CBO 3424-05 — Agente de estação (ferrovia e metrô)
O código 3424-05 identifica a ocupação agente de estação (ferrovia e metrô) na CBO 2002, dentro da família 3424 — Técnicos em transportes metroferroviários. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um agente de estação (ferrovia e metrô)
Coordenam a circulação de trens e veículos metroferroviários de manutenção; controlam e programam horários de circulação de trens. Administram estação e controlam atividades de pátios e terminais; operam equipamentos e sistemas elétricos. Prestam serviços de apoio ao usuário e supervisionam equipe de trabalho. Preenchem relatórios, planilhas, documentos de despacho, diário operacional e boletins de ocorrência.
Descrição oficial da família 3424 — Técnicos em transportes metroferroviários, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham em ferrovias e metrôs, como empregados assalariados, com carteira assinada. Atuam em equipe na execução de trabalhos integrados e na elaboração de estratégias, com supervisão permanente. Trabalham em ambientes fechados e em rodízio de turnos. Podem estar sujeitos a situações estressantes e expostos a material inflamável.
Recursos de trabalho
Circuito fechado de televisão; Linhas telefônicas (fixa e móvel); Microcomputador; Rádio de comunicação (fixo e portátil); Relógio; Sistema de audição público (pa); Sistema de controle (console e painel); Sistema de controle local (pcl); Sistema de desenergização de emergência; Terminal de computador ligado em rede.
Quanto ganha um agente de estação (ferrovia e metrô)
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.894
Entrada × quem já está
R$ 1.916 ao ser admitido · R$ 4.894 para quem tem vínculo ativo +155,4%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de agente de estação (ferrovia e metrô) foi de R$ 1.916 — metade das 961 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.687 e os 10% de maior, acima de R$ 2.820.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.894, ou seja, 155,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 129 meses.
Considerando a jornada média de 38.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 1.916 |
| Por ano (12 salários) | R$ 22.992 |
| Por semana | R$ 441 |
| Por hora (38.5h/sem) | R$ 13,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 1.297 | +58 | — | R$ 1.931 | — |
| MT | 117 | +61 | — | R$ 2.187 | — |
| BA | 40 | +24 | — | R$ 1.850 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
1.564
Desligamentos
1.538
Saldo
+26
Rotatividade
21,5%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 1.564 admissões e 1.538 desligamentos de agente de estação (ferrovia e metrô), o que significa que o mercado formal abriu 26 postos de trabalho no período, com rotatividade de 21,5% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 51,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 18,6% por dispensa sem justa causa, além de 6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 1.538 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata agente de estação (ferrovia e metrô)
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Construção de edifícios 4120400 · 54,5% das admissões | 853 | 44h | R$ 1.637 | R$ 1.673 | R$ 1.821 | 3% | 3 |
| Terminais rodoviários e ferroviários 5222200 · 18,2% das admissões | 285 | 44h | R$ 1.936 | R$ 1.972 | R$ 2.018 | 3% | 3 |
| Transporte metroviário 4912403 · 6,9% das admissões | 108 | 43.9h | R$ 1.868 | R$ 2.141 | R$ 3.633 | 3% | 3 |
| Transporte ferroviário de carga 4911600 · 6,7% das admissões | 105 | 42.2h | R$ 2.035 | R$ 2.175 | R$ 2.606 | 3% | 3 |
| Operador de transporte multimodal - otm 5250805 · 6,3% das admissões | 98 | 44h | R$ 2.142 | R$ 2.183 | R$ 2.540 | 3% | 3 |
| Transporte ferroviário de passageiros municipal e em região metropolitana 4912402 · 1,9% das admissões | 30 | 41.8h | — | R$ 2.405 | — | 3% | 3 |
| Atividades do operador portuário 5231102 · 1,8% das admissões | 28 | 44.4h | — | R$ 4.200 | — | 3% | 3 |
| Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 1,3% das admissões | 21 | 44h | — | R$ 2.446 | — | 3% | 4 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como agente de estação (ferrovia e metrô)
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 7.168 vínculos
Idade mediana
42 anos
Tempo de casa
129 meses
No setor público
2,8%
Em empresa do Simples
0,4%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada39,8h/sem
- Pessoas com deficiência3,6%
- Jornada parcial0,2%
- Em entidade sem fins lucrativos0,4%
Sobre os 7.168 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de agente de estação (ferrovia e metrô)
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
24
CAT no período
136
Idade média no acidente
43 anos
Foram 136 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo agente de estação (ferrovia e metrô) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 24 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 69,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 27,2% de trajeto (no deslocamento) e 3,7% doenças ocupacionais.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| T14.9 — Traumatismo não especificado | 4 | 2,9% | 796 |
| M54.5 — Dor lombar baixa | 4 | 2,9% | 9.517 |
| S00 — Traumatismo superficial da cabeça | 3 | 2,2% | 57 |
| S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão | 3 | 2,2% | 1.634 |
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 3 | 2,2% | 5.476 |
| Y04 — Agressão por meio de força corporal | 3 | 2,2% | 13 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de edifícios) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 24 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção
Informalidade no setor
64,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
47,7%
Rendimento formal × informal
R$ 3.960 × R$ 2.195
No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício dessas ocupações requer curso técnico de nível médio; há tendência de aumento dos requisitos de qualificação, em função da modernização dos sistemas de controle operacional. Parte do aprendizado ocorre no próprio local de trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 3424.
Qual especialização paga mais na família 3424
Todas as ocupações de técnicos em transportes metroferroviários, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3424-05 | Agente de estação (ferrovia e metrô) (esta página) | R$ 1.916 | R$ 4.894 | 7.168 |
| 3424-10 | Operador de centro de controle (ferrovia e metrô) | R$ 2.204 | R$ 4.063 | 3.331 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3424-05.
A Coordenar circulação de trens e veículos metroferroviários de manutenção (10)
- •Consultar sistema de dados operacionais
- •Autorizar circulação de trens
- •Controlar circulação de trens e veículos metroferroviários de manutenção nas linhas e pátios
- •Disponibilizar áreas e equipamentos fixos operacionais para atividade de manutenção
- •Isolar áreas e equipamentos fixos operacionais para manutenção
- •Posicionar aparelhos de mudança de vias para circulação (manual ou telecomando)
- •Executar estratégias para solução de problemas operacionais
- •Orientar maquinistas e operadores de trens sobre anormalidades na via e trem
- •Solicitar autorização para circulação
- •Acionar corpo de bombeiros, polícia militar, ambulância e órgãos ambientais em caso de acidentes
B Programar circulação de trens (2)
- •Definir prioridades para circulação de trens
- •Planejar formação de trens
C Administrar estação (14)
- •Consultar livro de ocorrências
- •Operar sala de supervisão operacional
- •Vender bilhetes de passagem
- •Supervisionar segurança da estação
- •Checar condições da carga (peso, acondicionamento e volume)
- •Conferir documentação da carga
- •Entregar carga e documentação da carga ao cliente
- •Receber carga e documentação da carga
- •Conferir movimentação financeira
- •Efetuar depósitos bancários
- •Encaminhar fatura de serviço prestado ao cliente
- •Administrar estoque de material de consumo
- •Informar ao centro de controle ocorrências na estação
- •Avaliar serviços prestados por terceiros
D Controlar atividades de pátio e terminais (13)
- •Controlar disponibilidade de trens da frota
- •Despachar trens do pátio, conforme programação horária
- •Executar cruzamentos e ultrapassagens de trens
- •Solicitar manutenção de equipamentos fixos e trens
- •Autorizar serviços de manutenção, limpeza e treinamentos nos trens
- •Providenciar retorno de equipamentos fixos e trens para sua condição operacional
- •Recompor trem após manutenção
- •Manobrar trens e veículos metroferroviários de manutenção
- •Formar trens (composição)
- •Determinar posicionamento de locomotivas para abastecimento e inspeção
- •Determinar posicionamento de vagão no ponto de carga e descarga
- •Lacrar e relacrar vagões
- •Imobilizar trens com calço
E Operar equipamentos e sistemas elétricos (7)
- •Operar painel de controle local (pcl)
- •Operar subestações elétricas
- •Operar equipamento de controle de fluxo de passageiros (escada rolante, catraca, porta de acesso)
- •Operar equipamentos auxiliares (ventilação e bombas de água)
- •Testar equipamentos elétricos
- •Inspecionar equipamentos elétricos
- •Registrar consumo de energia elétrica
F Prestar serviço de apoio aos usuários e clientes (8)
- •Informar ao cliente sobre anormalidades do sistema metroferroviário
- •Informar ao cliente sobre carga em trânsito
- •Prestar primeiros socorros
- •Encaminhar usuário para atendimento médico emergencial
- •Conduzir deficientes físicos para embarque e desembarque
- •Recepcionar visitantes
- •Responder dúvidas e reclamações de clientes
- •Enviar objetos encontrados na estação para seção de achados e perdidos da central de recebimento
G Supervisionar equipe de trabalho (12)
- •Supervisionar serviços de atendimento ao público (bilheteria, catraca e informação)
- •Escalar empregados
- •Distribuir tarefas
- •Orientar empregados
- •Supervisionar uso de equipamentos de proteção individual (epi)
- •Avaliar conduta funcional
- •Avaliar desempenho de empregados
- •Requisitar reciclagem e treinamento de empregados
- •Ministrar treinamento aos empregados
- •Fazer apontamento de frequência de empregados
- •Definir escala de férias
- •Participar de reuniões com equipe
H Elaborar documentação (5)
- •Digitar informações no sistema de dados operacionais
- •Preencher planilhas de movimentação de carga e descarga
- •Preencher documentos de despacho de carga e trens
- •Elaborar relatórios
- •Preencher livro e boletins de ocorrência
Y Comunicar-se (8)
- •Adaptar linguagem
- •Escrever corretamente
- •Expressar-se corretamente
- •Demonstrar qualidade gestual
- •Demonstrar clareza
- •Dar provas de liderança
- •Demonstrar objetividade
- •Trabalhar em equipe
Z Demonstrar competências pessoais (6)
- •Demonstrar dinamismo
- •Demonstrar capacidade de atenção difusa
- •Demonstrar capacidade de atenção distribuida
- •Dar provas de organização
- •Demonstrar capacidade de equilíbrio emocional
- •Agir com iniciativa
Sinônimos oficiais (5)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3424-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um agente de estação (ferrovia e metrô)?
A mediana do salário de admissão é R$ 1.916 por mês, considerando as 961 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.687 (10% menores) a R$ 2.820 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.894 (RAIS 2024), 155.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando agente de estação (ferrovia e metrô)?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.564 admissões contra 1.538 desligamentos, saldo de +26 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata agente de estação (ferrovia e metrô)?
A atividade econômica que mais contratou foi Construção de edifícios (CNAE 4120400), com 54,5% das admissões e mediana de R$ 1.673. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de agente de estação (ferrovia e metrô)?
3424-05 (família 3424 — Técnicos em transportes metroferroviários). A CBO reconhece também os títulos: Agente de pátio e terminais (ferrovia e metrô), Assistente de estação (metrô e ferrovia), Chefe de estação (ferrovia), Supervisor de estação (metrô e ferrovia), Supervisor geral de operação (metrô) — todos usam o mesmo código 3424-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser agente de estação (ferrovia e metrô)?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3424: O exercício dessas ocupações requer curso técnico de nível médio; há tendência de aumento dos requisitos de qualificação, em função da modernização dos sistemas de controle operacional. Parte do aprendizado ocorre no próprio local de trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de agente de estação (ferrovia e metrô)?
A taxa é de 24 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é partes múltiplas (8,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é T14.9 — traumatismo não especificado. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3424-05?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3424-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3424-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4120400), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (9 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3424:
- •Companhia Brasileira de Trens Urbanos (Stu-bh-demetro)
- •Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô)
- •Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.
- •Ferroban - Ferrovias Bandeirantes S.A.
- •Ferrovia Centro Atlântica S.A.
- •Ferrovia Tereza Cristina S.A.
- •Mrs Logística S.A.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG