CBO 3712-10 — Técnico em museologia
O código 3712-10 identifica a ocupação técnico em museologia na CBO 2002, dentro da família 3712 — Técnicos em museologia e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um técnico em museologia
Auxiliam especialistas das diversas áreas de museus, nos trabalhos de organização, conservação, pesquisa e difusão de documentos e objetos de caráter histórico, artístico, científico, literário ou de outra natureza.
Descrição oficial da família 3712 — Técnicos em museologia e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham em museus e arquivos, em entidades culturais e de ensino, em setores de documentação de empresas, fundações e outras instituições públicas e privadas, em geral de porte médio ou grande. Geralmente são empregados registrados, havendo também chance de trabalho autônomo, como prestadores de serviços técnicos especializados; desenvolvem seu trabalho integrados em equipes. Os colecionadores de selos e moedas são, em geral, autônomos e costumam trabalhar sozinhos ou em equipes. É importante para o desempenho das ocupações da família as habilidades da organização e da pesquisa.
Recursos de trabalho
Computador; Embalagens de acrílico (acondicionar moedas, selos); Equipamento de medição; Equipamento para higienização; Equipamento para restauro; Fichas para catalogação; Mapotecas; Máscara para pó e vapores; Materiais de escritório; Plástico multibolha.
Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão
Norma regulamentadora: Lei nº 6.546, de 4 de julho de 1978 - dispõe sobre a regulamentação de arquivista e técnico de arquivo. Decreto nº 82.590, de 6 de novembro de 1985 - regulamenta a Lei nº 6.546, de 4/7/78. O técnico de arquivo pode atuar tanto em centro de documentação e biblioteca como em museus.
Quanto ganha um técnico em museologia
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.898
Entrada × quem já está
R$ 2.938 ao ser admitido · R$ 5.898 para quem tem vínculo ativo +100,7%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em museologia foi de R$ 2.938 — metade das 67 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.799 e os 10% de maior, acima de R$ 5.729.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.898, ou seja, 100,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 101 meses.
Considerando a jornada média de 43 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 15,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.938 |
| Por ano (12 salários) | R$ 35.256 |
| Por semana | R$ 676 |
| Por hora (43h/sem) | R$ 15,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
73
Desligamentos
58
Saldo
+15
Rotatividade
13,6%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 73 admissões e 58 desligamentos de técnico em museologia, o que significa que o mercado formal abriu 15 postos de trabalho no período, com rotatividade de 13,6% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 24,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 53,4% por dispensa sem justa causa, além de 15,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 58 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata técnico em museologia
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas 8230001 · 26% das admissões | 19 | 44.2h | — | R$ 3.909 | — | 3% | 2 |
| Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros 7830200 · 12,3% das admissões | 9 | — | — | — | — | 2% | 1 |
| Atividades de museus e de exploração de lugares e prédios históricos e atrações similares 9102301 · 8,2% das admissões | 6 | — | — | — | — | 1% | 2 |
| Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 8,2% das admissões | 6 | — | — | — | — | 2% | 2 |
| Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais 9900800 · 6,8% das admissões | 5 | — | — | — | — | 1% | 1 |
| Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 4,1% das admissões | 3 | — | — | — | — | 2% | 1 |
| Serviços de assistência social sem alojamento 8800600 · 4,1% das admissões | 3 | — | — | — | — | 2% | 1 |
| Produção e promoção de eventos esportivos 9319101 · 2,7% das admissões | 2 | — | — | — | — | 2% | 2 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como técnico em museologia
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 426 vínculos
Idade mediana
41 anos
Tempo de casa
101 meses
No setor público
73,7%
Em empresa do Simples
1,4%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada40,4h/sem
- Pessoas com deficiência1,9%
- Em entidade sem fins lucrativos17,1%
Sobre os 426 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
Para o acesso à ocupação de técnico em museologia requer-se formação de nível médio. O aprendizado dos profissionais que atuam com coleções de selos e moedas ocorre na prática. Para o exercício pleno das atividades requer-se experiência que varia entre um e dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 3712.
Qual especialização paga mais na família 3712
Todas as ocupações de técnicos em museologia e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3712-10 | Técnico em museologia (esta página) | R$ 2.938 | R$ 5.898 | 426 |
| 3712-05 | Colecionador de selos e moedas | — | R$ 1.647 | 11 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3712-10.
A Catalogar o acervo (15)
- •Auxiliar na classificação do acervo
- •Criar fichas de catalogação e informatização do acervo
- •Preencher ficha catalográfica
- •Numerar peças
- •Auxiliar no tombamento do acervo
- •Fotografar acervo
- •Organizar o espaço de catalogação e pesquisa
- •Tombar acervo
- •Produzir registro de localização das peças
- •Produzir laudo técnico de catalogação
- •Tomar medidas dos objetos
- •Pesar peças do acervo
- •Avaliar as peças para efeitos de empréstimos
- •Fazer perícia do acervo
- •Controlar a entrada e saída de peças do acervo em reserva técnica
B Conservar o acervo (20)
- •Manusear acervo
- •Acondicionar as obras do acervo
- •Controlar instrumentos de precisão
- •Ajudar na tomada de decisões sobre a conservação do acervo
- •Higienizar o acervo
- •Imunizar o acervo
- •Auxiliar na restauração de obras
- •Fiscalizar o estado do acervo
- •Elaborar laudos técnicos de conservação e restauro
- •Elaborar circuito de circulação de obras
- •Assessorar outras instituições na conservação do acervo
- •Manipular equipamentos de segurança para conservação do acervo
- •Determinar normas sobre a conservação do acervo
- •Implementar medidas de primeiros socorros às obras
- •Implementar ações de segurança das obras
- •Indicar procedimentos de segurança do acervo
- •Controlar o armazenamento de embalagens
- •Embalar obras
- •Desembalar obras
- •Organizar espaços de conservação e restauro
C Expor coleções (17)
- •Colaborar no planejamento da logística da exposição
- •Supervisionar o translado do acervo
- •Subsidiar com informações a criação de catálogos
- •Selecionar peças do acervo para exposição
- •Escolher o material adequado à montagem da exposição
- •Monitorar condições físicas da exposição
- •Sinalizar o circuito da exposição
- •Montar as obras nos locais determinados para exposição
- •Colaborar nas atividades de manutenção da exposição
- •Desmontar exposição
- •Criar área de reserva técnica de obras em trânsito
- •Verificar textos elucidativos do acervo
- •Conferir entrada e saída de obras
- •Preparar viagem para acompanhamento da montagem da exposição
- •Identificar as obras com etiquetas
- •Analisar textos elucidativos do acervo
- •Participar da elaboração da programação visual da exposição
D Pesquisar documentação técnica (12)
- •Pesquisar bibliografia e catálogos
- •Pesquisar fontes primárias
- •Pesquisar materiais adequados à exposição
- •Pesquisar na internet
- •Visitar museus e exposições para consulta
- •Consultar colecionadores e numismatas
- •Entrevistar artistas e familiares sobre obras
- •Realizar intercâmbios profissionais
- •Pesquisar em leilões
- •Pesquisar materiais de restauro
- •Catalogar os arquivos de documentos relativos ao acervo
- •Atualizar os arquivos de documentos relativos ao acervo
E Implementar ações educativas (9)
- •Executar ações educativas pré-determinadas
- •Indicar procedimentos de segurança ao público
- •Treinar pessoal de limpeza
- •Treinar o pessoal de vigilância para a proteção do acervo
- •Executar monitoria da exposição
- •Orientar visitas técnicas ao acervo
- •Orientar estagiários
- •Dar treinamento ao pessoal de apoio ao transporte e manuseio do acervo
- •Atender ao público
F Preparar o espaço para a exposição da reserva técnica (10)
- •Pintar o espaço
- •Construir painéis
- •Adequar iluminação ao ambiente
- •Construir vitrines
- •Acompanhar a implantação do sistema de iluminação
- •Construir suportes de apoio para as obras
- •Confeccionar passe partout
- •Adequar mobiliário
- •Controlar as condições ambientais
- •Participar do planejamento do projeto de construção
G Comercializar selos e moedas (4)
- •Efetuar triagem dos selos e moedas
- •Examinar catálogos nacionais e internacionais de selos e moedas
- •Organizar catálogos de selos e moedas
- •Avaliar o objeto
H Realizar atividades administrativas (14)
- •Elaborar registros de recepção
- •Elaborar relatório das atividades realizadas
- •Planejar atividades anuais
- •Elaborar correspondência
- •Elaborar registro de ocorrências
- •Apoiar na elaboração dos termos de aquisição do acervo
- •Elaborar o mapa de chaves de acesso ao acervo
- •Registrar empréstimos de obras
- •Prestar conta da administração de recursos financeiros de destinação específica
- •Elaborar requisição de compras
- •Listar materiais necessários
- •Comprar materiais necessários
- •Elaborar estatísticas de visitação e consultas
- •Selecionar peças para aquisição
Y Comunicar-se (8)
- •Divulgar o evento na mídia
- •Publicar catálogos de selos e moedas
- •Interagir com outros profissionais e com o público da instituição
- •Comunicar-se através de entrevistas
- •Elaborar trabalhos para publicação
- •Realizar palestras
- •Alimentar website
- •Alimentar agenda cultural
Z Demonstrar competências pessoais (13)
- •Conhecer noções de materiais de suporte para exposição e restauro
- •Desenvolver memória visual
- •Conhecer noções científicas da área específica
- •Conhecer noções de desenho técnico
- •Proceder com ética
- •Dominar diferentes linguagens de informática
- •Dispor de horários flexíveis
- •Conhecer o manejo de epi(equipamentos de proteção individual)
- •Conhecer noções de primeiros socorros
- •Conhecer noções de primeiros socorros às obras
- •Atualizar-se
- •Desenvolver habilidade manual
- •Conhecer noções de química
Sinônimos oficiais (1)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3712-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um técnico em museologia?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.938 por mês, considerando as 67 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.799 (10% menores) a R$ 5.729 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.898 (RAIS 2024), 100.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando técnico em museologia?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 73 admissões contra 58 desligamentos, saldo de +15 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata técnico em museologia?
A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas (CNAE 8230001), com 26% das admissões e mediana de R$ 3.909. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de técnico em museologia?
3712-10 (família 3712 — Técnicos em museologia e afins). A CBO reconhece também os títulos: Técnico de arquivo (museologia) — todos usam o mesmo código 3712-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser técnico em museologia?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3712: Para o acesso à ocupação de técnico em museologia requer-se formação de nível médio. O aprendizado dos profissionais que atuam com coleções de selos e moedas ocorre na prática. Para o exercício pleno das atividades requer-se experiência que varia entre um e dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3712-10?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3712-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3712-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8230001), o RAT é 3%.
A profissão de técnico em museologia é regulamentada?
As notas oficiais da CBO para a família 3712 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 6.546, de 4 de julho de 1978 - dispõe sobre a regulamentação de arquivista e técnico de arquivo. Decreto nº 82.590, de 6 de novembro de 1985 - regulamenta a Lei nº 6.546, de 4/7/78. O técnico de arquivo pode atuar tanto em centro de documentação e biblioteca como em museus.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (6 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3712:
- •Banco Sudameris Brasil S.A.
- •Fundação Universidade de Uberlândia
- •Instituto Itaú Cultural
- •Museu de Arqueologia e Etnologia da USP
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação de Desenvolvimento da Unicamp - Funcamp