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CBO 2002 Família 9144 R$ 2.901 na admissão -56 postos em 12 meses 106 atividades

CBO 9144-10 — Mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves

O código 9144-10 identifica a ocupação mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves na CBO 2002, dentro da família 9144 — Mecânicos de manutenção de veículos automotores. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves

Elaboram planos de manutenção; realizam manutenções de motores, sistemas e partes de veículos automotores. Substituem peças, reparam e testam desempenho de componentes e sistemas de veículos. Trabalham em conformidade com normas e procedimentos técnicos, de qualidade, de segurança e de preservação do meio ambiente.

Descrição oficial da família 9144 — Mecânicos de manutenção de veículos automotores, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em empresas de transporte terrestre, de venda, manutenção e reparo de veículos, de aluguel de veículos, máquinas e equipamentos, dentre outras. São empregados com registro em carteira. Geralmente executam o trabalho de forma individual, sob supervisão ocasional. Trabalham em locais fechados ou abertos, em horários diurnos, em rodízio de turnos e em horários irregulares. Algumas das atividades são executadas em posições desconfortáveis, com exposição a ruídos e a materiais tóxicos.

Recursos de trabalho

Alicates; Chaves de aperto de parafusos e porcas sextavadas; Chaves de fenda, Phillips e torxs; Chaves pneumáticas; Elevadores; Escaner para injeção; Lâmpada de ponto; Martelos, marreta; Morsa; Prensa.

Quanto ganha um mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.82910% ganham atéR$ 2.901medianaR$ 4.50210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.701

Entrada × quem já está

R$ 2.901 ao ser admitido · R$ 3.701 para quem tem vínculo ativo +27,6%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves foi de R$ 2.901 — metade das 2.640 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.829 e os 10% de maior, acima de R$ 4.502.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.701, ou seja, 27,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 26 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 15,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.901
Por ano (12 salários)R$ 34.812
Por semanaR$ 668
Por hora (43.8h/sem)R$ 15,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.90998,7%
  • Mulheres — R$ 2.5131,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.71099,2%
  • Mulheres — R$ 3.0250,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.500
  • Nordeste2.333
  • Sudeste3.100
  • Sul2.991
  • Centro-Oeste2.287

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 999 +27 R$ 3.231
RS 308 -25 R$ 2.644
MG 295 -26 R$ 3.005
PR 219 +14 R$ 3.502
SC 171 -2 R$ 3.142
MT 108 -7 R$ 2.258
GO 98 -10 R$ 2.467
RJ 95 -3 R$ 2.300
PE 66 +21 R$ 2.813
CE 47 +0 R$ 2.057

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

2.661

Desligamentos

2.717

Saldo

-56

Rotatividade

40,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+39) saldo negativo · pior: dez/25 (-108)

Em 12 meses houve 2.661 admissões e 2.717 desligamentos de mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves, o que significa que o mercado formal fechou 56 postos de trabalho no período, com rotatividade de 40,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 38,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 50,3% por dispensa sem justa causa, além de 7,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador38,6%
  • Dispensa sem justa causa50,3%
  • Fim de contrato7,2%

Sobre 2.717 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,3% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro7,9%
  • 1 a 4 empregados11,2%
  • 5 a 9 empregados10,3%
  • 10 a 19 empregados11,2%
  • 20 a 49 empregados15,3%
  • 50 a 99 empregados9,1%
  • 100 a 249 empregados15,6%
  • 250 a 499 empregados12%
  • 500 a 999 empregados2,9%
  • 1.000 ou mais empregados4,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Aluguel de outras máquinas e equipamentos comerciais e industriais não especificados anteriormente, sem operador 7739099 · 20,3% das admissões 539 44h R$ 2.290 R$ 2.564 R$ 3.325 3% 1
Manutenção e reparação de máquinas, equipamentos e aparelhos para transporte e elevação de cargas 3314708 · 8,9% das admissões 238 44h R$ 2.843 R$ 3.531 R$ 4.037 3% 3
Comércio a varejo de peças e acessórios novos para veículos automotores 4530703 · 6,4% das admissões 170 44h R$ 1.913 R$ 2.536 R$ 3.219 2% 2
Serviços de manutenção e reparação mecânica de veículos automotores 4520001 · 5,5% das admissões 147 44h R$ 1.743 R$ 2.100 R$ 3.017 3% 3
Comércio atacadista de máquinas e equipamentos para uso industrial; partes e peças 4663000 · 5,4% das admissões 143 43.8h R$ 3.275 R$ 3.650 R$ 4.050 2% 3
Comércio atacadista de outras máquinas e equipamentos não especificados anteriormente; partes e peças 4669999 · 4,7% das admissões 124 43.1h R$ 3.019 R$ 4.034 R$ 4.289 2% 3
Carga e descarga 5212500 · 2,6% das admissões 68 44h R$ 3.325 R$ 3.592 R$ 4.425 3% 3
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 2,4% das admissões 63 43.9h R$ 2.194 R$ 2.810 R$ 3.585 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 6.722 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

26 meses

No setor público

1,1%

Em empresa do Simples

31,3%

Sexo

  • Homem99,1%
  • Mulher0,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,5h/sem
  • Pessoas com deficiência1%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 6.722 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca51,1%
  • Parda40,3%
  • Preta7,4%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,1%
  • Até o 5º ano incompleto1,4%
  • 5º ano completo1,1%
  • 6º ao 9º ano3,3%
  • Fundamental completo7,6%
  • Médio incompleto7,4%
  • Médio completo74,6%
  • Superior incompleto1,8%
  • Superior completo2,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,6%
  • 5º ano completo0,6%
  • 6º a 9º ano2,7%
  • Fundamental completo5,3%
  • Médio incompleto6,7%
  • Médio completo79,8%
  • Superior incompleto2,4%
  • Superior completo1,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados11,1%
  • 5 a 9 empregados10,7%
  • 10 a 19 empregados11%
  • 20 a 49 empregados17%
  • 50 a 99 empregados10,5%
  • 100 a 249 empregados13,7%
  • 250 a 499 empregados14,6%
  • 500 a 999 empregados4,6%
  • 1.000 ou mais empregados6,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

51,6

CAT no período

274

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

35 anos

Foram 274 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 51,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 82,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 16,8% de trajeto (no deslocamento) e 1,1% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico82,1%
  • Trajeto16,8%
  • Doença1,1%

Parte do corpo atingida

  • Dedo28,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos)11,7%
  • Pé (exceto artelhos)8%
  • Cabeça, NIC5,1%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)5,1%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata19,7%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)18,6%
  • Fratura18,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)15,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)7,3%

Agente causador

  • Empilhadeira18,2%
  • Veículo, NIC6,6%
  • Metal - inclui liga4,4%
  • Veículo rodoviário motorizado4,4%
  • Máquina, NIC4,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 15 5,5% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 14 5,1% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 10 3,6% 1.634
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 6 2,2% 5.476
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 6 2,2% 1.358
S61 — Ferimento do punho e da mão 6 2,2% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Aluguel de outras máquinas e equipamentos comerciais e industriais não especificados anteriormente, sem operador) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 51,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas atividades requer-se ensino fundamental completo e curso profissionalizante em mecânica de manutenção de veículos automotores superior a quatrocentas horas/aula e cursos básicos de noções de eletricidade e eletrônica. O pleno exercício das atividades ocorre após três ou quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 9144.

Qual especialização paga mais na família 9144

Todas as ocupações de mecânicos de manutenção de veículos automotores, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
9144-10 Mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves (esta página) R$ 2.901 R$ 3.701 6.722
9144-20 Mecânico de manutenção de tratores R$ 2.513 R$ 3.674 6.332
9144-25 Mecânico de veículos automotores a diesel (exceto tratores) R$ 2.568 R$ 3.480 62.013
9144-05 Mecânico de manutenção de automóveis, motocicletas e veículos similares R$ 2.009 R$ 2.431 213.456
9144-15 Mecânico de manutenção de motocicletas R$ 1.773 R$ 1.978 12.628

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 9144-10.

A Elaborar plano de manutenção (10)
  • Diagnosticar falhas de funcionamento do veículo
  • Interpretar desenhos e normas técnicas
  • Preencher ordem de serviço
  • Orçar serviços manuais e por computador
  • Estimar tempo de execução
  • Preencher requisição de material
  • Identificar o trabalho a ser realizado
  • Confirmar plano de manutenção com o cliente
  • Avaliar satisfação do cliente
  • Orientar o cliente no uso correto do veículo
B Realizar manutenção de motores, sistemas e partes do veículo (26)
  • Selecionar ferramental de acordo com o trabalho
  • Remover o motor do veículo
  • Efetuar limpeza geral
  • Desmontar o motor
  • Conferir peças no recebimento
  • Controlar dimensional das peças
  • Enviar peças para retificação
  • Instalar motor no veículo
  • Montar motor
  • Ajustar válvulas no motor
  • Identificar tipos de transmissão e funcionamento
  • Remover sistemas de transmissão
  • Efetuar ajustes de montagem na transmissão
  • Limpar filtros de transmissão
  • Instalar sistemas de transmissão no veículo
  • Ajustar componentes mecânicos elétricos e hidráulicos
  • Regular freios
  • Sangrar sistema de freios
  • Drenar filtros da linha de alimentação
  • Interpretar diagramas eletroeletrônicos
  • Regular sistema de ignição e injeção
  • Ajustar cubos de rodas
  • Balancear rodas
  • Lubrificar articulações da suspensão
  • Alinhar sistema de direção
  • Substituir braços do sistema
C Substituir peças dos diversos sistemas (23)
  • Trocar peças com defeito de fabricação
  • Trocar peças desgastadas pelo tempo de uso
  • Substituir agregados (compressor, alternador, bomba d'água etc.)
  • Trocar filtros e lubrificantes
  • Substituir agregados da suspensão
  • Trocar peças do sistema de escapamento
  • Trocar fluidos hidráulicos
  • Trocar sistema de embreagem
  • Desmontar sistema de transmissão
  • Trocar válvula injetora
  • Trocar componentes eletroeletrônicos
  • Trocar amortecedores
  • Trocar molas
  • Trocar tensores
  • Trocar válvulas pneumáticas
  • Trocar buchas
  • Trocar terminais esféricos (pivôs)
  • Trocar rolamentos de rodas
  • Trocar componentes da unidade hidráulica
  • Trocar radiadores
  • Trocar sensores térmicos
  • Trocar mangueiras, correias e polias
  • Trocar vedantes de óleo e água
D Reparar componentes e sistemas de veículos (15)
  • Reparar sistema de arrefecimento
  • Reparar sistema de sobrealimentação
  • Reparar sistema de escapamento
  • Reparar bomba de combustível
  • Reparar válvula injetora (diesel)
  • Reparar bomba injetora
  • Reparar sistema de carga e partida
  • Reparar bomba hidráulica da direção
  • Reparar caixa de direção
  • Reparar chassis
  • Reparar unidade hidráulica
  • Reparar bomba d'água
  • Reparar sistema elétrico
  • Realizar manutenção da bomba hidráulica
  • Realizar manutenção do compressor de ar
E Testar desempenho de componentes e sistemas de veículos (13)
  • Testar desempenho do motor em dinamômetro
  • Testar motor no veículo
  • Testar sistema de transmissão no veículo
  • Efetuar testes hidráulicos e pneumáticos
  • Testar circuitos eletroeletrônicos
  • Verificar funcionamento da alavanca e cabo de freios
  • Testar pressão de alimentação e vazão
  • Verificar condições da tubulação e tanque de combustível
  • Testar estanqueidade do sistema de alimentação
  • Testar sistema eletroeletrônico do freio abs
  • Realizar teste de funcionamento do sistema de arrefecimento
  • Realizar teste de emissão de poluentes
  • Verificar condições de funcionamento dos componentes do freio
F Realizar o trabalho com segurança (5)
  • Identificar áreas de risco
  • Descartar peças, componentes, fluidos e lubrificantes, segundo normas ambientais
  • Consultar recomendações de segurança contidas nos manuais e nos veículos
  • Vestir equipamentos de proteção individual
  • Trabalhar com atenção seletiva
Z Demonstrar competências pessoais (14)
  • Manter o local de trabalho organizado
  • Manter-se atualizado profissionalmente
  • Estabelecer vínculos de confiança entre o cliente e a empresa
  • Interpretar termos técnicos em língua estrangeira
  • Realizar o trabalho de modo eficiente
  • Trabalhar com responsabilidade
  • Manter relacionamento interpessoal
  • Trabalhar em equipe
  • Cumprir compromissos assumidos
  • Comunicar-se com clareza verbal e por escrito
  • Identificar sons no ambiente
  • Coordenar braços e pernas
  • Demonstrar destreza manual
  • Demonstrar orientação espacial

Sinônimos oficiais (3)

Mecânico de empilhadeiraMecânico de manutenção de máquinas agrícolas (tratores)Reparador de empilhadeiras

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 9144-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.901 por mês, considerando as 2.640 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.829 (10% menores) a R$ 4.502 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.701 (RAIS 2024), 27.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.661 admissões contra 2.717 desligamentos, saldo de -56 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves?

A atividade econômica que mais contratou foi Aluguel de outras máquinas e equipamentos comerciais e industriais não especificados anteriormente, sem operador (CNAE 7739099), com 20,3% das admissões e mediana de R$ 2.564. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves?

9144-10 (família 9144 — Mecânicos de manutenção de veículos automotores). A CBO reconhece também os títulos: Mecânico de empilhadeira, Mecânico de manutenção de máquinas agrícolas (tratores), Reparador de empilhadeiras — todos usam o mesmo código 9144-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 9144: Para o exercício dessas atividades requer-se ensino fundamental completo e curso profissionalizante em mecânica de manutenção de veículos automotores superior a quatrocentas horas/aula e cursos básicos de noções de eletricidade e eletrônica. O pleno exercício das atividades ocorre após três ou quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves?

A taxa é de 51,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (28,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 9144-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 9144-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 9144-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7739099), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (20 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 9144:

  • Brasilwagem Comércio de Veículos Ltda.
  • Case Brasil e Companhia
  • Cibrapar Veículos Ltda.
  • Companhia São Geraldo de Viação Ltda.
  • Comstar Veículos
  • Disbrasa - Distribuidora Brasileira de Veículos Ltda.
  • Dukadam Comércio de Pneus Peças Ltda.
  • Empiauto Comércio e Serviços Ltda.
  • 548 Empilhadril - Locação e Manutenção de Empilhadeiras Ltda.
  • Expresso Itamarati Ltda.
  • Moto Remaza Distribuidora de Peças Ltda.
  • Movicarga Locação de Bens Ltda.
  • Mutti Motos Ltda.
  • Retifort Indústria e Comércio Ltda.
  • Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios (Sindirepa)
  • Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores
  • Sopave S.A. ABC
  • Toyota do Brasil - Nippokar Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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