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CBO 2002 Família 2345 R$ 9.484 na admissão +1.262 postos em 12 meses 145 atividades

CBO 2345-20 — Professor de ensino superior na área de prática de ensino

O código 2345-20 identifica a ocupação professor de ensino superior na área de prática de ensino na CBO 2002, dentro da família 2345 — Professores na área de formação pedagógica do ensino superior. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha15 seções

O que faz um professor de ensino superior na área de prática de ensino

Ensinam, articulando o processo de ensino-aprendizagem na formação de profissionais da educação; planejam atividades relativas a cursos e pesquisas; realizam pesquisas científicas sobre o campo educacional; supervisionam formação pedagógica em estágios; orientam alunos; avaliam o trabalho acadêmico científico; coordenam atividades de ensino, pesquisa e extensão. Produzem material de trabalho; prestam atendimento às demandas da comunidade na área da educação escolar e não-escolar (educação formal e informal); participam de atividades administrativas, atualizam-se na área e comunicam-se oralmente e por escrito.

Descrição oficial da família 2345 — Professores na área de formação pedagógica do ensino superior, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais dessa família ocupacional exercem suas funções em instituições cujas atividades referem-se a ensino superior, cultura e pesquisa. Desenvolvem suas atividades na condição de trabalhadores assalariados, com carteira assinada; organizam-se em equipes de trabalho; atuam com supervisão ocasional, em ambientes fechados e em horários irregulares. Algumas vezes, podem trabalhar em posições desconfortáveis durante períodos de tempo. 305

Recursos de trabalho

Aparelho de TV; Aparelho de videocassete; Cadeiras adequadas ao ensino superior; Computador; Datashow; Gravador; Livros; Quadro-branco (magnetoplan); Retroprojetor; Softwares educacionais.

Notas oficiais da CBO

No mercado de trabalho é comum ocorrerem casos de profissionais que exercem, concomitantemente, funções de professor universitário e pesquisador. Para codificá-los, considerar as atividades principais.

Quanto ganha um professor de ensino superior na área de prática de ensino

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 3.98410% ganham atéR$ 9.484medianaR$ 14.40810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 6.063

Entrada × quem já está

R$ 9.484 ao ser admitido · R$ 6.063 para quem tem vínculo ativo -36,1%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de professor de ensino superior na área de prática de ensino foi de R$ 9.484 — metade das 2.472 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 3.984 e os 10% de maior, acima de R$ 14.408.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 6.063, ou seja, 36,1% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 70 meses.

Considerando a jornada média de 15.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 54,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 9.484
Por ano (12 salários)R$ 113.808
Por semanaR$ 2.183
Por hora (15.5h/sem)R$ 54,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 9.76344,4%
  • Mulheres — R$ 9.35855,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.70344,1%
  • Mulheres — R$ 6.12555,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte10.063
  • Nordeste5.150
  • Sudeste10.587
  • Sul9.062
  • Centro-Oeste13.439

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (9 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MG 3.812 +99 R$ 9.713
SP 3.632 +378 R$ 10.846
PR 1.996 +513 R$ 7.909
SC 938 -599 R$ 10.550
BA 850 +207 R$ 6.659
RJ 416 +93 R$ 8.263
PE 371 +40 R$ 4.744
RS 350 +42 R$ 10.082
DF 326 +90 R$ 13.491

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

15.133

Desligamentos

13.871

Saldo

+1.262

Rotatividade

16,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/25 (+2.611) saldo negativo · pior: dez/25 (-2.775)

Em 12 meses houve 15.133 admissões e 13.871 desligamentos de professor de ensino superior na área de prática de ensino, o que significa que o mercado formal abriu 1.262 postos de trabalho no período, com rotatividade de 16,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 30,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 38,5% por dispensa sem justa causa, além de 28,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador30,9%
  • Dispensa sem justa causa38,5%
  • Fim de contrato28,5%

Sobre 13.871 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial3,4%
  • Contrato intermitente0,3%
  • Pessoa com deficiência0,8%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro3,3%
  • 1 a 4 empregados0,4%
  • 5 a 9 empregados0,5%
  • 10 a 19 empregados2,2%
  • 20 a 49 empregados3,8%
  • 50 a 99 empregados8,7%
  • 100 a 249 empregados26,5%
  • 250 a 499 empregados14%
  • 500 a 999 empregados13,6%
  • 1.000 ou mais empregados27,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata professor de ensino superior na área de prática de ensino

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Educação superior - graduação e pós graduação 8532500 · 39,9% das admissões 6.035 41.8h R$ 6.210 R$ 9.737 R$ 11.070 1% 2
Educação superior - graduação 8531700 · 30,1% das admissões 4.559 42.5h R$ 6.652 R$ 8.121 R$ 11.304 1% 2
Atividades de apoio à educação, exceto caixas escolares 8550302 · 20% das admissões 3.021 44.8h R$ 8.140 2% 2
Educação superior - pós graduação e extensão 8533300 · 2,6% das admissões 394 40.2h R$ 10.618 R$ 12.175 R$ 14.437 1% 2
Outras atividades de ensino não especificadas anteriormente 8599699 · 1,8% das admissões 275 41.9h R$ 4.774 R$ 5.183 R$ 10.592 2% 2
Ensino fundamental 8513900 · 1,2% das admissões 177 44h R$ 2.200 1% 2
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 0,6% das admissões 85 2% 1
Ensino médio 8520100 · 0,5% das admissões 82 1% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como professor de ensino superior na área de prática de ensino

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 83.942 vínculos

Idade mediana

45 anos

Tempo de casa

70 meses

No setor público

41,6%

Em empresa do Simples

1,8%

Sexo

  • Homem44,1%
  • Mulher55,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada31,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,9%
  • Jornada parcial2,6%
  • Contrato intermitente0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos20,1%

Sobre os 83.942 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca62,8%
  • Parda31,7%
  • Preta4,3%
  • Amarela0,9%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo51,4%
  • Mestrado27,4%
  • Doutorado21,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Médio completo1,3%
  • Superior incompleto0,5%
  • Superior completo12,4%
  • Pós-graduação35,4%
  • Mestrado33,7%
  • Doutorado16,6%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,1%
  • 5 a 9 empregados0,3%
  • 10 a 19 empregados1,2%
  • 20 a 49 empregados3,1%
  • 50 a 99 empregados5,5%
  • 100 a 249 empregados17,7%
  • 250 a 499 empregados16%
  • 500 a 999 empregados15,8%
  • 1.000 ou mais empregados40,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de professor de ensino superior na área de prática de ensino

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

1

CAT no período

68

Idade média no acidente

46 anos

Foram 68 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo professor de ensino superior na área de prática de ensino nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 1 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 58,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 33,8% de trajeto (no deslocamento) e 7,4% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto33,8%
  • Típico58,8%
  • Doença7,4%

Parte do corpo atingida

  • Articulação do tornozelo10,3%
  • Dedo8,8%
  • Ombro8,8%
  • Pé (exceto artelhos)8,8%
  • Sistema nervoso7,4%

Natureza da lesão

  • Fratura26,5%
  • Distensão, torção16,2%
  • Lesão imediata13,2%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)10,3%
  • Luxação8,8%

Agente causador

  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas13,2%
  • Ser vivo, NIC8,8%
  • Motocicleta, motoneta7,4%
  • Piso de edifício - superfície utilizada para sustentar pessoas7,4%
  • Agente do acidente inexistente5,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 5 7,4% 5.476
S93 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé 3 4,4% 5.476
Z73.0 — Esgotamento 3 4,4% 1.184
S61 — Ferimento do punho e da mão 2 2,9% 3.531
F31 — Transtorno afetivo bipolar 2 2,9% 968
S42.2 — Fratura da extremidade superior do úmero 2 2,9% 11.388

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Educação superior - graduação e pós graduação) tem RAT 1% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

Os ocupações requerem, no mínimo, o ensino superior completo, sendo importante a posse de títulos de pós-graduação ou especialização na área. É comum o ingresso e a progressão na carreira por intermédio de concursos, principalmente, na área pública. Dos titulares das ocupações espera-se que tenham experiência anterior de, pelo menos, cinco anos.

Texto oficial do MTE para a família 2345.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Pedagogia 1,27× 887.695 103.474 82,6% 14,7%

Quantos se formam × quantas vagas abrem

Formam-se 103.474 pessoas por ano nos cursos associados a essa família, enquanto o mercado formal abriu 1.262 postos líquidos em 12 meses — cerca de 82 formados por vaga nova. O saldo líquido não é o total de oportunidades (há também a reposição de quem sai), mas a razão dá a ordem de grandeza da pressão de entrada na carreira.

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

No serviço público federal

Portal da Transparência · remuneração básica bruta · 6 competências

Cargo federal correspondente P25 Mediana P75 Jornada
Professor do Magistério Superior524.093 contracheques · SIAPE R$ 13.754 R$ 16.923 R$ 23.334 DEDICACAO EXCLUSIVA

A mediana no cargo federal (Professor do Magistério Superior) é R$ 16.923 contra R$ 6.063 de quem atua na ocupação no mercado formal — uma diferença de +179,1%. Antes de concluir, compare a jornada: cargos da saúde no serviço público têm jornadas de 20, 24, 36 e 40 horas, e o valor por hora muda tudo.

Remuneração básica bruta mensal, sem gratificação natalina, férias ou eventuais. Usamos mediana e quartis porque a média é distorcida pelos cargos de topo sujeitos ao teto constitucional. O Portal da Transparência identifica o servidor por cargo/carreira definido em lei, não por CBO — a correspondência entre cargo e ocupação é curadoria nossa.

Qual especialização paga mais na família 2345

Todas as ocupações de professores na área de formação pedagógica do ensino superior, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2345-05 Professor de ensino superior na área de didática R$ 7.921 R$ 13.860 179.401
2345-15 Professor de ensino superior na área de pesquisa educacional R$ 8.429 R$ 12.636 7.027
2345-20 Professor de ensino superior na área de prática de ensino (esta página) R$ 9.484 R$ 6.063 83.942
2345-10 Professor de ensino superior na área de orientação educacional R$ 8.363 R$ 5.394 85.688

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2345-20.

A Ensinar, articulando o processo de ensino-aprendizagem na formação de profissionais da educação (15)
  • Proporcionar situações de ensino-aprendizagem diversificadas aos alunos
  • Promover situações de ensino-aprendizagem a partir de fontes diversificadas de conhecimento
  • Desenvolver situações de ensino-aprendizagem, com base na heterogeniedade dos alunos
  • Discutir com alunos as diferentes teorias e práticas do campo educacional
  • Discutir as práticas pedagógicas dos alunos
  • Problematizar a realidade educacional, para produção de novos conhecimentos
  • Sistematizar conteúdos
  • Desenvolver atividades interativas
  • Desenvolver habilidades na relação ensino-aprendizagem
  • Desenvolver atitudes na relação ensino-aprendizagem
  • Problematizar a realidade educacional, para orientação de práticas pedagógicas
  • Discutir abordagens metodológicas, na elaboração de pesquisa educacional
  • Analisar pesquisas educacionais
  • Orientar a elaboração de pesquisas dos alunos
  • Analisar implicações do uso de novas tecnologias de informação e comunicação, em situações de ensino
B Realizar pesquisas científicas sobre o campo educacional (11)
  • Elaborar projetos de pesquisas científicas, individualmente e em grupo
  • Prever fontes de financiamento
  • Constituir grupos de pesquisa
  • Treinar auxiliares de pesquisa
  • Realizar revisão da literatura na área
  • Coletar dados e materiais para pesquisa
  • Sistematizar dados e materiais de pesquisa
  • Analisar dados e materiais de pesquisa
  • Redigir relatórios de pesquisa
  • Redigir publicações científicas
  • Divulgar resultados de pesquisas
C Atualizar-se na área (11)
  • Estudar a produção científica da área
  • Estudar diferentes formas de comunicação
  • Estudar implicações do uso de tecnologias de informação e comunicação, em situações de ensino
  • Estudar formas de interação presentes nas situações semipresenciais e virtuais de educação
  • Participar de atividades culturais
  • Estudar a legislação educacional
  • Participar de congressos e eventos científicos
  • Realizar cursos de formação acadêmica (especialização, mestrado, doutorado etc.)
  • Estudar propostas e políticas educacionais
  • Estudar a constituição de profissões no campo educacional
  • Estudar outros idiomas
D Planejar atividades relativas a cursos e pesquisas (13)
  • Elaborar programas e cronogramas
  • Planejar aulas
  • Planejar pesquisas
  • Planejar estágios
  • Desenvolver propostas de avaliação
  • Planejar a produção de materiais didáticos
  • Prever a utilização de recursos para o trabalho pedagógico
  • Planejar os ambientes de aprendizagem
  • Planejar eventos e seminários
  • Planejar projetos de intervenção pedagógica
  • Planejar projetos de extensão
  • Planejar visitas a instituições, para pesquisa e observação da prática pedagógica
  • Planejar utilização de novas tecnologias de informação e comunicação, em situações de ensino
E Supervisionar formação pedagógica em estágios (8)
  • Acompanhar experiências dos alunos em contextos de aprendizagem escolar e não escolar
  • Orientar a reflexão sobre a prática educativa dos alunos nos estágios
  • Supervisionar desenvolvimento de projetos de intervenção em realidades educacionais (escolar ou não)
  • Mapear campos para estágio
  • Orientar alunos sobre campos de estágio
  • Supervisionar a elaboração de planos e projetos de estágio
  • Mediar a relação do estagiário com a instituição
  • Supervisionar a elaboração de relatórios de estágio dos alunos
F Orientar alunos (8)
  • Orientar os alunos sobre procedimentos teórico-metodológicos
  • Atender alunos, individualmente e em grupo
  • Indicar fontes e procedimentos para o desenvolvimento do trabalho
  • Orientar o planejamento do cronograma de trabalho dos alunos
  • Ler textos e relatórios produzidos pelos alunos
  • Orientar os projetos de pesquisa para a obtenção de títulos acadêmicos
  • Orientar monitores
  • Orientar alunos de iniciação científica
G Avaliar o trabalho acadêmico científico (18)
  • Avaliar o desenvolvimento das aulas
  • Avaliar o desempenho dos alunos
  • Auto-avaliar-se
  • Avaliar cursos
  • Avaliar currículos e propostas pedagógicas
  • Avaliar planos de ação pedagógica
  • Avaliar projetos de pesquisa
  • Avaliar a própria prática de pesquisa
  • Atribuir notas e conceitos
  • Avaliar material didático
  • Avaliar o andamento e o resultado das prestações de serviços
  • Avaliar projetos de extensão
  • Avaliar trabalhos científicos
  • Colaborar em comissões de avaliação
  • Avaliar currículos de alunos
  • Avaliar políticas educacionais
  • Utilizar diferentes instrumentos de avaliação
  • Discutir resultados de avaliação
H Coordenar atividades de ensino, pesquisa e extensão (11)
  • Coordenar cursos
  • Coordenar projetos pedagógicos
  • Coordenar pesquisas
  • Coordenar estágios
  • Coordenar grupos de pesquisa
  • Coordenar equipes de trabalho
  • Coordenar convênios
  • Coordenar reuniões
  • Coordenar projetos de extensão
  • Coordenar eventos
  • Coordenar áreas, disciplinas e turmas
I Produzir material de trabalho (12)
  • Produzir planos de cursos e de aulas
  • Produzir textos para uso pedagógico
  • Produzir instrumentos de avaliação
  • Produzir artigos para divulgação
  • Organizar coletâneas
  • Produzir transparências
  • Produzir vídeos
  • Produzir cartazes
  • Produzir hipertextos
  • Integrar equipe para o desenvolvimento de homepage
  • Integrar equipe para o desenvolvimento de softwares e materiais mediáticos
  • Organizar publicações
J Prestar atendimento às demandas da comunidade, na área da educação escolar e não escolar (13)
  • Realizar eventos
  • Prestar consultoria em ensino, pesquisa e extensão sobre a prática pedagógica
  • Prestar assessoria a órgãos públicos
  • Programar cursos para atendimento a demandas externas
  • Ministrar cursos para atendimento às demandas externas
  • Elaborar pareceres
  • Proferir palestras
  • Atuar em debates
  • Atuar em banca examinadora docente e discente
  • Atuar no processo de seleção de alunos e professores
  • Elaborar projetos de extensão
  • Atuar em projetos de extensão
  • Atuar em comissões editoriais
K Participar de atividades administrativas (9)
  • Participar de comissões
  • Participar de colegiados
  • Gerenciar convênios
  • Gerenciar projetos
  • Exercer cargos de representação
  • Exercer cargos de direção
  • Preencher relatórios de atividades
  • Participar de reuniões
  • Sugerir composição de bancas examinadoras
Y Comunicar-se (6)
  • Dialogar com os alunos
  • Dialogar com os professores da instituição
  • Dialogar com as entidades representativas
  • Estabelecer relações com instituições e organizações da sociedade
  • Estabelecer relações com as instâncias hierárquicas da instituição
  • Estabelecer relações com os órgãos de fomento
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Dominar a língua portuguesa
  • Trabalhar com diferentes formas de interação humana
  • Participar de associações científicas
  • Dominar conhecimentos básicos de outros idiomas
  • Participar de associações de classe
  • Trabalhar em equipe
  • Compromissar-se social e politicamente
  • Analisar os problemas da realidade brasileira
  • Demonstrar postura ética
  • Demonstrar postura crítica

Sinônimos oficiais (7)

Docente do ensino superior na área de prática de ensinoProfessor de ensino superior na área de estágio supervisionadoProfessor de ensino superior na área de prática de ensino e estágio supervisionadoProfessor de prática de ensino (ensino superior)Professor universitário de estágio supervisionadoProfessor universitário de metodologia do ensinoProfessor universitário na área de prática de ensino

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2345-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um professor de ensino superior na área de prática de ensino?

A mediana do salário de admissão é R$ 9.484 por mês, considerando as 2.472 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 3.984 (10% menores) a R$ 14.408 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 6.063 (RAIS 2024), 36.1% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando professor de ensino superior na área de prática de ensino?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 15.133 admissões contra 13.871 desligamentos, saldo de +1.262 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata professor de ensino superior na área de prática de ensino?

A atividade econômica que mais contratou foi Educação superior - graduação e pós graduação (CNAE 8532500), com 39,9% das admissões e mediana de R$ 9.737. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de professor de ensino superior na área de prática de ensino?

2345-20 (família 2345 — Professores na área de formação pedagógica do ensino superior). A CBO reconhece também os títulos: Docente do ensino superior na área de prática de ensino, Professor de ensino superior na área de estágio supervisionado, Professor de ensino superior na área de prática de ensino e estágio supervisionado, Professor de prática de ensino (ensino superior), Professor universitário de estágio supervisionado, Professor universitário de metodologia do ensino, Professor universitário na área de prática de ensino — todos usam o mesmo código 2345-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser professor de ensino superior na área de prática de ensino?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2345: Os ocupações requerem, no mínimo, o ensino superior completo, sendo importante a posse de títulos de pós-graduação ou especialização na área. É comum o ingresso e a progressão na carreira por intermédio de concursos, principalmente, na área pública. Dos titulares das ocupações espera-se que tenham experiência anterior de, pelo menos, cinco anos. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Pedagogia, com 1,27 candidatos por vaga no presencial.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de professor de ensino superior na área de prática de ensino?

A taxa é de 1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é articulação do tornozelo (10,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

Quanto ganha professor de ensino superior na área de prática de ensino no serviço público federal?

No cargo federal correspondente (Professor do Magistério Superior), a remuneração básica bruta mediana é R$ 16.923, com jornada predominante de dedicacao exclusiva — dados do Portal da Transparência (6 competências de 2026). Isso é 179.1% acima da mediana do setor privado na mesma ocupação. O valor não inclui gratificação natalina, férias nem eventuais.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2345-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2345-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2345-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8532500), o RAT é 1%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2345:

  • Fundação São Paulo- Pontifícia Universidade Católica (PUC)
  • Universidade de São Paulo (USP)
  • Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc)
  • Universidade Federal de Mato Grosso (Ufmt)
  • Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR)
  • Universidade Federal do Amazonas
  • Universidade Metodista de São Paulo (Umesp)
  • Universidade São Francisco (São Paulo)
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação de Desenvolvimento da Unicamp - Funcamp
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