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CBO 2002 Família 7681 R$ 1.925 na admissão -124 postos em 12 meses 30 atividades

CBO 7681-05 — Tecelão (tear manual)

O código 7681-05 identifica a ocupação tecelão (tear manual) na CBO 2002, dentro da família 7681 — Trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um tecelão (tear manual)

Confeccionam fios, estirando, torcendo e fiando algodões; operam urdideira, entrelaçando e esticando fios. Operam tear manual, unindo, fixando e penteando fios; tecem tecidos, operando pedais e lançadeiras. Confeccionam peças de tricô, crochê, chapéus e redes, definindo tipos, selecionando modelos, confeccionando moldes e amostras e montando pontos na agulha. Preparam palhas, extraindo, selecionando e secando folhas. Comercializam produtos de tecelagem manual.

Descrição oficial da família 7681 — Trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os trabalhadores dessa família ocupacional atuam em setores ligados à fabricação de produtos têxteis e preparação de couros, fabricação de artefatos de couro, artigos de viagem e calçados. São profissionais autônomos ou empregados. Podem trabalhar individualmente ou em pequenos grupos, com total autonomia. Têm como local de trabalho ambientes fechados e horários irregulares. Frequentemente trabalham em posições desconfortáveis, por períodos longos, expostos a materiais tóxicos, ruídos e pelos.

Recursos de trabalho

Agulhas; Algodão; Forma do chapéu; Lançadeira; Linhas; Palha; Palheta; Tear; Tesoura; Urdideira.

Quanto ganha um tecelão (tear manual)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60610% ganham até R$ 1.925mediana R$ 3.09010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.121

Entrada × quem já está

R$ 1.925 ao ser admitido · R$ 2.121 para quem tem vínculo ativo +10,2%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de tecelão (tear manual) foi de R$ 1.925 — metade das 354 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.606 e os 10% de maior, acima de R$ 3.090.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.121, ou seja, 10,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 37 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.925
Por ano (12 salários)R$ 23.100
Por semanaR$ 443
Por hora (43.6h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.089 65,3%
  • Mulheres — R$ 1.897 34,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.109 65%
  • Mulheres — R$ 2.158 35%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 1.915
  • Sul 2.217

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (4 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 110 -49 — R$ 2.230 —
MG 102 -41 — R$ 1.662 —
SC 80 +0 — R$ 2.750 —
PR 42 +1 — R$ 1.782 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

366

Desligamentos

490

Saldo

-124

Rotatividade

43,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (-2) saldo negativo · pior: dez/25 (-20)

Em 12 meses houve 366 admissões e 490 desligamentos de tecelão (tear manual), o que significa que o mercado formal fechou 124 postos de trabalho no período, com rotatividade de 43,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 36,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 49,2% por dispensa sem justa causa, além de 9,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 36,5%
  • Dispensa sem justa causa 49,2%
  • Fim de contrato 9,4%

Sobre 490 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,5% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 8,8%
  • 1 a 4 empregados 8%
  • 5 a 9 empregados 13,6%
  • 10 a 19 empregados 10,9%
  • 20 a 49 empregados 29,5%
  • 50 a 99 empregados 20,9%
  • 100 a 249 empregados 3,8%
  • 250 a 499 empregados 2,9%
  • 500 a 999 empregados 1,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata tecelão (tear manual)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de outros produtos têxteis não especificados anteriormente 1359600 · 21,3% das admissões 78 44h R$ 1.750 R$ 1.847 R$ 2.053 3% 3
Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 11,7% das admissões 43 43.9h R$ 1.695 R$ 2.033 R$ 2.450 3% 2
Fabricação de tecidos de malha 1330800 · 11,2% das admissões 41 43.8h — R$ 2.600 — 3% 3
Fabricação de artefatos de tapeçaria 1352900 · 10,1% das admissões 37 44h — R$ 1.621 — 3% 3
Tecelagem de fios de algodão 1321900 · 8,7% das admissões 32 43.8h — R$ 3.000 — 3% 3
Fabricação de meias 1421500 · 4,9% das admissões 18 44h — R$ 1.910 — 3% 2
Fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico 1351100 · 4,1% das admissões 15 44.1h — R$ 1.518 — 3% 3
Tecelagem de fios de fibras artificiais e sintéticas 1323500 · 4,1% das admissões 15 43.9h — R$ 2.500 — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como tecelão (tear manual)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.118 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

37 meses

No setor público

0,9%

Em empresa do Simples

46,4%

Sexo

  • Homem 64,8%
  • Mulher 35,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,8h/sem
  • Pessoas com deficiência1,1%
  • Jornada parcial0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 1.118 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 55,8%
  • Parda 36,6%
  • Preta 7,4%
  • Amarela 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,3%
  • Até o 5º ano incompleto 2,9%
  • 5º ano completo 2,1%
  • 6º ao 9º ano 8,8%
  • Fundamental completo 11,9%
  • Médio incompleto 12,8%
  • Médio completo 59,5%
  • Superior incompleto 0,9%
  • Superior completo 1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 1,4%
  • 5º ano completo 1,9%
  • 6º a 9º ano 4,6%
  • Fundamental completo 5,5%
  • Médio incompleto 13,1%
  • Médio completo 69,4%
  • Superior incompleto 3%
  • Superior completo 0,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 8,2%
  • 5 a 9 empregados 10,9%
  • 10 a 19 empregados 16,8%
  • 20 a 49 empregados 22%
  • 50 a 99 empregados 10,8%
  • 100 a 249 empregados 11,9%
  • 250 a 499 empregados 19,1%
  • 500 a 999 empregados 0,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de tecelão (tear manual)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

38,2

CAT no período

36

Idade média no acidente

39 anos

Foram 36 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo tecelão (tear manual) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 38,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 69,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 27,8% de trajeto (no deslocamento) e 2,8% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto 27,8%
  • Típico 69,4%
  • Doença 2,8%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 22,2%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 16,7%
  • Joelho 13,9%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 8,3%
  • Braço (acima do cotovelo) 5,6%

Natureza da lesão

  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 25%
  • Fratura 25%
  • Lesão imediata 22,2%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 13,9%
  • Luxação 2,8%

Agente causador

  • Máquina têxtil 19,4%
  • Motocicleta, motoneta 13,9%
  • Metal - inclui liga 8,3%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC 8,3%
  • Veículo, NIC 8,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S80.0 — Contusão do joelho 2 5,6% 1.225
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 2 5,6% 24.580
S80.0NU — Traumatismo superficial da perna 2 5,6% 1.225
S61 — Ferimento do punho e da mão 2 5,6% 3.531
V29.0 — Condutor traumatizado em colisão com outros veículos e com veículos não especificados, a motor, em um acidente não-de-trânsito 2 5,6% 313
S40.0 — Contusão do ombro e do braço 1 2,8% 479

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de outros produtos têxteis não especificados anteriormente) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 38,2 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

A escolaridade desejável para acessar as ocupações de chapeleiro, redeiro, tecelão e tricoteiro é a formação mínima do ensino fundamental. Os crocheteiros e tecelões de tapetes têm, em geral, o ensino médio incompleto. Esses trabalhadores necessitam de cursos básicos de qualificação profissional com até duzentas horas/aula que podem ser ministrados em escolas especializadas ou por pessoas mais experientes, no próprio local de trabalho. A experiência profissional pode variar entre menos de um ano até quatro anos de atuação, dependendo da ocupação. São, majoritariamente, profissionais que se organizam de forma individual no trabalho com total autonomia de suas funções. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7681.

Qual especialização paga mais na família 7681

Todas as ocupações de trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7681-30 Crocheteiro, a mão — R$ 2.800 34
7681-15 Tricoteiro, à mão R$ 2.071 R$ 2.375 59
7681-10 Tecelão de tapetes, a mão R$ 2.078 R$ 2.338 615
7681-05 Tecelão (tear manual) (esta página) R$ 1.925 R$ 2.121 1.118
7681-20 Redeiro — R$ 1.996 51
7681-25 Chapeleiro (chapéus de palha) R$ 1.624 R$ 1.667 81

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7681-05.

A Confeccionar fios (6)
  • •Estirar algodões
  • •Fiar algodões
  • •Torcer algodões
  • •Virar fios
  • •Tingir fios
  • •Enrolar fios em novelos
B Operar a urdideira (gaiola) (5)
  • •Entrelaçar fios
  • •Esticar fios
  • •Organizar cobistris
  • •Encher carretéis
  • •Transportar carretéis para tear
C Operar tear (5)
  • •Unir fios conforme cores
  • •Fixar fios com nós
  • •Emendar fios de acordo com combinação das cores
  • •Pentear fios
  • •Operar a navete (palheta, lançadeira)
D Tecer tecidos (5)
  • •Selecionar materiais (fios, agulhas, linhas, navete, palheta)
  • •Operar pedais
  • •Operar a lançadeira
  • •Encher espolas
  • •Trocar espolas
I Comercializar produtos da tecelagem manual (5)
  • •Divulgar produtos para comercialização
  • •Definir custos das peças
  • •Negociar preço com clientes
  • •Embalar peças
  • •Providenciar entrega de peças
Z Demonstrar competências pessoais (4)
  • •Demonstrar habilidade
  • •Demonstrar paciência
  • •Criar criatividade
  • •Persistir

Sinônimos oficiais (3)

Operador de tear manualTecedor - exclusive de tapetesTecelão - exclusive de tapetes

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7681-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um tecelão (tear manual)?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.925 por mês, considerando as 354 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.606 (10% menores) a R$ 3.090 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.121 (RAIS 2024), 10.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando tecelão (tear manual)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 366 admissões contra 490 desligamentos, saldo de -124 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata tecelão (tear manual)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de outros produtos têxteis não especificados anteriormente (CNAE 1359600), com 21,3% das admissões e mediana de R$ 1.847. A ficha de tecelão (tear manual) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de tecelão (tear manual)?

7681-05 (família 7681 — Trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins). A CBO reconhece também os títulos: Operador de tear manual, Tecedor - exclusive de tapetes, Tecelão - exclusive de tapetes — todos usam o mesmo código 7681-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser tecelão (tear manual)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7681: A escolaridade desejável para acessar as ocupações de chapeleiro, redeiro, tecelão e tricoteiro é a formação mínima do ensino fundamental. Os crocheteiros e tecelões de tapetes têm, em geral, o ensino médio incompleto. Esses trabalhadores necessitam de cursos básicos de qualificação profissional com até duzentas horas/aula que podem ser ministrados em escolas especializadas ou por pessoas mais experientes, no próprio local de trabalho. A experiência profissional pode variar entre menos de um ano até quatro anos de atuação, dependendo da ocupação. São, majoritariamente, profissionais que se organizam de forma individual no trabalho com total autonomia de suas funções. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de tecelão (tear manual)?

A taxa é de 38,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (22,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S80.0 — contusão do joelho. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7681-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7681-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7681-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1359600), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7681:

  • •Heleno Dutra de Araújo ME.
  • •N. P. de Medeiros Marinho
  • •Ponto dos Botões Comércio Ltda.
  • •Redes Santa Luzia
  • •Trapos e Fiapos
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •Cala: abertura entre os fios impares e pares da urdidura, por onde passa a trama.
  • •Navete: peça de madeira na qual é armazenado o fio utilizado para a trama.
  • •Pente: peça básica no tear pente-liço que permite levantar e abaixar alternadamente os fios da urdidura para permitir a abertura da cala e posterior passagem da trama.
  • •Tear: ferramenta que permite o entrelaçamento de uma maneira ordenada de dois con- juntos de fios, denominados trama e urdidura, formando como resultado uma malha denominada tecido.
  • •Urdume ou urdidura: conjunto de fios dispostos no tear paralelamente, na vertical e esti- cados por entre os quais passam os fios da trama (base de qualquer trabalho no tear).
  • •Pente: peça com aberturas perpendiculares (ranhura) e pequenos orifícios por onde passam os fios do urdume.
  • •Trama: é o segundo conjunto de fios passados com a navete no sentido horizontal do tear, entre os fios do urdume.
  • •Urdideira: peça destinada a ordenar e determinar o tamanho dos fios do urdume.
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