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CBO 2002 Família 7681 R$ 1.924 na admissão -90 postos em 12 meses 30 atividades

CBO 7681-05 — Tecelão (tear manual)

O código 7681-05 identifica a ocupação tecelão (tear manual) na CBO 2002, dentro da família 7681 — Trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um tecelão (tear manual)

Confeccionam fios, estirando, torcendo e fiando algodões; operam urdideira, entrelaçando e esticando fios. Operam tear manual, unindo, fixando e penteando fios; tecem tecidos, operando pedais e lançadeiras. Confeccionam peças de tricô, crochê, chapéus e redes, definindo tipos, selecionando modelos, confeccionando moldes e amostras e montando pontos na agulha. Preparam palhas, extraindo, selecionando e secando folhas. Comercializam produtos de tecelagem manual.

Descrição oficial da família 7681 — Trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os trabalhadores dessa família ocupacional atuam em setores ligados à fabricação de produtos têxteis e preparação de couros, fabricação de artefatos de couro, artigos de viagem e calçados. São profissionais autônomos ou empregados. Podem trabalhar individualmente ou em pequenos grupos, com total autonomia. Têm como local de trabalho ambientes fechados e horários irregulares. Frequentemente trabalham em posições desconfortáveis, por períodos longos, expostos a materiais tóxicos, ruídos e pelos.

Recursos de trabalho

Agulhas; Algodão; Forma do chapéu; Lançadeira; Linhas; Palha; Palheta; Tear; Tesoura; Urdideira.

Quanto ganha um tecelão (tear manual)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60210% ganham atéR$ 1.924medianaR$ 3.02410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.121

Entrada × quem já está

R$ 1.924 ao ser admitido · R$ 2.121 para quem tem vínculo ativo +10,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de tecelão (tear manual) foi de R$ 1.924 — metade das 373 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.602 e os 10% de maior, acima de R$ 3.024.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.121, ou seja, 10,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 37 meses.

Considerando a jornada média de 43.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.924
Por ano (12 salários)R$ 23.088
Por semanaR$ 443
Por hora (43.5h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.09464,9%
  • Mulheres — R$ 1.87835,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.10965%
  • Mulheres — R$ 2.15835%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste1.902
  • Sul2.098

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (4 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 124 -34 R$ 2.188
MG 101 -33 R$ 1.653
SC 83 +7 R$ 2.700
PR 45 +9 R$ 1.776

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

385

Desligamentos

475

Saldo

-90

Rotatividade

42,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/25 (+13) saldo negativo · pior: dez/25 (-20)

Em 12 meses houve 385 admissões e 475 desligamentos de tecelão (tear manual), o que significa que o mercado formal fechou 90 postos de trabalho no período, com rotatividade de 42,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 37,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 48% por dispensa sem justa causa, além de 8,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador37,7%
  • Dispensa sem justa causa48%
  • Fim de contrato8,8%

Sobre 475 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,5% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro8,3%
  • 1 a 4 empregados7,8%
  • 5 a 9 empregados13,2%
  • 10 a 19 empregados10,9%
  • 20 a 49 empregados29,4%
  • 50 a 99 empregados20%
  • 100 a 249 empregados6,5%
  • 250 a 499 empregados2,6%
  • 500 a 999 empregados1,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata tecelão (tear manual)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de outros produtos têxteis não especificados anteriormente 1359600 · 21,3% das admissões 82 44h R$ 1.747 R$ 1.836 R$ 2.050 3% 3
Fabricação de tecidos de malha 1330800 · 10,9% das admissões 42 43.8h R$ 2.600 3% 3
Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 10,6% das admissões 41 43.9h R$ 2.000 3% 2
Fabricação de artefatos de tapeçaria 1352900 · 10,4% das admissões 40 44h R$ 1.621 3% 3
Tecelagem de fios de algodão 1321900 · 8,1% das admissões 31 43.8h R$ 3.055 3% 3
Tecelagem de fios de fibras artificiais e sintéticas 1323500 · 6,8% das admissões 26 43.6h R$ 1.696 3% 3
Fabricação de meias 1421500 · 4,4% das admissões 17 44h R$ 1.910 3% 2
Preparação e fiação de fibras de algodão 1311100 · 3,9% das admissões 15 44h R$ 2.099 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como tecelão (tear manual)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.118 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

37 meses

No setor público

0,9%

Em empresa do Simples

46,4%

Sexo

  • Homem64,8%
  • Mulher35,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,8h/sem
  • Pessoas com deficiência1,1%
  • Jornada parcial0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 1.118 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca55,8%
  • Parda36,6%
  • Preta7,4%
  • Amarela0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,3%
  • Até o 5º ano incompleto2,9%
  • 5º ano completo2,1%
  • 6º ao 9º ano8,8%
  • Fundamental completo11,9%
  • Médio incompleto12,8%
  • Médio completo59,5%
  • Superior incompleto0,9%
  • Superior completo1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,3%
  • Até 5º ano incompleto1%
  • 5º ano completo1,8%
  • 6º a 9º ano5,2%
  • Fundamental completo5,7%
  • Médio incompleto13,5%
  • Médio completo68,1%
  • Superior incompleto3,6%
  • Superior completo0,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados8,2%
  • 5 a 9 empregados10,9%
  • 10 a 19 empregados16,8%
  • 20 a 49 empregados22%
  • 50 a 99 empregados10,8%
  • 100 a 249 empregados11,9%
  • 250 a 499 empregados19,1%
  • 500 a 999 empregados0,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de tecelão (tear manual)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

38,2

CAT no período

36

Idade média no acidente

39 anos

Foram 36 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo tecelão (tear manual) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 38,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 69,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 27,8% de trajeto (no deslocamento) e 2,8% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto27,8%
  • Típico69,4%
  • Doença2,8%

Parte do corpo atingida

  • Dedo22,2%
  • Mão (exceto punho ou dedos)16,7%
  • Joelho13,9%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)8,3%
  • Braço (acima do cotovelo)5,6%

Natureza da lesão

  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)25%
  • Fratura25%
  • Lesão imediata22,2%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)13,9%
  • Luxação2,8%

Agente causador

  • Máquina têxtil19,4%
  • Motocicleta, motoneta13,9%
  • Metal - inclui liga8,3%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC8,3%
  • Veículo, NIC8,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S80.0 — Contusão do joelho 2 5,6% 1.225
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 2 5,6% 24.580
S80.0NU — Traumatismo superficial da perna 2 5,6% 1.225
S61 — Ferimento do punho e da mão 2 5,6% 3.531
V29.0 — Condutor traumatizado em colisão com outros veículos e com veículos não especificados, a motor, em um acidente não-de-trânsito 2 5,6% 313
S40.0 — Contusão do ombro e do braço 1 2,8% 479

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de outros produtos têxteis não especificados anteriormente) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 38,2 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

A escolaridade desejável para acessar as ocupações de chapeleiro, redeiro, tecelão e tricoteiro é a formação mínima do ensino fundamental. Os crocheteiros e tecelões de tapetes têm, em geral, o ensino médio incompleto. Esses trabalhadores necessitam de cursos básicos de qualificação profissional com até duzentas horas/aula que podem ser ministrados em escolas especializadas ou por pessoas mais experientes, no próprio local de trabalho. A experiência profissional pode variar entre menos de um ano até quatro anos de atuação, dependendo da ocupação. São, majoritariamente, profissionais que se organizam de forma individual no trabalho com total autonomia de suas funções. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7681.

Qual especialização paga mais na família 7681

Todas as ocupações de trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7681-30 Crocheteiro, a mão R$ 2.800 34
7681-15 Tricoteiro, à mão R$ 2.071 R$ 2.375 59
7681-10 Tecelão de tapetes, a mão R$ 2.050 R$ 2.338 615
7681-05 Tecelão (tear manual) (esta página) R$ 1.924 R$ 2.121 1.118
7681-20 Redeiro R$ 2.013 R$ 1.996 51
7681-25 Chapeleiro (chapéus de palha) R$ 1.622 R$ 1.667 81

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7681-05.

A Confeccionar fios (6)
  • Estirar algodões
  • Fiar algodões
  • Torcer algodões
  • Virar fios
  • Tingir fios
  • Enrolar fios em novelos
B Operar a urdideira (gaiola) (5)
  • Entrelaçar fios
  • Esticar fios
  • Organizar cobistris
  • Encher carretéis
  • Transportar carretéis para tear
C Operar tear (5)
  • Unir fios conforme cores
  • Fixar fios com nós
  • Emendar fios de acordo com combinação das cores
  • Pentear fios
  • Operar a navete (palheta, lançadeira)
D Tecer tecidos (5)
  • Selecionar materiais (fios, agulhas, linhas, navete, palheta)
  • Operar pedais
  • Operar a lançadeira
  • Encher espolas
  • Trocar espolas
I Comercializar produtos da tecelagem manual (5)
  • Divulgar produtos para comercialização
  • Definir custos das peças
  • Negociar preço com clientes
  • Embalar peças
  • Providenciar entrega de peças
Z Demonstrar competências pessoais (4)
  • Demonstrar habilidade
  • Demonstrar paciência
  • Criar criatividade
  • Persistir

Sinônimos oficiais (3)

Operador de tear manualTecedor - exclusive de tapetesTecelão - exclusive de tapetes

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7681-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um tecelão (tear manual)?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.924 por mês, considerando as 373 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.602 (10% menores) a R$ 3.024 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.121 (RAIS 2024), 10.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando tecelão (tear manual)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 385 admissões contra 475 desligamentos, saldo de -90 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata tecelão (tear manual)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de outros produtos têxteis não especificados anteriormente (CNAE 1359600), com 21,3% das admissões e mediana de R$ 1.836. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de tecelão (tear manual)?

7681-05 (família 7681 — Trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins). A CBO reconhece também os títulos: Operador de tear manual, Tecedor - exclusive de tapetes, Tecelão - exclusive de tapetes — todos usam o mesmo código 7681-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser tecelão (tear manual)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7681: A escolaridade desejável para acessar as ocupações de chapeleiro, redeiro, tecelão e tricoteiro é a formação mínima do ensino fundamental. Os crocheteiros e tecelões de tapetes têm, em geral, o ensino médio incompleto. Esses trabalhadores necessitam de cursos básicos de qualificação profissional com até duzentas horas/aula que podem ser ministrados em escolas especializadas ou por pessoas mais experientes, no próprio local de trabalho. A experiência profissional pode variar entre menos de um ano até quatro anos de atuação, dependendo da ocupação. São, majoritariamente, profissionais que se organizam de forma individual no trabalho com total autonomia de suas funções. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de tecelão (tear manual)?

A taxa é de 38,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (22,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S80.0 — contusão do joelho. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7681-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7681-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7681-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1359600), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7681:

  • Heleno Dutra de Araújo ME.
  • N. P. de Medeiros Marinho
  • Ponto dos Botões Comércio Ltda.
  • Redes Santa Luzia
  • Trapos e Fiapos
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Cala: abertura entre os fios impares e pares da urdidura, por onde passa a trama.
  • Navete: peça de madeira na qual é armazenado o fio utilizado para a trama.
  • Pente: peça básica no tear pente-liço que permite levantar e abaixar alternadamente os fios da urdidura para permitir a abertura da cala e posterior passagem da trama.
  • Tear: ferramenta que permite o entrelaçamento de uma maneira ordenada de dois con- juntos de fios, denominados trama e urdidura, formando como resultado uma malha denominada tecido.
  • Urdume ou urdidura: conjunto de fios dispostos no tear paralelamente, na vertical e esti- cados por entre os quais passam os fios da trama (base de qualquer trabalho no tear).
  • Pente: peça com aberturas perpendiculares (ranhura) e pequenos orifícios por onde passam os fios do urdume.
  • Trama: é o segundo conjunto de fios passados com a navete no sentido horizontal do tear, entre os fios do urdume.
  • Urdideira: peça destinada a ordenar e determinar o tamanho dos fios do urdume.
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