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CBO 2002 Família 7681 R$ 2.013 na admissão +1 postos em 12 meses 36 atividades

CBO 7681-20 — Redeiro

O código 7681-20 identifica a ocupação redeiro na CBO 2002, dentro da família 7681 — Trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um redeiro

Confeccionam fios, estirando, torcendo e fiando algodões; operam urdideira, entrelaçando e esticando fios. Operam tear manual, unindo, fixando e penteando fios; tecem tecidos, operando pedais e lançadeiras. Confeccionam peças de tricô, crochê, chapéus e redes, definindo tipos, selecionando modelos, confeccionando moldes e amostras e montando pontos na agulha. Preparam palhas, extraindo, selecionando e secando folhas. Comercializam produtos de tecelagem manual.

Descrição oficial da família 7681 — Trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os trabalhadores dessa família ocupacional atuam em setores ligados à fabricação de produtos têxteis e preparação de couros, fabricação de artefatos de couro, artigos de viagem e calçados. São profissionais autônomos ou empregados. Podem trabalhar individualmente ou em pequenos grupos, com total autonomia. Têm como local de trabalho ambientes fechados e horários irregulares. Frequentemente trabalham em posições desconfortáveis, por períodos longos, expostos a materiais tóxicos, ruídos e pelos.

Recursos de trabalho

Agulhas; Algodão; Forma do chapéu; Lançadeira; Linhas; Palha; Palheta; Tear; Tesoura; Urdideira.

Quanto ganha um redeiro

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.80210% ganham atéR$ 2.013medianaR$ 2.22310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.996

Entrada × quem já está

R$ 2.013 ao ser admitido · R$ 1.996 para quem tem vínculo ativo -0,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de redeiro foi de R$ 2.013 — metade das 11 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.802 e os 10% de maior, acima de R$ 2.223.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.996, ou seja, 0,8% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 42 meses.

Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.013
Por ano (12 salários)R$ 24.156
Por semanaR$ 463
Por hora (44h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Salário por região

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

11

Desligamentos

10

Saldo

+1

Rotatividade

19,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/25 (+2) saldo negativo · pior: abr/26 (-3)

Em 12 meses houve 11 admissões e 10 desligamentos de redeiro, o que significa que o mercado formal abriu 1 posto de trabalho no período, com rotatividade de 19,6% sobre o estoque de vínculos.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro18,2%
  • 1 a 4 empregados27,3%
  • 5 a 9 empregados18,2%
  • 10 a 19 empregados27,3%
  • 20 a 49 empregados9,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata redeiro

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio varejista de outros produtos não especificados anteriormente 4789099 · 45,5% das admissões 5 2% 1
Fabricação de artefatos de cordoaria 1353700 · 27,3% das admissões 3 3% 3
Comércio varejista de outros artigos de uso pessoal e doméstico não especificados anteriormente 4759899 · 9,1% das admissões 1 2% 1
Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 9,1% das admissões 1 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como redeiro

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 51 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

42 meses

No setor público

3,9%

Em empresa do Simples

56,9%

Sexo

  • Homem88,2%
  • Mulher11,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,8h/sem

Sobre os 51 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca58,7%
  • Parda34,8%
  • Preta6,5%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto2%
  • Até o 5º ano incompleto2%
  • 5º ano completo2%
  • 6º ao 9º ano19,6%
  • Fundamental completo3,9%
  • Médio incompleto5,9%
  • Médio completo62,7%
  • Superior incompleto2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto9,1%
  • 6º a 9º ano27,3%
  • Médio completo63,6%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados33,3%
  • 5 a 9 empregados15,7%
  • 10 a 19 empregados21,6%
  • 20 a 49 empregados7,8%
  • 50 a 99 empregados17,6%
  • 1.000 ou mais empregados3,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

A escolaridade desejável para acessar as ocupações de chapeleiro, redeiro, tecelão e tricoteiro é a formação mínima do ensino fundamental. Os crocheteiros e tecelões de tapetes têm, em geral, o ensino médio incompleto. Esses trabalhadores necessitam de cursos básicos de qualificação profissional com até duzentas horas/aula que podem ser ministrados em escolas especializadas ou por pessoas mais experientes, no próprio local de trabalho. A experiência profissional pode variar entre menos de um ano até quatro anos de atuação, dependendo da ocupação. São, majoritariamente, profissionais que se organizam de forma individual no trabalho com total autonomia de suas funções. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7681.

Qual especialização paga mais na família 7681

Todas as ocupações de trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7681-30 Crocheteiro, a mão R$ 2.800 34
7681-15 Tricoteiro, à mão R$ 2.071 R$ 2.375 59
7681-10 Tecelão de tapetes, a mão R$ 2.050 R$ 2.338 615
7681-05 Tecelão (tear manual) R$ 1.924 R$ 2.121 1.118
7681-20 Redeiro (esta página) R$ 2.013 R$ 1.996 51
7681-25 Chapeleiro (chapéus de palha) R$ 1.622 R$ 1.667 81

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7681-20.

A Confeccionar fios (6)
  • Estirar algodões
  • Fiar algodões
  • Torcer algodões
  • Virar fios
  • Tingir fios
  • Enrolar fios em novelos
B Operar a urdideira (gaiola) (5)
  • Entrelaçar fios
  • Esticar fios
  • Organizar cobistris
  • Encher carretéis
  • Transportar carretéis para tear
C Operar tear (4)
  • Unir fios conforme cores
  • Fixar fios com nós
  • Emendar fios de acordo com combinação das cores
  • Pentear fios
D Tecer tecidos (5)
  • Selecionar materiais (fios, agulhas, linhas, navete, palheta)
  • Operar pedais
  • Operar a lançadeira
  • Encher espolas
  • Trocar espolas
E Confeccionar peças de crochê (1)
  • Confeccionar o molde da peça
I Comercializar produtos da tecelagem manual (5)
  • Divulgar produtos para comercialização
  • Definir custos das peças
  • Negociar preço com clientes
  • Embalar peças
  • Providenciar entrega de peças
J Confeccionar redes (6)
  • Costurar redes
  • Tecer mamucabas
  • Confeccionar cordões
  • Empunhar redes
  • Confeccionar carel (cabresto)
  • Confeccionar franjas e varandas
Z Demonstrar competências pessoais (4)
  • Demonstrar habilidade
  • Demonstrar paciência
  • Criar criatividade
  • Persistir

Sinônimos oficiais (5)

MamucabeiraMontador de punho de redeTecedor de redes - inclusive de punho, mamucaba, varandaTecelão de redes - inclusive de punho, mamucaba, varandaVarandeira

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7681-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um redeiro?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.013 por mês, considerando as 11 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.802 (10% menores) a R$ 2.223 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.996 (RAIS 2024), 0.8% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando redeiro?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 11 admissões contra 10 desligamentos, saldo de +1 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata redeiro?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio varejista de outros produtos não especificados anteriormente (CNAE 4789099), com 45,5% das admissões. A lista completa dos 4 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de redeiro?

7681-20 (família 7681 — Trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins). A CBO reconhece também os títulos: Mamucabeira, Montador de punho de rede, Tecedor de redes - inclusive de punho, mamucaba, varanda, Tecelão de redes - inclusive de punho, mamucaba, varanda, Varandeira — todos usam o mesmo código 7681-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser redeiro?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7681: A escolaridade desejável para acessar as ocupações de chapeleiro, redeiro, tecelão e tricoteiro é a formação mínima do ensino fundamental. Os crocheteiros e tecelões de tapetes têm, em geral, o ensino médio incompleto. Esses trabalhadores necessitam de cursos básicos de qualificação profissional com até duzentas horas/aula que podem ser ministrados em escolas especializadas ou por pessoas mais experientes, no próprio local de trabalho. A experiência profissional pode variar entre menos de um ano até quatro anos de atuação, dependendo da ocupação. São, majoritariamente, profissionais que se organizam de forma individual no trabalho com total autonomia de suas funções. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7681-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7681-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7681-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4789099), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7681:

  • Heleno Dutra de Araújo ME.
  • N. P. de Medeiros Marinho
  • Ponto dos Botões Comércio Ltda.
  • Redes Santa Luzia
  • Trapos e Fiapos
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Cala: abertura entre os fios impares e pares da urdidura, por onde passa a trama.
  • Navete: peça de madeira na qual é armazenado o fio utilizado para a trama.
  • Pente: peça básica no tear pente-liço que permite levantar e abaixar alternadamente os fios da urdidura para permitir a abertura da cala e posterior passagem da trama.
  • Tear: ferramenta que permite o entrelaçamento de uma maneira ordenada de dois con- juntos de fios, denominados trama e urdidura, formando como resultado uma malha denominada tecido.
  • Urdume ou urdidura: conjunto de fios dispostos no tear paralelamente, na vertical e esti- cados por entre os quais passam os fios da trama (base de qualquer trabalho no tear).
  • Pente: peça com aberturas perpendiculares (ranhura) e pequenos orifícios por onde passam os fios do urdume.
  • Trama: é o segundo conjunto de fios passados com a navete no sentido horizontal do tear, entre os fios do urdume.
  • Urdideira: peça destinada a ordenar e determinar o tamanho dos fios do urdume.
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