CBO 7643-05 — Acabador de calçados
O código 7643-05 identifica a ocupação acabador de calçados na CBO 2002, dentro da família 7643 — Trabalhadores de acabamento de calçados. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um acabador de calçados
Colocam solados, fixam saltos e palmilham calçados, limpam e lustram calçados. Revisam numeração, tonalidade, costuras e colagem de calçados, registrando ocorrências de falhas e defeitos. Preparam calçados para expedição.
Descrição oficial da família 7643 — Trabalhadores de acabamento de calçados, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham na etapa de acabamento das indústrias de fabricação de calçados. São empregados formais, com registro em carteira, organizados de forma individual em seus postos de trabalho ou, em equipe no setor de acabamento, sob supervisão constante. Trabalham em ambientes fechados por rodízio de turnos, geralmente em empresas de grande porte. Nas pequenas e médias empresas predomina o horário de trabalho em período diurno. Podem permanecer em posições desconfortáveis por longos períodos e estão sujeitos à inalação de materiais tóxicos.
Recursos de trabalho
Escova de aço; Escova para brilho (polir); Estufa; Flash; Máquina de asperar; Máquina de etiquetar palmilha; Máquina de passar cola (aranha); Prensa hidráulica (M6); Prensa pneumática (sorveteira).
Quanto ganha um acabador de calçados
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.249
Entrada × quem já está
R$ 1.980 ao ser admitido · R$ 2.249 para quem tem vínculo ativo +13,6%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de acabador de calçados foi de R$ 1.980 — metade das 7.690 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.624 e os 10% de maior, acima de R$ 2.612.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.249, ou seja, 13,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 28 meses.
Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 1.980 |
| Por ano (12 salários) | R$ 23.760 |
| Por semana | R$ 456 |
| Por hora (43.9h/sem) | R$ 10,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| RS | 3.150 | -640 | — | R$ 1.996 | — |
| SP | 1.978 | -215 | — | R$ 2.140 | — |
| MG | 1.186 | -99 | — | R$ 1.969 | — |
| SC | 365 | -97 | — | R$ 1.954 | — |
| CE | 350 | +29 | — | R$ 1.620 | — |
| BA | 346 | -30 | — | R$ 1.606 | — |
| PR | 246 | +38 | — | R$ 1.768 | — |
| MS | 57 | -23 | — | R$ 1.939 | — |
| GO | 32 | +2 | — | R$ 1.658 | — |
| SE | 32 | +21 | — | R$ 1.652 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
7.761
Desligamentos
8.787
Saldo
-1.026
Rotatividade
58,4%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 7.761 admissões e 8.787 desligamentos de acabador de calçados, o que significa que o mercado formal fechou 1.026 postos de trabalho no período, com rotatividade de 58,4% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 33,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 48,8% por dispensa sem justa causa, além de 15% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 8.787 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata acabador de calçados
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Fabricação de calçados de couro 1531901 · 35% das admissões | 2.718 | 44h | R$ 1.773 | R$ 1.992 | R$ 2.331 | 2% | 3 |
| Fabricação de calçados de material sintético 1533500 · 18,8% das admissões | 1.461 | 44h | R$ 1.835 | R$ 1.941 | R$ 2.096 | 2% | 3 |
| Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente 1539400 · 10,9% das admissões | 845 | 44h | R$ 1.666 | R$ 1.894 | R$ 2.108 | 3% | 3 |
| Acabamento de calçados de couro sob contrato 1531902 · 9,4% das admissões | 731 | 44h | R$ 1.908 | R$ 1.995 | R$ 2.283 | 3% | 3 |
| Fabricação de partes para calçados, de qualquer material 1540800 · 8,8% das admissões | 681 | 44h | R$ 1.808 | R$ 1.916 | R$ 2.190 | 3% | 3 |
| Fabricação de tênis de qualquer material 1532700 · 3,5% das admissões | 274 | 44h | R$ 1.855 | R$ 2.015 | R$ 2.175 | 2% | 3 |
| Comércio varejista de calçados 4782201 · 3% das admissões | 232 | 44.1h | R$ 1.981 | R$ 2.128 | R$ 2.616 | 2% | 1 |
| Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,3% das admissões | 179 | 45.4h | R$ 1.823 | R$ 1.882 | R$ 1.984 | 2% | 1 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como acabador de calçados
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 15.042 vínculos
Idade mediana
37 anos
Tempo de casa
28 meses
No setor público
1,2%
Em empresa do Simples
25%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,7h/sem
- Pessoas com deficiência1,9%
Sobre os 15.042 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de acabador de calçados
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
17,1
CAT no período
204
Óbitos comunicados
1
Idade média no acidente
36 anos
Foram 204 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo acabador de calçados nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 17,1 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 54,9% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 43,1% de trajeto (no deslocamento) e 2% doenças ocupacionais.
No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 8 | 3,9% | 3.531 |
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 8 | 3,9% | 5.476 |
| M79.6 — Dor em membro | 6 | 2,9% | 517 |
| S62.6 — Fratura de outros dedos | 6 | 2,9% | 24.580 |
| S80.0 — Contusão do joelho | 5 | 2,5% | 1.225 |
| S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha | 5 | 2,5% | 3.531 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de calçados de couro) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 17,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral
Informalidade no setor
24,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
16,3%
Rendimento formal × informal
R$ 3.887 × R$ 2.141
No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
Para o acesso a essas ocupações requer-se o ensino fundamental completo. Geralmente, os profissionais aprendem seus ofícios no próprio emprego auxiliando titulares mais experientes. O desempenho pleno da profissão ocorre com menos de um ano de atuação. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 7643.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7643-05.
A Colocar solados (10)
- •Requisitar solados de acordo com especificações
- •Lixar solados
- •Eliminar impurezas com escovão
- •Aplicar solvente
- •Aplicar cola em cabedais e solados
- •Ativar cola em cabedais e solados
- •Fixar cabedais e solados
- •Secar cola através de choque térmico
- •Moldar cabedais e solados através de choque térmico
- •Desenformar calçados
B Fixar saltos (5)
- •Aplicar cola em saltos
- •Unir saltos aos calçados conforme modelos
- •Fixar virolas nos saltos
- •Selecionar parafusos
- •Reforçar fixações com parafusos
C Palmilhar calçados (6)
- •Selecionar palmilhas
- •Etiquetar palmilhas
- •Pintar laterais de palmilhas
- •Aplicar cola em palmilhas
- •Colar esponjas em palmilhas
- •Fixar palmilhas em calçados
D Limpar calçados (7)
- •Eliminar pontas de linha
- •Selecionar solventes
- •Aplicar solventes
- •Retirar excesso de colas
- •Aparar rebarbas de solados
- •Aplicar proteção em couros para planchamento
- •Eliminar rugas de calçados através de planchamento
E Lustrar calçados (9)
- •Selecionar tintas
- •Selecionar pincéis
- •Retocar imperfeições com aplicação de tintas
- •Aplicar cremes ou líquidos de polimento
- •Secar calçados em estufa
- •Escovar calçados
- •Lixar saltos fachetados
- •Pintar saltos fachetados
- •Polir saltos fachetados
F Revisar calçados (11)
- •Firmar calçados com buchas e ou baguetes
- •Conferir a tonalidade de calçados
- •Checar costuras
- •Conferir a numeração dos calçados
- •Verificar a colagem dos calçados
- •Inspecionar a presença de pontas de pregos ou grampos
- •Conferir altura dos calçados
- •Registrar ocorrências de falhas e defeitos
- •Selecionar cadarços conforme cor e tamanho
- •Colocar cadarços nos calçados
- •Checar acessórios conforme modelos
G Preparar calçados para expedição (12)
- •Selecionar caixas e tampas individuais
- •Armar caixas e tampas individuais
- •Checar numeração de caixas individuais e calçados
- •Conferir especificações de etiquetas e calçados
- •Colocar divisórias e forros em caixas individuais
- •Colocar calçados em caixas individuais
- •Organizar caixas individuais conforme especificações das etiquetas
- •Conferir pares de calçados com fichas de produção
- •Montar caixas coletivas
- •Fixar referências em caixas coletivas
- •Colocar caixas individuais em caixas coletivas
- •Fixar selos de segurança em caixas coletivas
Z Demonstrar competências pessoais (13)
- •Trabalhar em equipe
- •Demonstrar capacidade de acuidade visual
- •Demonstrar auto-organização
- •Agir com atenção e concentração
- •Demonstrar habilidade manual
- •Dar provas de responsabilidade
- •Demonstrar iniciativa
- •Demonstrar agilidade
- •Agir com criatividade
- •Buscar auto-desenvolvimento
- •Demonstrar confiabilidade
- •Demonstrar segurança em decisões
- •Demonstrar comunicabilidade
Sinônimos oficiais (10)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7643-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um acabador de calçados?
A mediana do salário de admissão é R$ 1.980 por mês, considerando as 7.690 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.624 (10% menores) a R$ 2.612 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.249 (RAIS 2024), 13.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando acabador de calçados?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 7.761 admissões contra 8.787 desligamentos, saldo de -1.026 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata acabador de calçados?
A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de calçados de couro (CNAE 1531901), com 35% das admissões e mediana de R$ 1.992. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de acabador de calçados?
7643-05 (família 7643 — Trabalhadores de acabamento de calçados). A CBO reconhece também os títulos: Asperador de couro no acabamento de calçados, Escovador de solas no acabamento de calçados, Expedidor de calçados, Forrador de saltos no acabamento de calçados, Lustrador no acabamento de calçados, Planchador de calçados, Polidor de calçados (na fabricação), Retocador de calçados, entre outros — todos usam o mesmo código 7643-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser acabador de calçados?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7643: Para o acesso a essas ocupações requer-se o ensino fundamental completo. Geralmente, os profissionais aprendem seus ofícios no próprio emprego auxiliando titulares mais experientes. O desempenho pleno da profissão ocorre com menos de um ano de atuação. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de acabador de calçados?
A taxa é de 17,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (19,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 7643-05?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 7643-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7643-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1531901), o RAT é 2%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7643:
- •Amazonas Digital S.A.
- •Angelus Indústria e Comércio de Calçados Ltda.
- •Bessa Rio Indústria de Acessórios Ltda.
- •Dakota Nordeste S.A.
- •Felícia Calçados Ltda.
- •Francisco Lourenço Leite ME.
- •Grendene Sobral S.A.
- •Recamonde Artefatos de Couro Ltda.
- •Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Calçados do Ceará
- •Special Bags Acessórios de Couros Ltda.
- •Vulcabrás do Nordeste S.A.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai