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CBO 2002 Família 3122 R$ 3.197 na admissão +85 postos em 12 meses 112 atividades

CBO 3122-05 — Técnico de estradas

O código 3122-05 identifica a ocupação técnico de estradas na CBO 2002, dentro da família 3122 — Técnicos em construção civil (obras de infraestrutura). É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um técnico de estradas

Planejam a execução do trabalho e supervisionam equipes de trabalhadores de construção de obras de infraestrutura. Auxiliam engenheiros no desenvolvimento de projetos, no levantamento e tabulação de dados e na vistoria técnica. Estruturam o serviço de coleta de resíduos sólidos das obras, controlando os procedimentos de preservação do meio ambiente. Realizam trabalhos de laboratório, vendas e compras de materiais e equipamentos. Padronizam procedimentos técnicos.

Descrição oficial da família 3122 — Técnicos em construção civil (obras de infraestrutura), publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em empresas de construção, reciclagem, captação, purificação e distribuição de água, coleta de lixo e águas residuais, esgoto doméstico e industrial e outras atividades empresariais. Podem trabalhar em locais fechados ou a céu aberto. Esses profissionais são empregados assalariados, com carteira assinada, que se organizam em equipes, sob supervisão ocasional. Estão sujeitos ao trabalho em locais subterrâneos ou confinados e, muitas vezes, ficam expostos a grandes alturas, ruídos e material tóxico. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 3121 - Técnicos em construção civil (edificações).

Recursos de trabalho

Calculadora; Computador; Equipamentos de laboratório; Equipamentos de sondagem; Equipamentos de topografia; Escalímetro; Materiais de escritório; Micrômetro; Softwares específicos; Trena.

Quanto ganha um técnico de estradas

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.64410% ganham atéR$ 3.197medianaR$ 7.45310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.198

Entrada × quem já está

R$ 3.197 ao ser admitido · R$ 4.198 para quem tem vínculo ativo +31,3%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico de estradas foi de R$ 3.197 — metade das 1.285 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.644 e os 10% de maior, acima de R$ 7.453.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.198, ou seja, 31,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 29 meses.

Considerando a jornada média de 43.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 17,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.197
Por ano (12 salários)R$ 38.364
Por semanaR$ 736
Por hora (43.5h/sem)R$ 17,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.05681,4%
  • Mulheres — R$ 3.52418,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.26079,3%
  • Mulheres — R$ 4.02720,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte4.033
  • Nordeste2.975
  • Sudeste3.125
  • Sul3.390
  • Centro-Oeste3.550

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 263 +16 R$ 3.545
MG 233 +21 R$ 2.200
PR 176 +1 R$ 3.490
ES 89 -26 R$ 5.058
RJ 67 +28 R$ 3.400
PA 59 +11 R$ 4.073
SC 56 +2 R$ 3.367
MT 51 -8 R$ 4.775
CE 43 +9 R$ 2.330
RS 36 +8 R$ 3.071

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

1.297

Desligamentos

1.212

Saldo

+85

Rotatividade

32,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+51) saldo negativo · pior: dez/25 (-28)

Em 12 meses houve 1.297 admissões e 1.212 desligamentos de técnico de estradas, o que significa que o mercado formal abriu 85 postos de trabalho no período, com rotatividade de 32,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 30,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 60,5% por dispensa sem justa causa, além de 5,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador30,7%
  • Dispensa sem justa causa60,5%
  • Fim de contrato5,5%

Sobre 1.212 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,5% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro13,6%
  • 1 a 4 empregados3,2%
  • 5 a 9 empregados6,1%
  • 10 a 19 empregados4,9%
  • 20 a 49 empregados9,4%
  • 50 a 99 empregados14,5%
  • 100 a 249 empregados10,6%
  • 250 a 499 empregados16,1%
  • 500 a 999 empregados7,6%
  • 1.000 ou mais empregados14%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico de estradas

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de engenharia 7112000 · 25,1% das admissões 325 43.1h R$ 2.334 R$ 3.096 R$ 4.158 3% 1
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 13,1% das admissões 170 43.9h R$ 2.620 R$ 3.529 R$ 4.267 3% 4
Concessionárias de rodovias, pontes, túneis e serviços relacionados 5221400 · 8,3% das admissões 108 44.1h R$ 3.100 R$ 4.033 R$ 6.900 3% 3
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 7,9% das admissões 103 43.9h R$ 1.638 R$ 1.676 R$ 1.758 3% 3
Administração de obras 4399101 · 5,3% das admissões 69 43.8h R$ 3.853 R$ 6.483 R$ 11.534 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 3,7% das admissões 48 43.9h R$ 2.500 R$ 3.100 R$ 4.540 3% 3
Incorporação de empreendimentos imobiliários 4110700 · 2,8% das admissões 36 44h R$ 2.950 3% 1
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 2,3% das admissões 30 44h R$ 3.600 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico de estradas

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.776 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

29 meses

No setor público

21,9%

Em empresa do Simples

5,8%

Sexo

  • Homem79,4%
  • Mulher20,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,9h/sem
  • Pessoas com deficiência1,8%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,5%

Sobre os 3.776 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda46,5%
  • Branca46,3%
  • Preta6,2%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,9%
  • 5º ano completo0,5%
  • 6º ao 9º ano4,1%
  • Fundamental completo5,8%
  • Médio incompleto2,2%
  • Médio completo50,2%
  • Superior incompleto8,9%
  • Superior completo27%
  • Mestrado0,3%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,4%
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º a 9º ano1,3%
  • Fundamental completo2,5%
  • Médio incompleto1,8%
  • Médio completo54,3%
  • Superior incompleto11,1%
  • Superior completo25,4%
  • Pós-graduação2,7%
  • Mestrado0,3%
  • Doutorado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1,9%
  • 5 a 9 empregados3%
  • 10 a 19 empregados5,5%
  • 20 a 49 empregados8,3%
  • 50 a 99 empregados7,6%
  • 100 a 249 empregados9,8%
  • 250 a 499 empregados14,1%
  • 500 a 999 empregados15,5%
  • 1.000 ou mais empregados34,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de técnico de estradas

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

CAT no período

31

Idade média no acidente

35 anos

Tipo de acidente

  • Típico74,2%
  • Trajeto25,8%

Parte do corpo atingida

  • Partes múltiplas25,8%
  • Membros inferiores, NIC6,5%
  • Dedo6,5%
  • Joelho6,5%
  • Dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal)6,5%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)25,8%
  • Lesão imediata25,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)12,9%
  • Fratura9,7%
  • Distensão, torção6,5%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas12,9%
  • Animal vivo12,9%
  • Motocicleta, motoneta9,7%
  • Veículo rodoviário motorizado9,7%
  • Veículo, NIC9,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
X23 — Contato com abelhas, vespas e vespões 4 12,9%
S91.3 — Ferimento de outras partes do pé 2 6,5% 764
S90.3 — Contusão de outras partes e partes não especificadas do pé 1 3,2% 1.188
S06.9 — Traumatismo intracraniano, não especificado 1 3,2% 1.416
S91 — Ferimentos do tornozelo e do pé 1 3,2% 764
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 1 3,2% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso a essas ocupações requer curso técnico de nível médio em construção civil edificações, ou cursos afins, e registro no crea. Esses profissionais estão aptos a atuar em laboratórios, centros de pesquisa e desenvolvimento, departamentos de compra e venda de terrenos, e na fiscalização e execução de obras, realizando levantamentos topográficos e elaborando projetos. Atingem o pleno exercício da profissão depois de um a dois anos de prática profissional na área.

Texto oficial do MTE para a família 3122.

Qual especialização paga mais na família 3122

Todas as ocupações de técnicos em construção civil (obras de infraestrutura), ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3122-05 Técnico de estradas (esta página) R$ 3.197 R$ 4.198 3.776
3122-10 Técnico de saneamento R$ 2.495 R$ 4.110 7.930

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3122-05.

A Planejar o trabalho (6)
  • Dimensionar recursos (humanos, materiais e equipamentos)
  • Especificar materiais
  • Programar a execução dos serviços
  • Elaborar cronograma
  • Preparar o local de trabalho
  • Requisitar materiais
B Supervisonar equipes (7)
  • Programar os serviços
  • Elaborar escalas de horários de trabalho
  • Treinar equipes
  • Verificar a utilização de equipamentos de proteção
  • Contatar órgãos municipais, estaduais ou federais para possibilitar a execução do trabalho
  • Fiscalizar aplicação de normas e regulamentos
  • Supervisionar o cumprimento de tarefas
C Fazer levantamento e tabulação de dados (5)
  • Fazer vistoria técnica
  • Planejar a forma de obtenção dos dados
  • Instalar equipamentos para coleta de dados
  • Elaborar croqui
  • Analisar dados coletados
D Desenvolver projetos de infraestrutura (14)
  • Efetuar levantamento topográfico
  • Elaborar anteprojeto
  • Empregar normas técnicas
  • Elaborar projetos de infraestrutura
  • Solicitar projetos complementares
  • Discutir o projeto
  • Fiscalizar a elaboração e análise final de projetos terceirizados
  • Compatibilizar possíveis interferências de projetos
  • Revisar os projetos
  • Detalhar o projeto
  • Submeter o projeto à aprovação
  • Elaborar memorial descritivo
  • Atender às necessidades do cliente
  • Pesquisar novas tecnologias
F Orçar obras (7)
  • Analisar contrato de obras
  • Levantar dados quantitativos de projetos
  • Elaborar composições unitárias
  • Elaborar memória de cálculo
  • Elaborar planilhas de custos diretos e indiretos
  • Cotar insumos e serviços
  • Elaborar cronograma físico-financeiro
G Supervisionar obras (14)
  • Estudar projetos
  • Verificar condições técnicas do local
  • Verificar condições de uso dos equipamentos
  • Registrar alterações de serviços
  • Supervisionar a execução dos serviços de acordo com cronograma
  • Gerenciar logística
  • Relatar anomalias aos superiores
  • Acompanhar a execução e o cronograma dos serviços
  • Verificar se a obra está sendo executada de acordo com o projeto e normas técnicas
  • Registrar dados para alimentar o projeto ´as built´
  • Fiscalizar obras
  • Realizar medições
  • Elaborar o projeto ´as built´
  • Alterar projeto de acordo com imprevistos da obra
H Realizar vistorias técnicas (6)
  • Analisar origem das solicitações
  • Verificar tipo de vistoria
  • Identificar possíveis causas do problema
  • Elaborar registro do problema (croqui, fotografias, filmagens e medições)
  • Propor soluções para resolução de problemas
  • Emitir parecer técnico
I Preservar o meio ambiente (7)
  • Montar banco de dados com as informações de solos e bacias hidrográficas
  • Supervisionar serviços de recuperação de áreas degradadas
  • Elaborar planta cadastral da região
  • Participar da elaboração de planos de segurança das áreas de mananciais
  • Estruturar campanhas de prevenção e combate a incêndios
  • Propor ações preventivas
  • Aplicar ações corretivas
J Realizar trabalhos em laboratório (8)
  • Coletar amostras
  • Preparar ensaios
  • Preparar amostras de acordo com as especificações
  • Realizar ensaios
  • Calcular ensaios
  • Elaborar planilhas dos ensaios realizados
  • Elaborar relatórios
  • Controlar a qualidade dos produtos e serviços
K Realizar vendas e compras de materiais e equipamentos (13)
  • Especificar materiais e equipamentos
  • Codificar materiais e, ou equipamentos
  • Realizar inspeções técnicas de materiais e, ou equipamentos
  • Contatar fornecedores e, ou clientes
  • Avaliar perfil de fornecedores e, ou clientes
  • Cadastrar fornecedores e, ou clientes
  • Realizar demonstração técnica do produto
  • Realizar visitas técnicas junto a fornecedores e, ou clientes
  • Participar do desenvolvimento de materiais e produtos alternativos
  • Negociar propostas
  • Elaborar propostas de venda
  • Emitir ordem de compra
  • Emitir relatório de viabilidade técnico-financeira
L Padronizar procedimentos técnicos (6)
  • Fixar parâmetros técnicos
  • Identificar procedimentos técnicos
  • Participar da elaboração e revisão das normas e procedimentos
  • Participar da montagem e revisão de manuais técnicos
  • Gerenciar arquivo técnico
  • Participar do desenvolvimento das normas e procedimentos
Z Demonstrar competências pessoais (19)
  • Dominar softwares específicos
  • Demonstrar conhecimento em informática básica
  • Demonstrar capacidade de auto-desenvolvimento
  • Dominar conhecimentos técnicos pertinentes à área de atuação
  • Comunicar-se em idioma estrangeiro
  • Trabalhar em equipe
  • Atuar com liderança
  • Demonstrar raciocínio lógico e abstrato
  • Demonstrar capacidade de organização
  • Agir com iniciativa
  • Demonstrar criatividade
  • Comunicar-se corretamente nas formas verbal e escrita
  • Atuar com capacidade de gerenciar
  • Demonstrar visão sistêmica
  • Dominar normas técnicas e de procedimento
  • Trabalhar de acordo com normas de higiene, saúde e segurança no trabalho
  • Atuar com ousadia
  • Atender às metas preestabelecidas
  • Providenciar carteira de habilitação

Sinônimos oficiais (9)

Assistente técnico de engenharia (obras de infra-estrutura de estrada)Auxiliar técnico de conservação de estradas, caminhos e pontesAuxiliar técnico em obras de infra-estrutura de estradasTécnico de construção de estradasTécnico de inspeção e especificação de materiais e equipamentos de construção de estradasTécnico de projetos e obras de infra-estrutura de estradasTécnico de transporte ferroviárioTécnico em construção civil de obras de infra-estrutura de estradasTécnico em planejamento de obras de infra-estrutura de estradas

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3122-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico de estradas?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.197 por mês, considerando as 1.285 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.644 (10% menores) a R$ 7.453 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.198 (RAIS 2024), 31.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico de estradas?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.297 admissões contra 1.212 desligamentos, saldo de +85 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico de estradas?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de engenharia (CNAE 7112000), com 25,1% das admissões e mediana de R$ 3.096. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico de estradas?

3122-05 (família 3122 — Técnicos em construção civil (obras de infraestrutura)). A CBO reconhece também os títulos: Assistente técnico de engenharia (obras de infra-estrutura de estrada), Auxiliar técnico de conservação de estradas, caminhos e pontes, Auxiliar técnico em obras de infra-estrutura de estradas, Técnico de construção de estradas, Técnico de inspeção e especificação de materiais e equipamentos de construção de estradas, Técnico de projetos e obras de infra-estrutura de estradas, Técnico de transporte ferroviário, Técnico em construção civil de obras de infra-estrutura de estradas, entre outros — todos usam o mesmo código 3122-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico de estradas?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3122: O acesso a essas ocupações requer curso técnico de nível médio em construção civil edificações, ou cursos afins, e registro no crea. Esses profissionais estão aptos a atuar em laboratórios, centros de pesquisa e desenvolvimento, departamentos de compra e venda de terrenos, e na fiscalização e execução de obras, realizando levantamentos topográficos e elaborando projetos. Atingem o pleno exercício da profissão depois de um a dois anos de prática profissional na área.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3122-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3122-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3122-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7112000), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3122:

  • BhTrans - Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte
  • Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-mg)
  • Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-pr)
  • Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa)
  • Construtora Andrade Gutierrez S.A.
  • Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) - Belo Horizonte
  • Superintendência de Limpeza Urbana de Belo Horizonte (Slu)
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • EIA: estudo de impacto ambiental.
  • RIMA: relatório de impacto ambiental.
  • RCA: relatório de controle ambiental.
  • PCA: plano de controle ambiental.
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