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CBO 2002 Família 3011 R$ 3.583 na admissão +100 postos em 12 meses 77 atividades

CBO 3011-15 — Técnico químico de petróleo

O código 3011-15 identifica a ocupação técnico químico de petróleo na CBO 2002, dentro da família 3011 — Técnicos de laboratório industrial. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um técnico químico de petróleo

Executam ensaios físicos, químicos, metalográficos e biológicos. Garantem a calibração dos equipamentos e realizam amostragem de materiais. Trabalham segundo normas de segurança, saúde e meio ambiente. Controlam a qualidade. Participam do sistema da qualidade da empresa e no desenvolvimento de novos produtos e fornecedores. Colaboram no desenvolvimento de metodologias de análises.

Descrição oficial da família 3011 — Técnicos de laboratório industrial, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em indústrias de extração de petróleo e gás natural, de fabricação de produtos químicos, de metal, têxteis e na construção. Os profissionais são assalariados com carteira assinada. Trabalham de forma individual, sob supervisão permanente, exceto o técnico químico em petróleo que é ocasional. Os profissionais trabalham em ambiente fechado e a céu aberto. O técnico de laboratório de análises físico-químicas (materiais de construção) e o técnico químico em petróleo podem trabalhar em veículos. O horário de trabalho pode ser de turno fixo diurno ou noturno ou, ainda, no regime de rodízio. Em suas atividades, os trabalhadores ficam expostos a materiais tóxicos e inflamáveis; o técnico de laboratório indústrial também fica exposto a altas temperaturas. Trabalho subterrâneo e ruído intenso fazem parte das atividades do técnico de laboratório de análises físico-químicas (materiais de construção), assim como trabalhar em grandes alturas faz parte das atividades do técnico. CONSULTE 3111 - Técnicos químicos.

Recursos de trabalho

Balança analítica; Capelas e exaustor; Cromotógrafo; Destilador desmineralizador; Equipamentos de ensaios físicos (dureza, flexão); Espectrômetro; Estufas, muflas, autoclave; Microcomputador e softwares; Termômetro e densímetro; Vidraria de laboratório.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais

Quanto ganha um técnico químico de petróleo

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.02010% ganham atéR$ 3.583medianaR$ 4.40610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 10.469

Entrada × quem já está

R$ 3.583 ao ser admitido · R$ 10.469 para quem tem vínculo ativo +192,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico químico de petróleo foi de R$ 3.583 — metade das 268 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.020 e os 10% de maior, acima de R$ 4.406.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 10.469, ou seja, 192,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 40 meses.

Considerando a jornada média de 40.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 21,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.583
Por ano (12 salários)R$ 42.996
Por semanaR$ 825
Por hora (40.2h/sem)R$ 21,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.58761,9%
  • Mulheres — R$ 3.57638,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 10.67559,6%
  • Mulheres — R$ 10.03140,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste2.300
  • Sudeste3.551
  • Sul3.538

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
RJ 136 +35 R$ 3.530
SP 92 +37 R$ 3.558

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

327

Desligamentos

227

Saldo

+100

Rotatividade

18,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (+79) saldo negativo · pior: mar/26 (-8)

Em 12 meses houve 327 admissões e 227 desligamentos de técnico químico de petróleo, o que significa que o mercado formal abriu 100 postos de trabalho no período, com rotatividade de 18,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 32,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 59,9% por dispensa sem justa causa, além de 3,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador32,2%
  • Dispensa sem justa causa59,9%
  • Fim de contrato3,5%

Sobre 227 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,3%
  • Pessoa com deficiência1,5%
  • Jovem aprendiz0,3%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro3,4%
  • 1 a 4 empregados1,8%
  • 5 a 9 empregados0,6%
  • 10 a 19 empregados3,7%
  • 20 a 49 empregados5,8%
  • 50 a 99 empregados17,4%
  • 100 a 249 empregados22,3%
  • 250 a 499 empregados9,5%
  • 500 a 999 empregados20,5%
  • 1.000 ou mais empregados15%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico químico de petróleo

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de produtos do refino de petróleo 1921700 · 26,9% das admissões 88 40.3h R$ 3.522 R$ 3.549 R$ 3.576 3% 3
Testes e análises técnicas 7120100 · 22,9% das admissões 75 40.7h R$ 2.797 1% 2
Fabricação de álcool 1931400 · 5,8% das admissões 19 44.6h R$ 2.290 3% 3
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 4,9% das admissões 16 44h R$ 4.400 3% 4
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 3,7% das admissões 12 40.3h R$ 3.846 2% 1
Comércio atacadista de álcool carburante, biodiesel, gasolina e demais derivados de petróleo, exceto lubrificantes, não realizado por transportador retalhista (T.R.R.) 4681801 · 3,4% das admissões 11 3%

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico químico de petróleo

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.242 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

40 meses

No setor público

0,5%

Em empresa do Simples

1,9%

Sexo

  • Homem59,4%
  • Mulher40,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada39,7h/sem
  • Pessoas com deficiência2,7%
  • Jornada parcial0,6%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,6%

Sobre os 1.242 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca56,4%
  • Parda34,7%
  • Preta8,1%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,1%
  • 6º ao 9º ano0,4%
  • Fundamental completo0,4%
  • Médio incompleto0,9%
  • Médio completo41,9%
  • Superior incompleto6,6%
  • Superior completo44%
  • Mestrado4,8%
  • Doutorado0,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto0,3%
  • 6º a 9º ano0,3%
  • Fundamental completo0,9%
  • Médio incompleto1,2%
  • Médio completo50,5%
  • Superior incompleto6,1%
  • Superior completo28,1%
  • Pós-graduação6,4%
  • Mestrado4,3%
  • Doutorado1,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,7%
  • 5 a 9 empregados0,9%
  • 10 a 19 empregados2,3%
  • 20 a 49 empregados4,6%
  • 50 a 99 empregados7,1%
  • 100 a 249 empregados12,7%
  • 250 a 499 empregados13,3%
  • 500 a 999 empregados19,5%
  • 1.000 ou mais empregados39%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação técnica de ensino médio na área de atuação. O exercício pleno das ocupações se dá após três a quatro anos de experiência.

Texto oficial do MTE para a família 3011.

Qual especialização paga mais na família 3011

Todas as ocupações de técnicos de laboratório industrial, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3011-15 Técnico químico de petróleo (esta página) R$ 3.583 R$ 10.469 1.242
3011-10 Técnico de laboratório de análises físico-químicas (materiais de construção) R$ 2.501 R$ 5.549 24.365
3011-05 Técnico de laboratório industrial R$ 2.546 R$ 4.042 26.525

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3011-15.

A Executar ensaios físicos, químicos, metalográficos e biológicos (15)
  • Interpretar normas técnicas de ensaios e especificações
  • Definir metodologia de análise
  • Prover laboratório dos materiais de consumo
  • Preparar materiais e equipamentos para ensaio
  • Selecionar substâncias reagentes
  • Preparar soluções para análise
  • Padronizar soluções para análise
  • Selecionar padrão de análise para calibração
  • Executar a calibração do equipamento para ensaio
  • Executar a análise
  • Registrar resultados
  • Monitorar resultados obtidos em bancada ou analisadores em linha
  • Interpretar resultados da análise conforme especificação
  • Validar resultados obtidos em bancada ou analizadores em linha
  • Informar os resultados da análise
B Garantir a calibração dos equipamentos (10)
  • Aplicar método específico de calibração
  • Definir o tipo de padrão para calibração
  • Selecionar prestadores de serviços de calibração
  • Efetuar a calibração de equipamentos
  • Registrar dados de calibração
  • Aplicar normas e critérios de aceitação de calibração
  • Interpretar resultados em relação ao padrão
  • Realizar manutenção e reparo nos equipamentos
  • Solicitar manutenção e reparo nos equipamentos
  • Monitorar validade de calibração de equipamentos
C Realizar amostragem de materiais (5)
  • Aplicar metodologia de amostragem
  • Coletar amostra conforma normas
  • Preparar amostra conforme normas
  • Preservar a amostra conforme especificações e procedimentos
  • Efetuar descarte ou reaproveitamento da amostra conforme procedimentos estabelecidos
D Trabalhar segundo normas de segurança, saúde e meio ambiente (10)
  • Cumprir legislação e normas pertinentes
  • Utilizar equipamentos de proteção individual estabelecidos em normas
  • Atuar na prevenção de acidentes
  • Manter a organização, limpeza e higiene no local de trabalho
  • Manusear os materiais de análise, aplicando normas de segurança
  • Conduzir análises para auxiliar no controle de emissões do processo
  • Aplicar procedimentos de descarte e segregação de resíduos de laboratório
  • Pesquisar métodos de recuperação, reciclagem e reaproveitamento de resíduos industriais
  • Otimizar métodos de tratamentos de resíduos industriais
  • Minimizar impactos ambientais indesejáveis
E Controlar a qualidade (7)
  • Aplicar métodos e técnicas normalizadas de análises e ensaios
  • Controlar a qualidade da matéria-prima
  • Controlar a qualidade de produtos em processos
  • Controlar a qualidade do produto acabado
  • Interpretar o resultado
  • Emitir os relatórios
  • Empregar estatística e metrologia de nível básico
F Participar do sistema da qualidade da empresa (6)
  • Atuar no processo de melhoria contínua
  • Atender aos procedimentos definidos pelo sistema de garantia da qualidade
  • Atualizar normas de procedimentos internos de análise, ensaio, processos e produtos
  • Colaborar nas auditorias internas e externas da qualidade
  • Monitorar qualidade dos fornecedores
  • Verificar a metodologia de ensaio
G Colaborar no desenvolvimento de metodologias de análises (8)
  • Pesquisar normas e métodos atuais de análise
  • Testar novas metodologias e procedimentos
  • Elaborar procedimentos e instruções de trabalho
  • Revisar procedimentos e análises
  • Otimizar metodologias de análises
  • Padronizar procedimentos de análises
  • Validar metodologia de análise
  • Implementar metodologias de análise
H Participar no desenvolvimento de novos produtos e fornecedores (6)
  • Coletar as características exigidas dos novos produtos
  • Realizar testes no desenvolvimento de novos produtos
  • Organizar a produção em escala e lote-piloto
  • Monitorar resultados dos testes dos novos produtos
  • Auxiliar na especificação de produtos
  • Participar na avaliação de novos fornecedores
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Atuar com criatividade
  • Agir com iniciativa
  • Ler manuais técnicos em idioma estrangeiro
  • Aplicar recursos de informática como usuário
  • Otimizar custos do laboratório
  • Atuar com responsabilidade técnica
  • Atuar como facilitador e multiplicador
  • Trabalhar em equipe
  • Respeitar a opinião dos outros
  • Comprometer-se com os resultados da empresa

Sinônimos oficiais (4)

Analista de laboratório químico (petróleo)Analista químico (petróleo)Técnico de análise de óleos e graxasTécnico de laboratório de análises físico-químicas (petróleo)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3011-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico químico de petróleo?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.583 por mês, considerando as 268 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.020 (10% menores) a R$ 4.406 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 10.469 (RAIS 2024), 192.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico químico de petróleo?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 327 admissões contra 227 desligamentos, saldo de +100 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico químico de petróleo?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de produtos do refino de petróleo (CNAE 1921700), com 26,9% das admissões e mediana de R$ 3.549. A lista completa dos 6 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico químico de petróleo?

3011-15 (família 3011 — Técnicos de laboratório industrial). A CBO reconhece também os títulos: Analista de laboratório químico (petróleo), Analista químico (petróleo), Técnico de análise de óleos e graxas, Técnico de laboratório de análises físico-químicas (petróleo) — todos usam o mesmo código 3011-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico químico de petróleo?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3011: Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação técnica de ensino médio na área de atuação. O exercício pleno das ocupações se dá após três a quatro anos de experiência.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3011-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3011-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3011-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1921700), o RAT é 3%.

A profissão de técnico químico de petróleo é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 3011 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (21 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3011:

  • Abratec / Testin
  • Cabot Brasil Indústria e Comércio Ltda.
  • Campion Papel e Celulose Ltda.
  • Concremat Engenharia e Tecnologia S.A.
  • Engenharia e Pesquisas Tecnológicas S.A. (Ept)
  • Eterbras Tecnologia Industrial Ltda.
  • Fibra S.A.
  • Geral de Concreto S.A.
  • La Falcão Bauer Ltda.
  • Magneti Marelli - Cofap
  • Opp Química S.A.
  • Oxiteno S.A. Indústria e Comércio
  • Petróleo Brasileiro S.A.
  • Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP)
  • Sindicato dos Químicos, Plásticos de Farmaceúticos
  • Sinproquim
  • Skf do Brasil Ltda.
  • Teste Tecnologia d Engenharia Ltda.
  • Wheaton do Brasil S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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