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CBO 2002 Família 6227 R$ 1.612 na admissão +1.381 postos em 12 meses 35 atividades

CBO 6227-20 — Trabalhador na cultura de dendê

O código 6227-20 identifica a ocupação trabalhador na cultura de dendê na CBO 2002, dentro da família 6227 — Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um trabalhador na cultura de dendê

Plantam e tratam culturas oleaginosas como amendoim, coco-da-baía, dendê, mamona, soja, girassol e linho. Produzem mudas e sementes, colhem os frutos, preparam o solo, beneficiam e armazenam a colheita.

Descrição oficial da família 6227 — Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham na atividade agrícola, organizados em grupos de trabalhadores, sob super-visão ocasional, em ambiente a céu aberto, durante o dia e sujeitos à exposição de materiais tóxicos.

Recursos de trabalho

Arame; Carrinho de mão; Enxada; Enxadão; Epis; Ferramentas (chaves, martelo, alicate, etc.); Foice; Implementos agrícolas; Tacho; Trator.

Quanto ganha um trabalhador na cultura de dendê

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.50810% ganham atéR$ 1.612medianaR$ 1.64210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.454

Entrada × quem já está

R$ 1.612 ao ser admitido · R$ 1.454 para quem tem vínculo ativo -9,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador na cultura de dendê foi de R$ 1.612 — metade das 4.849 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.508 e os 10% de maior, acima de R$ 1.642.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.454, ou seja, 9,8% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 22 meses.

Considerando a jornada média de 43.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 8,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.612
Por ano (12 salários)R$ 19.344
Por semanaR$ 371
Por hora (43.2h/sem)R$ 8,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.61194,3%
  • Mulheres — R$ 1.6215,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.46287,6%
  • Mulheres — R$ 1.42112,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.626

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

5.069

Desligamentos

3.688

Saldo

+1.381

Rotatividade

40,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jul/26 (+1.306) saldo negativo · pior: jan/26 (-278)

Em 12 meses houve 5.069 admissões e 3.688 desligamentos de trabalhador na cultura de dendê, o que significa que o mercado formal abriu 1.381 postos de trabalho no período, com rotatividade de 40,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 18,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 53,6% por dispensa sem justa causa, além de 15% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador18,6%
  • Dispensa sem justa causa53,6%
  • Fim de contrato15%

Sobre 3.688 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial2,2%
  • Pessoa com deficiência0,1%
  • Jovem aprendiz4,5%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro1,8%
  • 1 a 4 empregados1,3%
  • 5 a 9 empregados0,3%
  • 10 a 19 empregados1,5%
  • 20 a 49 empregados0,9%
  • 50 a 99 empregados0,9%
  • 100 a 249 empregados5,8%
  • 250 a 499 empregados5,9%
  • 500 a 999 empregados13,8%
  • 1.000 ou mais empregados67,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata trabalhador na cultura de dendê

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de óleos vegetais em bruto, exceto óleo de milho 1041400 · 49,5% das admissões 2.511 44.5h R$ 1.565 R$ 1.619 R$ 1.660 3% 3
Aluguel de máquinas e equipamentos agrícolas sem operador 7731400 · 0,4% das admissões 18 45h R$ 1.518 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como trabalhador na cultura de dendê

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 9.037 vínculos

Idade mediana

31 anos

Tempo de casa

22 meses

Em empresa do Simples

3,4%

Sexo

  • Mulher12%
  • Homem88%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,3h/sem
  • Pessoas com deficiência1,2%
  • Jornada parcial1,4%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 9.037 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda93,3%
  • Preta3,8%
  • Branca2,4%
  • Amarela0,4%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto4,7%
  • Até o 5º ano incompleto12,1%
  • 5º ano completo6,2%
  • 6º ao 9º ano33,4%
  • Fundamental completo14,2%
  • Médio incompleto9,5%
  • Médio completo19,7%
  • Superior incompleto0,1%
  • Superior completo0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto3,3%
  • Até 5º ano incompleto22,2%
  • 5º ano completo5,4%
  • 6º a 9º ano14,3%
  • Fundamental completo19,6%
  • Médio incompleto12,7%
  • Médio completo22,2%
  • Superior incompleto0,1%
  • Superior completo0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,9%
  • 5 a 9 empregados0,4%
  • 10 a 19 empregados0,9%
  • 20 a 49 empregados1,6%
  • 50 a 99 empregados1,2%
  • 100 a 249 empregados11,1%
  • 250 a 499 empregados5%
  • 500 a 999 empregados25,5%
  • 1.000 ou mais empregados53,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de trabalhador na cultura de dendê

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

21,5

CAT no período

162

Idade média no acidente

35 anos

Foram 162 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador na cultura de dendê nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 21,5 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 29,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 68,5% de trajeto (no deslocamento) e 1,9% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto68,5%
  • Típico29,6%
  • Doença1,9%

Parte do corpo atingida

  • Localização da lesão, NIC63%
  • Mão (exceto punho ou dedos)6,2%
  • Dedo5,6%
  • Ombro3,7%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)3,1%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata, NIC49,4%
  • Lesão imediata17,9%
  • Outras lesões, NIC16,7%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)9,9%
  • Distensão, torção2,5%

Agente causador

  • Veículo rodoviário motorizado64,8%
  • Vegetal - planta, árvore, em estado natural, não beneficiada (não inclui grão debulhado, fruto colhido, toro mesmo com galho)7,4%
  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC6,2%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas4,3%
  • Motocicleta, motoneta2,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
V74.0 — Ocupante de um ônibus traumatizado em colisão com um veículo de transporte pesado ou um ônibus - condutor [motorista] traumatizado em um acidente não-de-trânsito 43 26,5% 2
V79.9 — Ocupante [qualquer] de um ônibus traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 30 18,5% 1
V73.0 — Ocupante de um ônibus traumatizado em colisão com um automóvel [carro] ou uma caminhonete - condutor [motorista] traumatizado em um acidente não-de-trânsito 25 15,4%
V78.2 — Ocupante de um ônibus traumatizado em um acidente de transporte sem colisão - pessoa viajando no exterior do veículo traumatizada em um acidente não-de-trânsito 7 4,3% 1
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 4 2,5% 3.531
W45 — Penetração de corpo ou objeto estranho através da pele 3 1,9% 33

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de óleos vegetais em bruto, exceto óleo de milho) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 21,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer escolaridade até a quarta série do ensino fundamental. A qualificação para essas ocupações é obtida tacitamente no exercício do trabalho. O desempenho pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6227.

Qual especialização paga mais na família 6227

Todas as ocupações de trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6227-35 Trabalhador na cultura do girassol R$ 4.006 11
6227-30 Trabalhador na cultura de soja R$ 2.294 R$ 2.662 2.614
6227-05 Trabalhador na cultura de amendoim R$ 2.011 R$ 2.300 63
6227-15 Trabalhador na cultura de coco-da-baía R$ 1.610 R$ 1.815 800
6227-25 Trabalhador na cultura de mamona R$ 1.663
6227-20 Trabalhador na cultura de dendê (esta página) R$ 1.612 R$ 1.454 9.037

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6227-20.

A Plantar culturas oleaginosas (5)
  • Medir espaço para plantio
  • Abrir covas
  • Adubar solo
  • Transplantar mudas de viveiros para covas
  • Fechar covas
B Tratar culturas oleaginosas (6)
  • Monitorar desenvolvimento da cultura
  • Coroar covas de coco-da-baía e dendê
  • Misturar defensivos agrícolas
  • Pulverizar lavoura
  • Posicionar iscas para controle de insetos
  • Podar palmas das culturas de coco-da-baía e dendê
C Produzir mudas e sementes de plantas oleaginosas (5)
  • Classificar sementes
  • Construir viveiros
  • Peneirar terra
  • Colocar terra em sacos plásticos
  • Regar mudas
D Colher frutos de plantas oleaginosas (1)
  • Cortar cachos de coco-da-baía e dendê
E Preparar solo (5)
  • Coletar amostras de solo
  • Roçar área de plantio
  • Capinar área de plantio
  • Balizar área de plantio
  • Corrigir solo
F Beneficiar colheita (6)
  • Separar dendê do cacho
  • Lavar dendê
  • Cozinhar dendê
  • Moer dendê
  • Separar óleo de dendê de água
  • Extrair coco de dendê
G Armazenar colheita (2)
  • Transportar colheita
  • Pesar colheita
Z Demonstrar competências pessoais (5)
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar resistência física
  • Manifestar iniciativa
  • Manifestar agilidade motora
  • Manifestar sensibilidade com plantas

Sinônimos oficiais (1)

Cortador de dendê

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6227-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador na cultura de dendê?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.612 por mês, considerando as 4.849 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.508 (10% menores) a R$ 1.642 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.454 (RAIS 2024), 9.8% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador na cultura de dendê?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 5.069 admissões contra 3.688 desligamentos, saldo de +1.381 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata trabalhador na cultura de dendê?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de óleos vegetais em bruto, exceto óleo de milho (CNAE 1041400), com 49,5% das admissões e mediana de R$ 1.619. A lista completa dos 2 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de trabalhador na cultura de dendê?

6227-20 (família 6227 — Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas). A CBO reconhece também os títulos: Cortador de dendê — todos usam o mesmo código 6227-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador na cultura de dendê?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6227: O exercício dessas ocupações requer escolaridade até a quarta série do ensino fundamental. A qualificação para essas ocupações é obtida tacitamente no exercício do trabalho. O desempenho pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador na cultura de dendê?

A taxa é de 21,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é localização da lesão, nic (63% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é V74.0 — ocupante de um ônibus traumatizado em colisão com um veículo de transporte pesado ou um ônibus - condutor [motorista] traumatizado em um acidente não-de-trânsito. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 6227-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6227-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6227-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1041400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6227:

  • Agroserra
  • Conjunto Rotação Ribeiro
  • Fazenda Gbc
  • Fazenda Itapecuri
  • Fazenda São Francisco
  • Fazenda Veneza - Ceplac
  • Giovelli Indústria de Óleos Vegetais
  • Sementes Esperança Importação e Exportação Ltda.
  • Sítio Curral Velho
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • GLOSSÁRIO
  • Defensivos agrícolas: inseticida, fungicida, acaricida, herbicida.
  • Pulverizar lavoura: inseticida e fungicida.
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