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CBO 2002 Família 3133 R$ 2.001 na admissão -138 postos em 12 meses 77 atividades

CBO 3133-20 — Técnico de transmissão (telecomunicações)

O código 3133-20 identifica a ocupação técnico de transmissão (telecomunicações) na CBO 2002, dentro da família 3133 — Técnicos em telecomunicações. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um técnico de transmissão (telecomunicações)

Participam na elaboração de projetos de telecomunicação; instalam, testam e realizam manutenções preventiva e corretiva de sistemas de telecomunicações. Supervisionam tecnicamente processos e serviços de telecomunicações. Reparam equipamentos e prestam assistência técnica aos clientes; ministram treinamentos, treinam equipes de trabalho e elaboram documentação técnica.

Descrição oficial da família 3133 — Técnicos em telecomunicações, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Essas ocupações são exercidas por empregados assalariados, com carteira assinada, que se organizam em equipe, sob supervisão ocasional de profissionais de nível superior. Atuam principalmente no segmento de telecomunicações e telefonia, nos correios e em outras atividades empresariais. Trabalham em locais abertos no período diurno. Eventualmente são expostos à radiação, ruídos, material tóxico e altas temperaturas no ambiente de trabalho. CONSULTE 3132 - Técnicos em eletrônica.

Recursos de trabalho

Analisador de espectro; Analisador de protocolos; Analisador e certificador de cabos; Gerador de sinais; Máquina de emenda de fibra ótica; Megômetro; Multímetro; Site analyser; Testador de antenas.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio. Resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Quanto ganha um técnico de transmissão (telecomunicações)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61110% ganham atéR$ 2.001medianaR$ 4.00910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.813

Entrada × quem já está

R$ 2.001 ao ser admitido · R$ 3.813 para quem tem vínculo ativo +90,6%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico de transmissão (telecomunicações) foi de R$ 2.001 — metade das 1.515 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.611 e os 10% de maior, acima de R$ 4.009.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.813, ou seja, 90,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 33 meses.

Considerando a jornada média de 43.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.001
Por ano (12 salários)R$ 24.012
Por semanaR$ 461
Por hora (43.4h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.98597,2%
  • Mulheres — R$ 2.3192,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.81397,6%
  • Mulheres — R$ 3.8132,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.763
  • Nordeste1.684
  • Sudeste2.369
  • Sul1.844
  • Centro-Oeste1.874

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 676 +125 R$ 2.535
MG 133 -78 R$ 1.669
RJ 115 -22 R$ 2.800
PR 79 -34 R$ 1.750
RS 74 -10 R$ 1.859
SC 69 -42 R$ 2.054
GO 66 +24 R$ 1.690
MS 64 -11 R$ 1.894
CE 40 +13 R$ 1.655
BA 38 -14 R$ 1.741

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

1.554

Desligamentos

1.692

Saldo

-138

Rotatividade

36,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+74) saldo negativo · pior: fev/26 (-58)

Em 12 meses houve 1.554 admissões e 1.692 desligamentos de técnico de transmissão (telecomunicações), o que significa que o mercado formal fechou 138 postos de trabalho no período, com rotatividade de 36,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 38% foram a pedido do próprio trabalhador e 51,2% por dispensa sem justa causa, além de 5,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador38%
  • Dispensa sem justa causa51,2%
  • Fim de contrato5,1%

Sobre 1.692 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente1%
  • Pessoa com deficiência0,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro9,4%
  • 1 a 4 empregados6,6%
  • 5 a 9 empregados7,5%
  • 10 a 19 empregados10,5%
  • 20 a 49 empregados14,5%
  • 50 a 99 empregados18,3%
  • 100 a 249 empregados10%
  • 250 a 499 empregados1,6%
  • 500 a 999 empregados15,2%
  • 1.000 ou mais empregados6,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico de transmissão (telecomunicações)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de comunicação multimídia - scm 6110803 · 32,6% das admissões 507 43.5h R$ 1.667 R$ 1.835 R$ 1.983 2% 2
Consultoria em tecnologia da informação 6204000 · 14,4% das admissões 223 44h R$ 3.595 R$ 4.032 R$ 4.093 2% 2
Manutenção de estações e redes de telecomunicações 4221905 · 8,8% das admissões 136 44h R$ 1.726 R$ 2.365 R$ 3.000 3% 4
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 6,9% das admissões 108 44h R$ 1.639 R$ 1.698 R$ 2.125 3% 3
Provedores de acesso às redes de comunicações 6190601 · 6,7% das admissões 104 44h R$ 1.647 R$ 1.782 R$ 2.025 3% 2
Serviços de telefonia fixa comutada - stfc 6110801 · 4,1% das admissões 64 41.2h R$ 1.642 R$ 1.708 R$ 1.883 2% 2
Outras atividades de telecomunicações não especificadas anteriormente 6190699 · 3,4% das admissões 53 44.3h R$ 2.145 R$ 2.750 R$ 3.398 2% 2
Construção de estações e redes de telecomunicações 4221904 · 3,2% das admissões 50 44h R$ 2.450 R$ 3.100 R$ 3.725 3% 4

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico de transmissão (telecomunicações)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.660 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

33 meses

No setor público

1%

Em empresa do Simples

28,4%

Sexo

  • Homem97,3%
  • Mulher2,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,2h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,9%

Sobre os 4.660 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca48,4%
  • Parda42,7%
  • Preta8%
  • Amarela0,6%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,2%
  • 5º ano completo0,1%
  • 6º ao 9º ano0,7%
  • Fundamental completo3%
  • Médio incompleto3,3%
  • Médio completo78,9%
  • Superior incompleto4,4%
  • Superior completo9,4%
  • Mestrado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Até 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º a 9º ano0,1%
  • Fundamental completo1,2%
  • Médio incompleto2,6%
  • Médio completo81,5%
  • Superior incompleto5,1%
  • Superior completo8,4%
  • Pós-graduação0,5%
  • Mestrado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados4,9%
  • 5 a 9 empregados6,4%
  • 10 a 19 empregados10%
  • 20 a 49 empregados18,4%
  • 50 a 99 empregados15,8%
  • 100 a 249 empregados11,1%
  • 250 a 499 empregados3,5%
  • 500 a 999 empregados6,5%
  • 1.000 ou mais empregados23,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de técnico de transmissão (telecomunicações)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

36,3

CAT no período

136

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

36 anos

Foram 136 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico de transmissão (telecomunicações) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 36,3 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 76,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 22,8% de trajeto (no deslocamento) e 0,7% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico76,5%
  • Trajeto22,8%
  • Doença0,7%

Parte do corpo atingida

  • Pé (exceto artelhos)8,8%
  • Dedo8,8%
  • Articulação do tornozelo8,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos)7,4%
  • Joelho7,4%

Natureza da lesão

  • Fratura22,8%
  • Distensão, torção13,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)12,5%
  • Lesão imediata9,6%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)9,6%

Agente causador

  • Escada móvel ou fixada, NIC23,7%
  • Motocicleta, motoneta10,4%
  • Veículo rodoviário motorizado10,4%
  • Telhado5,9%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas5,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 5 3,7% 1.358
S80.0 — Contusão do joelho 5 3,7% 1.225
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 4 2,9% 313
S92.0 — Fratura do calcâneo 4 2,9% 15.618
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 2,9% 5.476
S92.3 — Fratura de ossos do metatarso 3 2,2% 15.618

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços de comunicação multimídia - scm) tem RAT 2% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 36,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer formação técnica de nível médio na área de telecomunicações.

Texto oficial do MTE para a família 3133.

Qual especialização paga mais na família 3133

Todas as ocupações de técnicos em telecomunicações, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3133-15 Técnico de telecomunicações (telefonia) R$ 2.021 R$ 3.884 26.036
3133-20 Técnico de transmissão (telecomunicações) (esta página) R$ 2.001 R$ 3.813 4.660
3133-05 Técnico de comunicação de dados R$ 1.947 R$ 2.891 6.889
3133-10 Técnico de rede (telecomunicações) R$ 1.813 R$ 2.880 27.983

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3133-20.

A Participar na elaboração de projetos de telecomunicações (12)
  • Consultar especificações e normas técnicas
  • Interpretar especificações e normas técnicas
  • Levantar dados e informações do projeto
  • Avaliar entroncamento
  • Redimensionar equipamentos
  • Definir plataforma de equipamentos
  • Configurar equipamentos no projeto
  • Especificar equipamentos (comutação, transmissão, rede e comunicação de dados)
  • Especificar mão-de-obra
  • Quantificar os materiais, equipamentos e mão-de-obra
  • Levantar o custo do projeto
  • Elaborar esquemas para projetos
B Instalar sistemas de telecomunicações (10)
  • Verificar o fornecimento de energia
  • Verificar a infraestrutura
  • Consultar manual de instalação
  • Avaliar as interfaces dos equipamentos e componentes
  • Fixar componentes de sistemas de telecomunicações
  • Instalar cabeamento
  • Efetuar interligações dos equipamentos
  • Testar conexões
  • Verificar alimentação do sistema
  • Ativar o sistema
C Testar sistemas de telecomunicações (8)
  • Avaliar condições de funcionamento dos equipamentos
  • Programar o sistema de telecomunicações
  • Configurar o sistema de acordo com as especificações do projeto
  • Efetuar testes de funcionamento de acordo com especificações
  • Medir, aferindo as condições de funcionamento através de instrumentos
  • Efetuar ajustes do sistema
  • Substituir componentes do sistema
  • Instruir o usuário final na utilização de sistemas de telecomunicações
D Realizar manutenções preventiva e corretiva dos equipamentos de telecomunicações (7)
  • Verificar o funcionamento dos equipamentos de telecomunicações
  • Executar rotinas de teste
  • Identificar falhas no sistema de telecomunicações
  • Corrigir as falhas do sistema de telecomunicações
  • Reprogramar o sistema de telecomunicações
  • Configurar os softwares do equipamento
  • Acompanhar teste de laboratório
E Supervisionar tecnicamente processos e serviços de telecomunicações (5)
  • Distribuir tarefas para equipes de trabalho
  • Fornecer dados para a área de desenvolvimento tecnológico
  • Detectar necessidades de expansão e ou redimensionamento de sistemas
  • Supervisionar o cumprimento do cronograma físico-financeiro
  • Acompanhar serviços de instalação de redes telefônicas
F Prestar assistência técnica ao cliente (4)
  • Orientar sobre aplicações de soluções técnicas
  • Intermediar relações entre cliente e empresa
  • Prospectar novos negócios para empresa
  • Manter informada a empresa sobre a necessidade do cliente
G Reparar equipamentos (4)
  • Identificar a instrumentação necessária
  • Avaliar a necessidade de conserto
  • Efetuar ajustes
  • Trocar componentes
H Ministrar treinamento (8)
  • Contribuir para o desenvolvimento de habilidades específicas na equipe
  • Capacitar na utilização de tecnologia de telecomunicação
  • Ministrar treinamento em novas tecnologias
  • Treinar usuário final
  • Treinar equipe de trabalho
  • Ministrar treinamento em área específica
  • Orientar equipes de trabalho
  • Avaliar desempenho de equipes de trabalho
I Elaborar documentação técnica (5)
  • Analisar relatórios técnicos
  • Elaborar rotinas de teste
  • Especificar planos de trabalho
  • Elaborar relatórios de desempenho
  • Elaborar esquemas
Z Demonstrar competências pessoais (14)
  • Demonstrar poder de concentração
  • Demonstrar visão espacial
  • Demonstrar criatividade para resolver problemas
  • Demonstrar habilidade manual
  • Demonstrar iniciativa
  • Trabalhar em equipe
  • Absorver novas tecnologias
  • Demonstrar conhecimentos básicos de informática
  • Dominar terminologia técnica em outros idiomas
  • Interagir com os clientes
  • Organizar o tempo
  • Demonstrar habilidade de auto-desenvolvimento
  • Demonstrar habilidade de leitura e redação
  • Demonstrar habilidade de comunicação

Sinônimos oficiais (1)

Técnico de manutenção de equipamento de transmissão

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3133-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico de transmissão (telecomunicações)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.001 por mês, considerando as 1.515 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.611 (10% menores) a R$ 4.009 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.813 (RAIS 2024), 90.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico de transmissão (telecomunicações)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.554 admissões contra 1.692 desligamentos, saldo de -138 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico de transmissão (telecomunicações)?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de comunicação multimídia - scm (CNAE 6110803), com 32,6% das admissões e mediana de R$ 1.835. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico de transmissão (telecomunicações)?

3133-20 (família 3133 — Técnicos em telecomunicações). A CBO reconhece também os títulos: Técnico de manutenção de equipamento de transmissão — todos usam o mesmo código 3133-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico de transmissão (telecomunicações)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3133: O exercício dessas ocupações requer formação técnica de nível médio na área de telecomunicações.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico de transmissão (telecomunicações)?

A taxa é de 36,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (8,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é T07 — traumatismos múltiplos não especificados. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3133-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3133-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3133-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (6110803), o RAT é 2%.

A profissão de técnico de transmissão (telecomunicações) é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 3133 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio. Resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3133:

  • Associação Brasileira de Telecomunicações
  • Empresa Brasileira de Telecomunicações S.A. (Embratel)
  • Kzm Serviços de Manutenção
  • Seima Telecomunicações Ltda.
  • Sindicato dos Técnicos Industriais de Santa Catarina (Sintec)
  • Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações
  • Sindimest
  • Telemar Norte Leste S.A.
  • TV Globo Ltda.
  • Unicell Telecom
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Sistemas de telecomunicações: subsistemas de alimentação, bastidores, torres e an- tenas de transmissão, ERBs, armários óticos, cabeamento de fibras óticas, antenas de rastreamento de satélite.
  • Sindimest-RJ: Sindicato das Indústrias e Empresas de Instalação, Operação e Manutenção de Redes, Equipamentos e Sistemas de Telecomunicações do Estado do Rio de Janeiro.
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