CBO 6227-15 — Trabalhador na cultura de coco-da-baía
O código 6227-15 identifica a ocupação trabalhador na cultura de coco-da-baía na CBO 2002, dentro da família 6227 — Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um trabalhador na cultura de coco-da-baía
Plantam e tratam culturas oleaginosas como amendoim, coco-da-baía, dendê, mamona, soja, girassol e linho. Produzem mudas e sementes, colhem os frutos, preparam o solo, beneficiam e armazenam a colheita.
Descrição oficial da família 6227 — Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham na atividade agrícola, organizados em grupos de trabalhadores, sob super-visão ocasional, em ambiente a céu aberto, durante o dia e sujeitos à exposição de materiais tóxicos.
Recursos de trabalho
Arame; Carrinho de mão; Enxada; Enxadão; Epis; Ferramentas (chaves, martelo, alicate, etc.); Foice; Implementos agrícolas; Tacho; Trator.
Quanto ganha um trabalhador na cultura de coco-da-baía
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.815
Entrada × quem já está
R$ 1.610 ao ser admitido · R$ 1.815 para quem tem vínculo ativo +12,7%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador na cultura de coco-da-baía foi de R$ 1.610 — metade das 149 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.510 e os 10% de maior, acima de R$ 1.806.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.815, ou seja, 12,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 52 meses.
Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 8,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 1.610 |
| Por ano (12 salários) | R$ 19.320 |
| Por semana | R$ 371 |
| Por hora (44h/sem) | R$ 8,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
212
Desligamentos
199
Saldo
+13
Rotatividade
24,9%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 212 admissões e 199 desligamentos de trabalhador na cultura de coco-da-baía, o que significa que o mercado formal abriu 13 postos de trabalho no período, com rotatividade de 24,9% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 25,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 62,8% por dispensa sem justa causa, além de 8,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 199 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata trabalhador na cultura de coco-da-baía
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Moagem e fabricação de produtos de origem vegetal não especificados anteriormente 1069400 · 26,9% das admissões | 57 | — | — | — | — | 3% | — |
| Fabricação de conservas de frutas 1031700 · 8,5% das admissões | 18 | 44h | — | R$ 1.518 | — | 3% | 3 |
| Fabricação de outros produtos alimentícios não especificados anteriormente 1099699 · 3,3% das admissões | 7 | — | — | — | — | 3% | 3 |
| Outras obras de instalações em construções não especificadas anteriormente 4329199 · 2,8% das admissões | 6 | — | — | — | — | 3% | 3 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como trabalhador na cultura de coco-da-baía
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 800 vínculos
Idade mediana
39 anos
Tempo de casa
52 meses
Em empresa do Simples
16,6%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,9h/sem
- Pessoas com deficiência2,1%
- Jornada parcial0,1%
- Contrato intermitente1,6%
Sobre os 800 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral
Informalidade no setor
24,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
16,3%
Rendimento formal × informal
R$ 3.887 × R$ 2.141
No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício dessas ocupações requer escolaridade até a quarta série do ensino fundamental. A qualificação para essas ocupações é obtida tacitamente no exercício do trabalho. O desempenho pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 6227.
Qual especialização paga mais na família 6227
Todas as ocupações de trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 6227-35 | Trabalhador na cultura do girassol | — | R$ 4.006 | 11 |
| 6227-30 | Trabalhador na cultura de soja | R$ 2.294 | R$ 2.662 | 2.614 |
| 6227-05 | Trabalhador na cultura de amendoim | R$ 2.011 | R$ 2.300 | 63 |
| 6227-15 | Trabalhador na cultura de coco-da-baía (esta página) | R$ 1.610 | R$ 1.815 | 800 |
| 6227-25 | Trabalhador na cultura de mamona | R$ 1.663 | — | — |
| 6227-20 | Trabalhador na cultura de dendê | R$ 1.612 | R$ 1.454 | 9.037 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6227-15.
A Plantar culturas oleaginosas (5)
- •Medir espaço para plantio
- •Abrir covas
- •Adubar solo
- •Transplantar mudas de viveiros para covas
- •Fechar covas
B Tratar culturas oleaginosas (6)
- •Monitorar desenvolvimento da cultura
- •Coroar covas de coco-da-baía e dendê
- •Misturar defensivos agrícolas
- •Pulverizar lavoura
- •Posicionar iscas para controle de insetos
- •Podar palmas das culturas de coco-da-baía e dendê
C Produzir mudas e sementes de plantas oleaginosas (3)
- •Classificar sementes
- •Construir viveiros
- •Peneirar terra
D Colher frutos de plantas oleaginosas (2)
- •Cortar cachos de coco-da-baía e dendê
- •Recolher coco-da-baía do chão
E Preparar solo (5)
- •Coletar amostras de solo
- •Roçar área de plantio
- •Capinar área de plantio
- •Balizar área de plantio
- •Corrigir solo
F Beneficiar colheita (1)
- •Descascar coco-da-baía
G Armazenar colheita (2)
- •Transportar colheita
- •Medir grau de umidade da colheita
Z Demonstrar competências pessoais (5)
- •Trabalhar em equipe
- •Demonstrar resistência física
- •Manifestar iniciativa
- •Manifestar agilidade motora
- •Manifestar sensibilidade com plantas
Sinônimos oficiais (2)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6227-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um trabalhador na cultura de coco-da-baía?
A mediana do salário de admissão é R$ 1.610 por mês, considerando as 149 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.510 (10% menores) a R$ 1.806 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.815 (RAIS 2024), 12.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando trabalhador na cultura de coco-da-baía?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 212 admissões contra 199 desligamentos, saldo de +13 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata trabalhador na cultura de coco-da-baía?
A atividade econômica que mais contratou foi Moagem e fabricação de produtos de origem vegetal não especificados anteriormente (CNAE 1069400), com 26,9% das admissões. A lista completa dos 4 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de trabalhador na cultura de coco-da-baía?
6227-15 (família 6227 — Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas). A CBO reconhece também os títulos: Colhedor de coco, Subidor de coqueiro — todos usam o mesmo código 6227-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser trabalhador na cultura de coco-da-baía?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6227: O exercício dessas ocupações requer escolaridade até a quarta série do ensino fundamental. A qualificação para essas ocupações é obtida tacitamente no exercício do trabalho. O desempenho pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 6227-15?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 6227-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6227-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1069400), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6227:
- •Agroserra
- •Conjunto Rotação Ribeiro
- •Fazenda Gbc
- •Fazenda Itapecuri
- •Fazenda São Francisco
- •Fazenda Veneza - Ceplac
- •Giovelli Indústria de Óleos Vegetais
- •Sementes Esperança Importação e Exportação Ltda.
- •Sítio Curral Velho
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
- •GLOSSÁRIO
- •Defensivos agrícolas: inseticida, fungicida, acaricida, herbicida.
- •Pulverizar lavoura: inseticida e fungicida.