CBO 6227-30 — Trabalhador na cultura de soja
O código 6227-30 identifica a ocupação trabalhador na cultura de soja na CBO 2002, dentro da família 6227 — Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha10 seções
O que faz um trabalhador na cultura de soja
Plantam e tratam culturas oleaginosas como amendoim, coco-da-baía, dendê, mamona, soja, girassol e linho. Produzem mudas e sementes, colhem os frutos, preparam o solo, beneficiam e armazenam a colheita.
Descrição oficial da família 6227 — Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham na atividade agrícola, organizados em grupos de trabalhadores, sob super-visão ocasional, em ambiente a céu aberto, durante o dia e sujeitos à exposição de materiais tóxicos.
Recursos de trabalho
Arame; Carrinho de mão; Enxada; Enxadão; Epis; Ferramentas (chaves, martelo, alicate, etc.); Foice; Implementos agrícolas; Tacho; Trator.
Quanto ganha um trabalhador na cultura de soja
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.662
Entrada × quem já está
R$ 2.294 ao ser admitido · R$ 2.662 para quem tem vínculo ativo +16%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador na cultura de soja foi de R$ 2.294 — metade das 908 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.619 e os 10% de maior, acima de R$ 3.243.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.662, ou seja, 16% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 36 meses.
Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.294 |
| Por ano (12 salários) | R$ 27.528 |
| Por semana | R$ 528 |
| Por hora (43.8h/sem) | R$ 12,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| MT | 215 | +16 | — | R$ 2.627 | — |
| PR | 179 | -37 | — | R$ 2.177 | — |
| MS | 115 | +3 | — | R$ 2.161 | — |
| RS | 104 | -18 | — | R$ 2.065 | — |
| SP | 81 | -7 | — | R$ 2.465 | — |
| GO | 79 | -10 | — | R$ 2.450 | — |
| RO | 46 | +1 | — | R$ 1.858 | — |
| TO | 41 | -4 | — | R$ 2.089 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
921
Desligamentos
987
Saldo
-66
Rotatividade
37,8%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 921 admissões e 987 desligamentos de trabalhador na cultura de soja, o que significa que o mercado formal fechou 66 postos de trabalho no período, com rotatividade de 37,8% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 28,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 52,5% por dispensa sem justa causa, além de 15,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 987 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Perfil de quem trabalha como trabalhador na cultura de soja
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.614 vínculos
Idade mediana
42 anos
Tempo de casa
36 meses
Em empresa do Simples
2,4%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,7h/sem
- Jornada parcial0,1%
- Contrato intermitente0,1%
- Em entidade sem fins lucrativos0,7%
Sobre os 2.614 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício dessas ocupações requer escolaridade até a quarta série do ensino fundamental. A qualificação para essas ocupações é obtida tacitamente no exercício do trabalho. O desempenho pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 6227.
Qual especialização paga mais na família 6227
Todas as ocupações de trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 6227-35 | Trabalhador na cultura do girassol | — | R$ 4.006 | 11 |
| 6227-30 | Trabalhador na cultura de soja (esta página) | R$ 2.294 | R$ 2.662 | 2.614 |
| 6227-05 | Trabalhador na cultura de amendoim | R$ 2.011 | R$ 2.300 | 63 |
| 6227-15 | Trabalhador na cultura de coco-da-baía | R$ 1.610 | R$ 1.815 | 800 |
| 6227-25 | Trabalhador na cultura de mamona | R$ 1.663 | — | — |
| 6227-20 | Trabalhador na cultura de dendê | R$ 1.612 | R$ 1.454 | 9.037 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6227-30.
A Plantar culturas oleaginosas (7)
- •Contar quantidade de sementes
- •Medir espaço para plantio
- •Adubar solo
- •Regular plantadeira
- •Abastecer plantadeira
- •Distribuir sementes
- •Operar trator agrícola
B Tratar culturas oleaginosas (4)
- •Monitorar desenvolvimento da cultura
- •Misturar defensivos agrícolas
- •Pulverizar lavoura
- •Posicionar iscas para controle de insetos
C Produzir mudas e sementes de plantas oleaginosas (3)
- •Classificar sementes
- •Retirar amostras de sementes
- •Imunizar sementes
D Colher frutos de plantas oleaginosas (3)
- •Debulhar cachopa de linho e vagem de soja, canola e amendoim
- •Regular colheitadeira
- •Operar colheitadeira
E Preparar solo (6)
- •Coletar amostras de solo
- •Capinar área de plantio
- •Nivelar solo
- •Corrigir solo
- •Subsolar área de plantio
- •Gradear solo
G Armazenar colheita (6)
- •Transportar colheita
- •Pesar colheita
- •Retirar impurezas (palha, terra, sementes de ervas daninhas etc)
- •Medir grau de umidade da colheita
- •Informar grau de secagem ao operador de secador
- •Ensacar colheita
Z Demonstrar competências pessoais (5)
- •Trabalhar em equipe
- •Demonstrar resistência física
- •Manifestar iniciativa
- •Manifestar agilidade motora
- •Manifestar sensibilidade com plantas
Perguntas frequentes
Quanto ganha um trabalhador na cultura de soja?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.294 por mês, considerando as 908 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.619 (10% menores) a R$ 3.243 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.662 (RAIS 2024), 16% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando trabalhador na cultura de soja?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 921 admissões contra 987 desligamentos, saldo de -66 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Qual o código CBO de trabalhador na cultura de soja?
6227-30 (família 6227 — Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser trabalhador na cultura de soja?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6227: O exercício dessas ocupações requer escolaridade até a quarta série do ensino fundamental. A qualificação para essas ocupações é obtida tacitamente no exercício do trabalho. O desempenho pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Onde informo o CBO 6227-30?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 6227-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6227-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6227:
- •Agroserra
- •Conjunto Rotação Ribeiro
- •Fazenda Gbc
- •Fazenda Itapecuri
- •Fazenda São Francisco
- •Fazenda Veneza - Ceplac
- •Giovelli Indústria de Óleos Vegetais
- •Sementes Esperança Importação e Exportação Ltda.
- •Sítio Curral Velho
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
- •GLOSSÁRIO
- •Defensivos agrícolas: inseticida, fungicida, acaricida, herbicida.
- •Pulverizar lavoura: inseticida e fungicida.