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CBO 2002 Família 7823 R$ 2.113 na admissão +1.538 postos em 12 meses 91 atividades

CBO 7823-20 — Condutor de ambulância

O código 7823-20 identifica a ocupação condutor de ambulância na CBO 2002, dentro da família 7823 — Motoristas de veículos de pequeno e médio porte. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um condutor de ambulância

Dirigem e manobram veículos e transportam pessoas, cargas ou valores. Realizam verificações e manutenções básicas do veículo e utilizam equipamentos e dispositivos especiais tais como sinalização sonora e luminosa, software de navegação e outros. Efetuam pagamentos e recebimentos e, no desempenho das atividades, utilizam-se de capacidades comunicativas. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 7823 — Motoristas de veículos de pequeno e médio porte, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam predominantemente nas atividades anexas e auxiliares do transporte, porém podem trabalhar de forma indistinta nas diversas atividades econômicas. São empregados com carteira assinada, exceto o motorista de táxi, que trabalha como autônomo ou por conta própria. O trabalho é realizado de forma individual, em veículos, em horários irregulares, sob supervisão permanente (motorista de furgão ou veículo similar e motorista de carro de passeio) ou sob supervisão ocasional (motorista de táxi). Trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse constante, e ficam expostos a ruído intenso.

Recursos de trabalho

Caneta; Carro; Desfibrilador; Guia; Jogo de ferramentas; Kit de segurança; Papel; Rádio; Taxímetro; Uniforme.

Quanto ganha um condutor de ambulância

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.65210% ganham atéR$ 2.113medianaR$ 3.01310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.764

Entrada × quem já está

R$ 2.113 ao ser admitido · R$ 2.764 para quem tem vínculo ativo +30,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de condutor de ambulância foi de R$ 2.113 — metade das 6.603 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.652 e os 10% de maior, acima de R$ 3.013.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.764, ou seja, 30,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 26 meses.

Considerando a jornada média de 40.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.113
Por ano (12 salários)R$ 25.356
Por semanaR$ 486
Por hora (40.4h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.11394,4%
  • Mulheres — R$ 2.1085,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.77096,7%
  • Mulheres — R$ 2.5963,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.922
  • Nordeste1.888
  • Sudeste2.124
  • Sul2.664
  • Centro-Oeste2.103

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 2.828 +4 R$ 1.925
MG 1.669 +392 R$ 2.157
RJ 1.074 +227 R$ 2.215
PR 668 +221 R$ 2.964
DF 604 +85 R$ 2.075
BA 491 +151 R$ 1.879
RS 451 +56 R$ 2.014
PE 449 +175 R$ 1.783
ES 382 -42 R$ 1.704
SC 371 +169 R$ 2.718

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

10.480

Desligamentos

8.942

Saldo

+1.538

Rotatividade

31,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jun/26 (+373) saldo negativo · pior: fev/26 (-49)

Em 12 meses houve 10.480 admissões e 8.942 desligamentos de condutor de ambulância, o que significa que o mercado formal abriu 1.538 postos de trabalho no período, com rotatividade de 31,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 35,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 46,8% por dispensa sem justa causa, além de 12,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador35,3%
  • Dispensa sem justa causa46,8%
  • Fim de contrato12,1%

Sobre 8.942 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente5%
  • Pessoa com deficiência0,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro7,4%
  • 1 a 4 empregados2,8%
  • 5 a 9 empregados2,8%
  • 10 a 19 empregados3,6%
  • 20 a 49 empregados9,2%
  • 50 a 99 empregados9%
  • 100 a 249 empregados13,3%
  • 250 a 499 empregados14,6%
  • 500 a 999 empregados14,7%
  • 1.000 ou mais empregados22,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata condutor de ambulância

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
UTI Móvel 8621601 · 21,1% das admissões 2.209 43.7h R$ 1.731 R$ 1.864 R$ 2.143 2% 3
Atividades de apoio à gestão de saúde 8660700 · 8,3% das admissões 870 42.6h R$ 1.839 R$ 2.010 R$ 2.387 2% 1
Serviços móveis de atendimento a urgências, exceto por UTI móvel 8621602 · 7,1% das admissões 749 42.8h R$ 1.983 R$ 2.104 R$ 2.252 2% 3
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 6,8% das admissões 717 43.4h R$ 1.843 R$ 2.037 R$ 2.407 2% 3
Atividades de atendimento em pronto socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências 8610102 · 6,6% das admissões 687 43.5h R$ 1.726 R$ 2.039 R$ 2.358 2% 3
Atividade médica ambulatorial restrita a consultas 8630503 · 5,6% das admissões 583 43.5h R$ 1.738 R$ 2.063 R$ 2.475 1% 3
Serviços de remoção de pacientes, exceto os serviços móveis de atendimento a urgências 8622400 · 4,6% das admissões 484 43.5h R$ 1.828 R$ 1.948 R$ 2.400 2%
Administração pública em geral 8411600 · 2,5% das admissões 264 40.7h R$ 2.025 R$ 2.202 R$ 2.279 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como condutor de ambulância

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 28.594 vínculos

Idade mediana

44 anos

Tempo de casa

26 meses

No setor público

33,2%

Em empresa do Simples

6%

Sexo

  • Homem96,6%
  • Mulher3,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada39,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,4%
  • Jornada parcial0,8%
  • Contrato intermitente2,5%
  • Em entidade sem fins lucrativos18%

Sobre os 28.594 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda46,2%
  • Branca45,7%
  • Preta6,8%
  • Amarela0,9%
  • Indígena0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,3%
  • Até o 5º ano incompleto0,6%
  • 5º ano completo0,8%
  • 6º ao 9º ano1,6%
  • Fundamental completo5,2%
  • Médio incompleto2,8%
  • Médio completo80,6%
  • Superior incompleto2,2%
  • Superior completo5,8%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Até 5º ano incompleto0,4%
  • 5º ano completo0,3%
  • 6º a 9º ano0,7%
  • Fundamental completo2,6%
  • Médio incompleto1,7%
  • Médio completo86%
  • Superior incompleto2,9%
  • Superior completo4,8%
  • Pós-graduação0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,7%
  • 5 a 9 empregados0,9%
  • 10 a 19 empregados2,2%
  • 20 a 49 empregados5,9%
  • 50 a 99 empregados6,7%
  • 100 a 249 empregados13,1%
  • 250 a 499 empregados16,3%
  • 500 a 999 empregados17,8%
  • 1.000 ou mais empregados36,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de condutor de ambulância

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

18,4

CAT no período

420

Óbitos comunicados

4

Idade média no acidente

44 anos

Foram 420 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo condutor de ambulância nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 18,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 65,7% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 32,6% de trajeto (no deslocamento) e 1,7% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 4 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico65,7%
  • Trajeto32,6%
  • Doença1,7%

Parte do corpo atingida

  • Partes múltiplas11,4%
  • Dedo11%
  • Mão (exceto punho ou dedos)6,7%
  • Joelho6%
  • Membros superiores, NIC5,2%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata29,5%
  • Fratura12,1%
  • Distensão, torção10,5%
  • Outras lesões, NIC9%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)9%

Agente causador

  • Veículo, NIC14%
  • Veículo rodoviário motorizado12,3%
  • Motocicleta, motoneta10,1%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas10,1%
  • Ser vivo, NIC7,2%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 15 3,6% 5.476
Z20.9 — Contato com e exposição a doença transmissível não especificada 12 2,9% 4
M54.5 — Dor lombar baixa 12 2,9% 9.517
S80.0 — Contusão do joelho 8 1,9% 1.225
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 8 1,9% 1.358
T14 — Traumatismo de região não especificada do corpo 6 1,4% 796

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (UTI Móvel) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 18,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se a quarta série do ensino fundamental. Requer-se também curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/ aula, especificamente para o motorista de táxi e o motorista de furgão ou veículo similar. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional para o motorista de furgão ou veículo similar, e entre quatro e cinco anos para o motorista de carro de passeio. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7823.

Qual especialização paga mais na família 7823

Todas as ocupações de motoristas de veículos de pequeno e médio porte, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7823-20 Condutor de ambulância (esta página) R$ 2.113 R$ 2.764 28.594
7823-10 Motorista de furgão ou veículo similar R$ 2.254 R$ 2.648 241.991
7823-05 Motorista de carro de passeio R$ 2.159 R$ 2.626 260.230
7823-15 Motorista de táxi R$ 2.209 R$ 2.308 636

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7823-20.

A Dirigir veículos (17)
  • Checar indicações dos instrumentos do painel
  • Ajustar bancos e retrovisores
  • Detectar problemas mecânicos
  • Identificar sinais sonoros, luminosos e visuais
  • Buscar local seguro em caso de perigo
  • Desviar de obstáculos
  • Evitar paradas bruscas
  • Reduzir velocidade em caso de chuva ou neblina
  • Isolar veículo em caso de emergência ou situações anormais
  • Destravar portas do veículo apenas em local seguro
  • Acionar sinais luminosos e sonoros
  • Realizar ultrapassagens seguras
  • Acionar sinais sonoros e luminosos de emergência
  • Antecipar manobras de outros condutores
  • Sinalizar local de ocorrência
  • Realizar manobras veiculares emergenciais com sinais sonoros e luminosos de emergência ativos
  • Evitar arrancadas bruscas
B Transportar pessoas, cargas, valores, pacientes e material biológico humano (10)
  • Cumprir ordem de serviço
  • Devolver objetos esquecidos no interior do veículo
  • Calcular distância do local de destino
  • Auxiliar deficientes, gestantes, idosos e crianças no embarque e desembarque
  • Liberar embarque e desembarque em local seguro e permitido
  • Alterar itinerário em caso de situações de risco ou emergência
  • Definir itinerários
  • Calcular tempo de chegada ao destino
  • Controlar numeração do lacre do material transportado (biológico e de valor)
  • Acomodar ocupantes no veículo
C Auxiliar equipe de saúde no atendimento de urgência e emergência (12)
  • Auxiliar na realização de manobras de reanimação cardiopulmonar básica (rcp)
  • Conduzir maca
  • Auxiliar na conferência de equipamentos e materiais na ambulância
  • Trocar cilindros de oxigênio e ar comprimido em ambulância
  • Auxiliar no resgate de vítimas em situação de difícil acesso
  • Auxiliar na montagem do equipo de soro
  • Auxiliar na aplicação dos procedimentos de primeiros socorros
  • Auxiliar na imobilização de paciente em prancha rígida para transporte
  • Auxiliar na imobilização da região cervical do paciente em situação de trauma
  • Auxiliar na imobilização de membros de paciente em situação em trauma
  • Auxiliar na contenção de paciente com alteração de comportamento
  • Auxiliar na realização de manobra de desengasgo
D Realizar verificações e manutenções básicas do veiculo (13)
  • Identificar avarias no veículo
  • Verificar nível do combustível
  • Abastecer veículo
  • Limpar parte interna e externa do veículo
  • Verificar estado dos pneus
  • Testar sistema elétrico
  • Higienizar veículos
  • Verificar nível do líquido de arrefecimento do reservatório
  • Testar sistema de freios
  • Conferir equipamentos obrigatórios do veículo
  • Acompanhar prazos ou quilometragem para revisões periódicas
  • Trocar pneus
  • Verificar nível do líquido de arrefecimento do reservatório
E Manobrar veículos (5)
  • Identificar obstáculos ao redor do veículo
  • Controlar velocidade de manobra
  • Estacionar veículo
  • Localizar veículo no pátio de estacionamento
  • Sinalizar local em caso de estacionamento emergencial
F Usar equipamentos e dispositivos especiais (6)
  • Verificar funcionamento de equipamentos de sinalização sonora e luminosa
  • Utilizar equipamentos de proteção individual (epi)
  • Auxiliar na reposição de materiais médico-hospitalares utilizados na ambulância
  • Auxiliar no teste de equipamentos médico-hospitalares
  • Verificar equipamentos de comunicação
  • Utilizar software de navegação
G Efetuar pagamentos e recebimentos (5)
  • Informar valor a receber
  • Receber numerário, notas promissórias, cheques
  • Emitir comprovantes de prestação de serviços ou entrega de mercadorias (recibos, boletos)
  • Efetuar prestação de contas
  • Assinar comprovante de débito no fornecimento de combustíveis
Y Comunicar-se (11)
  • Preencher relatórios de controle
  • Orientar acompanhante no transporte de paciente
  • Informar à central de atendimento sobre a composição da equipe de plantão (ambulância)
  • Relatar ocorrências durante a realização do trabalho
  • Notificar autoridades em casos de emergências e situações especiais
  • Informar aos responsáveis sobre problemas mecânicos no veículo
  • Solicitar socorro mecânico
  • Relatar problemas mecânicos do veículo
  • Relatar atrasos
  • Registrar ficha de entrada do paciente na unidade de saúde
  • Consultar central de atendimento para orientações
Z Demonstrar competências pessoais (12)
  • Zelar pela segurança dos ocupantes do veículo
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar cortesia
  • Demonstrar capacidade visual espacial
  • Tratar clientes com polidez
  • Dirigir defensivamente
  • Demonstrar capacidade de tomar decisões rapidamente
  • Demonstrar capacidade de equilíbrio emocional
  • Demonstrar capacidade de análise
  • Trabalhar sob pressão
  • Demonstrar capacidade de autocontrole

Sinônimos oficiais (3)

Condutor de transporte de pacientesCondutor de veículos ambulatoriaisMotorista de ambulância

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7823-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um condutor de ambulância?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.113 por mês, considerando as 6.603 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.652 (10% menores) a R$ 3.013 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.764 (RAIS 2024), 30.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando condutor de ambulância?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 10.480 admissões contra 8.942 desligamentos, saldo de +1.538 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata condutor de ambulância?

A atividade econômica que mais contratou foi UTI Móvel (CNAE 8621601), com 21,1% das admissões e mediana de R$ 1.864. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de condutor de ambulância?

7823-20 (família 7823 — Motoristas de veículos de pequeno e médio porte). A CBO reconhece também os títulos: Condutor de transporte de pacientes, Condutor de veículos ambulatoriais, Motorista de ambulância — todos usam o mesmo código 7823-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser condutor de ambulância?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7823: Para o exercício dessas ocupações requer-se a quarta série do ensino fundamental. Requer-se também curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/ aula, especificamente para o motorista de táxi e o motorista de furgão ou veículo similar. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional para o motorista de furgão ou veículo similar, e entre quatro e cinco anos para o motorista de carro de passeio. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de condutor de ambulância?

A taxa é de 18,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é partes múltiplas (11,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7823-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7823-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7823-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8621601), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7823:

  • Air News
  • Associação São Paulo de Táxi
  • Cda Participações S.A.
  • Chofer Ltda.
  • Cooperativa de Serviços dos Motoristas Autônomos do Estado de São Paulo (Cooperservice)
  • Empresa Catumbi Ltda.
  • Onetur Turismo Receptivo Ltda.
  • Pompéia S.A. Veículos e Peças
  • Protege Transportes de Valores S.A.
  • Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo
  • Unimed Florianópolis
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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