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CBO 2002 Família 3225 R$ 2.619 na admissão +18 postos em 12 meses 56 atividades

CBO 3225-05 — Técnico de ortopedia

O código 3225-05 identifica a ocupação técnico de ortopedia na CBO 2002, dentro da família 3225 — Técnicos em próteses ortopédicas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um técnico de ortopedia

Interpretam as especificações médicas e efetuam as medidas do paciente para desenvolver, projetar, confeccionar, adaptar e reparar órteses e próteses (o/p), tais como aparelhos para correção ou apoio para pessoas com lesões em qualquer parte do corpo e membros artificiais. Avaliam o paciente e a prescrição; planejam, confeccionam e acompanham o funcionamento de órteses e próteses prestando assistência técnica; gerenciam o ateliê. O desenvolvimento do trabalho requer o uso de capacidades de comunicação do profissional junto aos profissionais da área e os pacientes.

Descrição oficial da família 3225 — Técnicos em próteses ortopédicas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na área da saúde e serviços sociais. São empregadores, trabalham de forma individual e em equipe com a equipe médica, sem supervisão. Executam suas funções em ambiente fechado e em horário diurno. Permanecem em posições desconfortáveis durante longos períodos e são expostos a materiais tóxicos, ruído intenso, altas temperaturas e ao pó dos materiais.

Recursos de trabalho

Componentes modulares para o/p; Couro; Equipamento para termomoldagem; Estufa; Etil-vinil-acetato (eva); Fibras (vidro e carbono); Fresadora ortopédica; Gesso e ataduras gessadas; Máquina de sucção; Resinas e catalisadores.

Quanto ganha um técnico de ortopedia

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.71310% ganham até R$ 2.619mediana R$ 6.13310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.010

Entrada × quem já está

R$ 2.619 ao ser admitido · R$ 3.010 para quem tem vínculo ativo +14,9%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de técnico de ortopedia foi de R$ 2.619 — metade das 245 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.713 e os 10% de maior, acima de R$ 6.133.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.010, ou seja, 14,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 72 meses.

Considerando a jornada média de 42.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.619
Por ano (12 salários)R$ 31.428
Por semanaR$ 603
Por hora (42.7h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.514 77,6%
  • Mulheres — R$ 3.303 22,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.144 76,1%
  • Mulheres — R$ 2.798 23,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 2.033
  • Sudeste 3.039
  • Sul 2.350

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 77 +0 — R$ 3.050 —
RJ 39 +14 — R$ 3.334 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

272

Desligamentos

254

Saldo

+18

Rotatividade

18,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+19) saldo negativo · pior: jul/26 (-12)

Em 12 meses houve 272 admissões e 254 desligamentos de técnico de ortopedia, o que significa que o mercado formal abriu 18 postos de trabalho no período, com rotatividade de 18,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 31,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 54,7% por dispensa sem justa causa, além de 7,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 31,5%
  • Dispensa sem justa causa 54,7%
  • Fim de contrato 7,5%

Sobre 254 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,4% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 7,5%
  • 1 a 4 empregados 11%
  • 5 a 9 empregados 17,6%
  • 10 a 19 empregados 8,2%
  • 20 a 49 empregados 14,1%
  • 50 a 99 empregados 5,5%
  • 100 a 249 empregados 10,2%
  • 250 a 499 empregados 7,5%
  • 500 a 999 empregados 8,6%
  • 1.000 ou mais empregados 9,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico de ortopedia

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio varejista de artigos médicos e ortopédicos 4773300 · 15,8% das admissões 43 44h R$ 2.125 R$ 2.550 R$ 3.600 1% 1
Fabricação de aparelhos e utensílios para correção de defeitos físicos e aparelhos ortopédicos em geral sob encomenda 3250703 · 15,4% das admissões 42 44.1h R$ 1.765 R$ 1.894 R$ 2.738 2% —
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 12,1% das admissões 33 43.3h — R$ 6.149 — 2% 3
Atividade médica ambulatorial restrita a consultas 8630503 · 9,2% das admissões 25 43.7h — R$ 2.506 — 1% 3
Comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, hospitalar e de laboratórios 4645101 · 9,2% das admissões 25 44h — R$ 3.300 — 1% 2
Serviços de prótese dentária 3250706 · 4,8% das admissões 13 44h — R$ 1.800 — 2% —
Atividades de atendimento em pronto socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências 8610102 · 4,8% das admissões 13 — — — — 2% 3
Atividade médica ambulatorial com recursos para realização de exames complementares 8630502 · 4% das admissões 11 43.6h — R$ 4.743 — 2% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico de ortopedia

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.395 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

72 meses

No setor público

26,5%

Em empresa do Simples

21,4%

Sexo

  • Homem 75,1%
  • Mulher 24,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,3h/sem
  • Pessoas com deficiência2,2%
  • Jornada parcial0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos34,5%

Sobre os 1.395 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 48,1%
  • Parda 42,5%
  • Preta 8,4%
  • Amarela 1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • 5º ano completo 0,4%
  • 6º ao 9º ano 1%
  • Fundamental completo 4,1%
  • Médio incompleto 2,7%
  • Médio completo 71,9%
  • Superior incompleto 4,2%
  • Superior completo 15,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 6º a 9º ano 0,4%
  • Fundamental completo 1,8%
  • Médio incompleto 4%
  • Médio completo 66,2%
  • Superior incompleto 9,9%
  • Superior completo 15,8%
  • Pós-graduação 1,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 10,7%
  • 5 a 9 empregados 11,8%
  • 10 a 19 empregados 6,4%
  • 20 a 49 empregados 5,9%
  • 50 a 99 empregados 5,2%
  • 100 a 249 empregados 10%
  • 250 a 499 empregados 10,5%
  • 500 a 999 empregados 8,6%
  • 1.000 ou mais empregados 30,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de técnico de ortopedia

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

28,7

CAT no período

31

Idade média no acidente

41 anos

Foram 31 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico de ortopedia nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 28,7 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 90,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 9,7% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 90,3%
  • Trajeto 9,7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 38,7%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 16,1%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão) 9,7%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 6,5%
  • Punho 6,5%

Natureza da lesão

  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 22,6%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 22,6%
  • Lesão imediata 19,4%
  • Distensão, torção 9,7%
  • Outras lesões, NIC 9,7%

Agente causador

  • Furadeira, broqueadeira, torno, fresa - máquina 16,7%
  • Esmeril- ferramenta 10%
  • Balcão, bancada - mobiliário e acessórios 6,7%
  • Agente do acidente, NIC 6,7%
  • Martelo, malho, marreta - ferramenta manual sem força motriz 3,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 4 12,9% 3.531
S52.6 — Fratura da extremidade distal do rádio e do cúbito [ulna] 2 6,5% 16.067
S61.8 — Ferimento de outras partes do punho e da mão 2 6,5% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 1 3,2% 1.634
S61.9 — Ferimento do punho e da mão, parte não especificada 1 3,2% 3.531
S52 — Fratura do antebraço 1 3,2% 16.067

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio varejista de artigos médicos e ortopédicos) tem RAT 1% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 28,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício pleno das atividades dessa ocupação requer o ensino médio completo e mais de cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3225.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3225-05.

A Avaliar o paciente e a prescrição (6)
  • •Efetuar a anamnese
  • •Realizar avaliação física do paciente
  • •Examinar a órtese de prótese
  • •Encaminhar solicitação e pedidos de exames complementares
  • •Participar da equipe de prescrição
  • •Analisar a prescrição face às informações obtidas
B Planejar a construção das órteses e próteses (op) (5)
  • •Sugerir ao paciente diferentes tipos de órteses e próteses
  • •Definir com o paciente a órtese e prótese
  • •Determinar o design da órtese e prótese
  • •Escolher componentes e materiais
  • •Organizar o cronograma de trabalho até a entrega
C Confeccionar órteses e próteses (9)
  • •Tirar medidas e moldes
  • •Interpretar as medidas e moldes
  • •Preparar o molde positivo
  • •Confeccionar a interface entre o corpo do paciente e a órtese e prótese
  • •Montar órtese e prótese
  • •Realizar prova de órtese e prótese
  • •Ajustar órtese e prótese
  • •Dar acabamento em órtese e prótese
  • •Entregar órtese e prótese aos pacientes
D Realizar acompanhamento de órteses e próteses (5)
  • •Fornecer assistência técnica durante a fase de adaptação
  • •Revisar periodicamente órtese e prótese
  • •Consertar órtese e prótese
  • •Reformar órtese e prótese
  • •Apresentar nova tecnologia em órtese e prótese ao paciente
E Gerenciar o ateliê de órteses e próteses (8)
  • •Supervisionar as atividades técnicas
  • •Controlar o estoque
  • •Coordenar atividades técnico e administrativas
  • •Providenciar a manutenção de máquinas, ferramentas e instalações
  • •Subsidiar tecnicamente o orçamento de órteses e próteses
  • •Elaborar o projeto físico do ateliê de órtese e prótese (leiaute)
  • •Distribuir tarefas a auxiliares e outros
  • •Promover a segurança e salubridade no ateliê de órtese e prótese
Y Comunicar-se (10)
  • •Treinar pessoal auxiliar
  • •Dialogar com o paciente sobre suas expectativas e potencialidades
  • •Ministrar palestras técnicas e educativas
  • •Prover suporte técnico a outros profissionais
  • •Dialogar sobre o caso com os profissionais envolvidos
  • •Registrar histórico do paciente e da órtese e prótese
  • •Divulgar serviços e técnicas
  • •Orientar o paciente sobre o uso, conservação e higiene da órtese e prótese
  • •Participar de pesquisas para introdução de modificações e inovações em órteses e próteses
  • •Reportar não conformidade na órtese e prótese ou no seu uso para os profissionais envolvidos
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • •Manter-se atualizado tecnicamente
  • •Demonstrar coordenação motora fina
  • •Demonstrar criatividade
  • •Apresentar habilidade manual
  • •Demonstrar senso estético
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar paciência
  • •Adquirir conhecimentos de informática
  • •Selecionar auxiliares
  • •Trabalhar com ética
  • •Demonstrar compreensão psicológica
  • •Mostrar percepção em relação às condições do paciente
  • •Usar epi

Sinônimos oficiais (8)

OrtesistaProtesista (técnico)Sapateiro ortopédicoTécnico de aparelhos ortopédicosTécnico de oficina ortopédicaTécnico de prótese e órteseTécnico de prótese ortopédicaTécnico ortopédico

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3225-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico de ortopedia?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.619 por mês, considerando as 245 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.713 (10% menores) a R$ 6.133 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.010 (RAIS 2024), 14.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico de ortopedia?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 272 admissões contra 254 desligamentos, saldo de +18 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico de ortopedia?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio varejista de artigos médicos e ortopédicos (CNAE 4773300), com 15,8% das admissões e mediana de R$ 2.550. A ficha de técnico de ortopedia no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico de ortopedia?

3225-05 (família 3225 — Técnicos em próteses ortopédicas). A CBO reconhece também os títulos: Ortesista, Protesista (técnico), Sapateiro ortopédico, Técnico de aparelhos ortopédicos, Técnico de oficina ortopédica, Técnico de prótese e órtese, Técnico de prótese ortopédica, Técnico ortopédico — todos usam o mesmo código 3225-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico de ortopedia?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3225: O exercício pleno das atividades dessa ocupação requer o ensino médio completo e mais de cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico de ortopedia?

A taxa é de 28,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (38,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3225-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3225-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3225-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4773300), o RAT é 1%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (21 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3225:

  • •Associação Brasileira de Ortopedia Técnica (Abotec)
  • •Biomecânica Indústria e Comércio de Produtos Ortopédicos Ltda.
  • •Faculdade de Ciências Médicas Unicamp
  • •Fundação das Pioneiras Sociais (Sarah Kubistcheck)
  • •Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Hc-fmusp)
  • •Imbraco Indústria e Comércio Ltda.
  • •Jm Cunha Comércio e Representações Ltda.
  • •Ortolab Órtese e Prótese Ltda.
  • •Ortopedia A Especialista Ltda.
  • •Ortopedia Americana
  • •Ortopedia Clementino Ltda. ME.
  • •Ortopedia Correto Ltda.
  • •Ortopedia Follow Up Ltda.
  • •Ortopedia Germania Ltda.
  • •Ortopedia Hannover Ltda.
  • •Ortopedia Paschoalini Ltda.
  • •Ortopedia Vertical Ltda.
  • •Ortopedia Wiesbauer Ltda.
  • •Ullis Ortopedia Técnica Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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