CBO 3313-05 — Professor de nível médio no ensino profissionalizante
O código 3313-05 identifica a ocupação professor de nível médio no ensino profissionalizante na CBO 2002, dentro da família 3313 — Professores de nível médio no ensino profissionalizante. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um professor de nível médio no ensino profissionalizante
Ministram aulas em cursos profissionalizantes em instituições públicas e privadas de formação profissional e centros de treinamento de empresas e afins, tendo escolaridade de ensino médio e experiência profissional em área específica de atuação.
Descrição oficial da família 3313 — Professores de nível médio no ensino profissionalizante, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Lecionam para jovens e adultos, em instituições de formação profissional como o sistema S (senai, senac, senar, senat) e centros de desenvolvimento profissional públicos e privados, nas diversas áreas profissionais da indústria e da agroindústria, do comércio e dos serviços, dos transportes, da agropecuária, da silvicultura e aquicultura. Trabalham individualmente e em equipe, em salas de aulas, laboratórios, veículos e no campo, com supervisão, em períodos diurnos e noturnos. Podem trabalhar como empregados ou como autônomos. Em algumas atividades, alguns profissionais podem permanecer em posições desconfortáveis por longos períodos e estar sujeitos aos efeitos da exposição a materiais tóxicos e ao ruído intenso.
Recursos de trabalho
Epc; EPI; Equipamentos, aparelhos e utensílios específicos.
Quanto ganha um professor de nível médio no ensino profissionalizante
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.704
Entrada × quem já está
R$ 5.942 ao ser admitido · R$ 2.704 para quem tem vínculo ativo -54,5%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de professor de nível médio no ensino profissionalizante foi de R$ 5.942 — metade das 992 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.901 e os 10% de maior, acima de R$ 7.398.
Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.704, ou seja, 54,5% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 18 meses.
Considerando a jornada média de 30.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 35,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 5.942 |
| Por ano (12 salários) | R$ 71.304 |
| Por semana | R$ 1.368 |
| Por hora (30.5h/sem) | R$ 35,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (6 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| MG | 560 | +116 | — | R$ 6.441 | — |
| PI | 499 | +353 | — | R$ 7.332 | — |
| SP | 457 | -36 | — | R$ 2.025 | — |
| RS | 167 | +21 | — | R$ 3.318 | — |
| GO | 125 | +6 | — | R$ 5.403 | — |
| BA | 57 | +15 | — | R$ 3.025 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
2.413
Desligamentos
1.908
Saldo
+505
Rotatividade
9,5%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 2.413 admissões e 1.908 desligamentos de professor de nível médio no ensino profissionalizante, o que significa que o mercado formal abriu 505 postos de trabalho no período, com rotatividade de 9,5% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 36,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 38,8% por dispensa sem justa causa, além de 23,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 1.908 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata professor de nível médio no ensino profissionalizante
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Outras atividades de ensino não especificadas anteriormente 8599699 · 23,7% das admissões | 573 | 42.9h | R$ 5.972 | R$ 7.326 | R$ 7.363 | 2% | 2 |
| Educação profissional de nível técnico 8541400 · 23,7% das admissões | 571 | 43.5h | R$ 3.475 | R$ 6.470 | R$ 8.675 | 1% | 2 |
| Educação superior - graduação e pós graduação 8532500 · 10,4% das admissões | 250 | 41h | — | R$ 7.414 | — | 1% | 2 |
| Educação superior - graduação 8531700 · 7,1% das admissões | 172 | 42.9h | R$ 6.175 | R$ 7.406 | R$ 7.472 | 1% | 2 |
| Ensino fundamental 8513900 · 5,3% das admissões | 128 | 43.8h | — | R$ 6.459 | — | 1% | 2 |
| Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 5,2% das admissões | 125 | 40.9h | R$ 3.140 | R$ 3.225 | R$ 3.382 | 2% | 1 |
| Ensino médio 8520100 · 5% das admissões | 121 | 43.7h | — | R$ 2.387 | — | 1% | 2 |
| Atividades associativas não especificadas anteriormente 9499500 · 2,8% das admissões | 68 | 42.4h | R$ 4.858 | R$ 5.419 | R$ 5.465 | 2% | 1 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como professor de nível médio no ensino profissionalizante
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 20.042 vínculos
Idade mediana
41 anos
Tempo de casa
18 meses
No setor público
78,9%
Em empresa do Simples
7,6%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada36,5h/sem
- Pessoas com deficiência0,3%
- Jornada parcial0,9%
- Contrato intermitente0,7%
- Em entidade sem fins lucrativos8,5%
Sobre os 20.042 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de professor de nível médio no ensino profissionalizante
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
2,8
CAT no período
44
Óbitos comunicados
1
Idade média no acidente
41 anos
Foram 44 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo professor de nível médio no ensino profissionalizante nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 2,8 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 50% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 45,5% de trajeto (no deslocamento) e 4,5% doenças ocupacionais.
No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| Z04.1 — Exame e observação após acidente de transporte | 2 | 4,5% | 11 |
| S62.3 — Fratura de outros ossos do metacarpo | 2 | 4,5% | 24.580 |
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 2 | 4,5% | 5.476 |
| S52.5 — Fratura da extremidade distal do rádio | 2 | 4,5% | 16.067 |
| F41 — Outros transtornos ansiosos | 1 | 2,3% | 6.486 |
| V99 — Acidente de transporte não especificado | 1 | 2,3% | 11 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Outras atividades de ensino não especificadas anteriormente) tem RAT 2% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 2,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais
Informalidade no setor
9,6%
Média nacional
37,5%
Conta própria
6,3%
Rendimento formal × informal
R$ 5.009 × R$ 4.613
No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
Para o exercício dessa ocupação requer-se ensino médio ou cursos técnicos (nível médio), acompanhados de formação continuada, seja por meio de frequência a cursos de qualificação básicos até duzentas horas, ou a cursos de atualização e especialização. O pleno desempenho das atividades ocorre após dois anos de prática.
Texto oficial do MTE para a família 3313.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3313-05.
A Ministrar aula (17)
- •Ministrar aulas expositivas
- •Desenvolver atividades em salas de aula
- •Desenvolver atividades práticas em oficinas
- •Demonstrar práticas profissionais e técnicas
- •Manusear equipamentos
- •Debater com os alunos
- •Esclarecer dúvidas
- •Propor atividades
- •Propor trabalhos de pesquisa aos alunos
- •Realizar trabalhos em equipe
- •Indicar bibliografia
- •Interpretar catálogos, manuais, internet, livros técnicos
- •Visitar centros técnicos, empresas, museus, feiras
- •Convidar especialistas
- •Desenvolver atividades de recuperação
- •Treinar docentes
- •Treinar profissionais
B Educar o aluno para uma postura profissional (10)
- •Orientar quanto à postura profissional
- •Orientar quanto à apresentação pessoal
- •Estabelecer normas e regras de comportamento
- •Orientar a organização do ambiente de trabalho
- •Ensinar noções de higiene, segurança e meio ambiente
- •Ensinar noções de primeiros socorros
- •Orientar alunos quanto à manutenção dos equipamentos
- •Estimular a criatividade dos alunos
- •Orientar para detalhes
- •Sensibilizar para direitos e deveres da cidadania
C Planejar atividades (aula, curso, ensino, currículo) (8)
- •Definir objetivos e metas
- •Definir metodologia
- •Planejar estratégia de cursos
- •Formular plano de trabalho
- •Definir pré-requisitos (de aluno, disciplinas)
- •Estruturar conteúdos
- •Programar atividades
- •Estabelecer cronogramas
D Preparar aula (5)
- •Elaborar roteiro de aula
- •Levantar material didático
- •Selecionar recursos (materiais, recursos humanos, equipamentos)
- •Adequar conteúdo das aulas ao perfil dos alunos
- •Estudar conteúdos
E Elaborar recursos didáticos (8)
- •Processar a informação
- •Redigir textos
- •Elaborar material (escrito, audiovisual)
- •Criar equipamentos, sistemas, produtos, insumos
- •Adaptar equipamentos, sistemas, produtos, insumos
- •Elaborar estudos de caso para simulação de situações de trabalho
- •Elaborar instrumentos de avaliação
- •Atualizar material didático
F Manter equipamentos e ambiente de trabalho (7)
- •Manter equipamentos
- •Regular o equipamento
- •Calibrar o equipamento
- •Limpar equipamentos, materiais e utensílios
- •Lavar equipamentos, materiais e utensílios
- •Higienizar equipamentos, materiais e utensílios
- •Esterilizar equipamentos
G Avaliar (alunos, equipamentos, material didático, novas técnicas) (11)
- •Estabelecer critérios de avaliação
- •Aplicar instrumentos de avaliação
- •Avaliar o desempenho dos alunos
- •Monitorar o desempenho dos alunos
- •Avaliar o comportamento dos alunos
- •Corrigir provas, trabalhos e outros instrumentos de avaliação
- •Acompanhar estágios
- •Acompanhar projetos de pesquisa
- •Avaliar projeto pedagógico
- •Avaliar cursos
- •Atestar competências do aluno
H Desenvolver pesquisas (6)
- •Levantar necessidades do mercado de trabalho
- •Consultar empresas, associações técnicas, profissionais e afins
- •Pesquisar técnicas e tecnologia
- •Pesquisar insumos e matérias primas
- •Pesquisar bibliografia
- •Formular projetos
I Coordenar atividades (projetos, equipes, feiras, etc.) (8)
- •Organizar o local de trabalho
- •Analisar tecnicamente recursos materiais e equipamentos
- •Participar de reuniões
- •Prestar assistência e assessoria técnica e tecnológica
- •Estabelecer parcerias
- •Identificar oportunidades de estágio
- •Procurar patrocínios
- •Organizar eventos
J Administrar atividades, executar atividades administrativas (10)
- •Conferir materiais, equipamentos e instalações
- •Preencher diário
- •Transcrever notas
- •Emitir relatórios
- •Solicitar materiais
- •Comprar materiais
- •Preencher formulários
- •Encaminhar documentos para departamento administrativo
- •Encaminhar alunos para estágios/entrevistas
- •Supervisionar estágios
Z Demonstrar competências pessoais (19)
- •Demonstrar auto confiança
- •Demonstrar ética
- •Demonstrar organização
- •Manter-se atento a detalhes
- •Saber ouvir
- •Demonstrar empatia
- •Demonstrar auto controle
- •Demonstrar entusiasmo
- •Comprometer-se com objetivos educacionais
- •Liderar equipes e alunos
- •Demonstrar discrição
- •Demonstrar senso crítico
- •Expressar-se com clareza
- •Manter-se atualizado
- •Demonstrar assiduidade
- •Demonstrar capacidade de comunicação
- •Demonstrar criatividade
- •Demonstrar postura profissional
- •Demonstrar dinamismo
Sinônimos oficiais (3)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3313-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um professor de nível médio no ensino profissionalizante?
A mediana do salário de admissão é R$ 5.942 por mês, considerando as 992 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.901 (10% menores) a R$ 7.398 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.704 (RAIS 2024), 54.5% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando professor de nível médio no ensino profissionalizante?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.413 admissões contra 1.908 desligamentos, saldo de +505 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata professor de nível médio no ensino profissionalizante?
A atividade econômica que mais contratou foi Outras atividades de ensino não especificadas anteriormente (CNAE 8599699), com 23,7% das admissões e mediana de R$ 7.326. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de professor de nível médio no ensino profissionalizante?
3313-05 (família 3313 — Professores de nível médio no ensino profissionalizante). A CBO reconhece também os títulos: Docente de nível médio no ensino profissionalizante, Instrutor de nível médio no ensino profissionalizante, Monitor de nível médio no ensino profissionalizante — todos usam o mesmo código 3313-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser professor de nível médio no ensino profissionalizante?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3313: Para o exercício dessa ocupação requer-se ensino médio ou cursos técnicos (nível médio), acompanhados de formação continuada, seja por meio de frequência a cursos de qualificação básicos até duzentas horas, ou a cursos de atualização e especialização. O pleno desempenho das atividades ocorre após dois anos de prática.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de professor de nível médio no ensino profissionalizante?
A taxa é de 2,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é joelho (13,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é Z04.1 — exame e observação após acidente de transporte. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3313-05?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3313-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3313-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8599699), o RAT é 2%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3313:
- •Escola Senai Engenheiro Adriano José Marchini (Senai-SP)
- •Escola Senai Francisco Matarazzo (Senai-SP)
- •Estação Especial da Lapa
- •Nonaka Cabelereiro
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-dr-SP)
- •Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar)
- •Sindicato dos Empregados em Institutos de Beleza e Cabeleireiros de São Paulo
- •Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de São Paulo
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
- •GLOSSÁRIO
- •EPI: Equipamentos de proteção individual.
- •EPC: Equipamentos de proteção coletiva.