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CBO 2002 Família 5152 R$ 1.813 na admissão +4.041 postos em 12 meses 53 atividades

CBO 5152-15 — Auxiliar de laboratório de análises clínicas

O código 5152-15 identifica a ocupação auxiliar de laboratório de análises clínicas na CBO 2002, dentro da família 5152 — Auxiliares de laboratório da saúde. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um auxiliar de laboratório de análises clínicas

Coletam material biológico, orientando e verificando preparo do paciente para o exame. Auxiliam os técnicos no preparo de vacinas; aviam fórmulas, sob orientação e supervisão. Preparam meios de cultura, estabilizantes e hemoderivados. Organizam o trabalho; recuperam material de trabalho, lavando, secando, separando e embalando. Trabalham em conformidade a normas e procedimentos técnicos e de biossegurança.

Descrição oficial da família 5152 — Auxiliares de laboratório da saúde, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em hospitais, laboratórios, farmácias, indústrias farmacêuticas, bancos de sangue e centros hematológicos. Trabalham em equipe sob supervisão constante de técnicos titulares especializados. São empregados formais, registrados em carteira, e atuam em locais fechados, preferencialmente em período diurno, podendo haver revezamento de turnos. Em algumas atividades podem estar sujeitos a posições desconfortáveis e expostos a ruídos e material tóxico.

Recursos de trabalho

Autoclave; Balança; Centrífuga; Equipamento de proteção individual (epi); Estantes para transporte de tubos de ensaio; Expectômetro; Hemoglobinômetro; Máquina envasadora; Microscópio; Termômetro.

Quanto ganha um auxiliar de laboratório de análises clínicas

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.59510% ganham atéR$ 1.813medianaR$ 2.31510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.132

Entrada × quem já está

R$ 1.813 ao ser admitido · R$ 2.132 para quem tem vínculo ativo +17,6%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de auxiliar de laboratório de análises clínicas foi de R$ 1.813 — metade das 17.628 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.595 e os 10% de maior, acima de R$ 2.315.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.132, ou seja, 17,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 24 meses.

Considerando a jornada média de 40.1 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.813
Por ano (12 salários)R$ 21.756
Por semanaR$ 417
Por hora (40.1h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.83317%
  • Mulheres — R$ 1.81183%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.26416,7%
  • Mulheres — R$ 2.11183,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.667
  • Nordeste1.663
  • Sudeste1.851
  • Sul1.990
  • Centro-Oeste1.754

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 6.856 +1.167 R$ 1.986
MG 3.520 +579 R$ 1.698
PR 2.372 +259 R$ 1.929
SC 1.810 +215 R$ 2.084
RJ 1.744 +364 R$ 1.775
RS 1.473 +193 R$ 1.950
CE 1.031 +218 R$ 1.649
GO 1.012 +98 R$ 1.798
MT 996 -19 R$ 1.766
BA 974 +246 R$ 1.688

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

26.229

Desligamentos

22.188

Saldo

+4.041

Rotatividade

43,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+562) saldo negativo · pior: dez/25 (-19)

Em 12 meses houve 26.229 admissões e 22.188 desligamentos de auxiliar de laboratório de análises clínicas, o que significa que o mercado formal abriu 4.041 postos de trabalho no período, com rotatividade de 43,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 51,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 36,3% por dispensa sem justa causa, além de 10,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador51,3%
  • Dispensa sem justa causa36,3%
  • Fim de contrato10,3%

Sobre 22.188 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial1,1%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Pessoa com deficiência0,4%
  • Jovem aprendiz0,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro8,2%
  • 1 a 4 empregados11,6%
  • 5 a 9 empregados11,3%
  • 10 a 19 empregados15,5%
  • 20 a 49 empregados16,6%
  • 50 a 99 empregados11%
  • 100 a 249 empregados7,9%
  • 250 a 499 empregados6,4%
  • 500 a 999 empregados4,4%
  • 1.000 ou mais empregados7,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata auxiliar de laboratório de análises clínicas

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Laboratórios clínicos 8640202 · 51,8% das admissões 13.599 43.8h R$ 1.647 R$ 1.813 R$ 2.043 2% 3
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 7,8% das admissões 2.054 43.5h R$ 1.742 R$ 1.910 R$ 2.198 2% 3
Comércio varejista de produtos farmacêuticos, com manipulação de fórmulas 4771702 · 5,4% das admissões 1.409 44h R$ 1.669 R$ 1.883 R$ 2.142 2% 2
Laboratórios de anatomia patológica e citológica 8640201 · 3,4% das admissões 895 43.6h R$ 1.677 R$ 1.853 R$ 2.054 2% 3
Atividade médica ambulatorial com recursos para realização de exames complementares 8630502 · 2,6% das admissões 685 43.7h R$ 1.661 R$ 1.790 R$ 1.951 2% 3
Testes e análises técnicas 7120100 · 2,5% das admissões 656 43.9h R$ 1.748 R$ 1.822 R$ 2.021 1% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,4% das admissões 622 43.9h R$ 1.628 R$ 1.688 R$ 1.904 2% 1
Atividade médica ambulatorial restrita a consultas 8630503 · 2,3% das admissões 609 44h R$ 1.640 R$ 1.745 R$ 1.895 1% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como auxiliar de laboratório de análises clínicas

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 51.412 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

24 meses

No setor público

10,9%

Em empresa do Simples

30,1%

Sexo

  • Mulher82,9%
  • Homem17,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40,1h/sem
  • Pessoas com deficiência0,7%
  • Jornada parcial1,4%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos7,8%

Sobre os 51.412 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca48,7%
  • Parda43,3%
  • Preta6,8%
  • Amarela0,9%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,1%
  • Até o 5º ano incompleto0,2%
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º ao 9º ano0,4%
  • Fundamental completo2,2%
  • Médio incompleto1,7%
  • Médio completo74,2%
  • Superior incompleto7,8%
  • Superior completo13%
  • Mestrado0,1%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,1%
  • 6º a 9º ano0,2%
  • Fundamental completo0,9%
  • Médio incompleto1,1%
  • Médio completo70%
  • Superior incompleto11,7%
  • Superior completo15%
  • Pós-graduação0,8%
  • Mestrado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados12,5%
  • 5 a 9 empregados12,4%
  • 10 a 19 empregados14,5%
  • 20 a 49 empregados15,6%
  • 50 a 99 empregados10,2%
  • 100 a 249 empregados8%
  • 250 a 499 empregados6,6%
  • 500 a 999 empregados5,6%
  • 1.000 ou mais empregados14,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de auxiliar de laboratório de análises clínicas

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

52,8

CAT no período

2.174

Idade média no acidente

31 anos

Foram 2.174 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo auxiliar de laboratório de análises clínicas nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 52,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 82,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 16,8% de trajeto (no deslocamento) e 0,7% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico82,4%
  • Trajeto16,8%
  • Doença0,7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo52,7%
  • Mão (exceto punho ou dedos)11,5%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)4,2%
  • Partes múltiplas2,9%
  • Joelho2,4%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata29,7%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)20,8%
  • Outras lesões, NIC11,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)9,7%
  • Doença contagiosa ou infecciosa (tuberculose, brucelose, etc.)5,9%

Agente causador

  • Produto biológico (soro, toxina, antitoxina, vacina, plasma) - medicamento16,9%
  • Agente infeccioso ou parasitário (inclui bactéria, fungo, organismo parasitário, vírus, etc.; não inclui produto químico, preparado farmacêutico ou alimento)15,3%
  • Agente do acidente, NIC13,9%
  • Agente do acidente inexistente5,5%
  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC4,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
Z20.9 — Contato com e exposição a doença transmissível não especificada 590 27,1% 4
Y28 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada 189 8,7% 57
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 77 3,5% 3.531
Z20.9NU — Contato com e exposição a doenças transmissíveis 62 2,9% 4
Y28.9 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada - local não especificado 60 2,8% 57
Y28.8 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada - outros locais especificados 45 2,1% 57

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Laboratórios clínicos) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 52,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer ensino fundamental e médio, acompanhado de qualificação no próprio emprego ou em instituição de formação profissional. A tendência ao aumento de requisitos de qualificação dessas ocupações se iniciou nos grandes laboratórios e começa a atingir os hospitais e hemocentros, elevando a escolaridade para o nível médio, com incentivos para que o pessoal conclua curso técnico profissionalizante na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5152.

Qual especialização paga mais na família 5152

Todas as ocupações de auxiliares de laboratório da saúde, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5152-20 Auxiliar de laboratório de imunobiológicos R$ 1.938 R$ 2.220 1.504
5152-25 Auxiliar de produção farmacêutica R$ 1.937 R$ 2.209 16.814
5152-15 Auxiliar de laboratório de análises clínicas (esta página) R$ 1.813 R$ 2.132 51.412
5152-10 Auxiliar de farmácia de manipulação R$ 1.944 R$ 2.094 38.054
5152-05 Auxiliar de banco de sangue R$ 1.802 R$ 2.044 4.472

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5152-15.

A Coletar material biológico (7)
  • Examinar requisição de exames
  • Verificar preparo do cliente e ou paciente para procedimento
  • Efetuar antissepsia na área de coleta
  • Fracionar material biológico em recipientes
  • Colher material infectado para análise
  • Conferir cor, volume, validade e acondicionamento de amostras domiciliares e da enfermagem
  • Comparar pedido de exames com material colhido
B Auxiliar no preparo de vacinas (1)
  • Manter controle de temperatura (ambiente de trabalho, estufa, banho-maria, geladeira, câmara fria)
C Aviar fórmulas sob orientação e supervisão (3)
  • Separar matéria-prima, vidraria etc.
  • Quantificar produtos
  • Inspecionar volume, cor, uniformidade etc.
D Preparar meios de cultura, estabilizantes e hemoderivados (8)
  • Pesar nutrientes
  • Dissolver meio de cultura, estabilizantes de vacinas e reagentes
  • Esterilizar meio de cultura e estabilizantes de vacina
  • Acrescentar antibióticos ao meio de cultura
  • Aliquotar o meio de cultura em placas ou frascos
  • Armazenar meio de cultura e estabilizantes em câmara fria
  • Incubar meio de cultura em estufa
  • Semear material biológico
E Recuperar material de trabalho (vidraria, lâminas) (6)
  • Lavar material de trabalho
  • Secar material de trabalho
  • Separar material de trabalho
  • Embalar material de trabalho
  • Autoclavar material de trabalho
  • Devolver material de trabalho às salas
F Organizar trabalho (6)
  • Providenciar manutenção de ambiente e equipamento de trabalho
  • Priorizar atendimento
  • Recolher das salas de exame amostras coletadas
  • Triar material biológico
  • Distribuir material para os setores
  • Controlar estoques
G Trabalhar com biossegurança (7)
  • Efetuar antissepsia pessoal
  • Usar equipamento de proteção individual
  • Reconhecer símbolos de risco
  • Tomar vacinas
  • Submeter-se a exames periódicos
  • Acondicionar material para descarte
  • Descontaminar material biológico e paramentação para descarte
Y Comunicar-se (6)
  • Preencher ficha de registro ou folha de trabalho
  • Cadastrar cliente e ou paciente
  • Identificar material biológico (nome do cliente e ou paciente, tipo de exame, vacina)
  • Orientar cliente e ou paciente sobre preparo para exame
  • Orientar cliente e ou paciente sobre procedimentos de coleta e ou exame
  • Discutir procedimentos com colegas e ou supervisores
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • Trabalhar com ética profissional
  • Demostrar compreensão psicológica
  • Atualizar-se profissionalmente
  • Revelar segurança profissional
  • Discriminar cores e odores
  • Demonstrar habilidade tátil
  • Trabalhar com atenção
  • Demonstrar responsabilidade
  • Participar em campanhas de vacinação

Sinônimos oficiais (1)

Auxiliar técnico em patologia cínica

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5152-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um auxiliar de laboratório de análises clínicas?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.813 por mês, considerando as 17.628 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.595 (10% menores) a R$ 2.315 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.132 (RAIS 2024), 17.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando auxiliar de laboratório de análises clínicas?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 26.229 admissões contra 22.188 desligamentos, saldo de +4.041 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata auxiliar de laboratório de análises clínicas?

A atividade econômica que mais contratou foi Laboratórios clínicos (CNAE 8640202), com 51,8% das admissões e mediana de R$ 1.813. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de auxiliar de laboratório de análises clínicas?

5152-15 (família 5152 — Auxiliares de laboratório da saúde). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar técnico em patologia cínica — todos usam o mesmo código 5152-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser auxiliar de laboratório de análises clínicas?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5152: O exercício dessas ocupações requer ensino fundamental e médio, acompanhado de qualificação no próprio emprego ou em instituição de formação profissional. A tendência ao aumento de requisitos de qualificação dessas ocupações se iniciou nos grandes laboratórios e começa a atingir os hospitais e hemocentros, elevando a escolaridade para o nível médio, com incentivos para que o pessoal conclua curso técnico profissionalizante na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de auxiliar de laboratório de análises clínicas?

A taxa é de 52,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (52,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é Z20.9 — contato com e exposição a doença transmissível não especificada. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5152-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5152-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5152-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8640202), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5152:

  • Centro de Hematologia de São Paulo
  • Eli Lilly do Brasil Ltda.
  • Farmácia Center Fórmula Ltda.
  • Farmácia Galenica Ltda.
  • Força Sindical - Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi da Cruzes e Região
  • Fundação Oswaldo Cruz
  • Fundação Pró - sangue - Hemocentro de São Paulo
  • Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP)
  • Hospital Sarah Kubischeck
  • Instituto Butantan
  • Laboratório Bio Clínico
  • Merck Indústria Química e Farmacêutica S.A.
  • Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein
  • Unidade de Hemoterapia e Hematologia S/C Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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