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CBO 2002 Família 2124 R$ 7.501 na admissão +4.119 postos em 12 meses 79 atividades

CBO 2124-05 — Analista de desenvolvimento de sistemas

O código 2124-05 identifica a ocupação analista de desenvolvimento de sistemas na CBO 2002, dentro da família 2124 — Analistas de tecnologia da informação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um analista de desenvolvimento de sistemas

Desenvolvem e implantam sistemas informatizados dimensionando requisitos e funcionalidade dos sistemas, especificando sua arquitetura, escolhendo ferramentas de desenvolvimento, especificando programas, codificando aplicativos. Administram ambiente informatizado, prestam suporte técnico ao cliente, elaboram documentação técnica. Estabelecem padrões, coordenam projetos, oferecem soluções para ambientes informatizados e pesquisam tecnologias em informática.

Descrição oficial da família 2124 — Analistas de tecnologia da informação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Exercem suas atividades em qualquer setor da atividade econômica, tais como a indústria, o comércio, os serviços, a agropecuária ou a administração pública. Podem trabalhar em empresas públicas ou privadas, em geral de médio e grande portes. Seu trabalho se desenvolve, majoritariamente em equipe, de forma cooperativa, com supervisão ocasional. Não há predominância de um tipo de vínculo de trabalho: os profissionais podem ser assalariados ou trabalhador por conta própria e trabalham em período diurno.

Recursos de trabalho

Acesso à rede e internet e e-mail; acesso ao Sgbd; Ambiente de Desenvolvimento (conjunto de Software); Ar-condicionado; Dispositivos de armazenamento de dados; Equipamento multimídia; Estação de trabalho; Linha telefônica; Mobiliário ergonômico; Periféricos

Quanto ganha um analista de desenvolvimento de sistemas

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.80210% ganham atéR$ 7.501medianaR$ 15.01210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 9.350

Entrada × quem já está

R$ 7.501 ao ser admitido · R$ 9.350 para quem tem vínculo ativo +24,7%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de analista de desenvolvimento de sistemas foi de R$ 7.501 — metade das 69.794 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.802 e os 10% de maior, acima de R$ 15.012.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 9.350, ou seja, 24,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 30 meses.

Considerando a jornada média de 41.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 41,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 7.501
Por ano (12 salários)R$ 90.012
Por semanaR$ 1.726
Por hora (41.6h/sem)R$ 41,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 7.72179%
  • Mulheres — R$ 6.51821%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 9.59678,3%
  • Mulheres — R$ 8.47921,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte4.540
  • Nordeste5.088
  • Sudeste7.898
  • Sul6.593
  • Centro-Oeste7.570

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 39.207 +2.293 R$ 8.083
MG 6.438 +274 R$ 6.447
RJ 4.315 +247 R$ 7.028
PR 3.594 -660 R$ 5.593
RS 3.287 +467 R$ 7.521
DF 3.106 +295 R$ 8.256
SC 3.047 +135 R$ 7.187
PE 1.963 +514 R$ 5.323
ES 1.215 +457 R$ 8.251
CE 992 +36 R$ 6.586

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

71.302

Desligamentos

67.183

Saldo

+4.119

Rotatividade

23,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (+1.199) saldo negativo · pior: fev/26 (-336)

Em 12 meses houve 71.302 admissões e 67.183 desligamentos de analista de desenvolvimento de sistemas, o que significa que o mercado formal abriu 4.119 postos de trabalho no período, com rotatividade de 23,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 49,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 45,7% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador49,5%
  • Dispensa sem justa causa45,7%
  • Fim de contrato2,6%

Sobre 67.183 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,3%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Pessoa com deficiência1,4%
  • Jovem aprendiz0,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro4,2%
  • 1 a 4 empregados2%
  • 5 a 9 empregados2,2%
  • 10 a 19 empregados3,8%
  • 20 a 49 empregados7,6%
  • 50 a 99 empregados8%
  • 100 a 249 empregados15,1%
  • 250 a 499 empregados12,5%
  • 500 a 999 empregados12,5%
  • 1.000 ou mais empregados32,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata analista de desenvolvimento de sistemas

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Desenvolvimento de programas de computador sob encomenda 6201501 · 21,7% das admissões 15.473 41.2h R$ 5.380 R$ 8.423 R$ 12.022 2
Consultoria em tecnologia da informação 6204000 · 9,9% das admissões 7.061 41h R$ 4.003 R$ 7.039 R$ 10.045 2% 2
Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador não customizáveis 6203100 · 8,6% das admissões 6.098 41.2h R$ 4.843 R$ 7.769 R$ 11.756 1% 2
Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis 6202300 · 6,5% das admissões 4.656 41.2h R$ 3.596 R$ 6.347 R$ 9.533 2% 2
Suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação 6209100 · 5,3% das admissões 3.772 41h R$ 3.586 R$ 7.022 R$ 10.520 2% 2
Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 5,1% das admissões 3.621 42.7h R$ 5.055 R$ 8.527 R$ 12.032 2% 1
Bancos múltiplos, com carteira comercial 6422100 · 4,5% das admissões 3.232 42.1h R$ 6.954 R$ 10.870 R$ 16.049 3% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,3% das admissões 1.646 42.7h R$ 3.770 R$ 6.754 R$ 11.069 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como analista de desenvolvimento de sistemas

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 282.365 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

30 meses

No setor público

4,4%

Em empresa do Simples

4,5%

Sexo

  • Homem78,3%
  • Mulher21,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,2h/sem
  • Pessoas com deficiência2,1%
  • Jornada parcial0,3%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos4,5%

Sobre os 282.365 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca65%
  • Parda26,6%
  • Preta5,9%
  • Amarela2,4%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo97%
  • Mestrado2,6%
  • Doutorado0,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Fundamental completo0,1%
  • Médio incompleto0,4%
  • Médio completo10,8%
  • Superior incompleto18,8%
  • Superior completo55%
  • Pós-graduação13%
  • Mestrado1,4%
  • Doutorado0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1,4%
  • 5 a 9 empregados1,7%
  • 10 a 19 empregados2,9%
  • 20 a 49 empregados6,4%
  • 50 a 99 empregados7,3%
  • 100 a 249 empregados13,8%
  • 250 a 499 empregados12,5%
  • 500 a 999 empregados15,5%
  • 1.000 ou mais empregados38,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de analista de desenvolvimento de sistemas

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

2,5

CAT no período

563

Idade média no acidente

36 anos

Foram 563 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo analista de desenvolvimento de sistemas nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 2,5 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 30,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 58,6% de trajeto (no deslocamento) e 11,2% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto58,6%
  • Típico30,2%
  • Doença11,2%

Parte do corpo atingida

  • Partes múltiplas10,8%
  • Articulação do tornozelo7,3%
  • Dedo6,9%
  • Braço (entre o punho e o ombro)6,2%
  • Pé (exceto artelhos)6%

Natureza da lesão

  • Fratura21,3%
  • Lesão imediata13,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)13,7%
  • Distensão, torção9,8%
  • Doença, NIC8,5%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta17,1%
  • Veículo, NIC10,8%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas10,8%
  • Veículo rodoviário motorizado9,3%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas7,1%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 30 5,3% 5.476
Z73.0 — Esgotamento 25 4,4% 1.184
S80.0 — Contusão do joelho 15 2,7% 1.225
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 11 2% 1.358
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 11 2% 3.531
T14.9 — Traumatismo não especificado 10 1,8% 796

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

Para o exercício profissional dessas ocupações, requer-se curso superior completo, em nível de bacharelado ou tecnologia. Podem, também, obter formação específica por meio de cursos de qualificação, com carga horária entre duzentas e quatrocentas horas. A experiência profissional prévia requerida dos titulares para o exercício pleno das atividades é de um a dois anos, incluindo o tempo de estágio. Em função da inovação tecnológica, a permanência no mercado de trabalho requer atualização contínua dos profissionais.

Texto oficial do MTE para a família 2124.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Sistemas de informação 1,92× 420.479 61.827 62,5% 15,1%
Ciência da computação 2,74× 127.190 10.607 29% 29,4%
Engenharia de software 1,92× 69.832 3.081 62,4% 9,7%
Sistemas para internet 1,56× 15.718 2.325 51,9% 52,5%

Quantos se formam × quantas vagas abrem

Formam-se 77.840 pessoas por ano nos cursos associados a essa família, enquanto o mercado formal abriu 4.119 postos líquidos em 12 meses — cerca de 18,9 formados por vaga nova. O saldo líquido não é o total de oportunidades (há também a reposição de quem sai), mas a razão dá a ordem de grandeza da pressão de entrada na carreira.

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

Qual especialização paga mais na família 2124

Todas as ocupações de analistas de tecnologia da informação, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2124-25 Arquiteto de soluções de tecnologia da informação R$ 14.175 R$ 15.604 6.402
2124-05 Analista de desenvolvimento de sistemas (esta página) R$ 7.501 R$ 9.350 282.365
2124-15 Analista de sistemas de automação R$ 5.007 R$ 6.580 11.062
2124-30 Analista de testes de tecnologia da informação R$ 6.014 R$ 6.314 14.267
2124-10 Analista de redes e de comunicação de dados R$ 4.255 R$ 5.809 50.607
2124-20 Analista de suporte computacional R$ 3.008 R$ 4.090 107.789

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2124-05.

A Desenvolver sistemas de tecnologia da informação (10)
  • Levantar necessidades do cliente/usuário
  • Dimensionar requisitos e funcionalidade dos sistemas
  • Levantar fontes de dados
  • Especificar a arquitetura dos sistemas
  • Escolher ferramentas de desenvolvimento e/ou de testes
  • Modelar dados
  • Especificar aplicativos e sistemas
  • Montar protótipo dos sistemas
  • Codificar programas
  • Implantar sistemas
B Administrar ambiente de tecnologia da informação (5)
  • Identificar falhas nos sistemas
  • Corrigir falhas nos sistemas
  • Administrar perfil de acesso às informações
  • Realizar auditoria de sistemas
  • Realizar revisões técnicas
C Prestar suporte técnico ao cliente/usuário (9)
  • Orientar cliente/usuário
  • Consultar documentação técnica
  • Consultar fontes alternativas de informações
  • Realizar simulações em ambiente controlado
  • Acionar suporte de terceiros
  • Instalar software e aplicativos e/ou drivers
  • Configurar software e/ou sistemas operacionais
  • Atender chamados/tickets (incidentes)
  • Controlar chamados dos clientes/usuários
D Elaborar documentação de sistemas de tecnologia da informação (5)
  • Descrever processos (fluxo de atividades)
  • Elaborar diagramas (caso de uso, fluxo de dados, mapa de site etc.)
  • Elaborar dicionário de dados
  • Elaborar manuais do sistema
  • Elaborar especificação técnica
E Estabelecer padrões para ambiente de tecnologia da informação (5)
  • Estabelecer padrões de software
  • Definir requisitos técnicos para contratação de produtos e serviços
  • Definir nomenclatura padrão
  • Definir padrões de interface com cliente/usuário
  • Definir metodologias a serem adotadas
F Projetar soluções de tecnologia da informação (8)
  • Identificar necessidade do cliente
  • Negociar alternativas com clientes ou fornecedores
  • Adequar soluções a necessidade do cliente
  • Apresentar alternativas de solução
  • Propor mudanças de processos e metodologias
  • Elaborar propostas técnicas
  • Divulgar solução
  • Identificar riscos
G Pesquisar inovações em tecnologia da informação (7)
  • Pesquisar padrões, técnicas e ferramentas disponíveis no mercado
  • Avaliar novas tecnologias
  • Construir ambiente de teste
  • Analisar funcionalidade do produto
  • Comparar alternativas tecnológicas
  • Avaliar desempenho do produto
  • Divulgar novas tecnologias
H Elaborar planejamento e execução de testes (3)
  • Elaborar caso de testes
  • Preparar massa de dados
  • Testar sistemas
Y Comunicar-se (11)
  • Registrar ocorrências
  • Elaborar relátorios técnicos
  • Emitir pareceres técnicos
  • Elaborar estudos de viabilidade técnica e/ou econômica
  • Divulgar documentação
  • Divulgar utilização de novos padrões
  • Participar de fóruns de discussão
  • Prestar consultoria técnica
  • Interagir com áreas afins
  • Fornecer subsídios para recursos humanos
  • Disseminar conhecimento
Z Demonstrar competências pessoais (16)
  • Demonstrar capacidade de raciocínio abstrato
  • Demonstrar capacidade de criatividade
  • Demonstrar capacidade de raciocínio lógico
  • Demonstrar capacidade de síntese
  • Demonstrar capacidade de senso analítico
  • Demonstrar capacidade de concentração
  • Demonstrar capacidade de flexibilidade
  • Demonstrar capacidade de antecipar cenário futuro
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar capacidade de iniciativa
  • Demonstrar capacidade de memorização
  • Demonstrar empatia com público-alvo
  • Demonstrar capacidade de trabalhar sob pressão
  • Demonstrar capacidade de organização
  • Demonstrar capacidade de proatividade
  • Demonstrar capacidade de resiliência

Sinônimos oficiais (10)

Analista de desenvolvimento de softwareAnalista de sistemasAnalista de sistemas webConsultor de sistemas de tiConsultor de tecnologia da informaçãoDesenvolvedor de tiEspecialista de sistemas de tiTecnólogo em análise de desenvolvimento de sistemaTecnólogo em processamento de dadosTecnólogo em sistemas para internet

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2124-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um analista de desenvolvimento de sistemas?

A mediana do salário de admissão é R$ 7.501 por mês, considerando as 69.794 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.802 (10% menores) a R$ 15.012 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 9.350 (RAIS 2024), 24.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando analista de desenvolvimento de sistemas?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 71.302 admissões contra 67.183 desligamentos, saldo de +4.119 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata analista de desenvolvimento de sistemas?

A atividade econômica que mais contratou foi Desenvolvimento de programas de computador sob encomenda (CNAE 6201501), com 21,7% das admissões e mediana de R$ 8.423. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de analista de desenvolvimento de sistemas?

2124-05 (família 2124 — Analistas de tecnologia da informação). A CBO reconhece também os títulos: Analista de desenvolvimento de software, Analista de sistemas, Analista de sistemas web, Consultor de sistemas de ti, Consultor de tecnologia da informação, Desenvolvedor de ti, Especialista de sistemas de ti, Tecnólogo em análise de desenvolvimento de sistema, entre outros — todos usam o mesmo código 2124-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser analista de desenvolvimento de sistemas?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2124: Para o exercício profissional dessas ocupações, requer-se curso superior completo, em nível de bacharelado ou tecnologia. Podem, também, obter formação específica por meio de cursos de qualificação, com carga horária entre duzentas e quatrocentas horas. A experiência profissional prévia requerida dos titulares para o exercício pleno das atividades é de um a dois anos, incluindo o tempo de estágio. Em função da inovação tecnológica, a permanência no mercado de trabalho requer atualização contínua dos profissionais. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Sistemas de informação, com 1,92 candidatos por vaga no presencial.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de analista de desenvolvimento de sistemas?

A taxa é de 2,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é partes múltiplas (10,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2124-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2124-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2124-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (24 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2124:

  • Banco Santander do Brasil
  • Banco Sudameris Brasil S.A.
  • Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa)
  • Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig)
  • Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg)
  • Ibm Brasil Indústria de Máquinas E Serviços Ltda.
  • S.A. Estado de Minas
  • Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro)
  • Sociedade Educacional de Santa Catarina
  • Tba Informática
  • Terra Networks S.A.
  • Tivit Tecnologia da Informação S.a.
  • Totvs S. A.
  • Unicid - Universidade Cidade de São Paulo
  • 182 Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. (Usiminas)
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP glossário
  • Plataforma: infraestrutura de hardware e software.
  • Sistema: linguagem, ferramentas, etc. Conjunto que manipula as informações.
  • SGBD: Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados.
  • CPD: Centro de Processamento de Dados.
  • Ambiente: software + hardware + rede + sistema operacional.
  • Codificar: transformar linguagem usual em linguagem computacional.
  • Arquitetura do sistema: estrutura/escopo do sistema.
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