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CBO 2002 Família 7622 R$ 2.800 na admissão -17 postos em 12 meses 20 atividades

CBO 7622-20 — Rebaixador de couros

O código 7622-20 identifica a ocupação rebaixador de couros na CBO 2002, dentro da família 7622 — Trabalhadores do curtimento de couros e peles. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um rebaixador de couros

Controlam parâmetros físico-químicos e operam o processo de curtimento de peles e couros. Classificam couros (flor e raspa) e operam máquinas para enxugamento e rebaixamento de peles e couros. Trabalham seguindo normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, meio ambiente, higiene e saúde.

Descrição oficial da família 7622 — Trabalhadores do curtimento de couros e peles, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em curtumes como assalariados com carteira assinada. O trabalho é presencial, em ambiente fechado, com supervisão ocasional, sob regime de rodízio de turnos (diurno/noturno), exceto o classificador de couros que trabalha durante o dia.Trabalham eventualmente sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse. CONSULTE 7623 - Trabalhadores do acabamento de couros e peles.

Recursos de trabalho

Balança; Enxugadeira; Especímetro; Faca; Fulão; Medidora; Potenciômetro; Rebaixadeira; Relógio; Termômetro. 283

Quanto ganha um rebaixador de couros

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.76710% ganham atéR$ 2.800medianaR$ 3.22510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.963

Entrada × quem já está

R$ 2.800 ao ser admitido · R$ 2.963 para quem tem vínculo ativo +5,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de rebaixador de couros foi de R$ 2.800 — metade das 80 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.767 e os 10% de maior, acima de R$ 3.225.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.963, ou seja, 5,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 50 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 15,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.800
Por ano (12 salários)R$ 33.600
Por semanaR$ 644
Por hora (43.9h/sem)R$ 15,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.927100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.000100%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste2.903
  • Sul2.725

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 37 +6 R$ 2.930
RS 31 -3 R$ 2.725

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

81

Desligamentos

98

Saldo

-17

Rotatividade

28,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+4) saldo negativo · pior: dez/25 (-8)

Em 12 meses houve 81 admissões e 98 desligamentos de rebaixador de couros, o que significa que o mercado formal fechou 17 postos de trabalho no período, com rotatividade de 28,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 34,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 59,2% por dispensa sem justa causa, além de 6,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador34,7%
  • Dispensa sem justa causa59,2%
  • Fim de contrato6,1%

Sobre 98 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro7,4%
  • 1 a 4 empregados16%
  • 5 a 9 empregados9,9%
  • 10 a 19 empregados9,9%
  • 20 a 49 empregados29,6%
  • 50 a 99 empregados13,6%
  • 100 a 249 empregados11,1%
  • 500 a 999 empregados2,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata rebaixador de couros

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Curtimento e outras preparações de couro 1510600 · 67,9% das admissões 55 44h R$ 2.439 R$ 2.914 R$ 3.085 3% 3
Fabricação de equipamentos e acessórios para segurança pessoal e profissional 3292202 · 13,6% das admissões 11 44h R$ 1.757 3%
Fabricação de artefatos de couro não especificados anteriormente 1529700 · 8,6% das admissões 7 3% 2
Comércio atacadista de couros, lãs, peles e outros subprodutos não comestíveis de origem animal 4623102 · 4,9% das admissões 4 3% 2
Fabricação de calçados de couro 1531901 · 3,7% das admissões 3 2% 3
Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente 1539400 · 1,2% das admissões 1 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como rebaixador de couros

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 341 vínculos

Idade mediana

44 anos

Tempo de casa

50 meses

Em empresa do Simples

25,2%

Sexo

  • Homem97,1%
  • Mulher2,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência1,2%

Sobre os 341 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca58,9%
  • Parda31,4%
  • Preta8,9%
  • Amarela0,9%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,3%
  • Até o 5º ano incompleto5,3%
  • 5º ano completo8,2%
  • 6º ao 9º ano22,6%
  • Fundamental completo11,1%
  • Médio incompleto8,2%
  • Médio completo43,7%
  • Superior incompleto0,3%
  • Superior completo0,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto3,7%
  • 5º ano completo3,7%
  • 6º a 9º ano13,6%
  • Fundamental completo9,9%
  • Médio incompleto17,3%
  • Médio completo50,6%
  • Superior incompleto1,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados7,9%
  • 5 a 9 empregados11,4%
  • 10 a 19 empregados8,2%
  • 20 a 49 empregados11,1%
  • 50 a 99 empregados16,1%
  • 100 a 249 empregados20,2%
  • 250 a 499 empregados9,4%
  • 500 a 999 empregados4,4%
  • 1.000 ou mais empregados11,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se, no mínimo, a quarta série do ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional com duzentas a quatrocentas horas/aula de duração (classificador de couros e curtidor) ou prática profissional no posto de trabalho (enxugador e rebaixador de couros). O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional (classificador de couros e curtidor) e com menos de um ano para as demais ocupações. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7622.

Qual especialização paga mais na família 7622

Todas as ocupações de trabalhadores do curtimento de couros e peles, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7622-10 Classificador de couros R$ 2.844 R$ 3.473 798
7622-20 Rebaixador de couros (esta página) R$ 2.800 R$ 2.963 341
7622-05 Curtidor (couros e peles) R$ 1.838 R$ 2.688 1.790
7622-15 Enxugador de couros R$ 1.961 R$ 2.663 248

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7622-20.

A Controlar grandezas do curtimento de peles e couros (1)
  • Medir a espessura de peles e couros
B Curtir peles e couros (2)
  • Acionar comandos eletroeletrônicos e mecânicos de equipamentos para o curtimento
  • Paletizar peles e couros
C Preencher documentos (3)
  • Requisitar produtos químicos, instrumentos, ferramentas e materiais de consumo
  • Registrar etapas da produção em fichas técnicas
  • Registrar dados para a administração da produção
E Operar máquinas para o enxugamento e rebaixamento de peles e couros (4)
  • Receber peles e couros
  • Regular máquinas
  • Rebaixar peles e couros
  • Realizar a manutenção produtiva de máquinas e equipamentos
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Aceitar responsabilidades
  • Trabalhar em equipe
  • Trabalhar com segurança
  • Manter-se atualizado tecnologicamente
  • Demonstrar senso de valor profissional
  • Manter o local de trabalho organizado
  • Aceitar a avaliação de desempenho
  • Zelar pela preservação do meio ambiente
  • Demonstrar iniciativa
  • Aceitar idéias

Sinônimos oficiais (1)

Rebaixador de base (couros)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7622-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um rebaixador de couros?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.800 por mês, considerando as 80 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.767 (10% menores) a R$ 3.225 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.963 (RAIS 2024), 5.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando rebaixador de couros?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 81 admissões contra 98 desligamentos, saldo de -17 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata rebaixador de couros?

A atividade econômica que mais contratou foi Curtimento e outras preparações de couro (CNAE 1510600), com 67,9% das admissões e mediana de R$ 2.914. A lista completa dos 6 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de rebaixador de couros?

7622-20 (família 7622 — Trabalhadores do curtimento de couros e peles). A CBO reconhece também os títulos: Rebaixador de base (couros) — todos usam o mesmo código 7622-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser rebaixador de couros?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7622: Para o exercício dessas ocupações requer-se, no mínimo, a quarta série do ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional com duzentas a quatrocentas horas/aula de duração (classificador de couros e curtidor) ou prática profissional no posto de trabalho (enxugador e rebaixador de couros). O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional (classificador de couros e curtidor) e com menos de um ano para as demais ocupações. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7622-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7622-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7622-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1510600), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7622:

  • Associação Brasileira de Químicos e Técnicos da Indústria de Couro (ABQTIC)
  • Bertin Ltda.
  • Couroquímica Couros e Acabamentos Ltda.
  • Curtidora Itaúna Ltda.
  • Curtume Berghan Ltda.
  • Curtume Fridolino Ritter Ltda.
  • Curtume Kern-mattes S.A.
  • Disport do Brasil Ltda.
  • Dupont do Brasil S.A.
  • Fritscm e Companhia Ltda.
  • Fuga Couros S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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