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CBO 2002 Família 4223 R$ 2.185 na admissão -1.357 postos em 12 meses 58 atividades

CBO 4223-35 — Monitor de teleatendimento

O código 4223-35 identifica a ocupação monitor de teleatendimento na CBO 2002, dentro da família 4223 — Operadores de telemarketing e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um monitor de teleatendimento

Atendem usuários, oferecem serviços e produtos, prestam serviços técnicos especializados, realizam pesquisas, fazem serviços de cobrança e cadastramento de clientes, sempre via teleatendimento, seguindo roteiros e scripts planejados e controlados para captar, reter ou recuperar clientes.

Descrição oficial da família 4223 — Operadores de telemarketing e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam como assalariados, com carteira assinada ou como autônomos, em empresas que prestam serviços de teleatendimento a terceiros. No mercado, essas empresas são denominadas de birô de teleatendimento, call centers, customer centers, contact centers. Também trabalham em serviços de teleatendimento de uma empresa, denominados de teleatendimento in house, cuja operação mais conhecida é o serviço de atendimento ao consumidor (sac). Geralmente têm jornada de trabalho de seis horas nos mais variados horários, diurno, noturno, rodízio de turno e horários irregulares, não fixos. As atividades são desenvolvidas com supervisão permanente, em ambiente fechado. É comum o trabalho sob pressão quando as filas de espera de atendimento aumentam. Estão sujeitos ao controle fonoaudiométrico periódico.

Recursos de trabalho

Acessórios de proteção individual; Aplicativos (software); Apoio de teclado e mousepad; Computador e periféricos; Correio eletrônico e intranet; Headset; Manuais; Pa regulável (mesa ergonômica); Telefone fixo e call master; Voz.

Quanto ganha um monitor de teleatendimento

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.65710% ganham atéR$ 2.185medianaR$ 3.04310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.164

Entrada × quem já está

R$ 2.185 ao ser admitido · R$ 2.164 para quem tem vínculo ativo -1%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de monitor de teleatendimento foi de R$ 2.185 — metade das 2.327 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.657 e os 10% de maior, acima de R$ 3.043.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.164, ou seja, 1% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 23 meses.

Considerando a jornada média de 41.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.185
Por ano (12 salários)R$ 26.220
Por semanaR$ 503
Por hora (41.4h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.26431%
  • Mulheres — R$ 2.12469%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.20431,5%
  • Mulheres — R$ 2.14868,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.721
  • Nordeste1.674
  • Sudeste2.303
  • Sul2.259
  • Centro-Oeste1.971

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.406 -527 R$ 2.352
SC 501 -20 R$ 1.795
PR 314 -42 R$ 2.543
MG 235 -141 R$ 1.800
RJ 151 -33 R$ 2.000
RS 117 -54 R$ 1.968
BA 99 -69 R$ 1.678
GO 67 -48 R$ 2.060
RN 54 -69 R$ 1.567
CE 51 -43 R$ 1.729

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

3.232

Desligamentos

4.589

Saldo

-1.357

Rotatividade

46,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (-35) saldo negativo · pior: ago/25 (-190)

Em 12 meses houve 3.232 admissões e 4.589 desligamentos de monitor de teleatendimento, o que significa que o mercado formal fechou 1.357 postos de trabalho no período, com rotatividade de 46,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 37% foram a pedido do próprio trabalhador e 49,7% por dispensa sem justa causa, além de 10,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador37%
  • Dispensa sem justa causa49,7%
  • Fim de contrato10,4%

Sobre 4.589 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,4% das admissões são de jornada parcial e 0,5% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro7%
  • 1 a 4 empregados3%
  • 5 a 9 empregados3,1%
  • 10 a 19 empregados8,1%
  • 20 a 49 empregados11,9%
  • 50 a 99 empregados10,3%
  • 100 a 249 empregados22,2%
  • 250 a 499 empregados8,2%
  • 500 a 999 empregados7,1%
  • 1.000 ou mais empregados19,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata monitor de teleatendimento

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de teleatendimento 8220200 · 23,1% das admissões 747 43.9h R$ 1.914 R$ 2.144 R$ 2.675 3% 2
Manutenção de estações e redes de telecomunicações 4221905 · 10,1% das admissões 328 44h R$ 2.349 R$ 2.409 R$ 2.464 3% 4
Atividades de monitoramento de sistemas de segurança eletrônico 8020001 · 6,7% das admissões 215 43.8h R$ 1.649 R$ 1.707 R$ 1.780 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 6,5% das admissões 210 43.7h R$ 2.501 R$ 2.537 R$ 2.573 3% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,6% das admissões 85 43.5h R$ 1.810 R$ 2.038 R$ 2.221 2% 1
Reparação e manutenção de equipamentos de comunicação 9512600 · 2,5% das admissões 81 44.3h R$ 1.904 2% 3
Limpeza em prédios e em domicílios 8121400 · 2,1% das admissões 67 44h R$ 2.058 R$ 2.293 R$ 2.368 3% 3
Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis 6202300 · 1,9% das admissões 61 43.4h R$ 1.891 R$ 2.211 R$ 2.289 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como monitor de teleatendimento

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 9.908 vínculos

Idade mediana

29 anos

Tempo de casa

23 meses

No setor público

0,9%

Em empresa do Simples

11,6%

Sexo

  • Homem31,2%
  • Mulher68,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40,6h/sem
  • Pessoas com deficiência1,7%
  • Jornada parcial0,5%
  • Contrato intermitente0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,9%

Sobre os 9.908 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda46,6%
  • Branca41,9%
  • Preta10,3%
  • Amarela1%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • 5º ano completo0,1%
  • 6º ao 9º ano0,1%
  • Fundamental completo0,7%
  • Médio incompleto1,9%
  • Médio completo67,4%
  • Superior incompleto12,5%
  • Superior completo17,2%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 6º a 9º ano0,2%
  • Fundamental completo0,8%
  • Médio incompleto1,4%
  • Médio completo67,9%
  • Superior incompleto12,7%
  • Superior completo15,6%
  • Pós-graduação1,3%
  • Mestrado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1,1%
  • 5 a 9 empregados1,5%
  • 10 a 19 empregados3,9%
  • 20 a 49 empregados7,4%
  • 50 a 99 empregados8,5%
  • 100 a 249 empregados12,3%
  • 250 a 499 empregados8,3%
  • 500 a 999 empregados16,6%
  • 1.000 ou mais empregados40,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de monitor de teleatendimento

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

6,3

CAT no período

54

Idade média no acidente

31 anos

Foram 54 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo monitor de teleatendimento nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 6,3 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 20,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 75,9% de trajeto (no deslocamento) e 3,7% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto75,9%
  • Típico20,4%
  • Doença3,7%

Parte do corpo atingida

  • Pé (exceto artelhos)16,7%
  • Articulação do tornozelo14,8%
  • Joelho9,3%
  • Membros superiores, NIC7,4%
  • Dedo7,4%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata24,1%
  • Distensão, torção16,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)13%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)11,1%
  • Fratura9,3%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta22,2%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas11,1%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas9,3%
  • Veículo, NIC9,3%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas9,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 6 11,1% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 5 9,3% 1.225
M79.6 — Dor em membro 2 3,7% 517
S90.0 — Contusão do tornozelo 2 3,7% 1.188
T14 — Traumatismo de região não especificada do corpo 2 3,7% 796
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão 2 3,7% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de teleatendimento) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 6,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o acesso a essas ocupações requer-se o ensino médio completo até o ensino superior incompleto, seguidos de cursos básicos de qualificação de até duzentas horas/aula. A qualidade da voz e da audição são requisitos fundamentais para o trabalho. Em menos de um ano de experiência o profissional geralmente está apto ao desempenho pleno das atividades. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 4223.

Qual especialização paga mais na família 4223

Todas as ocupações de operadores de telemarketing e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
4223-35 Monitor de teleatendimento (esta página) R$ 2.185 R$ 2.164 9.908
4223-30 Teleatendente de emergência R$ 1.647 R$ 2.030 1.240
4223-20 Operador de telemarketing técnico R$ 2.055 R$ 1.974 20.302
4223-15 Operador de telemarketing receptivo R$ 1.751 R$ 1.726 86.798
4223-05 Operador de telemarketing ativo R$ 1.801 R$ 1.706 34.168
4223-10 Operador de telemarketing ativo e receptivo R$ 1.640 R$ 1.513 310.270

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 4223-35.

A Seguir roteiros e scripts (5)
  • Identificar-se ao cliente
  • Ouvir mensagem do cliente/solicitante
  • Confirmar dados
  • Direcionar atendimento
  • Consultar terminal de informações
B Atender usuários de produtos e ou serviços (5)
  • Identificar necessidades do interlocutor
  • Identificar problemas
  • Orientar o usuário/solicitante
  • Consultar manuais, procedimentos e etc
  • Encaminhar reclamações ao supervisor
I Monitorar atendimentos (19)
  • Avaliar qualidade de atendimento do operador:
  • Acompanhar execução dos trabalhos
  • Verificar cumprimento das normas de atendimento
  • Monitorar tempo de atendimento
  • Monitorar tempo de pausa
  • Fazer monitoria ativa
  • Simular situações reais
  • Identificar pontos de melhoria
  • Propor medidas corretivas
  • Elaborar gráficos de desempenho
  • Responder questionários sobre procedimentos operacionais
  • Otimizar distribuição de operadores
  • Documentar serviços prestados
  • Elaborar relatórios
  • Responder a questionários de avaliação interna
  • Difundir alerta aos funcionários
  • Retornar contato com cliente
  • Atualizar painel de procedimentos
  • Registrar ocorrências de trote
J Treinar funcionários (5)
  • Instruir funcionários sobre sistemas operacionais
  • Orientar funcionários sobre normas internas da empresa
  • Orientar funcionários sobre mudanças e procedimentos
  • Transmitir normas de atendimento padrão e procedimentos
  • Reorientar práticas de trabalho (reciclagem)
K Elaborar escalas de trabalho (9)
  • Sugerir agenda de folgas
  • Viabilizar descanso de onze horas
  • Analisar fluxo diário de ligações
  • Remanejar dias e turnos de trabalho conforme fluxo de ligações
  • Controlar frequência de funcionários
  • Elaborar escala de revezamento
  • Permutar dias e turnos de trabalho
  • Redimensionar escala de trabalho para feriados e datas especiais
  • Relatar informações de troca de turno
Z Demonstrar competências pessoais (15)
  • Demonstrar qualidade de voz e dicção
  • Demonstrar capacidade de comunicação
  • Demonstrar capacidade de saber ouvir
  • Demonstrar paciência
  • Demonstrar auto controle
  • Demonstrar capacidade de persuasão
  • Demonstrar empatia
  • Administrar conflitos
  • Demonstrar objetividade
  • Demonstrar capacidade de tomar decisões
  • Demonstrar capacidade de trabalhar sob pressão
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar agilidade no atendimento
  • Demonstrar capacidade de resiliência
  • Demonstrar atenção concentrada

Sinônimos oficiais (3)

Monitor de apoio ao teleatendimentoTelefonista-líderTelefonista-monitor

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 4223-35 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um monitor de teleatendimento?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.185 por mês, considerando as 2.327 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.657 (10% menores) a R$ 3.043 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.164 (RAIS 2024), 1% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando monitor de teleatendimento?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.232 admissões contra 4.589 desligamentos, saldo de -1.357 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata monitor de teleatendimento?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de teleatendimento (CNAE 8220200), com 23,1% das admissões e mediana de R$ 2.144. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de monitor de teleatendimento?

4223-35 (família 4223 — Operadores de telemarketing e afins). A CBO reconhece também os títulos: Monitor de apoio ao teleatendimento, Telefonista-líder, Telefonista-monitor — todos usam o mesmo código 4223-35. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser monitor de teleatendimento?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 4223: Para o acesso a essas ocupações requer-se o ensino médio completo até o ensino superior incompleto, seguidos de cursos básicos de qualificação de até duzentas horas/aula. A qualidade da voz e da audição são requisitos fundamentais para o trabalho. Em menos de um ano de experiência o profissional geralmente está apto ao desempenho pleno das atividades. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de monitor de teleatendimento?

A taxa é de 6,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (16,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 4223-35?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 4223-35 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 4223-35 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8220200), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (25 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 4223:

  • Associação Comercial e Industrial de Franca
  • Atento do Brasil S.A.
  • Cast Consultoria e Treinamento Ltda.
  • Interamericana Tecnologia da Informação Ltda.
  • Maradei Neto Comunicação Dirigida (Call To Call)
  • Petróleo Brasileiro S. A. (Brooklyn - Sp)
  • Sindicato das Empresas de Telemarketing de São Paulo (Sintelmark)
  • Sindicato dos Trabalhadores de Telemarketing do Estado de São Paulo (Sintratel)
  • Sul América Companhia Nacional de Seguros
  • Tecplan Teleinformática S/C Ltda.
  • Telefutura Telemarketing S.A.
  • Teleperformance do Brasil Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Deisi Deffune Consultoria S/C Ltda. - DDC
  • GLOSSÁRIO
  • CRM: Customer Relationship Manager
  • Call center: centro de atendimento de telemarketing que presta serviços a um público diferenciada de clientes, com vários tipos de serviço.
  • URA: Unidade de Resposta Audível, utilizada para triagem de ligações, por exemplo: disque 1 para atendimento...
  • Help Desk: centro, células ou ilhas de atendimento para fornecer informações e solu- ções a usuários com dúvidas sobre serviços ou produtos.
  • Break: jargão usado pelos operadores de telemarketing que equivale ao descanso de quinze minutos. Número de breaks por período de trabalho indica quantos quinze minutos de pausa ele terá.
  • Atendimento receptivo: o operador apenas recebe ligações.
  • Atendimento ativo: o operador faz ligações.
  • Atendimento híbrido: o operador faz e recebe ligações, ou seja, trabalha em rodízio de tipos de operações receptivas e ativas.
  • PA: posição de atendimento.
  • Fraseologia: frases utilizadas para inicialização das ligações.
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