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CBO 2002 Família 8131 R$ 2.638 na admissão +95 postos em 12 meses 96 atividades

CBO 8131-30 — Técnico de operação (química, petroquímica e afins)

O código 8131-30 identifica a ocupação técnico de operação (química, petroquímica e afins) na CBO 2002, dentro da família 8131 — Operadores de processos das indústrias de transformação de produtos químicos, petroquímicos e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um técnico de operação (química, petroquímica e afins)

Realizam interfaces de turnos de trabalho, programam atividades de produção e monitoram funcionamento de equipamentos e sistemas. Controlam parâmetros do processo produtivo, operam suas etapas e movimentam materiais e insumos. Transformam polímeros em produtos intermediários ou finais e realizam manutenção de primeiro nível. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8131 — Operadores de processos das indústrias de transformação de produtos químicos, petroquímicos e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos químicos e de artigos de borracha e plástico como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão permanente de técnicos ou engenheiros e no sistema de rodízio de turnos. Podem trabalhar em ambientes fechados ou a céu aberto, em grandes alturas ou em locais confinados. Em algumas atividades permanecem expostos a materiais tóxicos, ruído intenso, altas temperaturas, radiação e voltagem elevada. 425

Recursos de trabalho

Bombas; Calandras; Compressores; Eletrodos; Empilhadeira; Extrusora; Máquina de alta frequência; Máquina de costura; Silos.

Quanto ganha um técnico de operação (química, petroquímica e afins)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.83010% ganham atéR$ 2.638medianaR$ 4.57410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.335

Entrada × quem já está

R$ 2.638 ao ser admitido · R$ 5.335 para quem tem vínculo ativo +102,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico de operação (química, petroquímica e afins) foi de R$ 2.638 — metade das 753 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.830 e os 10% de maior, acima de R$ 4.574.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.335, ou seja, 102,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 42 meses.

Considerando a jornada média de 43.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.638
Por ano (12 salários)R$ 31.656
Por semanaR$ 607
Por hora (43.3h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.70186,6%
  • Mulheres — R$ 2.52013,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.43389,4%
  • Mulheres — R$ 4.31310,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.241
  • Nordeste2.483
  • Sudeste2.756
  • Sul2.650
  • Centro-Oeste2.360

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (6 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 310 +7 R$ 2.785
RJ 94 +6 R$ 2.894
PR 79 +18 R$ 3.040
ES 47 -1 R$ 2.706
MG 47 +12 R$ 2.381
AM 30 +26 R$ 2.248

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

791

Desligamentos

696

Saldo

+95

Rotatividade

26,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+46) saldo negativo · pior: mar/26 (-15)

Em 12 meses houve 791 admissões e 696 desligamentos de técnico de operação (química, petroquímica e afins), o que significa que o mercado formal abriu 95 postos de trabalho no período, com rotatividade de 26,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 34,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 55,2% por dispensa sem justa causa, além de 7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador34,2%
  • Dispensa sem justa causa55,2%
  • Fim de contrato7%

Sobre 696 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,8% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro6,4%
  • 1 a 4 empregados4,6%
  • 5 a 9 empregados1,4%
  • 10 a 19 empregados8,7%
  • 20 a 49 empregados10,6%
  • 50 a 99 empregados10,2%
  • 100 a 249 empregados19%
  • 250 a 499 empregados18,5%
  • 500 a 999 empregados13,1%
  • 1.000 ou mais empregados7,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico de operação (química, petroquímica e afins)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de cimento 2320600 · 14,2% das admissões 112 44h R$ 2.267 R$ 2.436 R$ 2.675 3% 4
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 7,3% das admissões 58 40.1h R$ 3.513 R$ 3.800 R$ 4.900 2% 2
Navegação de apoio marítimo 5030101 · 5,6% das admissões 44 48.6h R$ 2.694 R$ 6.410 R$ 8.769 3% 3
Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 5,2% das admissões 41 44h R$ 2.511 R$ 2.613 R$ 3.819 2% 1
Descontaminação e outros serviços de gestão de resíduos 3900500 · 4,6% das admissões 36 44h R$ 3.000 2% 3
Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos para uso geral não especificados anteriormente 3314710 · 3,9% das admissões 31 44h R$ 2.292 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 3,7% das admissões 29 43.9h R$ 3.495 3% 1
Atividades auxiliares dos transportes aquaviários não especificadas anteriormente 5239799 · 2,8% das admissões 22 44h R$ 1.621 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico de operação (química, petroquímica e afins)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.663 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

42 meses

No setor público

0,3%

Em empresa do Simples

2,8%

Sexo

  • Homem89,7%
  • Mulher10,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,3h/sem
  • Pessoas com deficiência2%
  • Jornada parcial1,2%
  • Contrato intermitente0,5%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 2.663 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca51,6%
  • Parda36,5%
  • Preta10,8%
  • Amarela1%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,1%
  • Até o 5º ano incompleto0,3%
  • 5º ano completo0,4%
  • 6º ao 9º ano0,9%
  • Fundamental completo2,9%
  • Médio incompleto2,3%
  • Médio completo73,2%
  • Superior incompleto5%
  • Superior completo14,5%
  • Mestrado0,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,3%
  • 6º a 9º ano0,4%
  • Fundamental completo2,3%
  • Médio incompleto3,2%
  • Médio completo73,1%
  • Superior incompleto6,7%
  • Superior completo12,5%
  • Pós-graduação1,4%
  • Mestrado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1,3%
  • 5 a 9 empregados1,1%
  • 10 a 19 empregados4,2%
  • 20 a 49 empregados12,2%
  • 50 a 99 empregados12,1%
  • 100 a 249 empregados16,6%
  • 250 a 499 empregados19,2%
  • 500 a 999 empregados13,2%
  • 1.000 ou mais empregados20,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de técnico de operação (química, petroquímica e afins)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

27

CAT no período

63

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

36 anos

Foram 63 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico de operação (química, petroquímica e afins) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 27 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 68,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 22,2% de trajeto (no deslocamento) e 9,5% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico68,3%
  • Trajeto22,2%
  • Doença9,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo14,3%
  • Mão (exceto punho ou dedos)12,7%
  • Partes múltiplas11,1%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)9,5%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)7,9%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata19%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)14,3%
  • Fratura12,7%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)7,9%
  • Doença, NIC6,3%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta9,8%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas8,2%
  • Veículo rodoviário motorizado8,2%
  • Fogo-chama, material4,9%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC4,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 3 4,8% 1.634
A09.9 — Diarréia e gastroenterite de origem infecciosa presumível 2 3,2% 1
S82.3 — Fratura da extremidade distal da tíbia 2 3,2% 25.350
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 2 3,2% 313
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 2 3,2% 1.358
S61 — Ferimento do punho e da mão 2 3,2% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de cimento) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 27 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso de qualificação profissional com cerca de quatrocentas horas/aula oferecido em centros de treinamento das próprias empresas ou em instituições de formação profissional. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8131.

Qual especialização paga mais na família 8131

Todas as ocupações de operadores de processos das indústrias de transformação de produtos químicos, petroquímicos e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8131-30 Técnico de operação (química, petroquímica e afins) (esta página) R$ 2.638 R$ 5.335 2.663
8131-20 Operador de processo (química, petroquímica e afins) R$ 2.328 R$ 3.844 4.539
8131-10 Operador de calandra (química, petroquímica e afins) R$ 1.981 R$ 3.794 1.196
8131-15 Operador de extrusora (química, petroquímica e afins) R$ 2.319 R$ 3.524 13.837
8131-25 Operador de produção (química, petroquímica e afins) R$ 2.218 R$ 3.523 58.253
8131-05 Cilindrista (petroquímica e afins) R$ 2.513 R$ 3.088 341

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8131-30.

A Realizar interfaces de turno de trabalho (6)
  • Interpretar relatórios de turnos anteriores e instruções operacionais
  • Ler instruções operacionais
  • Identificar atividades prioritárias
  • Inspecionar as instalações
  • Verificar disponibilidade de insumos e matérias-primas
  • Preparar relatório de ocorrência de turno
B Progrmar atividades de produção (5)
  • Consultar o programa de produção
  • Elaborar procedimentos operacionais
  • Solicitar execução de serviços complementares (pintura, limpeza, andaimes)
  • Monitorar índices técnicos (produção, custos, metas e qualidade)
  • Controlar o cumprimento dos índices técnicos
C Monitorar funcionamento de equipamentos e sistemas (7)
  • Preencher listas de verificações preestabelecidas dos equipamentos e sistemas (chek-list)
  • Monitorar vibração e ruído de equipamentos rotativos
  • Conferir níveis de fluidos e temperatura dos equipamentos
  • Identificar vazamentos
  • Identificar não-conformidades
  • Tratar não-conformidades
  • Ajustar condições operacionais dos equipamentos
D Controlar parâmetros do processo produtivo (14)
  • Identificar desvios em relação às condições padrões de operação
  • Ajustar variáveis de controle (pressão, vazão e temperatura)
  • Monitorar os ajustes realizados
  • Testar a consistência das informações dos instrumentos
  • Coletar amostras
  • Avaliar amostras dos produtos
  • Identificar amostras
  • Interpretar análise das amostras laboratoriais
  • Efetuar correções nas variáveis conforme resultados laboratoriais
  • Verificar a validade da calibração dos instrumentos
  • Monitorar a qualidade do produto durante o processo
  • Identificar causas da anomalia
  • Emitir relatório de ocorrência de anomalia
  • Segregar produtos não conformes
E Operar etapas do processo produtivo (8)
  • Efetuar manobras operacionais
  • Acionar equipamentos
  • Condicionar equipamentos para operação
  • Bloquear operação
  • Retirar equipamentos e sistemas de operação
  • Preparar equipamentos para manutenção
  • Dosar materiais para preparação de mistura
  • Alimentar máquinas e equipamentos
F Movimentar materiais e insumos (11)
  • Conferir material e insumos recebidos
  • Separar material a ser movimentado, conforme formulação
  • Selecionar meios para movimentação de materiais e insumos
  • Operar equipamentos de transporte (empilhadeiras, esteiras, pontes e elevadores)
  • Acondicionar materiais, insumos e produtos acabados
  • Retirar amostras dos insumos e produtos recebidos
  • Pesar quantidade dos materiais e insumos
  • Inventariar materiais e insumos
  • Requisitar materiais
  • Remover resíduos
  • Identificar produtos e insumos movimentados
G Transformar polímeros em produtos intermediários ou finais (12)
  • Cortar fios de polímeros
  • Misturar grânulos
  • Medir material para corte
  • Ajustar equipamento de corte
  • Estender material para corte
  • Resfriar matéria-prima
  • Costurar lonas
  • Imprimir marcas e gravuras em produtos
  • Moldar materiais utilizando a matriz
  • Aderir lonas e revestimentos
  • Ajustar trançadeira
  • Reprocessar produtos não conformes
H Realizar serviços de manutenção de primeiro nível (8)
  • Substituir componentes e dispositivos auxiliares
  • Fixar tubulações
  • Instalar e retirar raquetes (dispositivo para bloqueio de fluxo)
  • Substituir juntas de vedação
  • Limpar filtros, telas, peneiras e centrífugas
  • Preparar silos para limpeza
  • Organizar equipamentos
  • Repor níveis de óleo
I Trabalhar com segurança (13)
  • Utilizar equipamento de proteção individual (epi)
  • Sinalizar áreas de risco
  • Registrar incidentes e acidentes
  • Interpretar normas e procedimentos de segurança, saúde e meio ambiente
  • Combater incêndio
  • Emitir permissão de trabalho (documento que orienta a execução para evitar riscos no trabalho)
  • Substituir equipamentos de proteção individual no seu prazo de validade
  • Analisar condições ambientais no trabalho
  • Prestar primeiros-socorros
  • Combater emergências como brigadistas
  • Debater ações de segurança através do dds (05 minutos diários de reunião sobre segurança)
  • Inspecionar equipamentos de proteção coletivos (epc)
  • Conter vazamentos
Z Demonstrar competências pessoais (12)
  • Autocontrolar-se
  • Sociabilizar-se
  • Comunicar-se
  • Desenvolver habilidade para trabalhar em equipe
  • Apresentar sugestões de melhoria dos processos operacionais
  • Manter hábitos de higiene e saúde no local de trabalho
  • Pró-agir
  • Praticar sinergia
  • Autodesenvolver-se
  • Liderar
  • Responsabilizar-se
  • Desenvolver iniciativa

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico de operação (química, petroquímica e afins)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.638 por mês, considerando as 753 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.830 (10% menores) a R$ 4.574 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.335 (RAIS 2024), 102.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico de operação (química, petroquímica e afins)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 791 admissões contra 696 desligamentos, saldo de +95 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico de operação (química, petroquímica e afins)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de cimento (CNAE 2320600), com 14,2% das admissões e mediana de R$ 2.436. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico de operação (química, petroquímica e afins)?

8131-30 (família 8131 — Operadores de processos das indústrias de transformação de produtos químicos, petroquímicos e afins). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico de operação (química, petroquímica e afins)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8131: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso de qualificação profissional com cerca de quatrocentas horas/aula oferecido em centros de treinamento das próprias empresas ou em instituições de formação profissional. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico de operação (química, petroquímica e afins)?

A taxa é de 27 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (14,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S60.0 — contusão de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8131-30?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8131-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8131-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2320600), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8131:

  • Aço Minas Gerais S.A. (Açominas)
  • Blowtec Indústria de Plásticos Ltda.
  • Ciquine-polialden Petroquímica S.A.
  • Dusa Dupont Sabanci Brasil S.A.
  • IPB Indústria de Produtos de Borracha Ltda.
  • MFX do Brasil Equipamentos de Petróleo Ltda.
  • OPP Química S.A.
  • Plasquinor Plástico e Química do Nordeste Ltda.
  • Policarbonatos do Brasil S.A.
  • Politeno Indústria e Comércio S.A.
  • Sansuy S.A.
  • Sindicato da Indústria Petroquímica e de Resinas do Estado da Bahia (Sinper)
  • Sindiplasba - Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado da Bahia
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • 426 Cofic: Comitê de Fomento Industrial de Camaçari - Bahia.
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