CBO 8131-25 — Operador de produção (química, petroquímica e afins)
O código 8131-25 identifica a ocupação operador de produção (química, petroquímica e afins) na CBO 2002, dentro da família 8131 — Operadores de processos das indústrias de transformação de produtos químicos, petroquímicos e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um operador de produção (química, petroquímica e afins)
Realizam interfaces de turnos de trabalho, programam atividades de produção e monitoram funcionamento de equipamentos e sistemas. Controlam parâmetros do processo produtivo, operam suas etapas e movimentam materiais e insumos. Transformam polímeros em produtos intermediários ou finais e realizam manutenção de primeiro nível. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.
Descrição oficial da família 8131 — Operadores de processos das indústrias de transformação de produtos químicos, petroquímicos e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Atuam na fabricação de produtos químicos e de artigos de borracha e plástico como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão permanente de técnicos ou engenheiros e no sistema de rodízio de turnos. Podem trabalhar em ambientes fechados ou a céu aberto, em grandes alturas ou em locais confinados. Em algumas atividades permanecem expostos a materiais tóxicos, ruído intenso, altas temperaturas, radiação e voltagem elevada. 425
Recursos de trabalho
Bombas; Calandras; Compressores; Eletrodos; Empilhadeira; Extrusora; Máquina de alta frequência; Máquina de costura; Silos.
Quanto ganha um operador de produção (química, petroquímica e afins)
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.523
Entrada × quem já está
R$ 2.218 ao ser admitido · R$ 3.523 para quem tem vínculo ativo +58,8%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de produção (química, petroquímica e afins) foi de R$ 2.218 — metade das 23.012 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.784 e os 10% de maior, acima de R$ 2.853.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.523, ou seja, 58,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 37 meses.
Considerando a jornada média de 43 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.218 |
| Por ano (12 salários) | R$ 26.616 |
| Por semana | R$ 510 |
| Por hora (43h/sem) | R$ 12,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 12.811 | -1.197 | — | R$ 2.288 | — |
| SC | 2.104 | -71 | — | R$ 2.175 | — |
| MG | 1.812 | -247 | — | R$ 1.947 | — |
| PR | 1.798 | -531 | — | R$ 1.991 | — |
| RJ | 1.337 | +123 | — | R$ 2.160 | — |
| RS | 1.023 | -144 | — | R$ 2.099 | — |
| BA | 1.009 | -288 | — | R$ 1.864 | — |
| GO | 669 | -53 | — | R$ 2.146 | — |
| PE | 525 | +242 | — | R$ 3.207 | — |
| AM | 383 | -47 | — | R$ 1.997 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
24.858
Desligamentos
27.214
Saldo
-2.356
Rotatividade
46,7%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 24.858 admissões e 27.214 desligamentos de operador de produção (química, petroquímica e afins), o que significa que o mercado formal fechou 2.356 postos de trabalho no período, com rotatividade de 46,7% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 26,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 37,8% por dispensa sem justa causa, além de 32,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 27.214 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata operador de produção (química, petroquímica e afins)
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Locação de mão de obra temporária 7820500 · 29,1% das admissões | 7.229 | 43.5h | R$ 2.071 | R$ 2.180 | R$ 2.411 | 3% | 1 |
| Fabricação de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal 2063100 · 4,2% das admissões | 1.049 | 43.7h | R$ 2.217 | R$ 2.256 | R$ 2.295 | 3% | 2 |
| Fabricação de embalagens de material plástico 2222600 · 3,7% das admissões | 915 | 43.9h | R$ 1.870 | R$ 2.220 | R$ 2.356 | 3% | 3 |
| Fabricação de materiais para medicina e odontologia 3250705 · 3,5% das admissões | 869 | 44h | R$ 2.014 | R$ 2.044 | R$ 2.075 | 3% | — |
| Fabricação de adubos e fertilizantes, exceto organominerais 2013402 · 3,3% das admissões | 814 | 43.9h | R$ 1.954 | R$ 2.210 | R$ 2.372 | — | 3 |
| Fabricação de artefatos de material plástico para usos industriais 2229302 · 3,2% das admissões | 789 | 43.4h | R$ 1.924 | R$ 2.238 | R$ 2.349 | 3% | 3 |
| Fabricação de artefatos de material plástico para outros usos não especificados anteriormente 2229399 · 2,3% das admissões | 581 | 43.9h | R$ 1.999 | R$ 2.277 | R$ 2.359 | 3% | 3 |
| Fabricação de artefatos de borracha não especificados anteriormente 2219600 · 2,2% das admissões | 536 | 44h | R$ 1.863 | R$ 2.297 | R$ 2.934 | 3% | 3 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como operador de produção (química, petroquímica e afins)
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 58.253 vínculos
Idade mediana
37 anos
Tempo de casa
37 meses
No setor público
0,1%
Em empresa do Simples
5,6%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada41,9h/sem
- Pessoas com deficiência3,1%
- Jornada parcial0,1%
- Contrato intermitente0,1%
Sobre os 58.253 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de operador de produção (química, petroquímica e afins)
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
37,7
CAT no período
1.779
Óbitos comunicados
11
Idade média no acidente
34 anos
Foram 1.779 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de produção (química, petroquímica e afins) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 37,7 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 79,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 18,6% de trajeto (no deslocamento) e 1,9% doenças ocupacionais.
No período foram comunicados 11 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 106 | 6% | 3.531 |
| S62.6 — Fratura de outros dedos | 68 | 3,8% | 24.580 |
| S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha | 56 | 3,1% | 1.634 |
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 54 | 3% | 5.476 |
| S61 — Ferimento do punho e da mão | 40 | 2,2% | 3.531 |
| S80.0 — Contusão do joelho | 34 | 1,9% | 1.225 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 37,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso de qualificação profissional com cerca de quatrocentas horas/aula oferecido em centros de treinamento das próprias empresas ou em instituições de formação profissional. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 8131.
Qual especialização paga mais na família 8131
Todas as ocupações de operadores de processos das indústrias de transformação de produtos químicos, petroquímicos e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 8131-30 | Técnico de operação (química, petroquímica e afins) | R$ 2.638 | R$ 5.335 | 2.663 |
| 8131-20 | Operador de processo (química, petroquímica e afins) | R$ 2.328 | R$ 3.844 | 4.539 |
| 8131-10 | Operador de calandra (química, petroquímica e afins) | R$ 1.981 | R$ 3.794 | 1.196 |
| 8131-15 | Operador de extrusora (química, petroquímica e afins) | R$ 2.319 | R$ 3.524 | 13.837 |
| 8131-25 | Operador de produção (química, petroquímica e afins) (esta página) | R$ 2.218 | R$ 3.523 | 58.253 |
| 8131-05 | Cilindrista (petroquímica e afins) | R$ 2.513 | R$ 3.088 | 341 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8131-25.
A Realizar interfaces de turno de trabalho (6)
- •Interpretar relatórios de turnos anteriores e instruções operacionais
- •Ler instruções operacionais
- •Identificar atividades prioritárias
- •Inspecionar as instalações
- •Verificar disponibilidade de insumos e matérias-primas
- •Preparar relatório de ocorrência de turno
B Progrmar atividades de produção (5)
- •Consultar o programa de produção
- •Elaborar procedimentos operacionais
- •Solicitar execução de serviços complementares (pintura, limpeza, andaimes)
- •Monitorar índices técnicos (produção, custos, metas e qualidade)
- •Controlar o cumprimento dos índices técnicos
C Monitorar funcionamento de equipamentos e sistemas (7)
- •Preencher listas de verificações preestabelecidas dos equipamentos e sistemas (chek-list)
- •Monitorar vibração e ruído de equipamentos rotativos
- •Conferir níveis de fluidos e temperatura dos equipamentos
- •Identificar vazamentos
- •Identificar não-conformidades
- •Tratar não-conformidades
- •Ajustar condições operacionais dos equipamentos
D Controlar parâmetros do processo produtivo (14)
- •Identificar desvios em relação às condições padrões de operação
- •Ajustar variáveis de controle (pressão, vazão e temperatura)
- •Monitorar os ajustes realizados
- •Testar a consistência das informações dos instrumentos
- •Coletar amostras
- •Avaliar amostras dos produtos
- •Identificar amostras
- •Interpretar análise das amostras laboratoriais
- •Efetuar correções nas variáveis conforme resultados laboratoriais
- •Verificar a validade da calibração dos instrumentos
- •Monitorar a qualidade do produto durante o processo
- •Identificar causas da anomalia
- •Emitir relatório de ocorrência de anomalia
- •Segregar produtos não conformes
E Operar etapas do processo produtivo (8)
- •Efetuar manobras operacionais
- •Acionar equipamentos
- •Condicionar equipamentos para operação
- •Bloquear operação
- •Retirar equipamentos e sistemas de operação
- •Preparar equipamentos para manutenção
- •Dosar materiais para preparação de mistura
- •Alimentar máquinas e equipamentos
F Movimentar materiais e insumos (11)
- •Conferir material e insumos recebidos
- •Separar material a ser movimentado, conforme formulação
- •Selecionar meios para movimentação de materiais e insumos
- •Operar equipamentos de transporte (empilhadeiras, esteiras, pontes e elevadores)
- •Acondicionar materiais, insumos e produtos acabados
- •Retirar amostras dos insumos e produtos recebidos
- •Pesar quantidade dos materiais e insumos
- •Inventariar materiais e insumos
- •Requisitar materiais
- •Remover resíduos
- •Identificar produtos e insumos movimentados
G Transformar polímeros em produtos intermediários ou finais (13)
- •Cortar fios de polímeros
- •Ajustar gaxetas e selos mecânicos
- •Misturar grânulos
- •Medir material para corte
- •Ajustar equipamento de corte
- •Estender material para corte
- •Resfriar matéria-prima
- •Costurar lonas
- •Imprimir marcas e gravuras em produtos
- •Moldar materiais utilizando a matriz
- •Aderir lonas e revestimentos
- •Ajustar trançadeira
- •Reprocessar produtos não conformes
H Realizar serviços de manutenção de primeiro nível (9)
- •Substituir componentes e dispositivos auxiliares
- •Fixar tubulações
- •Inverter figura oito (dispositivo que veda ou interliga sistema de fluxo líquido, gasoso ou sólido)
- •Instalar e retirar raquetes (dispositivo para bloqueio de fluxo)
- •Substituir juntas de vedação
- •Limpar filtros, telas, peneiras e centrífugas
- •Preparar silos para limpeza
- •Organizar equipamentos
- •Repor níveis de óleo
I Trabalhar com segurança (13)
- •Utilizar equipamento de proteção individual (epi)
- •Sinalizar áreas de risco
- •Registrar incidentes e acidentes
- •Interpretar normas e procedimentos de segurança, saúde e meio ambiente
- •Combater incêndio
- •Emitir permissão de trabalho (documento que orienta a execução para evitar riscos no trabalho)
- •Substituir equipamentos de proteção individual no seu prazo de validade
- •Analisar condições ambientais no trabalho
- •Prestar primeiros-socorros
- •Combater emergências como brigadistas
- •Debater ações de segurança através do dds (05 minutos diários de reunião sobre segurança)
- •Inspecionar equipamentos de proteção coletivos (epc)
- •Conter vazamentos
Z Demonstrar competências pessoais (12)
- •Autocontrolar-se
- •Sociabilizar-se
- •Comunicar-se
- •Desenvolver habilidade para trabalhar em equipe
- •Apresentar sugestões de melhoria dos processos operacionais
- •Manter hábitos de higiene e saúde no local de trabalho
- •Pró-agir
- •Praticar sinergia
- •Autodesenvolver-se
- •Liderar
- •Responsabilizar-se
- •Desenvolver iniciativa
Sinônimos oficiais (2)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8131-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um operador de produção (química, petroquímica e afins)?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.218 por mês, considerando as 23.012 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.784 (10% menores) a R$ 2.853 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.523 (RAIS 2024), 58.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando operador de produção (química, petroquímica e afins)?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 24.858 admissões contra 27.214 desligamentos, saldo de -2.356 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata operador de produção (química, petroquímica e afins)?
A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 29,1% das admissões e mediana de R$ 2.180. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de operador de produção (química, petroquímica e afins)?
8131-25 (família 8131 — Operadores de processos das indústrias de transformação de produtos químicos, petroquímicos e afins). A CBO reconhece também os títulos: Operador de manufaturado (química, petroquímica e afins), Operador de máquina de arame — todos usam o mesmo código 8131-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser operador de produção (química, petroquímica e afins)?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8131: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso de qualificação profissional com cerca de quatrocentas horas/aula oferecido em centros de treinamento das próprias empresas ou em instituições de formação profissional. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de produção (química, petroquímica e afins)?
A taxa é de 37,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (24,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 8131-25?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 8131-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8131-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8131:
- •Aço Minas Gerais S.A. (Açominas)
- •Blowtec Indústria de Plásticos Ltda.
- •Ciquine-polialden Petroquímica S.A.
- •Dusa Dupont Sabanci Brasil S.A.
- •IPB Indústria de Produtos de Borracha Ltda.
- •MFX do Brasil Equipamentos de Petróleo Ltda.
- •OPP Química S.A.
- •Plasquinor Plástico e Química do Nordeste Ltda.
- •Policarbonatos do Brasil S.A.
- •Politeno Indústria e Comércio S.A.
- •Sansuy S.A.
- •Sindicato da Indústria Petroquímica e de Resinas do Estado da Bahia (Sinper)
- •Sindiplasba - Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado da Bahia
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
- •GLOSSÁRIO
- •426 Cofic: Comitê de Fomento Industrial de Camaçari - Bahia.