CBO 3222-30 — Auxiliar de enfermagem
O código 3222-30 identifica a ocupação auxiliar de enfermagem na CBO 2002, dentro da família 3222 — Técnicos e auxiliares de enfermagem. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha15 seções
O que faz um auxiliar de enfermagem
Desempenham atividades técnicas de enfermagem em empresas públicas e privadas como: hospitais, clínicas e outros estabelecimentos de assistência médica, embarcações e domicílios; atuam em cirurgia, terapia, puericultura, pediatria, psiquiatria, obstetrícia, saúde ocupacional e outras áreas. Prestam assistência ao paciente zelando pelo seu conforto e bem-estar, administram medicamentos e desempenham tarefas de instrumentação cirúrgica, posicionando de forma adequada o paciente e o instrumental. Organizam ambiente de trabalho e dão continuidade aos plantões. Trabalham em conformidade às boas práticas, normas e procedimentos de biossegurança. Realizam registros e elaboram relatórios técnicos. Desempenham atividades e realizam ações para promoção da saúde da família.
Descrição oficial da família 3222 — Técnicos e auxiliares de enfermagem, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham em hospitais, clínicas, serviços sociais, ou ainda em domicílios. São assalariados, com carteira assinada, ou trabalham por conta própria, prestando serviços temporários em clínicas ou em residências. Organizam-se em equipe, atuando com supervisão permanente de enfermeiro ou outro membro de equipe de saúde, de nível superior. Trabalham em ambientes fechados e com revezamentos de turnos, ou confinados em embarcação, no caso do auxiliar de saúde (navegação marítima). Exceção feita aos profissionais que atuam na saúde da família, que de acordo com portaria específica, cumprem jornada de oito horas diárias. É comum trabalharem sob pressão, levando à situação de estresse. Em algumas atividades, podem ser expostos à contaminação biológica, material tóxico e à radiação.
Recursos de trabalho
Ambu, máscaras; Aparelho de pressão arterial; Carrinho de parada; Cilindro de oxigênio; EPI; Medicamentos, soro, soluções; Monitores; Respirador; Seringas, agulhas, scalp, abocath; Sondas, tubos, catéteres, cânulas.
Quanto ganha um auxiliar de enfermagem
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.577
Entrada × quem já está
R$ 2.379 ao ser admitido · R$ 3.577 para quem tem vínculo ativo +50,4%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de auxiliar de enfermagem foi de R$ 2.379 — metade das 11.445 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.687 e os 10% de maior, acima de R$ 3.344.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.577, ou seja, 50,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 176 meses.
Considerando a jornada média de 38.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.379 |
| Por ano (12 salários) | R$ 28.548 |
| Por semana | R$ 548 |
| Por hora (38.6h/sem) | R$ 13,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 23.548 | +1.223 | — | R$ 2.386 | — |
| MG | 1.621 | +240 | — | R$ 2.273 | — |
| RJ | 937 | +229 | — | R$ 1.880 | — |
| PR | 786 | +50 | — | R$ 2.099 | — |
| GO | 464 | +59 | — | R$ 1.898 | — |
| SC | 339 | +30 | — | R$ 2.380 | — |
| PA | 307 | +54 | — | R$ 2.344 | — |
| BA | 284 | +7 | — | R$ 1.692 | — |
| SE | 266 | +95 | — | R$ 1.716 | — |
| RS | 206 | -129 | — | R$ 2.130 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
29.587
Desligamentos
27.877
Saldo
+1.710
Rotatividade
14,3%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 29.587 admissões e 27.877 desligamentos de auxiliar de enfermagem, o que significa que o mercado formal abriu 1.710 postos de trabalho no período, com rotatividade de 14,3% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 52,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 30,3% por dispensa sem justa causa, além de 12,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 27.877 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,5% das admissões são de jornada parcial e 0,3% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata auxiliar de enfermagem
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 41,7% das admissões | 12.335 | 42.8h | R$ 1.896 | R$ 2.364 | R$ 2.994 | 2% | 3 |
| Atividades de atendimento em pronto socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências 8610102 · 9,3% das admissões | 2.766 | 42.6h | R$ 1.712 | R$ 2.010 | R$ 2.361 | 2% | 3 |
| Instituições de longa permanência para idosos 8711502 · 6,3% das admissões | 1.870 | 44h | R$ 1.921 | R$ 2.227 | R$ 2.369 | 2% | 1 |
| Atividades de apoio à gestão de saúde 8660700 · 3,9% das admissões | 1.154 | 41.6h | R$ 1.785 | R$ 2.327 | R$ 3.253 | 2% | 1 |
| Planos de saúde 6550200 · 3,9% das admissões | 1.143 | 43.7h | R$ 2.519 | R$ 2.686 | R$ 3.311 | 2% | 1 |
| Atividade médica ambulatorial restrita a consultas 8630503 · 3,7% das admissões | 1.105 | 43h | R$ 2.179 | R$ 2.396 | R$ 2.827 | 1% | 3 |
| Atividade médica ambulatorial com recursos para realização de exames complementares 8630502 · 3,7% das admissões | 1.093 | 43.3h | R$ 2.018 | R$ 2.337 | R$ 2.526 | 2% | 3 |
| Laboratórios clínicos 8640202 · 2,5% das admissões | 743 | 43.5h | R$ 1.987 | R$ 2.330 | R$ 2.506 | 2% | 3 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como auxiliar de enfermagem
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 194.818 vínculos
Idade mediana
49 anos
Tempo de casa
176 meses
No setor público
59,7%
Em empresa do Simples
3,1%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada38,5h/sem
- Pessoas com deficiência1,1%
- Jornada parcial0,6%
- Contrato intermitente0,1%
- Em entidade sem fins lucrativos22,6%
Sobre os 194.818 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de auxiliar de enfermagem
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
31,6
CAT no período
4.931
Idade média no acidente
37 anos
Foram 4.931 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo auxiliar de enfermagem nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 31,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 78,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 20,4% de trajeto (no deslocamento) e 1,1% doenças ocupacionais.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| Z20.9 — Contato com e exposição a doença transmissível não especificada | 1.003 | 20,3% | 4 |
| Y28 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada | 259 | 5,3% | 57 |
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 185 | 3,8% | 5.476 |
| S80.0 — Contusão do joelho | 128 | 2,6% | 1.225 |
| Y28.9 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada - local não especificado | 108 | 2,2% | 57 |
| Z20.9NU — Contato com e exposição a doenças transmissíveis | 104 | 2,1% | 4 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 31,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais
Informalidade no setor
9,6%
Média nacional
37,5%
Conta própria
6,3%
Rendimento formal × informal
R$ 5.009 × R$ 4.613
No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O ingresso nas ocupações técnicas requer certificação de competências ou curso técnico em enfermagem (nível médio). Para os auxiliares de enfermagem requerem ensino fundamental e cursos de qualificação profissional com o mínimo de quatrocentas horas/aula, podendo chegar a mil e quinhentas. A possibilidade de continuar a qualificação dependerá da conclusão do ensino médio. Atualmente, há cursos técnicos em enfermagem, organizados modularmente, com saídas intermediárias para qualificação de auxiliares de enfermagem. O requisito de entrada desses cursos é o ensino médio completo, tendo como filosofia a educação continuada, que possibilita ao auxiliar atingir o nível técnico, ao completar novos módulos de formação profissionalizante. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5. 598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 3222.
No serviço público federal
Portal da Transparência · remuneração básica bruta · 6 competências
| Cargo federal correspondente | P25 | Mediana | P75 | Jornada |
|---|---|---|---|---|
| Técnico e auxiliar de enfermagem (carreira federal)94.025 contracheques · SIAPE | R$ 5.706 | R$ 6.813 | R$ 8.290 | 40 HORAS SEMANAIS |
A mediana no cargo federal (Técnico e auxiliar de enfermagem (carreira federal)) é R$ 6.813 contra R$ 3.577 de quem atua na ocupação no mercado formal — uma diferença de +90,5%. Antes de concluir, compare a jornada: cargos da saúde no serviço público têm jornadas de 20, 24, 36 e 40 horas, e o valor por hora muda tudo.
Remuneração básica bruta mensal, sem gratificação natalina, férias ou eventuais. Usamos mediana e quartis porque a média é distorcida pelos cargos de topo sujeitos ao teto constitucional. O Portal da Transparência identifica o servidor por cargo/carreira definido em lei, não por CBO — a correspondência entre cargo e ocupação é curadoria nossa.
Qual especialização paga mais na família 3222
Todas as ocupações de técnicos e auxiliares de enfermagem, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3222-50 | Auxiliar de enfermagem da estratégia de saúde da família | R$ 4.524 | R$ 4.768 | 3.807 |
| 3222-55 | Técnico em agente comunitário de saúde | R$ 3.101 | R$ 4.101 | 2.030 |
| 3222-15 | Técnico de enfermagem do trabalho | R$ 3.393 | R$ 3.917 | 11.667 |
| 3222-45 | Técnico de enfermagem da estratégia de saúde da família | R$ 3.496 | R$ 3.902 | 7.102 |
| 3222-10 | Técnico de enfermagem de terapia intensiva | R$ 2.014 | R$ 3.778 | 8.501 |
| 3222-05 | Técnico de enfermagem | R$ 2.378 | R$ 3.616 | 962.099 |
| 3222-25 | Instrumentador cirúrgico | R$ 2.458 | R$ 3.588 | 8.397 |
| 3222-30 | Auxiliar de enfermagem (esta página) | R$ 2.379 | R$ 3.577 | 194.818 |
| 3222-20 | Técnico de enfermagem psiquiátrica | R$ 1.931 | R$ 3.460 | 1.451 |
| 3222-40 | Auxiliar de saúde (navegação marítima) | R$ 2.250 | R$ 3.363 | 671 |
| 3222-35 | Auxiliar de enfermagem do trabalho | R$ 2.399 | R$ 3.206 | 2.268 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3222-30.
A Efetuar procedimentos de admissão de paciente (9)
- •Apresentar-se situando paciente no ambiente
- •Arrolar pertences de paciente
- •Controlar sinais vitais
- •Verificar peso corporal, altura e/ou circunferência abdominal de paciente
- •Higienizar paciente
- •Fornecer roupa
- •Colocar grades laterais no leito
- •Conter paciente no leito
- •Monitorar evolução de paciente
B Prestar assistência ao paciente (18)
- •Puncionar acesso venoso
- •Aspirar cânula oro-traqueal e de traqueostomia
- •Massagear paciente
- •Trocar curativos
- •Mudar decúbito no leito
- •Proteger proeminências ósseas
- •Aplicar bolsa de gelo e calor úmido e seco
- •Estimular paciente (movimentos ativos e passivos)
- •Proceder à inaloterapia
- •Estimular a função vésico-intestinal
- •Oferecer comadre e papagaio
- •Aplicar clister (lavagem intestinal)
- •Introduzir cateter naso-gástrico e vesical
- •Ajudar paciente a alimentar-se
- •Instalar alimentação induzida
- •Controlar balanço hídrico
- •Remover o paciente
- •Cuidar de corpo após morte
C Administrar medicação prescrita (13)
- •Verificar medicamentos recebidos
- •Identificar medicação a ser administrada (leito, nome e registro do paciente)
- •Preparar medicação prescrita
- •Verificar via de administração
- •Preparar paciente para medicação
- •Executar antissepsia
- •Acompanhar paciente na ingestão de medicamento
- •Acompanhar tempo de administração de soro e medicação
- •Administrar em separado medicamentos incompatíveis
- •Instalar hemoderivados
- •Atentar para temperatura e reações de paciente em transfusões
- •Administrar produtos quimioterápicos
- •Calcular dosagem de medicamentos
D Auxiliar equipe técnica em procedimentos específicos (7)
- •Auxiliar equipe em procedimentos invasivos
- •Auxiliar em reanimação de paciente
- •Aprontar paciente para exame e cirurgia
- •Efetuar tricotomia
- •Coletar material para exames
- •Efetuar testes e exames
- •Controlar administração de vacinas
E Realizar instrumentação cirúrgica (11)
- •Verificar suficiência de equipamento, material cirúrgico e compressas
- •Verificar quantidade de peças para implante
- •Verificar resultado e validade da esterilização
- •Encaminhar material para sala cirúrgica
- •Posicionar paciente para cirurgia
- •Posicionar placa de bisturi elétrico
- •Suprir demandas da equipe
- •Verificar a quantidade de compressas cirúrgicas
- •Contar número de compressas, material e instrumental pré e pós cirurgia
- •Repor material na sala cirúrgica
- •Vedar sala cirúrgica
F Promover saúde mental (10)
- •Averiguar paciente e pertences (drogas, álcool etc.)
- •Prevenir tentativas de suicídio e situações de risco
- •Limitar espaço de circulação do paciente
- •Demarcar limites de comportamento
- •Disponibilizar pertences pessoais para paciente (preservação da identidade)
- •Estimular paciente na expressão de sentimentos
- •Conduzir paciente a atividades sociais
- •Implementar atividades terapêuticas prescritas
- •Proteger paciente durante crises
- •Acionar equipe de segurança
G Organizar ambiente de trabalho (7)
- •Providenciar material de consumo
- •Inspecionar carrinho de parada cárdio-respiratória (pcr)
- •Organizar medicamentos e materiais de uso de paciente e de posto de enfermagem
- •Fiscalizar validade de materiais e medicamentos
- •Encaminhar material para exames
- •Arrumar camas
- •Arrumar rouparia
H Dar continuidade aos plantões (4)
- •Vistoriar cada paciente
- •Conferir quantidade de psicotrópicos
- •Resolver pendências (medicamentos, curativos, exames, encaminhamentos, jejum, entre outras)
- •Conferir quantidade e funcionalidade de material e equipamento
K Trabalhar com biossegurança e segurança (12)
- •Lavar mãos antes e após cada procedimento
- •Usar equipamento de proteção individual (epi)
- •Paramentar-se
- •Precaver-se contra efeitos adversos dos produtos
- •Providenciar limpeza concorrente e terminal
- •Desinfectar aparelhos e materiais
- •Esterilizar instrumental
- •Transportar roupas e materiais para expurgo
- •Acondicionar perfurocortante para descarte
- •Descartar material contaminado
- •Vacinar-se
- •Seguir protocolo em caso de contaminação ou acidente
Y Comunicar-se (15)
- •Orientar familiares, paciente e comunidade
- •Orientar família sobre doença mental
- •Trocar informações técnicas
- •Comunicar ao médico efeitos adversos dos medicamentos
- •Chamar médico nas intercorrências
- •Solicitar presença de outros profissionais no centro cirúrgico
- •Anotar gastos da cirurgia
- •Etiquetar pertences de paciente
- •Etiquetar prescrição médica (leito, nome e registro do paciente)
- •Marcar tipo de contaminação do hamper e lixo
- •Registrar informações em prontuário (ingesta, administração de medicamentos, intercorrências e procedimentos realizados)
- •Elaborar relatório sobre paciente
- •Interpretar testes cutâneos
- •Participar de discussão de casos
- •Participar em campanhas de saúde pública
Z Demonstrar competências pessoais (13)
- •Demonstrar compreensão
- •Demonstrar capacidade de atenção
- •Demonstrar capacidade de efetuar atendimento humanizado
- •Demonstrar capacidade de saber ouvir
- •Demonstrar coordenação motora fina
- •Demonstrar capacidade de persuasão
- •Demonstrar empatia
- •Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
- •Demonstrar paciência
- •Demonstrar capacidade de observação
- •Demonstrar capacidade de administrar confiltos
- •Cumprir diretrizes, princípios e estrutura organizacional do sistema único de saúde
- •Incentivar a participação coletiva nos trabalhos sociais
Sinônimos oficiais (16)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3222-30 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um auxiliar de enfermagem?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.379 por mês, considerando as 11.445 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.687 (10% menores) a R$ 3.344 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.577 (RAIS 2024), 50.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando auxiliar de enfermagem?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 29.587 admissões contra 27.877 desligamentos, saldo de +1.710 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata auxiliar de enfermagem?
A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências (CNAE 8610101), com 41,7% das admissões e mediana de R$ 2.364. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de auxiliar de enfermagem?
3222-30 (família 3222 — Técnicos e auxiliares de enfermagem). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar de ambulatório, Auxiliar de enfermagem de central de material esterelizado (cme), Auxiliar de enfermagem de centro cirúrgico, Auxiliar de enfermagem de clínica médica, Auxiliar de enfermagem de hospital, Auxiliar de enfermagem de saúde pública, Auxiliar de enfermagem em hemodiálise, Auxiliar de enfermagem em home care, entre outros — todos usam o mesmo código 3222-30. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser auxiliar de enfermagem?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3222: O ingresso nas ocupações técnicas requer certificação de competências ou curso técnico em enfermagem (nível médio). Para os auxiliares de enfermagem requerem ensino fundamental e cursos de qualificação profissional com o mínimo de quatrocentas horas/aula, podendo chegar a mil e quinhentas. A possibilidade de continuar a qualificação dependerá da conclusão do ensino médio. Atualmente, há cursos técnicos em enfermagem, organizados modularmente, com saídas intermediárias para qualificação de auxiliares de enfermagem. O requisito de entrada desses cursos é o ensino médio completo, tendo como filosofia a educação continuada, que possibilita ao auxiliar atingir o nível técnico, ao completar novos módulos de formação profissionalizante. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5. 598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de auxiliar de enfermagem?
A taxa é de 31,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (40,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é Z20.9 — contato com e exposição a doença transmissível não especificada. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
Quanto ganha auxiliar de enfermagem no serviço público federal?
No cargo federal correspondente (Técnico e auxiliar de enfermagem (carreira federal)), a remuneração básica bruta mediana é R$ 6.813, com jornada predominante de 40 horas semanais — dados do Portal da Transparência (6 competências de 2026). Isso é 90.5% acima da mediana do setor privado na mesma ocupação. O valor não inclui gratificação natalina, férias nem eventuais.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3222-30?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3222-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3222-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8610101), o RAT é 2%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Remuneração de servidores federais (CGU)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (18 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3222:
- •Companhia Bras. Distribuição Grupo Pão de Açúcar
- •Enterpa Ambiental S.A.
- •Frota Nacional de Petroleiros (Fronape)
- •Fundação das Pioneiras Sociais (Sarah Kubistcheck)
- •Fundação Oswaldo Cruz
- •Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Hc-fmusp)
- •Hospital das Clínicas da Unicamp
- •Hospital e Maternidade Leão Xiii
- •Hospital e Maternidade Pró-matre
- •Hospital Regional do Gama
- •Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
- •Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
- •Prefeitura de Boa Vista
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
- •GLOSSÁRIO ambu: máscara (do inglês amboux). abocath: agulha especial.
- •UBS: Unidade Básica de Saúde.
- •Usuário: título utilizado no programa de Estratégia de Saúde da Família para identificar a pessoa que se utiliza do sistema de saúde da família.