • Supervisionar uso de equipamentos de proteção individual (epi)
  • Avaliar conduta funcional
  • Avaliar desempenho de empregados
  • Requisitar reciclagem e treinamento de empregados
  • Ministrar treinamento aos empregados
  • Fazer apontamento de frequência de empregados
  • Definir escala de férias
  • Participar de reuniões com equipe
H Elaborar documentação (4)
  • Digitar informações no sistema de dados operacionais
  • Elaborar relatórios
  • Elaborar diário operacional (do)
  • Preencher livro e boletins de ocorrência
Y Comunicar-se (8)
  • Adaptar linguagem
  • Escrever corretamente
  • Expressar-se corretamente
  • Demonstrar qualidade gestual
  • Demonstrar clareza
  • Dar provas de liderança
  • Demonstrar objetividade
  • Trabalhar em equipe
Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • Demonstrar dinamismo
  • Demonstrar capacidade de atenção difusa
  • Demonstrar capacidade de atenção distribuida
  • Dar provas de organização
  • Demonstrar capacidade de equilíbrio emocional
  • Agir com iniciativa

Sinônimos oficiais (5)

Controlador de centro de controle operacionalControlador de centro de controle operacional (metrô e ferrovia)Controlador de tráfegoOperador de programação (ferrovia)Supervisor de centro de controle (ferrovia e metrô)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3424-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de centro de controle (ferrovia e metrô)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.204 por mês, considerando as 810 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.698 (10% menores) a R$ 5.752 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.063 (RAIS 2024), 84.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de centro de controle (ferrovia e metrô)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.149 admissões contra 1.119 desligamentos, saldo de +30 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de centro de controle (ferrovia e metrô)?

A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 17,9% das admissões e mediana de R$ 2.040. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de centro de controle (ferrovia e metrô)?

3424-10 (família 3424 — Técnicos em transportes metroferroviários). A CBO reconhece também os títulos: Controlador de centro de controle operacional, Controlador de centro de controle operacional (metrô e ferrovia), Controlador de tráfego, Operador de programação (ferrovia), Supervisor de centro de controle (ferrovia e metrô) — todos usam o mesmo código 3424-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de centro de controle (ferrovia e metrô)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3424: O exercício dessas ocupações requer curso técnico de nível médio; há tendência de aumento dos requisitos de qualificação, em função da modernização dos sistemas de controle operacional. Parte do aprendizado ocorre no próprio local de trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de centro de controle (ferrovia e metrô)?

A taxa é de 14 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é joelho (17,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S80.0 — contusão do joelho. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3424-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3424-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3424-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (9 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3424:

  • Companhia Brasileira de Trens Urbanos (Stu-bh-demetro)
  • Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô)
  • Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.
  • Ferroban - Ferrovias Bandeirantes S.A.
  • Ferrovia Centro Atlântica S.A.
  • Ferrovia Tereza Cristina S.A.
  • Mrs Logística S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
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