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CBO 2002 Família 3426 R$ 3.071 na admissão +2 postos em 12 meses 26 atividades

CBO 3426-05 — Chefe de estação portuária

O código 3426-05 identifica a ocupação chefe de estação portuária na CBO 2002, dentro da família 3426 — Técnicos em transportes por vias navegáveis e operações portuárias. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um chefe de estação portuária

Supervisionam o recebimento de cargas e o embarque de passageiros do transporte aquaviário; coordenam serviços de embarcação em portos e estações; organizam distribuição de cargas e passageiros; programam atracação de embarcações; monitoram atracação e desatracação, embarque e desembarque; elaboram documentos técnicos.

Descrição oficial da família 3426 — Técnicos em transportes por vias navegáveis e operações portuárias, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em empresas do ramo de transporte aquaviário e de companhias de operações portuárias. São contratados na condição de trabalhadores assalariados, com carteira assinada. Desenvolvem suas atividades em equipe, sob supervisão ocasional, em ambiente a céu aberto, podendo atuar em horários irregulares e em rodízio de turnos. No exercício de algumas atividades, podem trabalhar sob pressão, levando-os à situação de estresse; podem, ainda, estar sujeitos a ruído intenso, poeira das cargas, cargas suspensas e em trânsito.

Recursos de trabalho

Automóveis; Computador; Fax; Lanchas; Material de escritório; Mobiliário de escritório; Rádio com sistema vhf e uhf; Relatórios operacionais; Softwares específicos; Telefone celular.

Quanto ganha um chefe de estação portuária

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.43510% ganham atéR$ 3.071medianaR$ 11.75210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.806

Entrada × quem já está

R$ 3.071 ao ser admitido · R$ 4.806 para quem tem vínculo ativo +56,5%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de chefe de estação portuária foi de R$ 3.071 — metade das 104 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.435 e os 10% de maior, acima de R$ 11.752.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.806, ou seja, 56,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 73 meses.

Considerando a jornada média de 42.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.071
Por ano (12 salários)R$ 36.852
Por semanaR$ 707
Por hora (42.6h/sem)R$ 16,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.07064,4%
  • Mulheres — R$ 3.07335,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.07585,8%
  • Mulheres — R$ 4.06314,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte3.069
  • Sudeste3.117

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

114

Desligamentos

112

Saldo

+2

Rotatividade

19,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: dez/25 (+6) saldo negativo · pior: set/25 (-7)

Em 12 meses houve 114 admissões e 112 desligamentos de chefe de estação portuária, o que significa que o mercado formal abriu 2 postos de trabalho no período, com rotatividade de 19,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 30,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 52,7% por dispensa sem justa causa, além de 11,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador30,4%
  • Dispensa sem justa causa52,7%
  • Fim de contrato11,6%

Sobre 112 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,9% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro14%
  • 1 a 4 empregados4,4%
  • 5 a 9 empregados6,1%
  • 10 a 19 empregados1,8%
  • 20 a 49 empregados15,8%
  • 50 a 99 empregados5,3%
  • 100 a 249 empregados8,8%
  • 250 a 499 empregados1,8%
  • 500 a 999 empregados36%
  • 1.000 ou mais empregados6,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata chefe de estação portuária

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades do operador portuário 5231102 · 28,1% das admissões 32 41.6h R$ 1.438 3% 3
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 13,2% das admissões 15 44h R$ 3.067 2% 1
Educação profissional de nível técnico 8541400 · 9,6% das admissões 11 44h R$ 3.128 1% 2
Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para empresas 5620101 · 8,8% das admissões 10 44h R$ 11.760 3% 2
Armazéns gerais - emissão de warrant 5211701 · 7% das admissões 8 3% 3
Atividades de organizações associativas patronais e empresariais 9411100 · 5,3% das admissões 6 3% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 4,4% das admissões 5 3% 1
Organização logística do transporte de carga 5250804 · 3,5% das admissões 4 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como chefe de estação portuária

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 574 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

73 meses

No setor público

3%

Em empresa do Simples

3,8%

Sexo

  • Homem86,1%
  • Mulher13,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,3h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,3%

Sobre os 574 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda51,6%
  • Branca36,9%
  • Preta11%
  • Amarela0,5%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • 5º ano completo0,2%
  • 6º ao 9º ano0,5%
  • Fundamental completo1,7%
  • Médio incompleto1,6%
  • Médio completo67,8%
  • Superior incompleto5,6%
  • Superior completo22,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 6º a 9º ano0,9%
  • Fundamental completo1,8%
  • Médio completo58,8%
  • Superior incompleto8,8%
  • Superior completo25,4%
  • Pós-graduação4,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,9%
  • 5 a 9 empregados2,4%
  • 10 a 19 empregados1,4%
  • 20 a 49 empregados6,4%
  • 50 a 99 empregados5,1%
  • 100 a 249 empregados14,1%
  • 250 a 499 empregados19,7%
  • 500 a 999 empregados14,6%
  • 1.000 ou mais empregados35,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer escolaridade de ensino técnico em transportes, em nível médio. O pleno exercício das atividades se dá após o período de cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3426.

Qual especialização paga mais na família 3426

Todas as ocupações de técnicos em transportes por vias navegáveis e operações portuárias, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3426-10 Supervisor de operações portuárias R$ 4.005 R$ 7.371 4.280
3426-05 Chefe de estação portuária (esta página) R$ 3.071 R$ 4.806 574

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3426-05.

A Supervisionar recebimento e embarque de cargas e passageiros (4)
  • Analisar previsão de embarque e desembarque de cargas e passageiros
  • Supervisionar recebimento de documentação e liberação de cargas e passageiros
  • Analisar relatório de embarcação
  • Supervisionar equipe de operação
B Coordenar serviços de embarcação em porto e estação (6)
  • Distribuir tripulação para embarcações
  • Determinar acionamento de motores
  • Determinar horário e tipo de embarcação
  • Providenciar serviços de auxílio à tripulação
  • Providenciar serviços de auxílio a embarcações
  • Assessorar visitas de capitania dos portos
C Organizar distribuição de cargas e passageiros (3)
  • Selecionar tipos e tamanhos de embarcações
  • Estipular destinos de embarcações
  • Calcular horários de saída e chegada
D Programar atracação de embarcação (1)
  • Definir prioridades de atracação
E Monitorar atracação e desatracação, embarque e desembarque (4)
  • Distribuir tarefas em embarcação e estação
  • Estabelecer ponte de embarque e desembarque
  • Monitorar embarque e desembarque de passageiros
  • Providenciar equipamentos de segurança dos trabalhadores (epi)
F Elaborar documentos (3)
  • Listar equipamentos de embarcação
  • Elaborar planilhas de estatísticas operacionais
  • Encaminhar documentação para setores da empresa
Z Demonstrar competências pessoais (5)
  • Transmitir informações
  • Liderar equipes
  • Tomar decisões
  • Demonstrar iniciativa
  • Negociar vantagens operacionais

Sinônimos oficiais (1)

Agente de estação portuária

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3426-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um chefe de estação portuária?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.071 por mês, considerando as 104 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.435 (10% menores) a R$ 11.752 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.806 (RAIS 2024), 56.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando chefe de estação portuária?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 114 admissões contra 112 desligamentos, saldo de +2 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata chefe de estação portuária?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades do operador portuário (CNAE 5231102), com 28,1% das admissões e mediana de R$ 1.438. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de chefe de estação portuária?

3426-05 (família 3426 — Técnicos em transportes por vias navegáveis e operações portuárias). A CBO reconhece também os títulos: Agente de estação portuária — todos usam o mesmo código 3426-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser chefe de estação portuária?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3426: O exercício dessas ocupações requer escolaridade de ensino técnico em transportes, em nível médio. O pleno exercício das atividades se dá após o período de cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3426-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3426-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3426-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (5231102), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3426:

  • Argos Navegação
  • Barcas S.A. Transporte Marítimo
  • Hermasa Navegações da Amazônia S.A.
  • Pentamares Comércio e Serviços Ltda.
  • Tecon Rio Grande S.A.
  • Tecon Salvador S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • GLOSSÁRIO
  • Ogmo: Órgão Gestor de Mão-de-obra; departamento de apoio dos portos e compa- nhias de Docas.
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