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CBO 2002 Família 7604 R$ 3.510 na admissão -1.051 postos em 12 meses 95 atividades

CBO 7604-05 — Supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro)

O código 7604-05 identifica a ocupação supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro) na CBO 2002, dentro da família 7604 — Supervisores na confecção de calçados. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro)

Realizam gestão de recursos humanos, selecionando, treinando e orientando diretamente uma equipe de trabalho de chão-de-fábrica, tanto da empresa quanto dos serviços sub-contratados. Supervisionam e administram metas de produção, controlam a qualidade dos produtos e asseguram a manutenção de máquinas e equipamentos. Adotam estratégias para facilitar a integração com clientes internos e externos. Administram custos. Coordenam ações para garantir higiene e segurança no trabalho, qualidade e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 7604 — Supervisores na confecção de calçados, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de calçados, artefatos de couro e artigos de viagem como empregados com carteira assinada. O trabalho é organizado em equipe (células de produção, linhas de montagem ou grupos compactos), com supervisão permanente, em ambiente fechado e em rodízio de turnos (diurno/noturno). Trabalham sob pressão, o que pode levar à situação de estresse, e em posições desconfortáveis durante longos períodos. Ficam expostos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Balancim; Blaqueadeira; Bordadeira; Injetoras; Máquina de alta frequência; Máquina de chanfrar; Máquina de costura; Máquina de montar bico; Prensa hidráulica; Rachadeira.

Quanto ganha um supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.22110% ganham atéR$ 3.510medianaR$ 5.55410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.074

Entrada × quem já está

R$ 3.510 ao ser admitido · R$ 4.074 para quem tem vínculo ativo +16,1%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro) foi de R$ 3.510 — metade das 1.435 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.221 e os 10% de maior, acima de R$ 5.554.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.074, ou seja, 16,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 52 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 18,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.510
Por ano (12 salários)R$ 42.120
Por semanaR$ 808
Por hora (43.9h/sem)R$ 18,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.71673,6%
  • Mulheres — R$ 3.11826,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.36467%
  • Mulheres — R$ 3.61933%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste4.073
  • Sudeste3.483
  • Sul3.473

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (6 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
RS 503 -372 R$ 3.536
MG 330 -153 R$ 3.364
SP 291 -82 R$ 3.531
CE 107 -216 R$ 3.333
BA 84 -147 R$ 4.625
SC 66 -15 R$ 3.200

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

1.446

Desligamentos

2.497

Saldo

-1.051

Rotatividade

29,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+18) saldo negativo · pior: dez/25 (-217)

Em 12 meses houve 1.446 admissões e 2.497 desligamentos de supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro), o que significa que o mercado formal fechou 1.051 postos de trabalho no período, com rotatividade de 29,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 13,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 79,9% por dispensa sem justa causa, além de 4,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador13,7%
  • Dispensa sem justa causa79,9%
  • Fim de contrato4,7%

Sobre 2.497 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro11,1%
  • 1 a 4 empregados5,4%
  • 5 a 9 empregados7,4%
  • 10 a 19 empregados10,1%
  • 20 a 49 empregados18,7%
  • 50 a 99 empregados13,3%
  • 100 a 249 empregados13,1%
  • 250 a 499 empregados5,5%
  • 500 a 999 empregados5,7%
  • 1.000 ou mais empregados9,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de calçados de couro 1531901 · 27% das admissões 390 44h R$ 3.071 R$ 4.080 R$ 5.054 2% 3
Fabricação de calçados de material sintético 1533500 · 16,9% das admissões 245 44h R$ 3.059 R$ 3.885 R$ 5.034 2% 3
Acabamento de calçados de couro sob contrato 1531902 · 13,1% das admissões 189 44h R$ 2.400 R$ 2.891 R$ 3.529 3% 3
Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente 1539400 · 11,9% das admissões 172 44.1h R$ 3.046 R$ 3.850 R$ 4.838 3% 3
Fabricação de partes para calçados, de qualquer material 1540800 · 9,5% das admissões 138 44h R$ 2.535 R$ 3.033 R$ 3.783 3% 3
Fabricação de tênis de qualquer material 1532700 · 6,6% das admissões 95 44h R$ 3.096 R$ 3.808 R$ 4.205 2% 3
Comércio varejista de calçados 4782201 · 2,6% das admissões 37 43.9h R$ 3.100 2% 1
Fabricação de artigos para viagem, bolsas e semelhantes de qualquer material 1521100 · 1% das admissões 14 44h R$ 2.500 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 8.531 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

52 meses

Em empresa do Simples

19,7%

Sexo

  • Homem66,8%
  • Mulher33,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,8h/sem
  • Pessoas com deficiência2,1%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 8.531 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca54,1%
  • Parda39,3%
  • Preta5,6%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,3%
  • Até o 5º ano incompleto1,1%
  • 5º ano completo1,5%
  • 6º ao 9º ano7,5%
  • Fundamental completo9,7%
  • Médio incompleto10,9%
  • Médio completo57,2%
  • Superior incompleto5,1%
  • Superior completo6,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,3%
  • Até 5º ano incompleto1,2%
  • 5º ano completo1,4%
  • 6º a 9º ano7%
  • Fundamental completo8,9%
  • Médio incompleto8,6%
  • Médio completo62%
  • Superior incompleto4%
  • Superior completo5,9%
  • Pós-graduação0,6%
  • Doutorado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados2,5%
  • 5 a 9 empregados3,5%
  • 10 a 19 empregados5,8%
  • 20 a 49 empregados12,9%
  • 50 a 99 empregados9,7%
  • 100 a 249 empregados15%
  • 250 a 499 empregados8,9%
  • 500 a 999 empregados10%
  • 1.000 ou mais empregados31,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

11,4

CAT no período

80

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

41 anos

Foram 80 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 11,4 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 58,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 40% de trajeto (no deslocamento) e 1,3% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico58,8%
  • Trajeto40%
  • Doença1,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo33,8%
  • Partes múltiplas11,3%
  • Joelho6,3%
  • Membros superiores, NIC5%
  • Mão (exceto punho ou dedos)5%

Natureza da lesão

  • Fratura20%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)15%
  • Lesão imediata12,5%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)12,5%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)12,5%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta22,5%
  • Máquina, NIC15%
  • Prensa - máquina6,3%
  • Veículo rodoviário motorizado5%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 11 13,8% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 6 7,5% 24.580
Y96 — Circunstância relativa às condições de trabalho 3 3,8% 29
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 3 3,8% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 2 2,5% 1.634
S40 — Traumatismo superficial do ombro e do braço 2 2,5% 479

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de calçados de couro) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 11,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessa ocupação requer-se ensino médio completo e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre quatro e cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7604.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7604-05.

A Gerir recursos humanos (19)
  • Colaborar em processos de recrutamento e seleção de pessoal
  • Treinar mão-de-obra
  • Aplicar legislação trabalhista
  • Liderar equipe de trabalho
  • Orientar a equipe de trabalho sobre normas e procedimentos da empresa
  • Propiciar o bem estar no ambiente de trabalho
  • Propiciar a integração da equipe de trabalho
  • Organizar reuniões para informação profissional e social
  • Acompanhar a realização de tarefas
  • Avaliar desempenho de resultados (dados estatísticos)
  • Apresentar retorno a equipe sobre trabalho realizado
  • Administrar fichas pessoais de acompanhamento
  • Administrar alocação da equipe de trabalho
  • Motivar equipe de trabalho
  • Oportunizar crescimento profissional dos colaboradores
  • Administrar cargos e salários
  • Controlar nível de absenteísmo
  • Administrar conflitos
  • Planejar férias da equipe de trabalho
B Proporcionar condições de segurança no ambiente de trabalho (10)
  • Providenciar dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos
  • Identificar áreas de risco na empresa
  • Providenciar sinalização das áreas de risco
  • Informar colaboradores sobre áreas de risco na empresa
  • Conscientizar colaboradores para uso de equipamentos de proteção individual (epi)
  • Facilitar atuação da comissão interna de prevenção de acidentes (cipa)
  • Assegurar a limpeza e higiene do ambiente de trabalho
  • Promover disseminação de informações sobre saúde e segurança
  • Informar ao setor de recursos humanos aspectos de saúde e segurança
  • Providenciar encaminhamento na ocorrência de acidentes
C Supervisionar a produção (13)
  • Identificar tarefas a seram executadas
  • Orientar equipe para execução do trabalho
  • Conduzir equipe para atingir objetivos pré-determinados
  • Tomar decisões
  • Gerenciar a execução do plano de produção estabelecido
  • Coordenar todos os processos do setor
  • Manter integração com todos os setores da produção
  • Avaliar planilhas de produção.
  • Monitorar execução do plano de metas da produção
  • Realizar controle visual da produção
  • Identificar pontos de gargalo (pontos críticos)
  • Criar dispositivos de sinalização de pontos de gargalo
  • Cumprir prazo de entrega da produção
D Atingir as metas de produção (9)
  • Definir lay-out conforme produto
  • Planejar execução das metas de produção
  • Controlar o recebimento de matéria-prima
  • Elaborar mostruário de peças padrão de cada setor
  • Elaborar plano de incentivos de alcance de metas de produção e qualidade
  • Estimular iniciativa da equipe de trabalho
  • Assegurar a organização e limpeza do setor
  • Elaborar quadro de polivalência
  • Elaborar plano de polivalência
E Controlar a qualidade da produção (8)
  • Seguir as normas e especificações de cada produto
  • Selecionar rh (recursos humanos) conforme complexidade do produto
  • Promover cursos e palestras sobre qualidade
  • Incentivar a valorização da marca do produto da empresa
  • Assegurar o padrão de qualidade do produto
  • Acompanhar gráficos de testes e ensaios de matéria-prima e produtos
  • Analisar gráficos de testes e ensaios de matéria-prima e produtos
  • Analisar resultados do controle de qualidade
F Facilitar a integração com clientes internos e externos (5)
  • Verificar necessidades dos clientes (internos e externos)
  • Interagir com equipe de trabalho para melhorias de processos
  • Realizar atendimento específico conforme necessidade dos clientes
  • Monitorar atendimento aos clientes (internos e externos)
  • Participar de eventos relacionados ao setor
G Administrar custos (6)
  • Elaborar planilha de controle de custos
  • Realizar analises de custo/benefício
  • Cumprir planejamento conforme previsão de custos
  • Controlar nível de retrabalho
  • Controlar a rotatividade da equipe de trabalho
  • Realizar campanhas de redução de custos e desperdícios
H Conservar máquinas e equipamentos (4)
  • Instruir equipe de trabalho para utilização de máquinas e equipamentos conforme especificações
  • Monitorar condições de funcionamento de máquinas e equipamentos
  • Elaborar programa de manutenção de máquinas e equipamentos (preventiva/corretiva)
  • Organizar a rotatividade do uso das máquinas e equipamentos
Z Demonstrar competências pessoais (21)
  • Evidenciar liderança
  • Demonstrar senso de auto-crítica
  • Dar provas de flexibilidade para mudanças no processo produtivo
  • Manifestar iniciativa
  • Evidenciar habilidade criativa
  • Delegar tarefas
  • Demonstrar comprometimento com a missão da empresa
  • Dar provas de responsabilidade
  • Buscar atualização tecnológica
  • Conhecer características pessoais de cada colaborador
  • Conservar bens patrimoniais da empresa
  • Evidenciar habilidades comunicativas
  • Valorizar o marketing pessoal
  • Apresentar novos métodos e processos a equipe de trabalho
  • Manifestar postura ética e profissional
  • Solucionar problemas em situação de emergência conforme normas e procedimentos
  • Incentivar a prática de polivalência na empresa
  • Buscar melhorias contínuas no processo
  • Interpretar a legislação trabalhista
  • Demonstrar atenção para a questão ambiental
  • Pesquisar informações relacionadas ao setor

Sinônimos oficiais (12)

Contramestre da indústria de calçadosMestre (indústria de calçados e artefatos de couro)Mestre sapateiroSupervisor de acabamento de confecção de calçadosSupervisor de alta freqüência de confecção de calçadosSupervisor de corte de confecção de calçadosSupervisor de injeção de confecção de calçadosSupervisor de matrizaria de confecção de calçadosSupervisor de modelagem de confecção de calçadosSupervisor de montagem de confecção de calçadosSupervisor de pesponto de confecção de calçadosSupervisor de pré-frezado de confecção de calçados

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7604-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro)?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.510 por mês, considerando as 1.435 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.221 (10% menores) a R$ 5.554 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.074 (RAIS 2024), 16.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.446 admissões contra 2.497 desligamentos, saldo de -1.051 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de calçados de couro (CNAE 1531901), com 27% das admissões e mediana de R$ 4.080. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro)?

7604-05 (família 7604 — Supervisores na confecção de calçados). A CBO reconhece também os títulos: Contramestre da indústria de calçados, Mestre (indústria de calçados e artefatos de couro), Mestre sapateiro, Supervisor de acabamento de confecção de calçados, Supervisor de alta freqüência de confecção de calçados, Supervisor de corte de confecção de calçados, Supervisor de injeção de confecção de calçados, Supervisor de matrizaria de confecção de calçados, entre outros — todos usam o mesmo código 7604-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7604: Para o exercício dessa ocupação requer-se ensino médio completo e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre quatro e cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de supervisor (indústria de calçados e artefatos de couro)?

A taxa é de 11,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (33,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7604-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7604-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7604-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1531901), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7604:

  • Dakota Nordeste S.A.
  • Francisco Lourenço Leite ME. (Wendy Calçados)
  • Grendene Crato S.A.
  • Grendene Sobral S.A.
  • Kawalli Calçados Ltda.
  • Sindicato da Indústria de Calçados de Fortaleza
  • Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Calçados do Ceará
  • Vulcabrás do Nordeste S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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