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CBO 2002 Família 3242 R$ 2.081 na admissão +194 postos em 12 meses 82 atividades

CBO 3242-20 — Técnico em hemoterapia

O código 3242-20 identifica a ocupação técnico em hemoterapia na CBO 2002, dentro da família 3242 — Técnicos de laboratórios de saúde e bancos de sangue. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um técnico em hemoterapia

Coletam, recebem e distribuem material biológico de pacientes. Preparam amostras do material biológico e realizam exames conforme protocolo. Operam equipamentos analíticos e de suporte. Executam, checam, calibram e fazem manutenção corretiva dos equipamentos. Administram e organizam o local de trabalho. Trabalham conforme normas e procedimentos técnicos de boas práticas, qualidade e biossegurança. Mobilizam capacidades de comunicação oral e escrita para efetuar registros, dialogar com a equipe de trabalho e orientar os pacientes quanto à coleta do material biológico.

Descrição oficial da família 3242 — Técnicos de laboratórios de saúde e bancos de sangue, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em laboratórios clínicos, em hospitais e em serviços de saúde pública. São empregados assalariados, com carteira assinada, que trabalham em ambientes fechados, por rodízio de turnos. Via de regra, trabalham individualmente com supervisão de profissionais de nível superior, tais como bioquímicos. Podem permanecer em posições desconfortáveis, por longos períodos. Em algumas das atividades exercidas sofrem ex-posição a material tóxico, radiação, altas temperaturas e risco biológico.

Recursos de trabalho

Adaptador para tubo e agulha; Água destilada; Álccol; Aparelhos de análise de hormônios, imunológicos; Centrífugas; Espectrofotômetros; Garrote; Reagentes; Solventes; Vidraria de laboratório. 543

Quanto ganha um técnico em hemoterapia

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.80110% ganham atéR$ 2.081medianaR$ 2.79210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.984

Entrada × quem já está

R$ 2.081 ao ser admitido · R$ 2.984 para quem tem vínculo ativo +43,4%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em hemoterapia foi de R$ 2.081 — metade das 360 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.801 e os 10% de maior, acima de R$ 2.792.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.984, ou seja, 43,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 21 meses.

Considerando a jornada média de 37.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.081
Por ano (12 salários)R$ 24.972
Por semanaR$ 479
Por hora (37.9h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.08814,2%
  • Mulheres — R$ 2.07985,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.10418,8%
  • Mulheres — R$ 2.95281,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste2.106

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 710 +147 R$ 2.039
RJ 189 +0 R$ 2.106

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

1.321

Desligamentos

1.127

Saldo

+194

Rotatividade

32,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: dez/25 (+50) saldo negativo · pior: mar/26 (-7)

Em 12 meses houve 1.321 admissões e 1.127 desligamentos de técnico em hemoterapia, o que significa que o mercado formal abriu 194 postos de trabalho no período, com rotatividade de 32,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 53,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 39,4% por dispensa sem justa causa, além de 5,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador53,5%
  • Dispensa sem justa causa39,4%
  • Fim de contrato5,1%

Sobre 1.127 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro12,4%
  • 1 a 4 empregados4,5%
  • 5 a 9 empregados14,6%
  • 10 a 19 empregados11,5%
  • 20 a 49 empregados12,7%
  • 50 a 99 empregados9,3%
  • 100 a 249 empregados19,6%
  • 250 a 499 empregados2,8%
  • 500 a 999 empregados3,6%
  • 1.000 ou mais empregados8,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico em hemoterapia

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de hemoterapia 8640212 · 74% das admissões 978 43.7h R$ 1.863 R$ 2.079 R$ 2.518 1% 3
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 8,3% das admissões 110 42.4h R$ 2.080 2% 3
Atividades de atendimento em pronto socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências 8610102 · 4,5% das admissões 60 42.6h R$ 2.805 2% 3
Atividades de apoio à gestão de saúde 8660700 · 4% das admissões 53 43.8h R$ 2.212 2% 1
Atividade médica ambulatorial restrita a consultas 8630503 · 2,9% das admissões 38 1% 3
Laboratórios clínicos 8640202 · 2,6% das admissões 34 44.4h R$ 1.621 2% 3
Administração pública em geral 8411600 · 1% das admissões 13 2% 1
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 0,9% das admissões 12 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico em hemoterapia

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.468 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

21 meses

No setor público

5,4%

Em empresa do Simples

1,1%

Sexo

  • Mulher81,3%
  • Homem18,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada37,9h/sem
  • Pessoas com deficiência0,6%
  • Jornada parcial0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos24,7%

Sobre os 3.468 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca46,8%
  • Parda40,4%
  • Preta11,6%
  • Amarela1%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • 6º ao 9º ano0,1%
  • Fundamental completo0,1%
  • Médio incompleto0,3%
  • Médio completo72,9%
  • Superior incompleto3,1%
  • Superior completo23,2%
  • Mestrado0,1%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,1%
  • Fundamental completo0,2%
  • Médio incompleto0,2%
  • Médio completo47,9%
  • Superior incompleto4,7%
  • Superior completo41,6%
  • Pós-graduação4,8%
  • Mestrado0,5%
  • Doutorado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados3,5%
  • 5 a 9 empregados18,2%
  • 10 a 19 empregados16%
  • 20 a 49 empregados10,4%
  • 50 a 99 empregados10%
  • 100 a 249 empregados15,3%
  • 250 a 499 empregados2,8%
  • 500 a 999 empregados3,4%
  • 1.000 ou mais empregados20,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de técnico em hemoterapia

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

49,2

CAT no período

135

Idade média no acidente

35 anos

Foram 135 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico em hemoterapia nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 49,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 77,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 22,2% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico77,8%
  • Trajeto22,2%

Parte do corpo atingida

  • Dedo41,5%
  • Joelho7,4%
  • Mão (exceto punho ou dedos)5,9%
  • Pé (exceto artelhos)5,2%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)4,4%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata37,8%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)20%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)13,3%
  • Distensão, torção8,9%
  • Luxação6,7%

Agente causador

  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC16,4%
  • Produto biológico (soro, toxina, antitoxina, vacina, plasma) - medicamento9,7%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas8,2%
  • Vidraria, fibra de vidro, lâmina, etc., exceto frasco, garrafa8,2%
  • Agente infeccioso ou parasitário (inclui bactéria, fungo, organismo parasitário, vírus, etc.; não inclui produto químico, preparado farmacêutico ou alimento)6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
Y28 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada 20 14,8% 57
Z20.9 — Contato com e exposição a doença transmissível não especificada 15 11,1% 4
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 7 5,2% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 5 3,7% 1.225
Y28.8 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada - outros locais especificados 4 3% 57
Y96 — Circunstância relativa às condições de trabalho 4 3% 29

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços de hemoterapia) tem RAT 1% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 49,2 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para a ocupação de técnico requer-se curso técnico em patologia clínica, em nível médio, oferecido por instituições de formação profissional e escolas técnicas. Para o auxiliar técnico em patologia clínica, o requisito mínimo é ensino fundamental completo, podendo ser exercida por aqueles que cumpriram parcialmente a habilitação técnica. O pleno desempenho das atividades requer experiência inferior a um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3242.

Qual especialização paga mais na família 3242

Todas as ocupações de técnicos de laboratórios de saúde e bancos de sangue, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3242-15 Citotécnico R$ 3.250 R$ 3.870 440
3242-20 Técnico em hemoterapia (esta página) R$ 2.081 R$ 2.984 3.468
3242-05 Técnico em patologia clínica R$ 2.005 R$ 2.608 58.876

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3242-20.

A Analisar material biológico (15)
  • Dosar volumetria de reagentes e soluções para exames
  • Realizar análise macroscópica
  • Realizar testes imunohematológicos
  • Pipetar amostra
  • Introduzir amostras no equipamento
  • Separar materiais biológicos da amostra
  • Pesquisar materiais bioquímicos ou genéticos ou hormonais ou citológicos da amostra
  • Submeter amostras a fontes de calor
  • Quantificar microorganismos ou anticorpos ou substâncias através de dosagens
  • Realizar análise microscópica
  • Analisar resultado dos exames
  • Comparar resultados com os parâmetros de normalidade
  • Comparar o resultado do exame com resultados anteriores
  • Comparar resultado do exame com os dados clínicos do paciente
  • Encaminhar exames para o responsável
B Coletar material biológico (12)
  • Atender paciente/doador
  • Realizar pré triagem de doadores
  • Checar pedido do exame
  • Verificar preparo de paciente/doador
  • Preparar paciente/doador para coleta ou doação
  • Observar reação do paciente/doador
  • Efetuar assepsia na região de coleta
  • Puncionar veias
  • Identificar o material biológico do paciente/doador
  • Colocar conservantes em amostras
  • Acondicionar amostra para transporte
  • Realizar transfusão de sangue
C Preparar amostra do material biológico (15)
  • Selecionar técnica de preparação da amostra
  • Preparar soluções e reagentes
  • Sequenciar amostras
  • Diluir material biológico
  • Homogeneizar amostras
  • Confeccionar lâminas (esfregaço)
  • Aliquotar amostras e/ou bolsas de sangue
  • Centrifugar amostras
  • Inativar material biológico
  • Lavar hemácias
  • Processar hemocomponentes
  • Lavar bolsa de sangue
  • Realizar testes pré-transfusionais
  • Filtrar bolsa de sangue
  • Irradiar hemocomponentes
D Receber material biológico (6)
  • Triar material biológico
  • Confrontar material biológico com o pedido
  • Conferir as condições do material biológico
  • Rejeitar material biológico não conforme
  • Solicitar nova coleta
  • Armazenar material biológico
E Operar equipamentos analíticos e de suporte (6)
  • Checar funcionamento e adequações dos equipamentos
  • Ajustar equipamentos
  • Programar equipamentos
  • Limpar equipamentos e bancada
  • Controlar temperatura dos equipamentos
  • Solicitar manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos
F Trabalhar com segurança e qualidade (11)
  • Usar equipamento de proteção individual (epi) e coletiva (epc)
  • Submeter-se a exames de saúde periódicos
  • Tomar vacinas
  • Aplicar normas complementares de biossegurança
  • Acondicionar material para descarte
  • Descartar resíduos químicos e biológicos
  • Desinfetar instrumental e equipamentos
  • Esterelizar instrumentos
  • Realizar controle de qualidade interno
  • Controlar estoque, validade e lote de insumos
  • Fornecer dados estatísticos
Y Comunicar-se (11)
  • Dialogar com o doador
  • Orientar paciente/doador sobre os procedimentos da coleta do material
  • Registrar a ação da coleta
  • Anotar a medicação que o paciente/doador está tomando
  • Registrar os procedimentos do exame
  • Transcrever resultados observados
  • Solicitar orientação ao responsável técnico, quando necessário
  • Solicitar autorização ao responsável técnico, quando necessário
  • Treinar equipe auxiliar
  • Supervisionar as atividades da equipe auxiliar
  • Participar do desenvolvimento e implantação de novas técnicas de exames
Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • Administrar o tempo
  • Demonstrar acuidade visual
  • Demonstrar capacidade de concentração
  • Demonstrar comprometimento
  • Demonstrar capacidade olfativa
  • Demonstrar capacidade de raciocínio lógico

Sinônimos oficiais (1)

Técnico em banco de sangue

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3242-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico em hemoterapia?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.081 por mês, considerando as 360 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.801 (10% menores) a R$ 2.792 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.984 (RAIS 2024), 43.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico em hemoterapia?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.321 admissões contra 1.127 desligamentos, saldo de +194 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico em hemoterapia?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de hemoterapia (CNAE 8640212), com 74% das admissões e mediana de R$ 2.079. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico em hemoterapia?

3242-20 (família 3242 — Técnicos de laboratórios de saúde e bancos de sangue). A CBO reconhece também os títulos: Técnico em banco de sangue — todos usam o mesmo código 3242-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico em hemoterapia?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3242: Para a ocupação de técnico requer-se curso técnico em patologia clínica, em nível médio, oferecido por instituições de formação profissional e escolas técnicas. Para o auxiliar técnico em patologia clínica, o requisito mínimo é ensino fundamental completo, podendo ser exercida por aqueles que cumpriram parcialmente a habilitação técnica. O pleno desempenho das atividades requer experiência inferior a um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico em hemoterapia?

A taxa é de 49,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (41,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é Y28 — contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3242-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3242-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3242-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8640212), o RAT é 1%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3242:

  • Fundação das Pioneiras Sociais (Sarah Kubistcheck)
  • Fundação Oswaldo Cruz
  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Hc-fmusp)
  • Hospital e Maternidade São Cristóvão
  • Instituto Cardiologia - Fundação Adib Jatene
  • Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
  • Laboratório Fleury S/C Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO
  • POP: procedimento operacional padrão.
  • IT: instruções de trabalho.
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