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CBO 2002 Família 6227 R$ 2.354 na admissão -44 postos em 12 meses 34 atividades

CBO 6227-30 — Trabalhador na cultura de soja

O código 6227-30 identifica a ocupação trabalhador na cultura de soja na CBO 2002, dentro da família 6227 — Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 10 seções

O que faz um trabalhador na cultura de soja

Plantam e tratam culturas oleaginosas como amendoim, coco-da-baía, dendê, mamona, soja, girassol e linho. Produzem mudas e sementes, colhem os frutos, preparam o solo, beneficiam e armazenam a colheita.

Descrição oficial da família 6227 — Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham na atividade agrícola, organizados em grupos de trabalhadores, sob super-visão ocasional, em ambiente a céu aberto, durante o dia e sujeitos à exposição de materiais tóxicos.

Recursos de trabalho

Arame; Carrinho de mão; Enxada; Enxadão; Epis; Ferramentas (chaves, martelo, alicate, etc.); Foice; Implementos agrícolas; Tacho; Trator.

Quanto ganha um trabalhador na cultura de soja

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.62110% ganham até R$ 2.354mediana R$ 3.24710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.662

Entrada × quem já está

R$ 2.354 ao ser admitido · R$ 2.662 para quem tem vínculo ativo +13,1%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador na cultura de soja foi de R$ 2.354 — metade das 922 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.621 e os 10% de maior, acima de R$ 3.247.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.662, ou seja, 13,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 36 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.354
Por ano (12 salários)R$ 28.248
Por semanaR$ 542
Por hora (43.8h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.366 95,1%
  • Mulheres — R$ 1.979 4,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.702 94,2%
  • Mulheres — R$ 2.009 5,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.063
  • Sudeste 2.538
  • Sul 2.179
  • Centro-Oeste 2.543

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MT 214 +9 — R$ 2.660 —
PR 179 -31 — R$ 2.194 —
MS 112 +6 — R$ 2.156 —
RS 107 -18 — R$ 2.085 —
GO 88 +6 — R$ 2.420 —
SP 88 -4 — R$ 2.523 —
RO 48 +5 — R$ 1.889 —
TO 39 -9 — R$ 2.208 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

936

Desligamentos

980

Saldo

-44

Rotatividade

37,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+71) saldo negativo · pior: mar/26 (-93)

Em 12 meses houve 936 admissões e 980 desligamentos de trabalhador na cultura de soja, o que significa que o mercado formal fechou 44 postos de trabalho no período, com rotatividade de 37,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 29,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 52,9% por dispensa sem justa causa, além de 14,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 29,3%
  • Dispensa sem justa causa 52,9%
  • Fim de contrato 14,9%

Sobre 980 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 31%
  • 1 a 4 empregados 29,6%
  • 5 a 9 empregados 17,5%
  • 10 a 19 empregados 13,1%
  • 20 a 49 empregados 5,2%
  • 50 a 99 empregados 2,2%
  • 100 a 249 empregados 0,6%
  • 250 a 499 empregados 0,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Perfil de quem trabalha como trabalhador na cultura de soja

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.614 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

36 meses

Em empresa do Simples

2,4%

Sexo

  • Homem 94%
  • Mulher 6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,7%

Sobre os 2.614 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 57,5%
  • Parda 37,3%
  • Preta 4,2%
  • Amarela 0,6%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,8%
  • Até o 5º ano incompleto 9,3%
  • 5º ano completo 6,4%
  • 6º ao 9º ano 11,5%
  • Fundamental completo 15,1%
  • Médio incompleto 9,3%
  • Médio completo 46,1%
  • Superior incompleto 0,6%
  • Superior completo 1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,6%
  • Até 5º ano incompleto 4,2%
  • 5º ano completo 2,5%
  • 6º a 9º ano 8%
  • Fundamental completo 10,4%
  • Médio incompleto 10,8%
  • Médio completo 61,6%
  • Superior incompleto 1,1%
  • Superior completo 0,9%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 51,7%
  • 5 a 9 empregados 22,6%
  • 10 a 19 empregados 11,1%
  • 20 a 49 empregados 6,6%
  • 50 a 99 empregados 1,8%
  • 100 a 249 empregados 5,7%
  • 250 a 499 empregados 0,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer escolaridade até a quarta série do ensino fundamental. A qualificação para essas ocupações é obtida tacitamente no exercício do trabalho. O desempenho pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6227.

Qual especialização paga mais na família 6227

Todas as ocupações de trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6227-35 Trabalhador na cultura do girassol — R$ 4.006 11
6227-30 Trabalhador na cultura de soja (esta página) R$ 2.354 R$ 2.662 2.614
6227-05 Trabalhador na cultura de amendoim R$ 2.011 R$ 2.300 63
6227-15 Trabalhador na cultura de coco-da-baía R$ 1.613 R$ 1.815 800
6227-25 Trabalhador na cultura de mamona R$ 1.663 — —
6227-20 Trabalhador na cultura de dendê R$ 1.614 R$ 1.454 9.037

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6227-30.

A Plantar culturas oleaginosas (7)
  • •Contar quantidade de sementes
  • •Medir espaço para plantio
  • •Adubar solo
  • •Regular plantadeira
  • •Abastecer plantadeira
  • •Distribuir sementes
  • •Operar trator agrícola
B Tratar culturas oleaginosas (4)
  • •Monitorar desenvolvimento da cultura
  • •Misturar defensivos agrícolas
  • •Pulverizar lavoura
  • •Posicionar iscas para controle de insetos
C Produzir mudas e sementes de plantas oleaginosas (3)
  • •Classificar sementes
  • •Retirar amostras de sementes
  • •Imunizar sementes
D Colher frutos de plantas oleaginosas (3)
  • •Debulhar cachopa de linho e vagem de soja, canola e amendoim
  • •Regular colheitadeira
  • •Operar colheitadeira
E Preparar solo (6)
  • •Coletar amostras de solo
  • •Capinar área de plantio
  • •Nivelar solo
  • •Corrigir solo
  • •Subsolar área de plantio
  • •Gradear solo
G Armazenar colheita (6)
  • •Transportar colheita
  • •Pesar colheita
  • •Retirar impurezas (palha, terra, sementes de ervas daninhas etc)
  • •Medir grau de umidade da colheita
  • •Informar grau de secagem ao operador de secador
  • •Ensacar colheita
Z Demonstrar competências pessoais (5)
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar resistência física
  • •Manifestar iniciativa
  • •Manifestar agilidade motora
  • •Manifestar sensibilidade com plantas

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador na cultura de soja?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.354 por mês, considerando as 922 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.621 (10% menores) a R$ 3.247 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.662 (RAIS 2024), 13.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador na cultura de soja?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 936 admissões contra 980 desligamentos, saldo de -44 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Qual o código CBO de trabalhador na cultura de soja?

6227-30 (família 6227 — Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador na cultura de soja?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6227: O exercício dessas ocupações requer escolaridade até a quarta série do ensino fundamental. A qualificação para essas ocupações é obtida tacitamente no exercício do trabalho. O desempenho pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Onde informo o CBO 6227-30?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6227-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6227-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6227:

  • •Agroserra
  • •Conjunto Rotação Ribeiro
  • •Fazenda Gbc
  • •Fazenda Itapecuri
  • •Fazenda São Francisco
  • •Fazenda Veneza - Ceplac
  • •Giovelli Indústria de Óleos Vegetais
  • •Sementes Esperança Importação e Exportação Ltda.
  • •Sítio Curral Velho
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • •GLOSSÁRIO
  • •Defensivos agrícolas: inseticida, fungicida, acaricida, herbicida.
  • •Pulverizar lavoura: inseticida e fungicida.
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