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CBO 2002 Família 3011 R$ 2.546 na admissão +35 postos em 12 meses 77 atividades

CBO 3011-05 — Técnico de laboratório industrial

O código 3011-05 identifica a ocupação técnico de laboratório industrial na CBO 2002, dentro da família 3011 — Técnicos de laboratório industrial. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um técnico de laboratório industrial

Executam ensaios físicos, químicos, metalográficos e biológicos. Garantem a calibração dos equipamentos e realizam amostragem de materiais. Trabalham segundo normas de segurança, saúde e meio ambiente. Controlam a qualidade. Participam do sistema da qualidade da empresa e no desenvolvimento de novos produtos e fornecedores. Colaboram no desenvolvimento de metodologias de análises.

Descrição oficial da família 3011 — Técnicos de laboratório industrial, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em indústrias de extração de petróleo e gás natural, de fabricação de produtos químicos, de metal, têxteis e na construção. Os profissionais são assalariados com carteira assinada. Trabalham de forma individual, sob supervisão permanente, exceto o técnico químico em petróleo que é ocasional. Os profissionais trabalham em ambiente fechado e a céu aberto. O técnico de laboratório de análises físico-químicas (materiais de construção) e o técnico químico em petróleo podem trabalhar em veículos. O horário de trabalho pode ser de turno fixo diurno ou noturno ou, ainda, no regime de rodízio. Em suas atividades, os trabalhadores ficam expostos a materiais tóxicos e inflamáveis; o técnico de laboratório indústrial também fica exposto a altas temperaturas. Trabalho subterrâneo e ruído intenso fazem parte das atividades do técnico de laboratório de análises físico-químicas (materiais de construção), assim como trabalhar em grandes alturas faz parte das atividades do técnico. CONSULTE 3111 - Técnicos químicos.

Recursos de trabalho

Balança analítica; Capelas e exaustor; Cromotógrafo; Destilador desmineralizador; Equipamentos de ensaios físicos (dureza, flexão); Espectrômetro; Estufas, muflas, autoclave; Microcomputador e softwares; Termômetro e densímetro; Vidraria de laboratório.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais

Quanto ganha um técnico de laboratório industrial

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.72710% ganham atéR$ 2.546medianaR$ 4.32410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.042

Entrada × quem já está

R$ 2.546 ao ser admitido · R$ 4.042 para quem tem vínculo ativo +58,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico de laboratório industrial foi de R$ 2.546 — metade das 6.642 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.727 e os 10% de maior, acima de R$ 4.324.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.042, ou seja, 58,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 44 meses.

Considerando a jornada média de 43.1 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.546
Por ano (12 salários)R$ 30.552
Por semanaR$ 586
Por hora (43.1h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.64645%
  • Mulheres — R$ 2.49055%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.49453,7%
  • Mulheres — R$ 3.60446,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.200
  • Nordeste1.867
  • Sudeste2.665
  • Sul2.624
  • Centro-Oeste2.582

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 2.062 -112 R$ 2.672
MG 802 -19 R$ 2.671
PR 713 +32 R$ 2.504
SC 628 -6 R$ 2.914
RS 495 +21 R$ 2.573
GO 332 -3 R$ 2.607
BA 261 +37 R$ 2.125
PE 257 +31 R$ 1.855
MT 250 +21 R$ 2.593
RJ 237 +15 R$ 2.888

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

7.018

Desligamentos

6.983

Saldo

+35

Rotatividade

26,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: abr/26 (+192) saldo negativo · pior: dez/25 (-314)

Em 12 meses houve 7.018 admissões e 6.983 desligamentos de técnico de laboratório industrial, o que significa que o mercado formal abriu 35 postos de trabalho no período, com rotatividade de 26,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 39,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 42,1% por dispensa sem justa causa, além de 15,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador39,7%
  • Dispensa sem justa causa42,1%
  • Fim de contrato15,4%
  • Aposentadoria0,1%

Sobre 6.983 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro3,3%
  • 1 a 4 empregados2%
  • 5 a 9 empregados2,7%
  • 10 a 19 empregados4,9%
  • 20 a 49 empregados8,7%
  • 50 a 99 empregados10,8%
  • 100 a 249 empregados15,8%
  • 250 a 499 empregados16,8%
  • 500 a 999 empregados14,7%
  • 1.000 ou mais empregados20,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico de laboratório industrial

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de açúcar em bruto 1071600 · 10,7% das admissões 753 44.1h R$ 1.889 R$ 2.133 R$ 2.316 3% 3
Fabricação de álcool 1931400 · 7,4% das admissões 516 44h R$ 1.772 R$ 2.215 R$ 2.572 3% 3
Testes e análises técnicas 7120100 · 4,2% das admissões 298 43.7h R$ 2.274 R$ 2.554 R$ 2.909 1% 2
Fabricação de laticínios 1052000 · 4% das admissões 284 43.9h R$ 1.965 R$ 2.427 R$ 2.776 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 3,9% das admissões 277 43.4h R$ 2.314 R$ 2.686 R$ 3.413 3% 1
Outras atividades de ensino não especificadas anteriormente 8599699 · 2,6% das admissões 184 40.6h R$ 2.966 R$ 3.692 R$ 3.996 2% 2
Educação superior - graduação e pós graduação 8532500 · 2,6% das admissões 180 43h R$ 1.628 R$ 1.775 R$ 2.535 1% 2
Fabricação de medicamentos alopáticos para uso humano 2121101 · 2,1% das admissões 145 41.6h R$ 3.215 R$ 3.497 R$ 4.631 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico de laboratório industrial

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 26.525 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

44 meses

No setor público

1,4%

Em empresa do Simples

4,2%

Sexo

  • Mulher46,3%
  • Homem53,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,7h/sem
  • Pessoas com deficiência2,6%
  • Jornada parcial0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos5,7%

Sobre os 26.525 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca56,4%
  • Parda35,6%
  • Preta6,8%
  • Amarela1%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,3%
  • 5º ano completo0,3%
  • 6º ao 9º ano0,9%
  • Fundamental completo2,5%
  • Médio incompleto2,6%
  • Médio completo55,3%
  • Superior incompleto10%
  • Superior completo27,3%
  • Mestrado0,7%
  • Doutorado0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Até 5º ano incompleto0,3%
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º a 9º ano0,7%
  • Fundamental completo1,3%
  • Médio incompleto2,6%
  • Médio completo55,9%
  • Superior incompleto11,6%
  • Superior completo23,7%
  • Pós-graduação2,2%
  • Mestrado1%
  • Doutorado0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,9%
  • 5 a 9 empregados1,6%
  • 10 a 19 empregados3,5%
  • 20 a 49 empregados6,5%
  • 50 a 99 empregados8,8%
  • 100 a 249 empregados15,8%
  • 250 a 499 empregados16,8%
  • 500 a 999 empregados17,3%
  • 1.000 ou mais empregados28,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de técnico de laboratório industrial

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

19,3

CAT no período

404

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

32 anos

Foram 404 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico de laboratório industrial nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 19,3 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 69,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 29,5% de trajeto (no deslocamento) e 0,7% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico69,8%
  • Trajeto29,5%
  • Doença0,7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo20,5%
  • Mão (exceto punho ou dedos)8,9%
  • Pé (exceto artelhos)7,7%
  • Partes múltiplas7,2%
  • Joelho5,9%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)18,8%
  • Lesão imediata15,8%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)10,9%
  • Fratura10,4%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)9,2%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta13,7%
  • Vidraria, fibra de vidro, lâmina, etc., exceto frasco, garrafa5,7%
  • Substância química, NIC5,2%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas4,7%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas4,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 21 5,2% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 15 3,7% 5.476
S61 — Ferimento do punho e da mão 12 3% 3.531
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 10 2,5% 313
S80.0 — Contusão do joelho 8 2% 1.225
M79.6 — Dor em membro 8 2% 517

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de açúcar em bruto) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 19,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação técnica de ensino médio na área de atuação. O exercício pleno das ocupações se dá após três a quatro anos de experiência.

Texto oficial do MTE para a família 3011.

Qual especialização paga mais na família 3011

Todas as ocupações de técnicos de laboratório industrial, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3011-15 Técnico químico de petróleo R$ 3.583 R$ 10.469 1.242
3011-10 Técnico de laboratório de análises físico-químicas (materiais de construção) R$ 2.501 R$ 5.549 24.365
3011-05 Técnico de laboratório industrial (esta página) R$ 2.546 R$ 4.042 26.525

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3011-05.

A Executar ensaios físicos, químicos, metalográficos e biológicos (15)
  • Interpretar normas técnicas de ensaios e especificações
  • Definir metodologia de análise
  • Prover laboratório dos materiais de consumo
  • Preparar materiais e equipamentos para ensaio
  • Selecionar substâncias reagentes
  • Preparar soluções para análise
  • Padronizar soluções para análise
  • Selecionar padrão de análise para calibração
  • Executar a calibração do equipamento para ensaio
  • Executar a análise
  • Registrar resultados
  • Monitorar resultados obtidos em bancada ou analisadores em linha
  • Interpretar resultados da análise conforme especificação
  • Validar resultados obtidos em bancada ou analizadores em linha
  • Informar os resultados da análise
B Garantir a calibração dos equipamentos (10)
  • Aplicar método específico de calibração
  • Definir o tipo de padrão para calibração
  • Selecionar prestadores de serviços de calibração
  • Efetuar a calibração de equipamentos
  • Registrar dados de calibração
  • Aplicar normas e critérios de aceitação de calibração
  • Interpretar resultados em relação ao padrão
  • Realizar manutenção e reparo nos equipamentos
  • Solicitar manutenção e reparo nos equipamentos
  • Monitorar validade de calibração de equipamentos
C Realizar amostragem de materiais (5)
  • Aplicar metodologia de amostragem
  • Coletar amostra conforma normas
  • Preparar amostra conforme normas
  • Preservar a amostra conforme especificações e procedimentos
  • Efetuar descarte ou reaproveitamento da amostra conforme procedimentos estabelecidos
D Trabalhar segundo normas de segurança, saúde e meio ambiente (10)
  • Cumprir legislação e normas pertinentes
  • Utilizar equipamentos de proteção individual estabelecidos em normas
  • Atuar na prevenção de acidentes
  • Manter a organização, limpeza e higiene no local de trabalho
  • Manusear os materiais de análise, aplicando normas de segurança
  • Conduzir análises para auxiliar no controle de emissões do processo
  • Aplicar procedimentos de descarte e segregação de resíduos de laboratório
  • Pesquisar métodos de recuperação, reciclagem e reaproveitamento de resíduos industriais
  • Otimizar métodos de tratamentos de resíduos industriais
  • Minimizar impactos ambientais indesejáveis
E Controlar a qualidade (7)
  • Aplicar métodos e técnicas normalizadas de análises e ensaios
  • Controlar a qualidade da matéria-prima
  • Controlar a qualidade de produtos em processos
  • Controlar a qualidade do produto acabado
  • Interpretar o resultado
  • Emitir os relatórios
  • Empregar estatística e metrologia de nível básico
F Participar do sistema da qualidade da empresa (6)
  • Atuar no processo de melhoria contínua
  • Atender aos procedimentos definidos pelo sistema de garantia da qualidade
  • Atualizar normas de procedimentos internos de análise, ensaio, processos e produtos
  • Colaborar nas auditorias internas e externas da qualidade
  • Monitorar qualidade dos fornecedores
  • Verificar a metodologia de ensaio
G Colaborar no desenvolvimento de metodologias de análises (8)
  • Pesquisar normas e métodos atuais de análise
  • Testar novas metodologias e procedimentos
  • Elaborar procedimentos e instruções de trabalho
  • Revisar procedimentos e análises
  • Otimizar metodologias de análises
  • Padronizar procedimentos de análises
  • Validar metodologia de análise
  • Implementar metodologias de análise
H Participar no desenvolvimento de novos produtos e fornecedores (6)
  • Coletar as características exigidas dos novos produtos
  • Realizar testes no desenvolvimento de novos produtos
  • Organizar a produção em escala e lote-piloto
  • Monitorar resultados dos testes dos novos produtos
  • Auxiliar na especificação de produtos
  • Participar na avaliação de novos fornecedores
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Atuar com criatividade
  • Agir com iniciativa
  • Ler manuais técnicos em idioma estrangeiro
  • Aplicar recursos de informática como usuário
  • Otimizar custos do laboratório
  • Atuar com responsabilidade técnica
  • Atuar como facilitador e multiplicador
  • Trabalhar em equipe
  • Respeitar a opinião dos outros
  • Comprometer-se com os resultados da empresa

Sinônimos oficiais (7)

Auxiliar de laboratorista (indústria)Laboratorista - exclusive análises clínicasLaboratorista de ensaios mecânicosLaboratorista de ensaios químicosLaboratorista industrialLaboratorista químicoLaboratorista têxtil

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3011-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico de laboratório industrial?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.546 por mês, considerando as 6.642 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.727 (10% menores) a R$ 4.324 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.042 (RAIS 2024), 58.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico de laboratório industrial?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 7.018 admissões contra 6.983 desligamentos, saldo de +35 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico de laboratório industrial?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de açúcar em bruto (CNAE 1071600), com 10,7% das admissões e mediana de R$ 2.133. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico de laboratório industrial?

3011-05 (família 3011 — Técnicos de laboratório industrial). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar de laboratorista (indústria), Laboratorista - exclusive análises clínicas, Laboratorista de ensaios mecânicos, Laboratorista de ensaios químicos, Laboratorista industrial, Laboratorista químico, Laboratorista têxtil — todos usam o mesmo código 3011-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico de laboratório industrial?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3011: Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação técnica de ensino médio na área de atuação. O exercício pleno das ocupações se dá após três a quatro anos de experiência.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico de laboratório industrial?

A taxa é de 19,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (20,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3011-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3011-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3011-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1071600), o RAT é 3%.

A profissão de técnico de laboratório industrial é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 3011 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (21 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3011:

  • Abratec / Testin
  • Cabot Brasil Indústria e Comércio Ltda.
  • Campion Papel e Celulose Ltda.
  • Concremat Engenharia e Tecnologia S.A.
  • Engenharia e Pesquisas Tecnológicas S.A. (Ept)
  • Eterbras Tecnologia Industrial Ltda.
  • Fibra S.A.
  • Geral de Concreto S.A.
  • La Falcão Bauer Ltda.
  • Magneti Marelli - Cofap
  • Opp Química S.A.
  • Oxiteno S.A. Indústria e Comércio
  • Petróleo Brasileiro S.A.
  • Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP)
  • Sindicato dos Químicos, Plásticos de Farmaceúticos
  • Sinproquim
  • Skf do Brasil Ltda.
  • Teste Tecnologia d Engenharia Ltda.
  • Wheaton do Brasil S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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