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CBO 2002 Família 3242 R$ 2.005 na admissão +1.840 postos em 12 meses 88 atividades

CBO 3242-05 — Técnico em patologia clínica

O código 3242-05 identifica a ocupação técnico em patologia clínica na CBO 2002, dentro da família 3242 — Técnicos de laboratórios de saúde e bancos de sangue. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um técnico em patologia clínica

Coletam, recebem e distribuem material biológico de pacientes. Preparam amostras do material biológico e realizam exames conforme protocolo. Operam equipamentos analíticos e de suporte. Executam, checam, calibram e fazem manutenção corretiva dos equipamentos. Administram e organizam o local de trabalho. Trabalham conforme normas e procedimentos técnicos de boas práticas, qualidade e biossegurança. Mobilizam capacidades de comunicação oral e escrita para efetuar registros, dialogar com a equipe de trabalho e orientar os pacientes quanto à coleta do material biológico.

Descrição oficial da família 3242 — Técnicos de laboratórios de saúde e bancos de sangue, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em laboratórios clínicos, em hospitais e em serviços de saúde pública. São empregados assalariados, com carteira assinada, que trabalham em ambientes fechados, por rodízio de turnos. Via de regra, trabalham individualmente com supervisão de profissionais de nível superior, tais como bioquímicos. Podem permanecer em posições desconfortáveis, por longos períodos. Em algumas das atividades exercidas sofrem ex-posição a material tóxico, radiação, altas temperaturas e risco biológico.

Recursos de trabalho

Adaptador para tubo e agulha; Água destilada; Álccol; Aparelhos de análise de hormônios, imunológicos; Centrífugas; Espectrofotômetros; Garrote; Reagentes; Solventes; Vidraria de laboratório. 543

Quanto ganha um técnico em patologia clínica

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60710% ganham atéR$ 2.005medianaR$ 3.21010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.608

Entrada × quem já está

R$ 2.005 ao ser admitido · R$ 2.608 para quem tem vínculo ativo +30,1%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em patologia clínica foi de R$ 2.005 — metade das 9.869 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.607 e os 10% de maior, acima de R$ 3.210.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.608, ou seja, 30,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 33 meses.

Considerando a jornada média de 39.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.005
Por ano (12 salários)R$ 24.060
Por semanaR$ 461
Por hora (39.3h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.11117,6%
  • Mulheres — R$ 1.98682,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.93319,4%
  • Mulheres — R$ 2.55180,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.728
  • Nordeste1.682
  • Sudeste2.061
  • Sul2.200
  • Centro-Oeste2.416

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 6.272 +520 R$ 2.226
RJ 3.329 +467 R$ 1.936
MG 1.856 +54 R$ 1.960
BA 1.219 +156 R$ 1.673
PR 1.124 +76 R$ 2.113
DF 868 +189 R$ 2.844
SC 675 +89 R$ 2.338
GO 514 -30 R$ 2.401
RS 447 +9 R$ 1.948
ES 409 +15 R$ 1.983

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

19.616

Desligamentos

17.776

Saldo

+1.840

Rotatividade

30,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+543) saldo negativo · pior: jan/26 (-118)

Em 12 meses houve 19.616 admissões e 17.776 desligamentos de técnico em patologia clínica, o que significa que o mercado formal abriu 1.840 postos de trabalho no período, com rotatividade de 30,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 55,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 34,8% por dispensa sem justa causa, além de 7,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador55,5%
  • Dispensa sem justa causa34,8%
  • Fim de contrato7,6%

Sobre 17.776 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,8% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro7,3%
  • 1 a 4 empregados5,5%
  • 5 a 9 empregados6,9%
  • 10 a 19 empregados9,1%
  • 20 a 49 empregados13,5%
  • 50 a 99 empregados12,9%
  • 100 a 249 empregados12,2%
  • 250 a 499 empregados10,5%
  • 500 a 999 empregados6,4%
  • 1.000 ou mais empregados15,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico em patologia clínica

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Laboratórios clínicos 8640202 · 51,2% das admissões 10.040 43.8h R$ 1.741 R$ 1.973 R$ 2.324 2% 3
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 11,2% das admissões 2.195 43h R$ 1.746 R$ 2.187 R$ 2.742 2% 3
Atividades de serviços de complementação diagnóstica e terapêutica não especificadas anteriormente 8640299 · 5,1% das admissões 996 44h R$ 1.845 R$ 2.143 R$ 2.531 2% 3
Laboratórios de anatomia patológica e citológica 8640201 · 3,9% das admissões 757 43.7h R$ 1.763 R$ 2.029 R$ 2.338 2% 3
Atividades de atendimento em pronto socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências 8610102 · 3,8% das admissões 744 43.6h R$ 1.689 R$ 1.862 R$ 2.131 2% 3
Atividade médica ambulatorial com recursos para realização de exames complementares 8630502 · 3,6% das admissões 711 42.8h R$ 1.679 R$ 1.854 R$ 2.408 2% 3
Atividades de apoio à gestão de saúde 8660700 · 3,1% das admissões 600 41.1h R$ 2.350 R$ 4.720 R$ 4.761 2% 1
Educação superior - graduação e pós graduação 8532500 · 1,6% das admissões 310 43.1h R$ 1.695 R$ 2.013 R$ 2.342 1% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico em patologia clínica

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 58.876 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

33 meses

No setor público

21,8%

Em empresa do Simples

10,5%

Sexo

  • Mulher80,5%
  • Homem19,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada39,3h/sem
  • Pessoas com deficiência0,8%
  • Jornada parcial1,3%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos16,5%

Sobre os 58.876 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda47,6%
  • Branca41,6%
  • Preta9,5%
  • Amarela1%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • 5º ano completo0,1%
  • 6º ao 9º ano0,1%
  • Fundamental completo1%
  • Médio incompleto0,5%
  • Médio completo67,2%
  • Superior incompleto5,1%
  • Superior completo25,2%
  • Mestrado0,5%
  • Doutorado0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • 5º ano completo0,1%
  • Fundamental completo1,9%
  • Médio incompleto0,3%
  • Médio completo55,9%
  • Superior incompleto8,7%
  • Superior completo29%
  • Pós-graduação3,3%
  • Mestrado0,5%
  • Doutorado0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados4,5%
  • 5 a 9 empregados6,7%
  • 10 a 19 empregados8,8%
  • 20 a 49 empregados10,8%
  • 50 a 99 empregados8,6%
  • 100 a 249 empregados9,5%
  • 250 a 499 empregados8,5%
  • 500 a 999 empregados6,8%
  • 1.000 ou mais empregados35,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de técnico em patologia clínica

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

52,6

CAT no período

2.473

Idade média no acidente

34 anos

Foram 2.473 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico em patologia clínica nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 52,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 79,7% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 19,5% de trajeto (no deslocamento) e 0,7% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico79,7%
  • Trajeto19,5%
  • Doença0,7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo49,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos)10,2%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)4,7%
  • Joelho3,8%
  • Pé (exceto artelhos)3,3%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata37%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)16,9%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)10%
  • Outras lesões, NIC7,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)5,2%

Agente causador

  • Agente infeccioso ou parasitário (inclui bactéria, fungo, organismo parasitário, vírus, etc.; não inclui produto químico, preparado farmacêutico ou alimento)23,7%
  • Produto biológico (soro, toxina, antitoxina, vacina, plasma) - medicamento14%
  • Agente do acidente, NIC8,3%
  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC5%
  • Motocicleta, motoneta4,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
Z20.9 — Contato com e exposição a doença transmissível não especificada 562 22,7% 4
Y28 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada 179 7,2% 57
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 112 4,5% 3.531
Y28.9 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada - local não especificado 89 3,6% 57
Z57.8 — Exposição ocupacional a outros fatores de risco 86 3,5% 6
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 76 3,1% 5.476

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Laboratórios clínicos) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 52,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para a ocupação de técnico requer-se curso técnico em patologia clínica, em nível médio, oferecido por instituições de formação profissional e escolas técnicas. Para o auxiliar técnico em patologia clínica, o requisito mínimo é ensino fundamental completo, podendo ser exercida por aqueles que cumpriram parcialmente a habilitação técnica. O pleno desempenho das atividades requer experiência inferior a um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3242.

Qual especialização paga mais na família 3242

Todas as ocupações de técnicos de laboratórios de saúde e bancos de sangue, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3242-15 Citotécnico R$ 3.250 R$ 3.870 440
3242-20 Técnico em hemoterapia R$ 2.081 R$ 2.984 3.468
3242-05 Técnico em patologia clínica (esta página) R$ 2.005 R$ 2.608 58.876

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3242-05.

A Analisar material biológico (19)
  • Dosar volumetria de reagentes e soluções para exames
  • Realizar análise macroscópica
  • Realizar testes imunohematológicos
  • Pipetar amostra
  • Introduzir amostras no equipamento
  • Separar materiais biológicos da amostra
  • Pesquisar materiais bioquímicos ou genéticos ou hormonais ou citológicos da amostra
  • Submeter amostras a fontes de calor
  • Isolar microorganismos
  • Identificar microorganismos
  • Testar a sensibilidade aos antimicrobianos
  • Amplificar ácido nucléico
  • Quantificar microorganismos ou anticorpos ou substâncias através de dosagens
  • Realizar análise microscópica
  • Analisar resultado dos exames
  • Comparar resultados com os parâmetros de normalidade
  • Comparar o resultado do exame com resultados anteriores
  • Comparar resultado do exame com os dados clínicos do paciente
  • Encaminhar exames para o responsável
B Coletar material biológico (14)
  • Atender paciente/doador
  • Checar pedido do exame
  • Verificar preparo de paciente/doador
  • Preparar solução de glicose (dextrose)
  • Administrar solução de glicose ao paciente
  • Preparar paciente/doador para coleta ou doação
  • Observar reação do paciente/doador
  • Fornecer recipiente ao paciente
  • Efetuar assepsia na região de coleta
  • Puncionar veias
  • Raspar mucosas, unhas e pele
  • Identificar o material biológico do paciente/doador
  • Colocar conservantes em amostras
  • Acondicionar amostra para transporte
C Preparar amostra do material biológico (11)
  • Selecionar técnica de preparação da amostra
  • Preparar soluções e reagentes
  • Sequenciar amostras
  • Diluir material biológico
  • Homogeneizar amostras
  • Confeccionar lâminas (esfregaço)
  • Corar lâminas
  • Aliquotar amostras e/ou bolsas de sangue
  • Centrifugar amostras
  • Desproteinizar amostras
  • Inativar material biológico
D Receber material biológico (7)
  • Triar material biológico
  • Confrontar material biológico com o pedido
  • Conferir as condições do material biológico
  • Distribuir material para cada setor
  • Rejeitar material biológico não conforme
  • Solicitar nova coleta
  • Armazenar material biológico
E Operar equipamentos analíticos e de suporte (6)
  • Checar funcionamento e adequações dos equipamentos
  • Ajustar equipamentos
  • Programar equipamentos
  • Limpar equipamentos e bancada
  • Controlar temperatura dos equipamentos
  • Solicitar manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos
F Trabalhar com segurança e qualidade (11)
  • Usar equipamento de proteção individual (epi) e coletiva (epc)
  • Submeter-se a exames de saúde periódicos
  • Tomar vacinas
  • Aplicar normas complementares de biossegurança
  • Acondicionar material para descarte
  • Descartar resíduos químicos e biológicos
  • Desinfetar instrumental e equipamentos
  • Esterelizar instrumentos
  • Realizar controle de qualidade interno
  • Controlar estoque, validade e lote de insumos
  • Fornecer dados estatísticos
Y Comunicar-se (10)
  • Orientar paciente/doador sobre os procedimentos da coleta do material
  • Registrar a ação da coleta
  • Anotar a medicação que o paciente/doador está tomando
  • Registrar os procedimentos do exame
  • Transcrever resultados observados
  • Solicitar orientação ao responsável técnico, quando necessário
  • Solicitar autorização ao responsável técnico, quando necessário
  • Treinar equipe auxiliar
  • Supervisionar as atividades da equipe auxiliar
  • Participar do desenvolvimento e implantação de novas técnicas de exames
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar coordenação motora fina
  • Demonstrar capacidade de manter sigilo
  • Demonstrar capacidade de discriminar cores
  • Administrar o tempo
  • Demonstrar acuidade visual
  • Demonstrar capacidade de concentração
  • Demonstrar comprometimento
  • Demonstrar capacidade olfativa
  • Demonstrar capacidade de raciocínio lógico

Sinônimos oficiais (4)

Técnico de laboratório de análises clínicasTécnico de laboratório em patologia clínicaTécnico de laboratório médicoTécnico em análises clínicas

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3242-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico em patologia clínica?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.005 por mês, considerando as 9.869 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.607 (10% menores) a R$ 3.210 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.608 (RAIS 2024), 30.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico em patologia clínica?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 19.616 admissões contra 17.776 desligamentos, saldo de +1.840 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico em patologia clínica?

A atividade econômica que mais contratou foi Laboratórios clínicos (CNAE 8640202), com 51,2% das admissões e mediana de R$ 1.973. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico em patologia clínica?

3242-05 (família 3242 — Técnicos de laboratórios de saúde e bancos de sangue). A CBO reconhece também os títulos: Técnico de laboratório de análises clínicas, Técnico de laboratório em patologia clínica, Técnico de laboratório médico, Técnico em análises clínicas — todos usam o mesmo código 3242-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico em patologia clínica?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3242: Para a ocupação de técnico requer-se curso técnico em patologia clínica, em nível médio, oferecido por instituições de formação profissional e escolas técnicas. Para o auxiliar técnico em patologia clínica, o requisito mínimo é ensino fundamental completo, podendo ser exercida por aqueles que cumpriram parcialmente a habilitação técnica. O pleno desempenho das atividades requer experiência inferior a um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico em patologia clínica?

A taxa é de 52,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (49,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é Z20.9 — contato com e exposição a doença transmissível não especificada. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3242-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3242-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3242-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8640202), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3242:

  • Fundação das Pioneiras Sociais (Sarah Kubistcheck)
  • Fundação Oswaldo Cruz
  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Hc-fmusp)
  • Hospital e Maternidade São Cristóvão
  • Instituto Cardiologia - Fundação Adib Jatene
  • Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
  • Laboratório Fleury S/C Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO
  • POP: procedimento operacional padrão.
  • IT: instruções de trabalho.
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