NCM Buscador
CBO 2002 Família 3426 R$ 4.005 na admissão -135 postos em 12 meses 48 atividades

CBO 3426-10 — Supervisor de operações portuárias

O código 3426-10 identifica a ocupação supervisor de operações portuárias na CBO 2002, dentro da família 3426 — Técnicos em transportes por vias navegáveis e operações portuárias. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um supervisor de operações portuárias

Supervisionam o recebimento de cargas e o embarque de passageiros do transporte aquaviário; coordenam serviços de embarcação em portos e estações; organizam distribuição de cargas e passageiros; programam atracação de embarcações; monitoram atracação e desatracação, embarque e desembarque; elaboram documentos técnicos.

Descrição oficial da família 3426 — Técnicos em transportes por vias navegáveis e operações portuárias, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em empresas do ramo de transporte aquaviário e de companhias de operações portuárias. São contratados na condição de trabalhadores assalariados, com carteira assinada. Desenvolvem suas atividades em equipe, sob supervisão ocasional, em ambiente a céu aberto, podendo atuar em horários irregulares e em rodízio de turnos. No exercício de algumas atividades, podem trabalhar sob pressão, levando-os à situação de estresse; podem, ainda, estar sujeitos a ruído intenso, poeira das cargas, cargas suspensas e em trânsito.

Recursos de trabalho

Automóveis; Computador; Fax; Lanchas; Material de escritório; Mobiliário de escritório; Rádio com sistema vhf e uhf; Relatórios operacionais; Softwares específicos; Telefone celular.

Quanto ganha um supervisor de operações portuárias

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.76210% ganham atéR$ 4.005medianaR$ 10.01310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 7.371

Entrada × quem já está

R$ 4.005 ao ser admitido · R$ 7.371 para quem tem vínculo ativo +84%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor de operações portuárias foi de R$ 4.005 — metade das 863 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.762 e os 10% de maior, acima de R$ 10.013.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 7.371, ou seja, 84% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 52 meses.

Considerando a jornada média de 42.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 21,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.005
Por ano (12 salários)R$ 48.060
Por semanaR$ 922
Por hora (42.9h/sem)R$ 21,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.96489,8%
  • Mulheres — R$ 5.36310,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 7.33988,7%
  • Mulheres — R$ 7.89211,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte4.150
  • Nordeste2.700
  • Sudeste4.500
  • Sul4.600

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (7 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 253 +19 R$ 5.419
RJ 236 -9 R$ 1.887
PA 116 +3 R$ 4.300
PR 64 -33 R$ 4.450
MA 60 -11 R$ 1.795
SC 50 -46 R$ 4.000
ES 47 +12 R$ 4.750

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

957

Desligamentos

1.092

Saldo

-135

Rotatividade

25,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+33) saldo negativo · pior: jun/26 (-37)

Em 12 meses houve 957 admissões e 1.092 desligamentos de supervisor de operações portuárias, o que significa que o mercado formal fechou 135 postos de trabalho no período, com rotatividade de 25,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 25,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 63,1% por dispensa sem justa causa, além de 4,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador25,4%
  • Dispensa sem justa causa63,1%
  • Fim de contrato4,8%

Sobre 1.092 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente3,1%
  • Pessoa com deficiência0,4%
  • Jovem aprendiz0,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro7,5%
  • 1 a 4 empregados4,7%
  • 5 a 9 empregados5,1%
  • 10 a 19 empregados7,4%
  • 20 a 49 empregados15,4%
  • 50 a 99 empregados9,7%
  • 100 a 249 empregados14,1%
  • 250 a 499 empregados11%
  • 500 a 999 empregados7,6%
  • 1.000 ou mais empregados17,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata supervisor de operações portuárias

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades do operador portuário 5231102 · 18,4% das admissões 176 44h R$ 3.600 R$ 5.550 R$ 8.033 3% 3
Navegação de apoio marítimo 5030101 · 18,3% das admissões 175 43.9h R$ 1.729 R$ 1.767 R$ 1.822 3% 3
Manutenção e reparação de outras máquinas e equipamentos para usos industriais não especificados anteriormente 3314799 · 5% das admissões 48 44h R$ 5.425 R$ 5.450 R$ 5.475 3% 3
Atividades de agenciamento marítimo 5232000 · 4,8% das admissões 46 42.8h R$ 2.663 R$ 4.325 R$ 7.538 2% 3
Atividades auxiliares dos transportes aquaviários não especificadas anteriormente 5239799 · 4,7% das admissões 45 44h R$ 1.822 3
Limpeza em prédios e em domicílios 8121400 · 4,2% das admissões 40 44.5h R$ 3.969 3% 3
Transporte por navegação interior de carga, intermunicipal, interestadual e internacional, exceto travessia 5021102 · 3,3% das admissões 32 44h R$ 4.730 3% 3
Armazéns gerais - emissão de warrant 5211701 · 3% das admissões 29 43.3h R$ 6.500 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como supervisor de operações portuárias

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.280 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

52 meses

No setor público

0,6%

Em empresa do Simples

8,3%

Sexo

  • Mulher11,1%
  • Homem88,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,3h/sem
  • Pessoas com deficiência1,1%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,7%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,9%

Sobre os 4.280 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca50%
  • Parda42,8%
  • Preta6,3%
  • Amarela0,6%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,3%
  • 5º ano completo0,3%
  • 6º ao 9º ano1,1%
  • Fundamental completo3%
  • Médio incompleto1,8%
  • Médio completo50,6%
  • Superior incompleto8,5%
  • Superior completo34,1%
  • Mestrado0,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,3%
  • Até 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º a 9º ano0,2%
  • Fundamental completo0,9%
  • Médio incompleto1,7%
  • Médio completo54,8%
  • Superior incompleto7,9%
  • Superior completo27,3%
  • Pós-graduação5,9%
  • Mestrado0,5%
  • Doutorado0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados3,7%
  • 5 a 9 empregados4,6%
  • 10 a 19 empregados5,8%
  • 20 a 49 empregados14,2%
  • 50 a 99 empregados11,3%
  • 100 a 249 empregados16,7%
  • 250 a 499 empregados15%
  • 500 a 999 empregados11,7%
  • 1.000 ou mais empregados17,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de supervisor de operações portuárias

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

13,7

CAT no período

48

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

40 anos

Foram 48 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo supervisor de operações portuárias nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 13,7 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 56,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 43,8% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico56,3%
  • Trajeto43,8%

Parte do corpo atingida

  • Partes múltiplas14,6%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)8,3%
  • Articulação do tornozelo6,3%
  • Dedo6,3%
  • Localização da lesão, NIC6,3%

Natureza da lesão

  • Fratura25%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)16,7%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)12,5%
  • Distensão, torção10,4%
  • Outras lesões, NIC8,3%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta18,8%
  • Agente do acidente, NIC8,3%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas8,3%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas8,3%
  • Escada móvel ou fixada, NIC6,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S90.0 — Contusão do tornozelo 2 4,2% 1.188
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 2 4,2% 1.358
M54.5 — Dor lombar baixa 2 4,2% 9.517
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 2 4,2% 313
S40.0 — Contusão do ombro e do braço 2 4,2% 479
R52.0 — Dor aguda 1 2,1% 174

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades do operador portuário) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 13,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer escolaridade de ensino técnico em transportes, em nível médio. O pleno exercício das atividades se dá após o período de cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3426.

Qual especialização paga mais na família 3426

Todas as ocupações de técnicos em transportes por vias navegáveis e operações portuárias, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3426-10 Supervisor de operações portuárias (esta página) R$ 4.005 R$ 7.371 4.280
3426-05 Chefe de estação portuária R$ 3.071 R$ 4.806 574

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3426-10.

A Supervisionar recebimento e embarque de cargas e passageiros (9)
  • Analisar previsão de embarque e desembarque de cargas e passageiros
  • Supervisionar recebimento de documentação e liberação de cargas e passageiros
  • Analisar relatório de embarcação
  • Definir equipamentos para carga e descarga
  • Verificar documentação de exportadores e importadores
  • Supervisionar equipe de operação
  • Supervisionar fluxo de caminhões em porto
  • Compatibilizar plano de carga e descarga com relatórios operacionais
  • Analisar relatório de sistema operacional
B Coordenar serviços de embarcação em porto e estação (5)
  • Providenciar serviços de auxílio à tripulação
  • Providenciar serviços de auxílio a embarcações
  • Avisar autoridades sobre chegada da embarcação
  • Assessorar visitas de receita federal, polícia federal e vigilância sanitária
  • Assessorar visitas de capitania dos portos
C Organizar distribuição de cargas e passageiros (8)
  • Mapear infra-estrutura para recebimento de cargas
  • Selecionar tipos e tamanhos de embarcações
  • Calcular horários de saída e chegada
  • Organizar cargas por porto de destino
  • Organizar cargas por embarcação
  • Organizar cargas segundo peso
  • Organizar cargas por tipo
  • Separar tipos de contêineres
D Programar atracação de embarcação (8)
  • Participar de reuniões com representantes de autoridades portuárias, agentes e operadores
  • Definir prioridades de atracação
  • Apresentar vantagens operacionais para clientes
  • Agendar atracação de embarcação
  • Apresentar previsão de carga e descarga para autoridades portuárias
  • Informar valores para pagamentos de taxas portuárias ao setor financeiro
  • Informar período de operação para autoridades portuárias
  • Requisitar equipes de trabalhadores ao órgão gestor de mão-de-obra (ogmo)
E Monitorar atracação e desatracação, embarque e desembarque (4)
  • Distribuir tarefas em embarcação e estação
  • Providenciar equipamentos de segurança dos trabalhadores (epi)
  • Monitorar peação e desapeação de carga
  • Monitorar serviços de carga e descarga
F Elaborar documentos (9)
  • Listar equipamentos de embarcação
  • Elaborar relatórios com características de embarcações
  • Emitir lista de sequenciamento de carga e descarga
  • Elaborar relatório de recebimento de carga (mate)
  • Encaminhar documentação para autoridades portuárias, usuários e ogmo
  • Elaborar planilhas de estatísticas operacionais
  • Encaminhar documentação para setores da empresa
  • Elaborar planilha de custo
  • Preencher livros de ocorrências
Z Demonstrar competências pessoais (5)
  • Transmitir informações
  • Liderar equipes
  • Tomar decisões
  • Demonstrar iniciativa
  • Negociar vantagens operacionais

Sinônimos oficiais (3)

Chefe de operações portuáriasCoordenador de operações portuáriasEncarregado de operações portuárias

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3426-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um supervisor de operações portuárias?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.005 por mês, considerando as 863 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.762 (10% menores) a R$ 10.013 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 7.371 (RAIS 2024), 84% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando supervisor de operações portuárias?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 957 admissões contra 1.092 desligamentos, saldo de -135 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata supervisor de operações portuárias?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades do operador portuário (CNAE 5231102), com 18,4% das admissões e mediana de R$ 5.550. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de supervisor de operações portuárias?

3426-10 (família 3426 — Técnicos em transportes por vias navegáveis e operações portuárias). A CBO reconhece também os títulos: Chefe de operações portuárias, Coordenador de operações portuárias, Encarregado de operações portuárias — todos usam o mesmo código 3426-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser supervisor de operações portuárias?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3426: O exercício dessas ocupações requer escolaridade de ensino técnico em transportes, em nível médio. O pleno exercício das atividades se dá após o período de cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de supervisor de operações portuárias?

A taxa é de 13,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é partes múltiplas (14,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S90.0 — contusão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3426-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3426-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3426-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (5231102), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3426:

  • Argos Navegação
  • Barcas S.A. Transporte Marítimo
  • Hermasa Navegações da Amazônia S.A.
  • Pentamares Comércio e Serviços Ltda.
  • Tecon Rio Grande S.A.
  • Tecon Salvador S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • GLOSSÁRIO
  • Ogmo: Órgão Gestor de Mão-de-obra; departamento de apoio dos portos e compa- nhias de Docas.
Voltar ao topo