NCM Buscador
CBO 2002 Família 5152 R$ 1.937 na admissão +2.483 postos em 12 meses 47 atividades

CBO 5152-25 — Auxiliar de produção farmacêutica

O código 5152-25 identifica a ocupação auxiliar de produção farmacêutica na CBO 2002, dentro da família 5152 — Auxiliares de laboratório da saúde. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um auxiliar de produção farmacêutica

Coletam material biológico, orientando e verificando preparo do paciente para o exame. Auxiliam os técnicos no preparo de vacinas; aviam fórmulas, sob orientação e supervisão. Preparam meios de cultura, estabilizantes e hemoderivados. Organizam o trabalho; recuperam material de trabalho, lavando, secando, separando e embalando. Trabalham em conformidade a normas e procedimentos técnicos e de biossegurança.

Descrição oficial da família 5152 — Auxiliares de laboratório da saúde, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em hospitais, laboratórios, farmácias, indústrias farmacêuticas, bancos de sangue e centros hematológicos. Trabalham em equipe sob supervisão constante de técnicos titulares especializados. São empregados formais, registrados em carteira, e atuam em locais fechados, preferencialmente em período diurno, podendo haver revezamento de turnos. Em algumas atividades podem estar sujeitos a posições desconfortáveis e expostos a ruídos e material tóxico.

Recursos de trabalho

Autoclave; Balança; Centrífuga; Equipamento de proteção individual (epi); Estantes para transporte de tubos de ensaio; Expectômetro; Hemoglobinômetro; Máquina envasadora; Microscópio; Termômetro.

Quanto ganha um auxiliar de produção farmacêutica

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.62310% ganham atéR$ 1.937medianaR$ 2.51010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.209

Entrada × quem já está

R$ 1.937 ao ser admitido · R$ 2.209 para quem tem vínculo ativo +14%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de auxiliar de produção farmacêutica foi de R$ 1.937 — metade das 11.586 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.623 e os 10% de maior, acima de R$ 2.510.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.209, ou seja, 14% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 23 meses.

Considerando a jornada média de 42.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.937
Por ano (12 salários)R$ 23.244
Por semanaR$ 446
Por hora (42.7h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.94838,8%
  • Mulheres — R$ 1.93061,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.23936,7%
  • Mulheres — R$ 2.19463,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.751
  • Nordeste1.636
  • Sudeste2.172
  • Sul1.958
  • Centro-Oeste1.681

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 5.259 +1.079 R$ 2.308
MG 1.587 +198 R$ 1.727
GO 1.362 +113 R$ 1.678
PR 1.232 +310 R$ 1.880
RS 696 +192 R$ 1.942
SC 507 +86 R$ 2.138
RJ 417 +113 R$ 1.921
CE 299 +32 R$ 1.612
BA 255 +66 R$ 1.653
DF 252 +67 R$ 1.677

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

12.925

Desligamentos

10.442

Saldo

+2.483

Rotatividade

62,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+459) saldo negativo · pior: dez/25 (-239)

Em 12 meses houve 12.925 admissões e 10.442 desligamentos de auxiliar de produção farmacêutica, o que significa que o mercado formal abriu 2.483 postos de trabalho no período, com rotatividade de 62,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 39,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 30,8% por dispensa sem justa causa, além de 25,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador39,9%
  • Dispensa sem justa causa30,8%
  • Fim de contrato25,1%

Sobre 10.442 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,2%
  • Pessoa com deficiência1,2%
  • Jovem aprendiz0,7%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro3,1%
  • 1 a 4 empregados2%
  • 5 a 9 empregados3,3%
  • 10 a 19 empregados7%
  • 20 a 49 empregados8,6%
  • 50 a 99 empregados7,9%
  • 100 a 249 empregados12,4%
  • 250 a 499 empregados9,6%
  • 500 a 999 empregados11,7%
  • 1.000 ou mais empregados34,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata auxiliar de produção farmacêutica

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de medicamentos alopáticos para uso humano 2121101 · 35,5% das admissões 4.593 43.3h R$ 1.689 R$ 1.867 R$ 2.178 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 20,7% das admissões 2.671 43.6h R$ 2.068 R$ 2.199 R$ 2.352 3% 1
Comércio varejista de produtos farmacêuticos, com manipulação de fórmulas 4771702 · 9,2% das admissões 1.187 44h R$ 1.684 R$ 1.877 R$ 2.094 2% 2
Fabricação de materiais para medicina e odontologia 3250705 · 4,8% das admissões 622 44h R$ 1.662 R$ 1.731 R$ 1.794 3%
Fabricação de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal 2063100 · 3,9% das admissões 510 44.1h R$ 1.651 R$ 1.802 R$ 2.214 3% 2
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 2,8% das admissões 367 43.2h R$ 1.635 R$ 1.683 R$ 2.068 2% 3
Fabricação de medicamentos para uso veterinário 2122000 · 2,1% das admissões 268 44.2h R$ 1.820 R$ 2.097 R$ 2.293 3% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 1,8% das admissões 228 41.6h R$ 2.151 R$ 2.241 R$ 2.296 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como auxiliar de produção farmacêutica

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 16.814 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

23 meses

No setor público

2%

Em empresa do Simples

17,2%

Sexo

  • Homem36,7%
  • Mulher63,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42h/sem
  • Pessoas com deficiência4,6%
  • Jornada parcial0,3%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos4,2%

Sobre os 16.814 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda45,3%
  • Branca44,3%
  • Preta9,3%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,1%
  • Até o 5º ano incompleto0,6%
  • 5º ano completo0,7%
  • 6º ao 9º ano1,4%
  • Fundamental completo4,5%
  • Médio incompleto4,1%
  • Médio completo80,4%
  • Superior incompleto3,3%
  • Superior completo4,8%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Até 5º ano incompleto0,2%
  • 5º ano completo0,3%
  • 6º a 9º ano1,7%
  • Fundamental completo2,2%
  • Médio incompleto4,1%
  • Médio completo83,2%
  • Superior incompleto4,1%
  • Superior completo3,8%
  • Pós-graduação0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados3%
  • 5 a 9 empregados4,3%
  • 10 a 19 empregados7,4%
  • 20 a 49 empregados10,4%
  • 50 a 99 empregados8,7%
  • 100 a 249 empregados13,6%
  • 250 a 499 empregados15,7%
  • 500 a 999 empregados17,6%
  • 1.000 ou mais empregados19,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de auxiliar de produção farmacêutica

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

25,5

CAT no período

349

Idade média no acidente

34 anos

Foram 349 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo auxiliar de produção farmacêutica nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 25,5 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 65,9% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 32,1% de trajeto (no deslocamento) e 2% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico65,9%
  • Trajeto32,1%
  • Doença2%

Parte do corpo atingida

  • Dedo21,5%
  • Pé (exceto artelhos)9,7%
  • Mão (exceto punho ou dedos)8,6%
  • Partes múltiplas6,9%
  • Braço (entre o punho e o ombro)6,3%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata14,6%
  • Fratura12%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)11,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)11,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)10,9%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta8,9%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas7,4%
  • Máquina, NIC6,9%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas6,6%
  • Agente do acidente, NIC6,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 18 5,2% 5.476
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 11 3,2% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 10 2,9% 24.580
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 9 2,6% 313
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 9 2,6% 1.634
S80.0 — Contusão do joelho 7 2% 1.225

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de medicamentos alopáticos para uso humano) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 25,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer ensino fundamental e médio, acompanhado de qualificação no próprio emprego ou em instituição de formação profissional. A tendência ao aumento de requisitos de qualificação dessas ocupações se iniciou nos grandes laboratórios e começa a atingir os hospitais e hemocentros, elevando a escolaridade para o nível médio, com incentivos para que o pessoal conclua curso técnico profissionalizante na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5152.

Qual especialização paga mais na família 5152

Todas as ocupações de auxiliares de laboratório da saúde, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5152-20 Auxiliar de laboratório de imunobiológicos R$ 1.938 R$ 2.220 1.504
5152-25 Auxiliar de produção farmacêutica (esta página) R$ 1.937 R$ 2.209 16.814
5152-15 Auxiliar de laboratório de análises clínicas R$ 1.813 R$ 2.132 51.412
5152-10 Auxiliar de farmácia de manipulação R$ 1.944 R$ 2.094 38.054
5152-05 Auxiliar de banco de sangue R$ 1.802 R$ 2.044 4.472

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5152-25.

B Auxiliar no preparo de vacinas (2)
  • Auxiliar no envasamento de vacinas
  • Levar amostras de vacina para controle de qualidade
C Aviar fórmulas sob orientação e supervisão (6)
  • Separar matéria-prima, vidraria etc.
  • Ajudar na manipulação de produtos químicos
  • Quantificar produtos
  • Inspecionar volume, cor, uniformidade etc.
  • Encapsular medicamentos
  • Envasar medicamentos
D Preparar meios de cultura, estabilizantes e hemoderivados (8)
  • Pesar nutrientes
  • Dissolver meio de cultura, estabilizantes de vacinas e reagentes
  • Esterilizar meio de cultura e estabilizantes de vacina
  • Acrescentar antibióticos ao meio de cultura
  • Aliquotar o meio de cultura em placas ou frascos
  • Armazenar meio de cultura e estabilizantes em câmara fria
  • Incubar meio de cultura em estufa
  • Semear material biológico
E Recuperar material de trabalho (vidraria, lâminas) (6)
  • Lavar material de trabalho
  • Secar material de trabalho
  • Separar material de trabalho
  • Embalar material de trabalho
  • Autoclavar material de trabalho
  • Devolver material de trabalho às salas
F Organizar trabalho (2)
  • Providenciar manutenção de ambiente e equipamento de trabalho
  • Controlar estoques
G Trabalhar com biossegurança (11)
  • Efetuar antissepsia pessoal
  • Usar equipamento de proteção individual
  • Paramentar-se (usar roupa estéril)
  • Realizar assepsia em salas e em recipientes de insumos
  • Esterilizar vestimenta para paramentação
  • Reconhecer símbolos de risco
  • Tomar vacinas
  • Submeter-se a exames periódicos
  • Acondicionar material para descarte
  • Descontaminar material biológico e paramentação para descarte
  • Inutilizar amostras de medicamentos
Y Comunicar-se (3)
  • Registrar protocolo das vacinas
  • Preencher ficha de registro ou folha de trabalho
  • Discutir procedimentos com colegas e ou supervisores
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • Trabalhar com ética profissional
  • Demostrar compreensão psicológica
  • Atualizar-se profissionalmente
  • Revelar segurança profissional
  • Discriminar cores e odores
  • Demonstrar habilidade tátil
  • Trabalhar com atenção
  • Demonstrar responsabilidade
  • Participar em campanhas de vacinação

Perguntas frequentes

Quanto ganha um auxiliar de produção farmacêutica?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.937 por mês, considerando as 11.586 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.623 (10% menores) a R$ 2.510 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.209 (RAIS 2024), 14% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando auxiliar de produção farmacêutica?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 12.925 admissões contra 10.442 desligamentos, saldo de +2.483 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata auxiliar de produção farmacêutica?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de medicamentos alopáticos para uso humano (CNAE 2121101), com 35,5% das admissões e mediana de R$ 1.867. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de auxiliar de produção farmacêutica?

5152-25 (família 5152 — Auxiliares de laboratório da saúde). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser auxiliar de produção farmacêutica?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5152: O exercício dessas ocupações requer ensino fundamental e médio, acompanhado de qualificação no próprio emprego ou em instituição de formação profissional. A tendência ao aumento de requisitos de qualificação dessas ocupações se iniciou nos grandes laboratórios e começa a atingir os hospitais e hemocentros, elevando a escolaridade para o nível médio, com incentivos para que o pessoal conclua curso técnico profissionalizante na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de auxiliar de produção farmacêutica?

A taxa é de 25,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (21,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5152-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5152-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5152-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2121101), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5152:

  • Centro de Hematologia de São Paulo
  • Eli Lilly do Brasil Ltda.
  • Farmácia Center Fórmula Ltda.
  • Farmácia Galenica Ltda.
  • Força Sindical - Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi da Cruzes e Região
  • Fundação Oswaldo Cruz
  • Fundação Pró - sangue - Hemocentro de São Paulo
  • Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP)
  • Hospital Sarah Kubischeck
  • Instituto Butantan
  • Laboratório Bio Clínico
  • Merck Indústria Química e Farmacêutica S.A.
  • Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein
  • Unidade de Hemoterapia e Hematologia S/C Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
Voltar ao topo