CBO 7681-15 — Tricoteiro, à mão
O código 7681-15 identifica a ocupação tricoteiro, à mão na CBO 2002, dentro da família 7681 — Trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um tricoteiro, à mão
Confeccionam fios, estirando, torcendo e fiando algodões; operam urdideira, entrelaçando e esticando fios. Operam tear manual, unindo, fixando e penteando fios; tecem tecidos, operando pedais e lançadeiras. Confeccionam peças de tricô, crochê, chapéus e redes, definindo tipos, selecionando modelos, confeccionando moldes e amostras e montando pontos na agulha. Preparam palhas, extraindo, selecionando e secando folhas. Comercializam produtos de tecelagem manual.
Descrição oficial da família 7681 — Trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Os trabalhadores dessa família ocupacional atuam em setores ligados à fabricação de produtos têxteis e preparação de couros, fabricação de artefatos de couro, artigos de viagem e calçados. São profissionais autônomos ou empregados. Podem trabalhar individualmente ou em pequenos grupos, com total autonomia. Têm como local de trabalho ambientes fechados e horários irregulares. Frequentemente trabalham em posições desconfortáveis, por períodos longos, expostos a materiais tóxicos, ruídos e pelos.
Recursos de trabalho
Agulhas; Algodão; Forma do chapéu; Lançadeira; Linhas; Palha; Palheta; Tear; Tesoura; Urdideira.
Quanto ganha um tricoteiro, à mão
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.375
Entrada × quem já está
R$ 2.071 ao ser admitido · R$ 2.375 para quem tem vínculo ativo +14,7%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de tricoteiro, à mão foi de R$ 2.071 — metade das 15 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.054 e os 10% de maior, acima de R$ 2.288.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.375, ou seja, 14,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 42 meses.
Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.071 |
| Por ano (12 salários) | R$ 24.852 |
| Por semana | R$ 477 |
| Por hora (44h/sem) | R$ 11,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
15
Desligamentos
23
Saldo
-8
Rotatividade
39%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 15 admissões e 23 desligamentos de tricoteiro, à mão, o que significa que o mercado formal fechou 8 postos de trabalho no período, com rotatividade de 39% sobre o estoque de vínculos.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata tricoteiro, à mão
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Comércio atacadista de artigos do vestuário e acessórios, exceto profissionais e de segurança 4642701 · 73,3% das admissões | 11 | 44h | — | R$ 2.071 | — | 1% | 2 |
| Fabricação de artefatos de material plástico para uso na construção, exceto tubos e acessórios 2229303 · 26,7% das admissões | 4 | — | — | — | — | 3% | 3 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como tricoteiro, à mão
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 59 vínculos
Idade mediana
43 anos
Tempo de casa
42 meses
No setor público
8,5%
Em empresa do Simples
33,9%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada42,3h/sem
- Em entidade sem fins lucrativos20,3%
Sobre os 59 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos
Informalidade no setor
33,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
24,1%
Rendimento formal × informal
R$ 3.373 × R$ 1.988
No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
A escolaridade desejável para acessar as ocupações de chapeleiro, redeiro, tecelão e tricoteiro é a formação mínima do ensino fundamental. Os crocheteiros e tecelões de tapetes têm, em geral, o ensino médio incompleto. Esses trabalhadores necessitam de cursos básicos de qualificação profissional com até duzentas horas/aula que podem ser ministrados em escolas especializadas ou por pessoas mais experientes, no próprio local de trabalho. A experiência profissional pode variar entre menos de um ano até quatro anos de atuação, dependendo da ocupação. São, majoritariamente, profissionais que se organizam de forma individual no trabalho com total autonomia de suas funções. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 7681.
Qual especialização paga mais na família 7681
Todas as ocupações de trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 7681-30 | Crocheteiro, a mão | — | R$ 2.800 | 34 |
| 7681-15 | Tricoteiro, à mão (esta página) | R$ 2.071 | R$ 2.375 | 59 |
| 7681-10 | Tecelão de tapetes, a mão | R$ 2.050 | R$ 2.338 | 615 |
| 7681-05 | Tecelão (tear manual) | R$ 1.924 | R$ 2.121 | 1.118 |
| 7681-20 | Redeiro | R$ 2.013 | R$ 1.996 | 51 |
| 7681-25 | Chapeleiro (chapéus de palha) | R$ 1.622 | R$ 1.667 | 81 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7681-15.
B Operar a urdideira (gaiola) (1)
- •Entrelaçar fios
C Operar tear (2)
- •Unir fios conforme cores
- •Fixar fios com nós
D Tecer tecidos (1)
- •Selecionar materiais (fios, agulhas, linhas, navete, palheta)
E Confeccionar peças de crochê (5)
- •Selecionar modelos, linhas e agulhas
- •Confeccionar amostras
- •Confeccionar o molde da peça
- •Laçar linhas
- •Definir quantidade de pontos de acordo com a peça
F Confeccionar peças de tricô (6)
- •Definir tipo de tricô
- •Montar pontos na agulha
- •Definir o início da confecção de peças
- •Entrelaçar a linha na agulha conforme tipos de pontos
- •Trocar as linhas de acordo com modelos
- •Rematar pontos
I Comercializar produtos da tecelagem manual (5)
- •Divulgar produtos para comercialização
- •Definir custos das peças
- •Negociar preço com clientes
- •Embalar peças
- •Providenciar entrega de peças
Z Demonstrar competências pessoais (4)
- •Demonstrar habilidade
- •Demonstrar paciência
- •Criar criatividade
- •Persistir
Sinônimos oficiais (2)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7681-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um tricoteiro, à mão?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.071 por mês, considerando as 15 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.054 (10% menores) a R$ 2.288 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.375 (RAIS 2024), 14.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando tricoteiro, à mão?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 15 admissões contra 23 desligamentos, saldo de -8 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata tricoteiro, à mão?
A atividade econômica que mais contratou foi Comércio atacadista de artigos do vestuário e acessórios, exceto profissionais e de segurança (CNAE 4642701), com 73,3% das admissões e mediana de R$ 2.071. A lista completa dos 2 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de tricoteiro, à mão?
7681-15 (família 7681 — Trabalhadores de tecelagem manual, tricô, crochê, rendas e afins). A CBO reconhece também os títulos: Tecelão de malhas, a mão, Tricotador, à mão — todos usam o mesmo código 7681-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser tricoteiro, à mão?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7681: A escolaridade desejável para acessar as ocupações de chapeleiro, redeiro, tecelão e tricoteiro é a formação mínima do ensino fundamental. Os crocheteiros e tecelões de tapetes têm, em geral, o ensino médio incompleto. Esses trabalhadores necessitam de cursos básicos de qualificação profissional com até duzentas horas/aula que podem ser ministrados em escolas especializadas ou por pessoas mais experientes, no próprio local de trabalho. A experiência profissional pode variar entre menos de um ano até quatro anos de atuação, dependendo da ocupação. São, majoritariamente, profissionais que se organizam de forma individual no trabalho com total autonomia de suas funções. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 7681-15?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 7681-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7681-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4642701), o RAT é 1%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7681:
- •Heleno Dutra de Araújo ME.
- •N. P. de Medeiros Marinho
- •Ponto dos Botões Comércio Ltda.
- •Redes Santa Luzia
- •Trapos e Fiapos
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
- •GLOSSÁRIO
- •Cala: abertura entre os fios impares e pares da urdidura, por onde passa a trama.
- •Navete: peça de madeira na qual é armazenado o fio utilizado para a trama.
- •Pente: peça básica no tear pente-liço que permite levantar e abaixar alternadamente os fios da urdidura para permitir a abertura da cala e posterior passagem da trama.
- •Tear: ferramenta que permite o entrelaçamento de uma maneira ordenada de dois con- juntos de fios, denominados trama e urdidura, formando como resultado uma malha denominada tecido.
- •Urdume ou urdidura: conjunto de fios dispostos no tear paralelamente, na vertical e esti- cados por entre os quais passam os fios da trama (base de qualquer trabalho no tear).
- •Pente: peça com aberturas perpendiculares (ranhura) e pequenos orifícios por onde passam os fios do urdume.
- •Trama: é o segundo conjunto de fios passados com a navete no sentido horizontal do tear, entre os fios do urdume.
- •Urdideira: peça destinada a ordenar e determinar o tamanho dos fios do urdume.