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CBO 2002 Família 9151 R$ 3.169 na admissão +34 postos em 12 meses 65 atividades

CBO 9151-05 — Técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão

O código 9151-05 identifica a ocupação técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão na CBO 2002, dentro da família 9151 — Técnicos em manutenção e reparação de instrumentos de medição e precisão. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão

Reparam equipamentos e instrumentos de medição; realizam testes de funcionamento em equipamentos e instrumentos de medição; ajustam e adaptam equipamentos e instrumentos em função de projetos e elaboram documentação técnica. As atividades são desenvolvidas em conformidade com normas e procedimentos técnicos, de qualidade e segurança.

Descrição oficial da família 9151 — Técnicos em manutenção e reparação de instrumentos de medição e precisão, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em empresas de transporte aéreo, extração de petróleo e gás natural, fabricação de máquinas e equipamentos, em empresas de metalurgia básica e em empresas que prestam serviços de manutenção de hidrômetros a empresas de captação e distribuição de águas, dentre outras. São empregados com vínculo formal, registrados em carteira, que se organizam de forma individual, no trabalho, sob supervisão ocasional. Atuam no período diurno em locais fechados, sujeitos ao trabalho em grandes alturas e expostos a baixas e altas temperaturas, ruídos e materiais tóxicos.

Recursos de trabalho

Alicates; Furadeiras; Instrumentos de medição; Jogo de chaves combinadas (fixa e estrela); Jogo de chaves (fenda, fenda-cruzada e Allen); Lacradores; Lapidadora; Martelos; Microcomputador e periféricos; Padrões para calibração. 551

Quanto ganha um técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.72210% ganham atéR$ 3.169medianaR$ 5.07410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.846

Entrada × quem já está

R$ 3.169 ao ser admitido · R$ 4.846 para quem tem vínculo ativo +52,9%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão foi de R$ 3.169 — metade das 1.357 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.722 e os 10% de maior, acima de R$ 5.074.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.846, ou seja, 52,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 32 meses.

Considerando a jornada média de 43.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 17,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.169
Por ano (12 salários)R$ 38.028
Por semanaR$ 729
Por hora (43.5h/sem)R$ 17,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.11691,1%
  • Mulheres — R$ 3.3308,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.97394,4%
  • Mulheres — R$ 3.5565,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte3.459
  • Nordeste3.176
  • Sudeste3.368
  • Sul2.295
  • Centro-Oeste1.883

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 404 -11 R$ 3.054
RJ 149 +39 R$ 4.220
MG 138 -54 R$ 3.625
PE 110 +41 R$ 3.156
BA 109 -14 R$ 4.450
ES 91 -6 R$ 3.829
PR 52 +15 R$ 2.550
DF 46 +0 R$ 1.829
RS 42 +3 R$ 2.241
PA 40 -10 R$ 3.491

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

1.401

Desligamentos

1.367

Saldo

+34

Rotatividade

37%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+47) saldo negativo · pior: fev/26 (-48)

Em 12 meses houve 1.401 admissões e 1.367 desligamentos de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão, o que significa que o mercado formal abriu 34 postos de trabalho no período, com rotatividade de 37% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 33,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 55,7% por dispensa sem justa causa, além de 8,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador33,1%
  • Dispensa sem justa causa55,7%
  • Fim de contrato8,8%

Sobre 1.367 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente1,6%
  • Pessoa com deficiência0,1%
  • Jovem aprendiz0,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro11,3%
  • 1 a 4 empregados13,4%
  • 5 a 9 empregados9,9%
  • 10 a 19 empregados9%
  • 20 a 49 empregados11,3%
  • 50 a 99 empregados4,7%
  • 100 a 249 empregados8,3%
  • 250 a 499 empregados4,9%
  • 500 a 999 empregados6,3%
  • 1.000 ou mais empregados21%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Obras de montagem industrial 4292802 · 10,6% das admissões 148 44h R$ 3.319 R$ 3.485 R$ 4.839 3% 4
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 6,8% das admissões 95 44h R$ 2.325 R$ 3.583 R$ 4.081 3% 3
Comércio a varejo de peças e acessórios novos para veículos automotores 4530703 · 5,8% das admissões 81 43.6h R$ 1.736 R$ 2.018 R$ 2.410 2% 2
Manutenção e reparação de aparelhos e instrumentos de medida, teste e controle 3312102 · 5,6% das admissões 78 43.9h R$ 1.830 R$ 2.167 R$ 3.200 2% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 4,4% das admissões 61 42.1h R$ 1.769 R$ 2.919 R$ 2.972 3% 1
Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 4221902 · 3,9% das admissões 55 44h R$ 5.009 R$ 5.053 R$ 5.098 3% 4
Serviços de instalação, manutenção e reparação de acessórios para veículos automotores 4520007 · 3,3% das admissões 46 43.9h R$ 1.729 R$ 1.881 R$ 2.531 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 3,1% das admissões 44 43.5h R$ 3.550 R$ 4.250 R$ 5.200 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.696 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

32 meses

No setor público

1,4%

Em empresa do Simples

28,6%

Sexo

  • Mulher5,6%
  • Homem94,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,9%
  • Contrato intermitente2,7%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,5%

Sobre os 3.696 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca47,6%
  • Parda43,9%
  • Preta7,6%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,6%
  • 5º ano completo0,5%
  • 6º ao 9º ano1,2%
  • Fundamental completo3,2%
  • Médio incompleto4%
  • Médio completo74,2%
  • Superior incompleto4,8%
  • Superior completo11,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,3%
  • 6º a 9º ano1,3%
  • Fundamental completo2,1%
  • Médio incompleto3,1%
  • Médio completo78,7%
  • Superior incompleto4,4%
  • Superior completo9,2%
  • Pós-graduação0,6%
  • Mestrado0,1%
  • Doutorado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados12,6%
  • 5 a 9 empregados8,2%
  • 10 a 19 empregados7,7%
  • 20 a 49 empregados8,6%
  • 50 a 99 empregados7,8%
  • 100 a 249 empregados12,2%
  • 250 a 499 empregados9,2%
  • 500 a 999 empregados13,6%
  • 1.000 ou mais empregados20,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

16,2

CAT no período

49

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

36 anos

Foram 49 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 16,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 63,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 36,7% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto36,7%
  • Típico63,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo10,2%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)8,2%
  • Membros inferiores, NIC8,2%
  • Partes múltiplas8,2%
  • Ombro6,1%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata18,4%
  • Fratura14,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)14,3%
  • Outras lesões, NIC14,3%
  • Distensão, torção12,2%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta19,1%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas12,8%
  • Veículo rodoviário motorizado8,5%
  • Agua - usar quando o4,3%
  • Piso de veiculo - superfície utilizada para sustentar pessoas4,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
T30.2 — Queimadura de segundo grau, parte do corpo não especificada 3 6,1% 639
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 6,1% 5.476
S92.4 — Fratura do hálux 2 4,1% 15.618
S61.8 — Ferimento de outras partes do punho e da mão 2 4,1% 3.531
S42.0 — Fratura da clavícula 2 4,1% 11.388
S30.0 — Contusão do dorso e da pelve 1 2% 125

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Obras de montagem industrial) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 16,2 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer, no mínimo, escolaridade de nível médio e curso profissionalizante superior a quatrocentas horas/aula, ou curso técnico profissionalizante. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 9151.

Qual especialização paga mais na família 9151

Todas as ocupações de técnicos em manutenção e reparação de instrumentos de medição e precisão, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
9151-05 Técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão (esta página) R$ 3.169 R$ 4.846 3.696
9151-10 Técnico em manutenção de hidrômetros R$ 2.288 R$ 3.904 312
9151-15 Técnico em manutenção de balanças R$ 2.324 R$ 3.097 677

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 9151-05.

A Reparar equipamentos e instrumentos de medição (15)
  • Orientar-se pelas instruções de trabalho
  • Selecionar ferramentas
  • Desmontar equipamentos e instrumentos de medição
  • Limpar equipamentos e instrumentos de medição
  • Identificar defeitos e falhas em equipamentos e instrumentos de medição
  • Especificar peças de reposição
  • Selecionar peças e componentes
  • Recuperar peças de equipamentos e instrumentos de medição
  • Fabricar ferramentas e peças específicas para reparação
  • Desenvolver gabaritos
  • Substituir componentes mecânicos e eletrônicos
  • Lubrificar componentes
  • Descontaminar hidrômetros e manômetros
  • Montar equipamentos e instrumentos de medição
  • Efetuar acabamento em gabinetes, carcaças e flanges de equipamentos e instrumentos de medição
B Realizar testes de funcionamento em equipamentos e instrumentos de medição (6)
  • Interpretar normas
  • Testar fidelidade de instrumentos de medida de massa
  • Testar repetibilidade de medições
  • Testar histerese de equipamentos e instrumentos de medição
  • Testar protótipos
  • Verificar desvios da indicação de instrumentos de medição em relação ao padrão
C Ajustar equipamentos e instrumentos de medição (8)
  • Verificar tolerância de equipamentos e instrumentos de medição
  • Selecionar padrões para calibração
  • Calibrar equipamentos e instrumentos de medição
  • Comparar valores de massa padrão com indicações do instrumento de medição
  • Interpretar unidades de medida
  • Converter unidades de referência em unidades de medição correlacionadas
  • Instalar equipamentos e instrumentos de medição
  • Lacrar equipamentos e instrumentos de medição
D Adequar equipamentos e instrumentos de medição em função de projetos (6)
  • Interpretar desenhos de diagramas
  • Especificar equipamentos e instrumentos de medição
  • Montar protótipos
  • Normalizar protótipos
  • Implementar correções em projetos
  • Orientar clientes quanto às condições de instalações e uso de equipamentos e instrumentos de medição
E Elaborar documentação técnica (6)
  • Elaborar instruções de reparos
  • Emitir relatórios de equipamentos e instrumentos de medição fora das especificações
  • Registrar nível de temperatura e teor de umidade do ambiente
  • Emitir laudos técnicos
  • Emitir certificados de funcionamento e calibração de equipamentos e instrumentos de medição
  • Registrar alterações implementadas no projeto
F Trabalhar com segurança (11)
  • Interagir com o setor de segurança do trabalho de empresas (cliente)
  • Identificar locais de riscos de acidentes
  • Isolar áreas de riscos de acidentes
  • Utilizar equipamentos de proteção individual
  • Organizar o local de trabalho
  • Remover equipamentos e instrumentos de medição
  • Acondicionar materiais para descarte
  • Selecionar materiais para reciclagem
  • Embalar equipamentos e instrumentos de medição
  • Transportar equipamentos e instrumentos de medição
  • Cumprir normas de segurança do trabalho e de empresas (clientes)
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • Demonstrar criatividade
  • Agir com paciência
  • Dar provas de habilidade psicomotora
  • Manter atenção concentrada
  • Manter relacionamento interpessoal
  • Demonstrar acuidade visual e auditiva
  • Manter asseio pessoal
  • Demonstrar fluência verbal
  • Autocontrolar-se
  • Interpretar textos técnicos em outros idiomas
  • Demonstrar competência no treinamento de novos funcionários
  • Demonstrar capacidade de adaptação
  • Responsabilizar-se

Sinônimos oficiais (2)

Instrumentista de laboratório (manutenção)Técnico instrumentista (manutenção de instrumentos de medição e precisão)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 9151-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.169 por mês, considerando as 1.357 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.722 (10% menores) a R$ 5.074 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.846 (RAIS 2024), 52.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.401 admissões contra 1.367 desligamentos, saldo de +34 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão?

A atividade econômica que mais contratou foi Obras de montagem industrial (CNAE 4292802), com 10,6% das admissões e mediana de R$ 3.485. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão?

9151-05 (família 9151 — Técnicos em manutenção e reparação de instrumentos de medição e precisão). A CBO reconhece também os títulos: Instrumentista de laboratório (manutenção), Técnico instrumentista (manutenção de instrumentos de medição e precisão) — todos usam o mesmo código 9151-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 9151: O exercício dessas ocupações requer, no mínimo, escolaridade de nível médio e curso profissionalizante superior a quatrocentas horas/aula, ou curso técnico profissionalizante. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão?

A taxa é de 16,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (10,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é T30.2 — queimadura de segundo grau, parte do corpo não especificada. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 9151-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 9151-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 9151-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4292802), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 9151:

  • Absi Indústria e Comércio Ltda.
  • Aferitec Comprovações Metrológicas e Comércio Ltda.
  • Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica
  • Balanças Brasil Ltda.
  • Centro de Serviços de Automação PID Ltda.
  • Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia - Conder
  • Companhia Siderúrgica de Tubarão (Cst)
  • Exata e Precisa Ltda. (Microlíder)
  • J. Antonio Vitrais Indústria e Comércio ME
  • Labmetro Comercial e Técnica Ltda.
  • Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (LAO-sp)
  • Norberto Mischi & Companhia Ltda.
  • Padrão Tecnologia em Balanças e Comércio Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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