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CBO 2002 Família 3222 R$ 2.458 na admissão +23 postos em 12 meses 55 atividades

CBO 3222-25 — Instrumentador cirúrgico

O código 3222-25 identifica a ocupação instrumentador cirúrgico na CBO 2002, dentro da família 3222 — Técnicos e auxiliares de enfermagem. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha15 seções

O que faz um instrumentador cirúrgico

Desempenham atividades técnicas de enfermagem em empresas públicas e privadas como: hospitais, clínicas e outros estabelecimentos de assistência médica, embarcações e domicílios; atuam em cirurgia, terapia, puericultura, pediatria, psiquiatria, obstetrícia, saúde ocupacional e outras áreas. Prestam assistência ao paciente zelando pelo seu conforto e bem-estar, administram medicamentos e desempenham tarefas de instrumentação cirúrgica, posicionando de forma adequada o paciente e o instrumental. Organizam ambiente de trabalho e dão continuidade aos plantões. Trabalham em conformidade às boas práticas, normas e procedimentos de biossegurança. Realizam registros e elaboram relatórios técnicos. Desempenham atividades e realizam ações para promoção da saúde da família.

Descrição oficial da família 3222 — Técnicos e auxiliares de enfermagem, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em hospitais, clínicas, serviços sociais, ou ainda em domicílios. São assalariados, com carteira assinada, ou trabalham por conta própria, prestando serviços temporários em clínicas ou em residências. Organizam-se em equipe, atuando com supervisão permanente de enfermeiro ou outro membro de equipe de saúde, de nível superior. Trabalham em ambientes fechados e com revezamentos de turnos, ou confinados em embarcação, no caso do auxiliar de saúde (navegação marítima). Exceção feita aos profissionais que atuam na saúde da família, que de acordo com portaria específica, cumprem jornada de oito horas diárias. É comum trabalharem sob pressão, levando à situação de estresse. Em algumas atividades, podem ser expostos à contaminação biológica, material tóxico e à radiação.

Recursos de trabalho

Ambu, máscaras; Aparelho de pressão arterial; Carrinho de parada; Cilindro de oxigênio; EPI; Medicamentos, soro, soluções; Monitores; Respirador; Seringas, agulhas, scalp, abocath; Sondas, tubos, catéteres, cânulas.

Quanto ganha um instrumentador cirúrgico

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.74410% ganham atéR$ 2.458medianaR$ 3.78710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.588

Entrada × quem já está

R$ 2.458 ao ser admitido · R$ 3.588 para quem tem vínculo ativo +46%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de instrumentador cirúrgico foi de R$ 2.458 — metade das 1.957 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.744 e os 10% de maior, acima de R$ 3.787.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.588, ou seja, 46% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 31 meses.

Considerando a jornada média de 41.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.458
Por ano (12 salários)R$ 29.496
Por semanaR$ 566
Por hora (41.3h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.51333,9%
  • Mulheres — R$ 2.41466,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.79829,7%
  • Mulheres — R$ 3.50670,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.400
  • Nordeste2.082
  • Sudeste2.501
  • Sul3.117
  • Centro-Oeste2.466

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 756 -52 R$ 2.562
MG 360 +39 R$ 2.150
RJ 239 -19 R$ 3.010
BA 182 +15 R$ 2.082
GO 135 +0 R$ 2.531
PR 97 -9 R$ 2.778
RS 87 +9 R$ 3.317
PE 84 +5 R$ 2.127
DF 74 +5 R$ 2.400
AM 65 +13 R$ 2.375

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

2.555

Desligamentos

2.532

Saldo

+23

Rotatividade

30,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+56) saldo negativo · pior: jul/26 (-58)

Em 12 meses houve 2.555 admissões e 2.532 desligamentos de instrumentador cirúrgico, o que significa que o mercado formal abriu 23 postos de trabalho no período, com rotatividade de 30,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 40,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 48,6% por dispensa sem justa causa, além de 7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador40,2%
  • Dispensa sem justa causa48,6%
  • Fim de contrato7%

Sobre 2.532 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente1,1%
  • Pessoa com deficiência0,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro8,6%
  • 1 a 4 empregados9,4%
  • 5 a 9 empregados9,4%
  • 10 a 19 empregados13,6%
  • 20 a 49 empregados19,2%
  • 50 a 99 empregados6,8%
  • 100 a 249 empregados11,9%
  • 250 a 499 empregados4,8%
  • 500 a 999 empregados5,2%
  • 1.000 ou mais empregados11,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata instrumentador cirúrgico

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, hospitalar e de laboratórios 4645101 · 36% das admissões 920 43.8h R$ 2.052 R$ 2.496 R$ 3.205 1% 2
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 12,8% das admissões 328 43.3h R$ 2.050 R$ 2.800 R$ 3.326 2% 3
Atividades de atendimento em pronto socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências 8610102 · 7,5% das admissões 191 42.9h R$ 1.593 R$ 1.883 R$ 2.575 2% 3
Comércio atacadista de próteses e artigos de ortopedia 4645102 · 6,7% das admissões 171 43.6h R$ 2.078 R$ 2.598 R$ 3.372 2% 2
Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros 7830200 · 5,1% das admissões 131 43.7h R$ 1.898 R$ 1.938 R$ 1.976 2% 1
Atividades de apoio à gestão de saúde 8660700 · 4,5% das admissões 116 41.6h R$ 2.166 2% 1
Atividade médica ambulatorial restrita a consultas 8630503 · 4,1% das admissões 105 43.4h R$ 1.993 R$ 2.388 R$ 3.364 1% 3
Comércio varejista de artigos médicos e ortopédicos 4773300 · 3,4% das admissões 87 43.6h R$ 2.272 R$ 2.614 R$ 2.975 1% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como instrumentador cirúrgico

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 8.397 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

31 meses

No setor público

8,8%

Em empresa do Simples

10,6%

Sexo

  • Homem29,3%
  • Mulher70,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40,5h/sem
  • Pessoas com deficiência0,3%
  • Jornada parcial0,5%
  • Contrato intermitente0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos19,4%

Sobre os 8.397 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca48,5%
  • Parda42,9%
  • Preta7,5%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,1%
  • 6º ao 9º ano0,3%
  • Fundamental completo0,8%
  • Médio incompleto0,6%
  • Médio completo76,3%
  • Superior incompleto4,6%
  • Superior completo17%
  • Mestrado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Fundamental completo0,2%
  • Médio incompleto0,4%
  • Médio completo76,3%
  • Superior incompleto5,6%
  • Superior completo16,4%
  • Pós-graduação1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados14,4%
  • 5 a 9 empregados8,6%
  • 10 a 19 empregados12,8%
  • 20 a 49 empregados18,5%
  • 50 a 99 empregados6,2%
  • 100 a 249 empregados8,3%
  • 250 a 499 empregados5,1%
  • 500 a 999 empregados8,8%
  • 1.000 ou mais empregados17,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de instrumentador cirúrgico

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

69,4

CAT no período

463

Idade média no acidente

37 anos

Foram 463 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo instrumentador cirúrgico nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 69,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 86,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 11,9% de trajeto (no deslocamento) e 1,9% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto11,9%
  • Típico86,2%
  • Doença1,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo54,4%
  • Mão (exceto punho ou dedos)11,2%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)8,4%
  • Partes múltiplas2,6%
  • Braço (entre o punho e o ombro)2,4%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata30%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)27,9%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)11,9%
  • Outras lesões, NIC8,2%
  • Lesão imediata, NIC6%

Agente causador

  • Agente infeccioso ou parasitário (inclui bactéria, fungo, organismo parasitário, vírus, etc.; não inclui produto químico, preparado farmacêutico ou alimento)16,9%
  • Agente do acidente, NIC15,2%
  • Produto biológico (soro, toxina, antitoxina, vacina, plasma) - medicamento14,9%
  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC7,1%
  • Vidraria, fibra de vidro, lâmina, etc., exceto frasco, garrafa6,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
Z20.9 — Contato com e exposição a doença transmissível não especificada 151 32,6% 4
Y28 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada 44 9,5% 57
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 19 4,1% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 14 3% 3.531
Z20.9NU — Contato com e exposição a doenças transmissíveis 13 2,8% 4
Y28.9 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada - local não especificado 12 2,6% 57

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, hospitalar e de laboratórios) tem RAT 1% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 69,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O ingresso nas ocupações técnicas requer certificação de competências ou curso técnico em enfermagem (nível médio). Para os auxiliares de enfermagem requerem ensino fundamental e cursos de qualificação profissional com o mínimo de quatrocentas horas/aula, podendo chegar a mil e quinhentas. A possibilidade de continuar a qualificação dependerá da conclusão do ensino médio. Atualmente, há cursos técnicos em enfermagem, organizados modularmente, com saídas intermediárias para qualificação de auxiliares de enfermagem. O requisito de entrada desses cursos é o ensino médio completo, tendo como filosofia a educação continuada, que possibilita ao auxiliar atingir o nível técnico, ao completar novos módulos de formação profissionalizante. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5. 598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3222.

No serviço público federal

Portal da Transparência · remuneração básica bruta · 6 competências

Cargo federal correspondente P25 Mediana P75 Jornada
Técnico e auxiliar de enfermagem (carreira federal)94.025 contracheques · SIAPE R$ 5.706 R$ 6.813 R$ 8.290 40 HORAS SEMANAIS

A mediana no cargo federal (Técnico e auxiliar de enfermagem (carreira federal)) é R$ 6.813 contra R$ 3.588 de quem atua na ocupação no mercado formal — uma diferença de +89,9%. Antes de concluir, compare a jornada: cargos da saúde no serviço público têm jornadas de 20, 24, 36 e 40 horas, e o valor por hora muda tudo.

Remuneração básica bruta mensal, sem gratificação natalina, férias ou eventuais. Usamos mediana e quartis porque a média é distorcida pelos cargos de topo sujeitos ao teto constitucional. O Portal da Transparência identifica o servidor por cargo/carreira definido em lei, não por CBO — a correspondência entre cargo e ocupação é curadoria nossa.

Qual especialização paga mais na família 3222

Todas as ocupações de técnicos e auxiliares de enfermagem, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3222-50 Auxiliar de enfermagem da estratégia de saúde da família R$ 4.524 R$ 4.768 3.807
3222-55 Técnico em agente comunitário de saúde R$ 3.101 R$ 4.101 2.030
3222-15 Técnico de enfermagem do trabalho R$ 3.393 R$ 3.917 11.667
3222-45 Técnico de enfermagem da estratégia de saúde da família R$ 3.496 R$ 3.902 7.102
3222-10 Técnico de enfermagem de terapia intensiva R$ 2.014 R$ 3.778 8.501
3222-05 Técnico de enfermagem R$ 2.378 R$ 3.616 962.099
3222-25 Instrumentador cirúrgico (esta página) R$ 2.458 R$ 3.588 8.397
3222-30 Auxiliar de enfermagem R$ 2.379 R$ 3.577 194.818
3222-20 Técnico de enfermagem psiquiátrica R$ 1.931 R$ 3.460 1.451
3222-40 Auxiliar de saúde (navegação marítima) R$ 2.250 R$ 3.363 671
3222-35 Auxiliar de enfermagem do trabalho R$ 2.399 R$ 3.206 2.268

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3222-25.

A Efetuar procedimentos de admissão de paciente (4)
  • Apresentar-se situando paciente no ambiente
  • Higienizar paciente
  • Fornecer roupa
  • Colocar grades laterais no leito
B Prestar assistência ao paciente (4)
  • Trocar curativos
  • Estimular paciente (movimentos ativos e passivos)
  • Oferecer comadre e papagaio
  • Remover o paciente
C Administrar medicação prescrita (2)
  • Executar antissepsia
  • Calcular dosagem de medicamentos
E Realizar instrumentação cirúrgica (11)
  • Verificar suficiência de equipamento, material cirúrgico e compressas
  • Verificar quantidade de peças para implante
  • Verificar resultado e validade da esterilização
  • Encaminhar material para sala cirúrgica
  • Posicionar paciente para cirurgia
  • Passar instrumentos à equipe cirúrgica
  • Suprir demandas da equipe
  • Verificar a quantidade de compressas cirúrgicas
  • Contar número de compressas, material e instrumental pré e pós cirurgia
  • Repor material na sala cirúrgica
  • Vedar sala cirúrgica
G Organizar ambiente de trabalho (2)
  • Providenciar material de consumo
  • Fiscalizar validade de materiais e medicamentos
H Dar continuidade aos plantões (1)
  • Vistoriar cada paciente
K Trabalhar com biossegurança e segurança (12)
  • Lavar mãos antes e após cada procedimento
  • Usar equipamento de proteção individual (epi)
  • Paramentar-se
  • Precaver-se contra efeitos adversos dos produtos
  • Providenciar limpeza concorrente e terminal
  • Desinfectar aparelhos e materiais
  • Esterilizar instrumental
  • Transportar roupas e materiais para expurgo
  • Acondicionar perfurocortante para descarte
  • Descartar material contaminado
  • Vacinar-se
  • Seguir protocolo em caso de contaminação ou acidente
Y Comunicar-se (6)
  • Orientar familiares, paciente e comunidade
  • Trocar informações técnicas
  • Solicitar presença de outros profissionais no centro cirúrgico
  • Anotar gastos da cirurgia
  • Etiquetar pertences de paciente
  • Participar em campanhas de saúde pública
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • Demonstrar compreensão
  • Demonstrar capacidade de atenção
  • Demonstrar capacidade de efetuar atendimento humanizado
  • Demonstrar capacidade de saber ouvir
  • Demonstrar coordenação motora fina
  • Demonstrar capacidade de persuasão
  • Demonstrar empatia
  • Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • Demonstrar paciência
  • Demonstrar capacidade de observação
  • Demonstrar capacidade de administrar confiltos
  • Cumprir diretrizes, princípios e estrutura organizacional do sistema único de saúde
  • Incentivar a participação coletiva nos trabalhos sociais

Sinônimos oficiais (2)

Instrumentador em cirurgiaInstrumentadora cirúrgica

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3222-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um instrumentador cirúrgico?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.458 por mês, considerando as 1.957 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.744 (10% menores) a R$ 3.787 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.588 (RAIS 2024), 46% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando instrumentador cirúrgico?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.555 admissões contra 2.532 desligamentos, saldo de +23 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata instrumentador cirúrgico?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, hospitalar e de laboratórios (CNAE 4645101), com 36% das admissões e mediana de R$ 2.496. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de instrumentador cirúrgico?

3222-25 (família 3222 — Técnicos e auxiliares de enfermagem). A CBO reconhece também os títulos: Instrumentador em cirurgia, Instrumentadora cirúrgica — todos usam o mesmo código 3222-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser instrumentador cirúrgico?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3222: O ingresso nas ocupações técnicas requer certificação de competências ou curso técnico em enfermagem (nível médio). Para os auxiliares de enfermagem requerem ensino fundamental e cursos de qualificação profissional com o mínimo de quatrocentas horas/aula, podendo chegar a mil e quinhentas. A possibilidade de continuar a qualificação dependerá da conclusão do ensino médio. Atualmente, há cursos técnicos em enfermagem, organizados modularmente, com saídas intermediárias para qualificação de auxiliares de enfermagem. O requisito de entrada desses cursos é o ensino médio completo, tendo como filosofia a educação continuada, que possibilita ao auxiliar atingir o nível técnico, ao completar novos módulos de formação profissionalizante. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5. 598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de instrumentador cirúrgico?

A taxa é de 69,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (54,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é Z20.9 — contato com e exposição a doença transmissível não especificada. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

Quanto ganha instrumentador cirúrgico no serviço público federal?

No cargo federal correspondente (Técnico e auxiliar de enfermagem (carreira federal)), a remuneração básica bruta mediana é R$ 6.813, com jornada predominante de 40 horas semanais — dados do Portal da Transparência (6 competências de 2026). Isso é 89.9% acima da mediana do setor privado na mesma ocupação. O valor não inclui gratificação natalina, férias nem eventuais.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3222-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3222-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3222-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4645101), o RAT é 1%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (18 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3222:

  • Companhia Bras. Distribuição Grupo Pão de Açúcar
  • Enterpa Ambiental S.A.
  • Frota Nacional de Petroleiros (Fronape)
  • Fundação das Pioneiras Sociais (Sarah Kubistcheck)
  • Fundação Oswaldo Cruz
  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Hc-fmusp)
  • Hospital das Clínicas da Unicamp
  • Hospital e Maternidade Leão Xiii
  • Hospital e Maternidade Pró-matre
  • Hospital Regional do Gama
  • Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
  • Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
  • Prefeitura de Boa Vista
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO ambu: máscara (do inglês amboux). abocath: agulha especial.
  • UBS: Unidade Básica de Saúde.
  • Usuário: título utilizado no programa de Estratégia de Saúde da Família para identificar a pessoa que se utiliza do sistema de saúde da família.
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