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CBO 2002 Família 8131 R$ 2.228 na admissão -2.123 postos em 12 meses 98 atividades

CBO 8131-25 — Operador de produção (química, petroquímica e afins)

O código 8131-25 identifica a ocupação operador de produção (química, petroquímica e afins) na CBO 2002, dentro da família 8131 — Operadores de processos das indústrias de transformação de produtos químicos, petroquímicos e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um operador de produção (química, petroquímica e afins)

Realizam interfaces de turnos de trabalho, programam atividades de produção e monitoram funcionamento de equipamentos e sistemas. Controlam parâmetros do processo produtivo, operam suas etapas e movimentam materiais e insumos. Transformam polímeros em produtos intermediários ou finais e realizam manutenção de primeiro nível. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8131 — Operadores de processos das indústrias de transformação de produtos químicos, petroquímicos e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos químicos e de artigos de borracha e plástico como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão permanente de técnicos ou engenheiros e no sistema de rodízio de turnos. Podem trabalhar em ambientes fechados ou a céu aberto, em grandes alturas ou em locais confinados. Em algumas atividades permanecem expostos a materiais tóxicos, ruído intenso, altas temperaturas, radiação e voltagem elevada. 425

Recursos de trabalho

Bombas; Calandras; Compressores; Eletrodos; Empilhadeira; Extrusora; Máquina de alta frequência; Máquina de costura; Silos.

Quanto ganha um operador de produção (química, petroquímica e afins)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.79510% ganham até R$ 2.228mediana R$ 2.88810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.523

Entrada × quem já está

R$ 2.228 ao ser admitido · R$ 3.523 para quem tem vínculo ativo +58,1%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de produção (química, petroquímica e afins) foi de R$ 2.228 — metade das 23.335 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.795 e os 10% de maior, acima de R$ 2.888.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.523, ou seja, 58,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 37 meses.

Considerando a jornada média de 43 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.228
Por ano (12 salários)R$ 26.736
Por semanaR$ 513
Por hora (43h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.253 66,7%
  • Mulheres — R$ 2.150 33,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.755 80,1%
  • Mulheres — R$ 2.828 19,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.012
  • Nordeste 1.941
  • Sudeste 2.277
  • Sul 2.100
  • Centro-Oeste 2.179

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 13.141 -765 — R$ 2.303 —
SC 2.140 -99 — R$ 2.191 —
MG 1.860 -249 — R$ 1.953 —
PR 1.838 -506 — R$ 1.998 —
RJ 1.245 +17 — R$ 2.167 —
BA 1.020 -311 — R$ 1.871 —
RS 1.018 -131 — R$ 2.112 —
GO 653 -110 — R$ 2.150 —
PE 512 +186 — R$ 3.221 —
PA 378 +49 — R$ 1.986 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

25.184

Desligamentos

27.307

Saldo

-2.123

Rotatividade

46,9%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+649) saldo negativo · pior: dez/25 (-1.296)

Em 12 meses houve 25.184 admissões e 27.307 desligamentos de operador de produção (química, petroquímica e afins), o que significa que o mercado formal fechou 2.123 postos de trabalho no período, com rotatividade de 46,9% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 26,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 37,8% por dispensa sem justa causa, além de 32,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 26,5%
  • Dispensa sem justa causa 37,8%
  • Fim de contrato 32,6%

Sobre 27.307 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,1%
  • Contrato intermitente 0,2%
  • Pessoa com deficiência 1%
  • Jovem aprendiz 0,8%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 3,9%
  • 1 a 4 empregados 1,6%
  • 5 a 9 empregados 2%
  • 10 a 19 empregados 4,6%
  • 20 a 49 empregados 8,4%
  • 50 a 99 empregados 10,2%
  • 100 a 249 empregados 18,5%
  • 250 a 499 empregados 17%
  • 500 a 999 empregados 15,3%
  • 1.000 ou mais empregados 18,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de produção (química, petroquímica e afins)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 29,3% das admissões 7.381 43.4h R$ 2.088 R$ 2.189 R$ 2.419 3% 1
Fabricação de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal 2063100 · 4,3% das admissões 1.086 43.7h R$ 2.221 R$ 2.264 R$ 2.321 3% 2
Fabricação de embalagens de material plástico 2222600 · 4% das admissões 997 43.9h R$ 1.898 R$ 2.253 R$ 2.373 3% 3
Fabricação de materiais para medicina e odontologia 3250705 · 3,6% das admissões 912 44h R$ 2.020 R$ 2.048 R$ 2.077 3% —
Fabricação de adubos e fertilizantes, exceto organominerais 2013402 · 3,3% das admissões 836 43.9h R$ 1.925 R$ 2.193 R$ 2.374 — 3
Fabricação de artefatos de material plástico para usos industriais 2229302 · 3,1% das admissões 769 43.4h R$ 1.925 R$ 2.245 R$ 2.352 3% 3
Fabricação de artefatos de material plástico para outros usos não especificados anteriormente 2229399 · 2,4% das admissões 601 43.9h R$ 1.992 R$ 2.300 R$ 2.362 3% 3
Fabricação de artefatos de borracha não especificados anteriormente 2219600 · 2,2% das admissões 544 44h R$ 1.863 R$ 2.328 R$ 2.940 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de produção (química, petroquímica e afins)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 58.253 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

37 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

5,6%

Sexo

  • Homem 80%
  • Mulher 20%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,9h/sem
  • Pessoas com deficiência3,1%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,1%

Sobre os 58.253 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 47,7%
  • Parda 40,3%
  • Preta 10,8%
  • Amarela 0,9%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 0,9%
  • 5º ano completo 0,9%
  • 6º ao 9º ano 2,7%
  • Fundamental completo 6,8%
  • Médio incompleto 4,5%
  • Médio completo 75,7%
  • Superior incompleto 2,8%
  • Superior completo 5,3%
  • Mestrado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 0,6%
  • 5º ano completo 0,7%
  • 6º a 9º ano 2,1%
  • Fundamental completo 5,2%
  • Médio incompleto 5,8%
  • Médio completo 79,3%
  • Superior incompleto 2,5%
  • Superior completo 3,4%
  • Pós-graduação 0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 1%
  • 5 a 9 empregados 1,6%
  • 10 a 19 empregados 3,6%
  • 20 a 49 empregados 7,5%
  • 50 a 99 empregados 9,9%
  • 100 a 249 empregados 18,7%
  • 250 a 499 empregados 20,3%
  • 500 a 999 empregados 16,8%
  • 1.000 ou mais empregados 20,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de produção (química, petroquímica e afins)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

37,7

CAT no período

1.779

Óbitos comunicados

11

Idade média no acidente

34 anos

Foram 1.779 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de produção (química, petroquímica e afins) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 37,7 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 79,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 18,6% de trajeto (no deslocamento) e 1,9% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 11 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 79,5%
  • Trajeto 18,6%
  • Doença 1,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 24,9%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 8%
  • Pé (exceto artelhos) 6,7%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão) 4,7%
  • Joelho 4,6%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 17,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 14,8%
  • Fratura 12,3%
  • Lesão imediata 10,5%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 9,9%

Agente causador

  • Máquina, NIC 9,6%
  • Substância química, NIC 6,8%
  • Motocicleta, motoneta 6%
  • Faca 4,5%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 4,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 106 6% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 68 3,8% 24.580
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 56 3,1% 1.634
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 54 3% 5.476
S61 — Ferimento do punho e da mão 40 2,2% 3.531
S80.0 — Contusão do joelho 34 1,9% 1.225

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 37,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso de qualificação profissional com cerca de quatrocentas horas/aula oferecido em centros de treinamento das próprias empresas ou em instituições de formação profissional. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8131.

Qual especialização paga mais na família 8131

Todas as ocupações de operadores de processos das indústrias de transformação de produtos químicos, petroquímicos e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8131-30 Técnico de operação (química, petroquímica e afins) R$ 2.615 R$ 5.335 2.663
8131-20 Operador de processo (química, petroquímica e afins) R$ 2.332 R$ 3.844 4.539
8131-10 Operador de calandra (química, petroquímica e afins) R$ 1.938 R$ 3.794 1.196
8131-15 Operador de extrusora (química, petroquímica e afins) R$ 2.347 R$ 3.524 13.837
8131-25 Operador de produção (química, petroquímica e afins) (esta página) R$ 2.228 R$ 3.523 58.253
8131-05 Cilindrista (petroquímica e afins) R$ 2.525 R$ 3.088 341

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8131-25.

A Realizar interfaces de turno de trabalho (6)
  • •Interpretar relatórios de turnos anteriores e instruções operacionais
  • •Ler instruções operacionais
  • •Identificar atividades prioritárias
  • •Inspecionar as instalações
  • •Verificar disponibilidade de insumos e matérias-primas
  • •Preparar relatório de ocorrência de turno
B Progrmar atividades de produção (5)
  • •Consultar o programa de produção
  • •Elaborar procedimentos operacionais
  • •Solicitar execução de serviços complementares (pintura, limpeza, andaimes)
  • •Monitorar índices técnicos (produção, custos, metas e qualidade)
  • •Controlar o cumprimento dos índices técnicos
C Monitorar funcionamento de equipamentos e sistemas (7)
  • •Preencher listas de verificações preestabelecidas dos equipamentos e sistemas (chek-list)
  • •Monitorar vibração e ruído de equipamentos rotativos
  • •Conferir níveis de fluidos e temperatura dos equipamentos
  • •Identificar vazamentos
  • •Identificar não-conformidades
  • •Tratar não-conformidades
  • •Ajustar condições operacionais dos equipamentos
D Controlar parâmetros do processo produtivo (14)
  • •Identificar desvios em relação às condições padrões de operação
  • •Ajustar variáveis de controle (pressão, vazão e temperatura)
  • •Monitorar os ajustes realizados
  • •Testar a consistência das informações dos instrumentos
  • •Coletar amostras
  • •Avaliar amostras dos produtos
  • •Identificar amostras
  • •Interpretar análise das amostras laboratoriais
  • •Efetuar correções nas variáveis conforme resultados laboratoriais
  • •Verificar a validade da calibração dos instrumentos
  • •Monitorar a qualidade do produto durante o processo
  • •Identificar causas da anomalia
  • •Emitir relatório de ocorrência de anomalia
  • •Segregar produtos não conformes
E Operar etapas do processo produtivo (8)
  • •Efetuar manobras operacionais
  • •Acionar equipamentos
  • •Condicionar equipamentos para operação
  • •Bloquear operação
  • •Retirar equipamentos e sistemas de operação
  • •Preparar equipamentos para manutenção
  • •Dosar materiais para preparação de mistura
  • •Alimentar máquinas e equipamentos
F Movimentar materiais e insumos (11)
  • •Conferir material e insumos recebidos
  • •Separar material a ser movimentado, conforme formulação
  • •Selecionar meios para movimentação de materiais e insumos
  • •Operar equipamentos de transporte (empilhadeiras, esteiras, pontes e elevadores)
  • •Acondicionar materiais, insumos e produtos acabados
  • •Retirar amostras dos insumos e produtos recebidos
  • •Pesar quantidade dos materiais e insumos
  • •Inventariar materiais e insumos
  • •Requisitar materiais
  • •Remover resíduos
  • •Identificar produtos e insumos movimentados
G Transformar polímeros em produtos intermediários ou finais (13)
  • •Cortar fios de polímeros
  • •Ajustar gaxetas e selos mecânicos
  • •Misturar grânulos
  • •Medir material para corte
  • •Ajustar equipamento de corte
  • •Estender material para corte
  • •Resfriar matéria-prima
  • •Costurar lonas
  • •Imprimir marcas e gravuras em produtos
  • •Moldar materiais utilizando a matriz
  • •Aderir lonas e revestimentos
  • •Ajustar trançadeira
  • •Reprocessar produtos não conformes
H Realizar serviços de manutenção de primeiro nível (9)
  • •Substituir componentes e dispositivos auxiliares
  • •Fixar tubulações
  • •Inverter figura oito (dispositivo que veda ou interliga sistema de fluxo líquido, gasoso ou sólido)
  • •Instalar e retirar raquetes (dispositivo para bloqueio de fluxo)
  • •Substituir juntas de vedação
  • •Limpar filtros, telas, peneiras e centrífugas
  • •Preparar silos para limpeza
  • •Organizar equipamentos
  • •Repor níveis de óleo
I Trabalhar com segurança (13)
  • •Utilizar equipamento de proteção individual (epi)
  • •Sinalizar áreas de risco
  • •Registrar incidentes e acidentes
  • •Interpretar normas e procedimentos de segurança, saúde e meio ambiente
  • •Combater incêndio
  • •Emitir permissão de trabalho (documento que orienta a execução para evitar riscos no trabalho)
  • •Substituir equipamentos de proteção individual no seu prazo de validade
  • •Analisar condições ambientais no trabalho
  • •Prestar primeiros-socorros
  • •Combater emergências como brigadistas
  • •Debater ações de segurança através do dds (05 minutos diários de reunião sobre segurança)
  • •Inspecionar equipamentos de proteção coletivos (epc)
  • •Conter vazamentos
Z Demonstrar competências pessoais (12)
  • •Autocontrolar-se
  • •Sociabilizar-se
  • •Comunicar-se
  • •Desenvolver habilidade para trabalhar em equipe
  • •Apresentar sugestões de melhoria dos processos operacionais
  • •Manter hábitos de higiene e saúde no local de trabalho
  • •Pró-agir
  • •Praticar sinergia
  • •Autodesenvolver-se
  • •Liderar
  • •Responsabilizar-se
  • •Desenvolver iniciativa

Sinônimos oficiais (2)

Operador de manufaturado (química, petroquímica e afins)Operador de máquina de arame

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8131-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de produção (química, petroquímica e afins)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.228 por mês, considerando as 23.335 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.795 (10% menores) a R$ 2.888 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.523 (RAIS 2024), 58.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de produção (química, petroquímica e afins)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 25.184 admissões contra 27.307 desligamentos, saldo de -2.123 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de produção (química, petroquímica e afins)?

A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 29,3% das admissões e mediana de R$ 2.189. A ficha de operador de produção (química, petroquímica e afins) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de produção (química, petroquímica e afins)?

8131-25 (família 8131 — Operadores de processos das indústrias de transformação de produtos químicos, petroquímicos e afins). A CBO reconhece também os títulos: Operador de manufaturado (química, petroquímica e afins), Operador de máquina de arame — todos usam o mesmo código 8131-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de produção (química, petroquímica e afins)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8131: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso de qualificação profissional com cerca de quatrocentas horas/aula oferecido em centros de treinamento das próprias empresas ou em instituições de formação profissional. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de produção (química, petroquímica e afins)?

A taxa é de 37,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (24,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8131-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8131-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8131-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8131:

  • •Aço Minas Gerais S.A. (Açominas)
  • •Blowtec Indústria de Plásticos Ltda.
  • •Ciquine-polialden Petroquímica S.A.
  • •Dusa Dupont Sabanci Brasil S.A.
  • •IPB Indústria de Produtos de Borracha Ltda.
  • •MFX do Brasil Equipamentos de Petróleo Ltda.
  • •OPP Química S.A.
  • •Plasquinor Plástico e Química do Nordeste Ltda.
  • •Policarbonatos do Brasil S.A.
  • •Politeno Indústria e Comércio S.A.
  • •Sansuy S.A.
  • •Sindicato da Indústria Petroquímica e de Resinas do Estado da Bahia (Sinper)
  • •Sindiplasba - Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado da Bahia
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •426 Cofic: Comitê de Fomento Industrial de Camaçari - Bahia.
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