CBO 7631-10 — Cortador de roupas
O código 7631-10 identifica a ocupação cortador de roupas na CBO 2002, dentro da família 7631 — Trabalhadores da preparação da confecção de roupas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um cortador de roupas
Programam riscos marcadores por processo manual ou digital, enfestam e cortam tecidos e não-tecidos, preparam lotes e pacotes para o setor de costura de roupas. Distribuem peças cortadas para as costureiras, retiram, revisam, contam e dobram peças acabadas. Trabalham em conformidade a normas técnicas de qualidade, meio ambiente e saúde.
Descrição oficial da família 7631 — Trabalhadores da preparação da confecção de roupas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham em indústrias de confecções de roupas, geralmente como assalariados com carteira assinada, de forma individual ou em equipe, em horários diurnos ou noturnos, em posições desconfortáveis durante longos perídos e locais ruidosos. São supervisionados ocasionalmente. Em empresas menores, os próprios donos exercem a função de corte, considerada estratégica para a economicidade do processo de confecção.
Recursos de trabalho
Máquina de cortar; Máquina de cortar viés; Máquina de corte longitudinal; Máquina de corte sem fim (serra fita); Máquina de corte transversal; Máquina de enfestar; Máquina de fusionar entretela; Máquina de queimar pique; Máquina de riscar (plotter); Sistema cad.
Quanto ganha um cortador de roupas
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.452
Entrada × quem já está
R$ 2.156 ao ser admitido · R$ 2.452 para quem tem vínculo ativo +13,7%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de cortador de roupas foi de R$ 2.156 — metade das 6.125 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.676 e os 10% de maior, acima de R$ 3.143.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.452, ou seja, 13,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 31 meses.
Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.156 |
| Por ano (12 salários) | R$ 25.872 |
| Por semana | R$ 496 |
| Por hora (43.6h/sem) | R$ 11,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 1.740 | -412 | — | R$ 2.409 | — |
| SC | 1.279 | -427 | — | R$ 2.387 | — |
| MG | 697 | -104 | — | R$ 1.810 | — |
| PR | 614 | -68 | — | R$ 2.321 | — |
| RJ | 462 | -53 | — | R$ 1.975 | — |
| RS | 288 | -88 | — | R$ 2.063 | — |
| CE | 267 | -45 | — | R$ 1.864 | — |
| GO | 260 | -83 | — | R$ 2.073 | — |
| PE | 199 | -35 | — | R$ 1.976 | — |
| ES | 100 | -28 | — | R$ 2.106 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
6.256
Desligamentos
7.653
Saldo
-1.397
Rotatividade
40,3%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 6.256 admissões e 7.653 desligamentos de cortador de roupas, o que significa que o mercado formal fechou 1.397 postos de trabalho no período, com rotatividade de 40,3% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 33,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 55,5% por dispensa sem justa causa, além de 8,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 7.653 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata cortador de roupas
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 39,1% das admissões | 2.449 | 44h | R$ 1.990 | R$ 2.306 | R$ 2.838 | 3% | 2 |
| Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 4781400 · 8,8% das admissões | 553 | 43.9h | R$ 1.940 | R$ 2.203 | R$ 2.695 | 2% | 1 |
| Confecção de roupas íntimas 1411801 · 6,7% das admissões | 417 | 44h | R$ 1.746 | R$ 1.944 | R$ 2.180 | 3% | 2 |
| Fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico 1351100 · 5,6% das admissões | 353 | 43.9h | R$ 1.719 | R$ 2.066 | R$ 2.472 | 3% | 3 |
| Facção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas 1412603 · 4,2% das admissões | 260 | 43.9h | R$ 1.918 | R$ 2.182 | R$ 2.813 | 3% | 2 |
| Confecção de roupas profissionais, exceto sob medida 1413401 · 3,5% das admissões | 220 | 44.1h | R$ 1.907 | R$ 2.215 | R$ 2.586 | 2% | 2 |
| Comercio varejista de artigos de cama, mesa e banho 4755503 · 2,7% das admissões | 171 | 43.9h | R$ 2.027 | R$ 2.079 | R$ 2.207 | 3% | 1 |
| Confecção, sob medida, de peças do vestuário, exceto roupas íntimas 1412602 · 2,6% das admissões | 162 | 44h | R$ 1.868 | R$ 2.091 | R$ 2.580 | 2% | 2 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como cortador de roupas
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 18.981 vínculos
Idade mediana
40 anos
Tempo de casa
31 meses
Em empresa do Simples
64%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,6h/sem
- Pessoas com deficiência0,6%
- Jornada parcial0,2%
- Contrato intermitente0,1%
- Em entidade sem fins lucrativos0,1%
Sobre os 18.981 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de cortador de roupas
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
18,8
CAT no período
283
Óbitos comunicados
2
Idade média no acidente
37 anos
Foram 283 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo cortador de roupas nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 18,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 73,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 24,7% de trajeto (no deslocamento) e 2,1% doenças ocupacionais.
No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 43 | 15,2% | 3.531 |
| S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha | 18 | 6,4% | 3.531 |
| S61 — Ferimento do punho e da mão | 18 | 6,4% | 3.531 |
| S62.6 — Fratura de outros dedos | 7 | 2,5% | 24.580 |
| S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão | 7 | 2,5% | 1.634 |
| S61.9 — Ferimento do punho e da mão, parte não especificada | 6 | 2,1% | 3.531 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 18,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral
Informalidade no setor
24,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
16,3%
Rendimento formal × informal
R$ 3.887 × R$ 2.141
No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício das ocupações de auxiliar de corte e de riscador requer ensino fundamental completo e, em menos de um ano, os trabalhadores estão aptos ao exercício pleno da maioria das atividades. Para o riscador exige-se qualificação básica de até duzentas horas/aula. As ocupações de cortador e enfestador requer ensino médio completo, seguido de curso profissionalizante de até duzentas horas/aula. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 7631.
Qual especialização paga mais na família 7631
Todas as ocupações de trabalhadores da preparação da confecção de roupas, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 7631-20 | Riscador de roupas | R$ 2.020 | R$ 3.005 | 1.009 |
| 7631-10 | Cortador de roupas (esta página) | R$ 2.156 | R$ 2.452 | 18.981 |
| 7631-15 | Enfestador de roupas | R$ 2.215 | R$ 2.409 | 3.162 |
| 7631-25 | Ajudante de confecção | R$ 1.793 | R$ 1.815 | 59.147 |
| 7631-05 | Auxiliar de corte (preparação da confecção de roupas) | R$ 1.787 | R$ 1.800 | 17.933 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7631-10.
A Programar riscos marcadores (2)
- •Encaixar moldes manualmente
- •Riscar moldes por processo manual
C Cortar tecidos (7)
- •Deslocar enfesto
- •Conferir risco com a ordem de corte
- •Conferir sentido do enfesto
- •Fixar risco
- •Utilizar peça piloto
- •Etiquetar componentes
- •Operar máquina de corte
F Contribuir com a qualidade do produto e processo (6)
- •Aplicar normas de qualidade na execução das tarefas
- •Seguir ordem de produção e ficha técnica
- •Identificar melhorias de operação
- •Verificar o funcionamento da máquina e equipamento
- •Participar de grupos de melhoria
- •Controlar desperdícios
G Trabalhar com segurança (6)
- •Cumprir as normas de segurança
- •Utilizar equipamento de proteção individual
- •Participar de treinamentos de segurança
- •Identificar condições inseguras
- •Organizar local de trabalho
- •Participar de atividades de prevenção de acidentes
Y Comunicar-se (1)
- •Registrar produção
Z Demonstrar competências pessoais (9)
- •Demonstrar comprometimento com os objetivos da empresa
- •Demonstrar flexibilidade
- •Trabalhar em equipe
- •Demonstrar atenção
- •Demonstrar senso de responsabilidade
- •Demonstrar habilidade motora fina
- •Demonstrar senso visual e tátil
- •Demonstrar iniciativa
- •Demonstrar agilidade
Sinônimos oficiais (3)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7631-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um cortador de roupas?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.156 por mês, considerando as 6.125 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.676 (10% menores) a R$ 3.143 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.452 (RAIS 2024), 13.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando cortador de roupas?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 6.256 admissões contra 7.653 desligamentos, saldo de -1.397 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata cortador de roupas?
A atividade econômica que mais contratou foi Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida (CNAE 1412601), com 39,1% das admissões e mediana de R$ 2.306. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de cortador de roupas?
7631-10 (família 7631 — Trabalhadores da preparação da confecção de roupas). A CBO reconhece também os títulos: Cortador de roupas (couro e pele), Operador de máquina de corte de roupas, Talhador de roupas — todos usam o mesmo código 7631-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser cortador de roupas?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7631: O exercício das ocupações de auxiliar de corte e de riscador requer ensino fundamental completo e, em menos de um ano, os trabalhadores estão aptos ao exercício pleno da maioria das atividades. Para o riscador exige-se qualificação básica de até duzentas horas/aula. As ocupações de cortador e enfestador requer ensino médio completo, seguido de curso profissionalizante de até duzentas horas/aula. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de cortador de roupas?
A taxa é de 18,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (51,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 7631-10?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 7631-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7631-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1412601), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7631:
- •Altenburg Indústria Textil Ltda.
- •Companhia Hering S.A.
- •Companhia Têxtil Karsten S.A.
- •Dudalina S.A.
- •Indústria Comércio Malhas Cristina Ltda.
- •Maju Indústria Têxtil Ltda.
- •Mash Indústria e Comércio Ltda.
- •Ministério das Cidades
- •Panaceia Arte em Retalhos Ltda ME.
- •Produtos Têxteis Sabie Ltda.
- •Sabimo Confecções Ltda.
- •Senai - Centro de Tecnologia do Vestuário - Blumenau (SC)
- •Sintrafite - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem, Blumenau.
- •Sulfabril S.A.
- •Toalia S.A. Indústria Têxtil
- •Instituição Conveniada Responsável
- •290 Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP