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CBO 2002 Família 3226 R$ 2.070 na admissão +153 postos em 12 meses 80 atividades

CBO 3226-05 — Técnico de imobilização ortopédica

O código 3226-05 identifica a ocupação técnico de imobilização ortopédica na CBO 2002, dentro da família 3226 — Técnicos de imobilizações ortopédicas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um técnico de imobilização ortopédica

Confeccionam e retiram aparelhos gessados, talas gessadas (goteiras, calhas) e enfaixamentos com uso de material convencional e sintético (resina de fibra de vidro). Executam imobilizações com uso de esparadrapo e talas digitais (imobilizações para os dedos). Preparam e executam trações cutâneas, auxiliam o médico ortopedista na instalação de trações esqueléticas e nas manobras de redução manual. Podem preparar sala para pequenos procedimentos fora do centro cirúrgico, como pequenas suturas e anestesia local para manobras de redução manual, punções e infiltrações. Comunicamse oralmente e por escrito, com os usuários e profissionais de saúde.

Descrição oficial da família 3226 — Técnicos de imobilizações ortopédicas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em hospitais, postos de saúde, clínicas e empresas ligadas à saúde e ou serviço social. Trabalham individualmente com as a equipes médicas, com supervisão permanente de médicos. São assalariados, com carteira assinada, que trabalham em horários diurnos, noturnos e em rodízio de turnos. Em algumas vezes, são expostos a material tóxico e ruído intenso, dependendo da atividade exercida. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 3222 - Técnicos e auxiliares de enfermagem.

Recursos de trabalho

Afastador; Ataduras gessadas de crepom e algodão ortopédico; Bico de pato; Cizalha; Divã clínico; Férulas ortopédicas; Malhas tubulares; Mesas ortopédicas (auxiliar, de tração); Serra elétrica vibratória; Tesouras ortopédicas.

Quanto ganha um técnico de imobilização ortopédica

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61010% ganham atéR$ 2.070medianaR$ 2.98410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.850

Entrada × quem já está

R$ 2.070 ao ser admitido · R$ 2.850 para quem tem vínculo ativo +37,7%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico de imobilização ortopédica foi de R$ 2.070 — metade das 323 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.610 e os 10% de maior, acima de R$ 2.984.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.850, ou seja, 37,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 45 meses.

Considerando a jornada média de 37.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.070
Por ano (12 salários)R$ 24.840
Por semanaR$ 476
Por hora (37.8h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.03847,4%
  • Mulheres — R$ 2.07452,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.80755,3%
  • Mulheres — R$ 2.91144,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.684
  • Sudeste2.236
  • Centro-Oeste1.967

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 517 +90 R$ 2.340
RJ 157 +36 R$ 1.925
PE 48 +5 R$ 1.683

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

978

Desligamentos

825

Saldo

+153

Rotatividade

18,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+44) saldo negativo · pior: jan/26 (-41)

Em 12 meses houve 978 admissões e 825 desligamentos de técnico de imobilização ortopédica, o que significa que o mercado formal abriu 153 postos de trabalho no período, com rotatividade de 18,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 38,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 45,3% por dispensa sem justa causa, além de 12,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador38,3%
  • Dispensa sem justa causa45,3%
  • Fim de contrato12,5%

Sobre 825 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,6% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro8%
  • 1 a 4 empregados1,1%
  • 5 a 9 empregados1,3%
  • 10 a 19 empregados4,5%
  • 20 a 49 empregados4,4%
  • 50 a 99 empregados3,9%
  • 100 a 249 empregados10,5%
  • 250 a 499 empregados19,9%
  • 500 a 999 empregados14%
  • 1.000 ou mais empregados32,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico de imobilização ortopédica

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 35,3% das admissões 345 43.4h R$ 1.825 R$ 2.073 R$ 2.631 2% 3
Atividades de atendimento em pronto socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências 8610102 · 18,6% das admissões 182 43.8h R$ 1.710 R$ 1.900 R$ 2.158 2% 3
Atividades de apoio à gestão de saúde 8660700 · 14,9% das admissões 146 41.4h R$ 1.807 2% 1
Atividades de profissionais da área de saúde não especificadas anteriormente 8650099 · 3,6% das admissões 35 2% 2
Atividade médica ambulatorial com recursos para realização de exames complementares 8630502 · 3,1% das admissões 30 42.8h R$ 2.158 2% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 2,9% das admissões 28 42.9h R$ 1.834 3% 1
Planos de saúde 6550200 · 2,5% das admissões 24 2% 1
Atividades associativas não especificadas anteriormente 9499500 · 2,5% das admissões 24 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico de imobilização ortopédica

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.505 vínculos

Idade mediana

45 anos

Tempo de casa

45 meses

No setor público

21,2%

Em empresa do Simples

4,1%

Sexo

  • Mulher44,6%
  • Homem55,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada37,9h/sem
  • Pessoas com deficiência1%
  • Jornada parcial0,5%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos42,9%

Sobre os 4.505 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca45,8%
  • Parda43,1%
  • Preta9,9%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,2%
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º ao 9º ano0,3%
  • Fundamental completo1,7%
  • Médio incompleto1,3%
  • Médio completo85,6%
  • Superior incompleto2,9%
  • Superior completo7,8%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto0,1%
  • Fundamental completo0,7%
  • Médio incompleto0,7%
  • Médio completo87,1%
  • Superior incompleto3,1%
  • Superior completo8,1%
  • Pós-graduação0,1%
  • Mestrado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1,5%
  • 5 a 9 empregados2,4%
  • 10 a 19 empregados4%
  • 20 a 49 empregados3,5%
  • 50 a 99 empregados2,8%
  • 100 a 249 empregados8,8%
  • 250 a 499 empregados13,4%
  • 500 a 999 empregados17%
  • 1.000 ou mais empregados46,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de técnico de imobilização ortopédica

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

21,6

CAT no período

78

Idade média no acidente

43 anos

Foram 78 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico de imobilização ortopédica nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 21,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 64,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 33,3% de trajeto (no deslocamento) e 2,6% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto33,3%
  • Típico64,1%
  • Doença2,6%

Parte do corpo atingida

  • Dedo35,9%
  • Articulação do tornozelo7,7%
  • Joelho6,4%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)6,4%
  • Membros superiores, NIC5,1%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata24,4%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)15,4%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)12,8%
  • Distensão, torção11,5%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)9%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta16,7%
  • Agente infeccioso ou parasitário (inclui bactéria, fungo, organismo parasitário, vírus, etc.; não inclui produto químico, preparado farmacêutico ou alimento)11,5%
  • Ser vivo, NIC7,7%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas7,7%
  • Metal - inclui liga6,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 6 7,7% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 5 6,4% 5.476
Y28 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada 4 5,1% 57
Z20.9 — Contato com e exposição a doença transmissível não especificada 4 5,1% 4
S40.0 — Contusão do ombro e do braço 4 5,1% 479
S80.0 — Contusão do joelho 3 3,8% 1.225

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 21,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício da ocupação requer ensino de nível médio, mais curso de profissionalização de duzentas a quatrocentas horas/aula. Em geral, esses profissionais apresentam longo aprendizado no próprio emprego. A exigência de escolaridade ocorre para aqueles que estiverem ingressando no mercado e sem experiência anterior comprovada, que pode variar de um a dois anos. A formação profissional específica para técnico em imobilização ortopédica é recente. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3226.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3226-05.

A Organizar a sala de imobilizações (6)
  • Verificar a existência do equipamento
  • Avaliar as condições de uso do material e instrumental
  • Estimar a quantidade de material a ser utilizado
  • Acondicionar o material
  • Controlar estoque
  • Providenciar a limpeza da sala
B Preparar o paciente e o procedimento (12)
  • Recepcionar o paciente
  • Autorizar ou não a entrada de acompanhante
  • Analisar o tipo de imobilização com base na prescrição médica
  • Verificar alergias do paciente aos materiais
  • Certificar-se, com o paciente, sobre o local a ser imobilizado
  • Verificar condições da área a ser imobilizada
  • Confirmar a prescrição com o médico
  • Liberar a área a ser imobilizada de anéis e outros ornamentos
  • Efetuar a assepsia do local a ser imobilizado
  • Posicionar o paciente
  • Proteger a integridade física do paciente
  • Proteger o paciente com biombo, lençol, avental, cortina e outros
C Confeccionar a imobilização (10)
  • Confeccionar aparelhos de imobilização com materiais sintéticos
  • Confeccionar tala metálica
  • Confeccionar aparelhos gessados circulares
  • Confeccionar esparadrapagem
  • Confeccionar goteiras gessadas
  • Confeccionar enfaixamentos
  • Confeccionar trações cutâneas
  • Confeccionar colar cervical
  • Remover resíduos de gesso do paciente
  • Encaminhar o paciente ao médico para avaliação da imobilização
D Retirar a imobilização (8)
  • Bivalvar o aparelho gessado
  • Remover tala e ou goteira gessada
  • Cortar aparelho gessado com cizalha
  • Retirar aparelho gessado com serra elétrica vibratória
  • Retirar aparelho gessado com bisturi ortopédico
  • Remover aparelho sintético
  • Remover enfaixamentos
  • Remover talas metálicas
E Realizar procedimentos adicionais (10)
  • Auxiliar o médico ortopedista nas reduções e trações esqueléticas
  • Auxiliar o médico ortopedista em imobilizações no centro cirúrgico
  • Preparar material e instrumental para procedimentos médicos
  • Fender o aparelho gessado
  • Frisar o aparelho gessado
  • Abrir janela no aparelho gessado
  • Preparar modelagem de coto
  • Confirmar a integridade das imobilizações dos pacientes internados
  • Reforçar aparelho gessado
  • Colocar salto ortopédico
F Trabalhar com segurança (8)
  • Usar epi (luvas, máscara, avental, óculos e protetor auricular)
  • Armazenar material pérfuro-cortante para descarte
  • Manter postura ergonômica
  • Precaver-se contra efeitos adversos dos produtos
  • Manter o ambiente arejado
  • Tomar vacinas
  • Submeter-se a exames médicos periódicos
  • Verificar a suficiência de espaço físico na sala de imobilização
Y Comunicar-se (11)
  • Ler a prescrição médica
  • Saber ouvir
  • Orientar o paciente sobre o uso e conservação da imobilização
  • Dialogar tecnicamente com os profissionais das várias áreas de saúde
  • Explicar ao paciente o procedimento de retirada do aparelho gessado
  • Registrar informações técnicas
  • Registrar relatório de plantão
  • Relatar ao médico queixas do paciente
  • Instruir o responsável sobre a retirada de aparelho gessado de pé torto congênito
  • Informar ao médico as condições da área a ser imobilizada
  • Solicitar material de almoxarifado, lavanderia, farmácia e centro cirúrgico
Z Demonstrar competências pessoais (15)
  • Trabalhar em equipe
  • Supervisionar equipe
  • Demonstrar paciência
  • Mostrar discernimento
  • Prestar primeiros socorros
  • Revelar senso estético
  • Demonstrar auto-confiança
  • Exibir cordialidade
  • Trabalhar com ética profissional
  • Exercitar iniciativa
  • Atualizar-se profissionalmente
  • Cuidar da aparência pessoal
  • Demonstrar respeito na relação com o paciente
  • Atentar para as condições psicológicas do paciente e do acompanhante
  • Zelar pela organização da sala

Sinônimos oficiais (7)

Técnico em aparelho gessadoTécnico em gesso hospitalarTécnico em gesso ortopédicoTécnico em imobilizações do aparelho locomotorTécnico em imobilizações gessadasTécnico engessadorTécnico gessista

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3226-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico de imobilização ortopédica?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.070 por mês, considerando as 323 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.610 (10% menores) a R$ 2.984 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.850 (RAIS 2024), 37.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico de imobilização ortopédica?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 978 admissões contra 825 desligamentos, saldo de +153 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico de imobilização ortopédica?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências (CNAE 8610101), com 35,3% das admissões e mediana de R$ 2.073. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico de imobilização ortopédica?

3226-05 (família 3226 — Técnicos de imobilizações ortopédicas). A CBO reconhece também os títulos: Técnico em aparelho gessado, Técnico em gesso hospitalar, Técnico em gesso ortopédico, Técnico em imobilizações do aparelho locomotor, Técnico em imobilizações gessadas, Técnico engessador, Técnico gessista — todos usam o mesmo código 3226-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico de imobilização ortopédica?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3226: O exercício da ocupação requer ensino de nível médio, mais curso de profissionalização de duzentas a quatrocentas horas/aula. Em geral, esses profissionais apresentam longo aprendizado no próprio emprego. A exigência de escolaridade ocorre para aqueles que estiverem ingressando no mercado e sem experiência anterior comprovada, que pode variar de um a dois anos. A formação profissional específica para técnico em imobilização ortopédica é recente. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico de imobilização ortopédica?

A taxa é de 21,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (35,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3226-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3226-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3226-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8610101), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3226:

  • Hospital das Damas
  • Hospital Governador Celso Ramos
  • Hospital Nossa Senhora de Fátima
  • Hospital Pronto Socorro João Xxiii
  • Hospital Santos Dumont
  • Prefeitura -Escritório de Marcio Luis Alvino de So
  • Pronto Socorro Samaro
  • Reis e Muniz Serviços Ortopédicos
  • Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro
  • Unidade de Diagnóstico Integrada - Udi
  • Universidade Santo Amaro (Unisa)
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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